Escola Politécnica da USP

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Laboratório da Poli-USP ingressa em rede internacional

Ele passa a integrar a rede Design Factory Global Network, liderada por reconhecido laboratório da Universidade de Aalto, na Finlândia.

O INOVALAB@POLI, laboratório de inovação e empreendedorismo voltado aos alunos de graduação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), agora faz parte de uma importante rede internacional de ensino multidisciplinar, a Design Factory Global Network. A cerimônia de oficialização do ingresso do INOVALAB@POLI na rede acontecerá no dia 20 de junho, às 9 horas, no anfiteatro do Departamento de Engenharia da Produção da Poli-USP.

“O INOVALAB@POLI cresceu desde que foi criado e está dando um passo adiante ao se internacionalizar ingressando em uma rede com outras universidades que atuam da mesma forma, estimulando a inovação e o empreendedorismo para alunos de graduação”, afirma Eduardo Zancul, professor da Poli e vice-coordenador do laboratório. A rede nasceu na Universidade de Aalto, na Finlândia, onde foi desenvolvido o sistema educativo da Design Factory. A expressão diz respeito à ideia de integração multidisciplinar entre engenharia, design e negócios para a realização de projetos e pesquisas.

Os bons resultados do laboratório da universidade finlandesa fizeram com que a instituição resolvesse expandir a ideia e criar a rede internacional, que é integrada por instalações semelhantes de universidades em Portugal, Suíça, Estados Unidos, Austrália, Chile, Colômbia e agora do Brasil. A entrada da Poli na Design Factory Global Network foi uma iniciativa dos docentes coordenadores do laboratório Roseli de Deus Lopes, Eduardo Zancul, Leme Fleury e Davi Noboru Nakano.

Segundo Zancul, essa parceria é extremamente benéfica para a Escola. “A parceria permite acesso a métodos e práticas de ensino de inovação, que são compartilhadas na rede”, afirma. Além disso, a rede procura criar oportunidades para os estudantes desenvolverem e participarem de projetos conjuntos. Um exemplo é um projeto intensivo durante um final de semana (hackathon), realizado simultaneamente em diversos países, e que utiliza a diferença de fuso-horário entre os países para o revezamento do trabalho das equipes em turnos, à medida que anoitece em cada localidade. Essa atividade, em condições bastante exigentes que envolvem pressão de tempo, distância geográfica, diferença de culturas e de idioma, tem como objetivo capacitar os alunos para trabalhar em equipes de forma colaborativa.

Desde 2016, a Poli já vem realizando atividades de preparação para o ingresso na rede internacional. Neste semestre, dez alunos da USP e oito alunos de universidades estrangeiras participaram de duas disciplinas optativas para o desenvolvimento de trabalhos internacionais. Nessas disciplinas, denominadas Applied Design Project I e II, os projetos são realizados em inglês.

Apesar da Poli-USP já possuir inúmeras parcerias com outras instituições de ensino do exterior, que possibilitam aos estudantes a realização de intercâmbios e de dupla titulação, o ingresso na Design Factory Global Network significa  a expansão das oportunidades dos estudantes no contexto internacional. Todo o processo contou com o apoio da USP, da Diretoria da Poli e do Fundo Patrimonial Amigos da Poli.

Sobre o evento – A cerimônia que firmará a entrada na rede contará com uma visita às dependências do laboratório e do Ocean USP Samsung, onde ocorrerá uma mostra com apresentações de projetos e startups.

(Amanda Panteri)

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Serviço

Cerimônia de Entrada do Inovalab@Poli em Rede Internacional Design Factory Global Network
Quando: 20 de junho, às 9 horas.
Onde: Anfiteatro do Departamento de Engenharia de Produção (PRO) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli – USP).
Endereço: Avenida Professor Almeida Prado, 128 - Butantã, São Paulo - SP, 05508-070, Brasil. 

 

 

Competição sobre mercado financeiro é realizada pela primeira vez na Poli-USP

Promovida pelo tradicional banco suíço, ela contou com 21 participantes, todos alunos de graduação da Escola.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) participou pela primeira vez da Credit Suisse Award (CS Award), competição voltada para o mercado financeiro e promovida pelo banco Credit Suisse. Entre os dias 21 de março e 2 de junho, os alunos da Poli trabalharam na elaboração de uma avaliação dos fundamentos econômico-financeiros da empresa Raia/Drogasil – similarmente ao que é feito em bancos de investimento ao redor do mundo – e de recomendações a respeito das ações da mesma na bolsa de valores. A cerimônia de entrega dos prêmios aos melhores colocados foi realizada na quarta-feira (07/06), na sede do banco, e contou com a presença do CEO da instituição José Olympio Pereira.

Os estudantes da Poli-USP Gustavo Ferreira de Faria, Gabriel Teodoro de Lima Santos, Matheus Vilaça Vieira Silva, João Vitor Higuti Teles Zuardi e Luiz Alberto Chi Delgado Lira fazem parte do grupo vencedor da CS Award. Eles participam da liga de mercado financeiro da Escola, a Poli Finance. Além deles, a competição contou com mais quatro equipes de alunos da Escola. Durante dois meses, os competidores foram apresentados a tutores, que os auxiliaram no desenvolvimento dos trabalhos e os deixaram mais familiarizados com o cotidiano de um analista de investimentos.

Ao final do período, cada grupo submeteu uma análise fundamentalista da empresa e sugestões sobre compras e vendas dos papéis da mesma negociados na bolsa de valores a uma banca composta por profissionais da Credit Suisse. A escolha da Raia/Drogasil como “case” de análise foi feita pelo próprio banco. Segundo o professor do Departamento de Produção (PRO) da Poli-USP, Erik Rego, foi uma decisão acertada, uma vez que “a empresa é ativa na bolsa de valores e possui muitas informações que serviram para os trabalhos”. Além disso, ela possui liquidez, ou seja, há muitas pessoas interessadas na compra de suas ações.

Para o professor, o maior prêmio que os alunos puderam receber foi a experiência. “O que eles de fato ganharam foi o aprendizado na prática e a oportunidade de conviver com profissionais experientes de um banco de primeira linha”, afirma.

O docente, responsável por organizar a iniciativa, atuou como “Faculty Advisor” na competição. Ele ajudou na orientação dos projetos, que deveriam possuir um viés mercadológico e não acadêmico. “Contribuí no ensino dos principais conceitos de valuation, da modelagem econômico-financeira, dei orientação quanto ao modelo e estratégia do relatório”, conta. Na avaliação do docente, todos os participantes da competição estão agora suficientemente preparados para atuar em estágios e assumir postoss de trabalho no mercado financeiro.

(Amanda Panteri)

 

Poli-USP recebe delegação coreana

Seguindo o acordo tecnológico assinado entre os dois países em 2015, a visita serviu para discutir Engenharia.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) recebeu, na última quarta-feira (07/06), uma delegação coreana que incluía pesquisadores do Korea Research Institute for Vocational Education and Training (KRIVET), representantes do Ministério do Trabalho e do Serviço de Recursos Humanos da Coreia e assessores do consulado coreano no Brasil. A delegação foi recepcionada pelo professor e diretor da Poli, José Roberto Castilho Piqueira, e participou de uma reunião com o presidente da Comissão de Relações Internacionais (CRInt), professor Henrique Lindenberg Neto, a representante da Escola no Conselho Regional de Engenharia (CREA), professora Anna Luiza Marques Ayres da Silva, e o docente do Departamento de Engenharia Química (PQI), Song Won Park.

A reunião, realizada Prédio da Administração Central da Poli, teve como principal objetivo discutir a atual situação da Engenharia em ambos os países, atividade prevista no Memorando de Entendimento (MOU) assinado em 2015 entre os governos brasileiro e coreano. O Memorando trata de um acordo de cooperação e colaboração baseado na troca de conhecimento, ideias e atividades Brasil/Coreia, com o intuito de fomentar o diálogo e parcerias em diversos setores tecnológicos.

Tendo isso em vista, a delegação contatou a Escola para saber mais sobre a grade curricular dos cursos da Poli, os panoramas do mercado de trabalho para engenheiros no Brasil e as possibilidades que o país possui em mobilidade internacional de estudantes e profissionais, além de mostrar aos brasileiros como funciona a formação de um engenheiro na Coreia.

O evento se iniciou com breves apresentações dos presentes na mesa. Após isso, o professor Lindenberg falou sobre a história da Universidade, a estrutura da Poli, de seus cursos e dos acordos que a Escola possui com outras universidades ao redor do mundo. Nessa parte do encontro, ele lembrou a dificuldade que alguns estrangeiros encontram quando fazem o intercâmbio na USP, uma vez que a maioria das aulas é ministrada em português. Porém, destacou que a Poli possui programas de mobilidade em pesquisas oferecidas a esses alunos, em que as atividades desenvolvidas são em inglês.

O KRIVET também fez uma apresentação focada no intuito do encontro – a coleta de informações para os estudos da instituição a respeito de possíveis acordos na área de Engenharia entre os países –, e sobre como funciona o ensino na Coreia. Nesse país, os cursos de Engenharia possuem quatro anos de duração e, já com o diploma em mãos, os recém-formados devem se submeter a um teste teórico sobre Engenharia. Não é necessário passar na prova para exercer a profissão, mas eles garantem que esse é um grande diferencial para o currículo.

A professora Ayres esclareceu as dúvidas dos convidados a respeito do CREA. Ela explicou que o Conselho serve para reconhecer e qualificar os profissionais da área, e que, quando o aluno conclui a graduação em Engenharia, deve solicitar a permissão legal do órgão para exercer a profissão. Já Park se encarregou de traçar o panorama sobre o mercado de trabalho para Engenharia no país. Ele afirmou que, apesar de o país passar por uma crise econômica e financeira, os formados pela Escola são muito requisitados por uma demanda crescente de mão de obra qualificada no Brasil. A visita terminou com agradecimentos de ambos os lados.

(Amanda Panteri)

 

Poli Cidadã e CAM recrutam monitores para 2ª Oficina de Brinquedos

Outra iniciativa do Terceiro Setor desenvolvida pela comunidade politécnica é a Campanha do Agasalho 2017, promovida pelo Poli Social.

O Poli Cidadã – programa que tem como objetivo estimular alunos e professores a realizar projetos sociais – e o Centro Acadêmico da Mecânica e Mecatrônica (CAM), ambos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), estão recrutando monitores para participar da 2ª Oficina de Brinquedos. A atividade será realizada no próximo sábado, dia 10 de junho, das 8h30 às 17h30, no Prédio da Engenharia Mecânica. Para participar, é necessário o envio de um e-mail à  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou comparecer no evento de preparação do local, que ocorrerá um dia antes (09/06), às 17h30.

O projeto educacional e social ensinará crianças de 11 e 12 anos, de duas instituições vizinhas à USP, a fazer um projeto de engenharia, que pode ser desde um brinquedo até um guindaste hidráulico. Os pequenos irão projetar e fabricar o brinquedo de baixo custo, e depois poderão levá-lo para casa. Eles ainda receberão informações a respeito das escolas secundárias de ensino técnico.

Poli Social – Além dessa ação, o grupo Poli Social, formado por alunos de graduação da Poli-USP, está promovendo a Campanha do Agasalho 2017. Os interessados em doar roupas e cobertores de inverno a pessoas em situação de rua devem depositar as peças nas caixas localizadas em todos os centrinhos da Poli e no Biênio. 

 

Poli-USP desenvolve simulador de trem para Vale

Único do gênero, sistema passa por aprimoramentos – , como gráficos mais realistas e novos modelos de trens – , que estão em fase de conclusão.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) desenvolveu para a empresa brasileira Vale um simulador de trem, utilizado para treinamento dos operadores da frota que a mineradora utiliza para transportar a produção de suas minas para os portos nacionais. Não há sistema similar a esse desenvolvido no Brasil e ele tem algumas características inéditas que nenhum simulador internacional possui, segundo o coordenador do projeto, o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli-USP, Roberto Spinola Barbosa.

O projeto, iniciado em 2008, vem sendo tocado de forma ininterrupta e já chegou à terceira geração do simulador, que deve ser entregue este ano com aperfeiçoamentos gráficos. Desde seu início até o momento, o projeto já recebeu investimentos da ordem de R$ 4 milhões.

São  mais de mil quilômetros de linhas ferroviárias, simulando as redes da Vale Carajás – que liga as minas de Carajás, no Pará, ao Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão, e pelas quais são transportados minério de ferro, ferro-gusa, manganês, cobre, combustíveis e carvão; a linha férrea Vitória a Minas – por onde é transportada a produção de minério de ferro do interior de Minas Gerais até o porto de Tubarão, no Espírito Santo, e também cargas para terceiros (carvão e produtos agrícolas); e uma linha em Moçambique, na África. A Vale tem simuladores em operação nas suas instalações em Vitória, Belo Horizonte, Carajás, São Luís e Moçambique.

“Nosso sistema utiliza modelos computacionais desenvolvidos por pesquisadores, alunos de pós-graduação, graduação e iniciação científica da Poli-USP que simulam movimentos dinâmicos do trem, indicam a sua posição espacial e trazem informações topográficas, de forma que o maquinista atue como se estivesse no mundo real”, aponta Spinola, que coordena o Laboratório de Dinâmica e Simulação Veicular (LDSV), onde está instalado o simulador.

“Nessa terceira versão do simulador melhoramos tudo. Ele está mais completo, tem mais funcionalidades. Estamos refazendo toda a parte gráfica das imagens, buscando maior resolução para melhorar a qualidade e dar uma sensação ainda mais acentuada de realidade para os maquinistas em treinamento”, conta.

Uma das principais inovações do simulador está na implementação do modo multiplayer ou multiusuário. “Agora, em vez do instrutor treinar os operadores ao longo de uma linha específica, é possível treinar o maquinista em uma malha ferroviária completa, com a presença de sinalização e de outros trens em várias linhas que se interconectam e que são operados por outros maquinistas em treinamento, simulando de forma integral o tráfego”, explica.

Uma outra novidade do sistema é a conexão com a internet. “Com isso, um instrutor de São Paulo pode treinar um maquinista que está em Vitória ou um profissional que está em Belo Horizonte pode programar e acompanhar uma simulação com um operador que está em Moçambique”, exemplifica.

Três laboratórios da Poli atuam no projeto de desenvolvimento e aprimoramento do simulador. A coordenação do projeto é do Laboratório de Dinâmica e Simulação Veicular, responsável pelo desenvolvimento dos modelos dos sistemas, das locomotivas, dos vagões, projetados de forma detalhada para o simulador, de modo a serem idênticos aos modelos reais. Nele também está instalado um simulador, usado para as pesquisas que visam seu aprimoramento.

Já o Laboratório de Automação e Controle (LAC) é responsável pela parte de programação da rede e toda estrutura computacional. Por fim, o Tanque Numérico de Provas (TPN) cuida da parte de processamento de imagens, área que dominam por conta dos simuladores de navios que desenvolveram. Os simuladores foram desenvolvidos com recursos da Vale, e a propriedade intelectual é compartilhada – 50% da empresa e 50% da Poli-USP.

O funcionamento – Um conjunto de computadores funciona como central de comando. Nela, os instrutores da Vale fazem as configurações que desejam aplicar nas simulações a serem feitas pelos maquinistas. “O instrutor programa os circuitos de treinamento, se haverá desvios para mudar de via, semáforos, animais na linha, escolhe o tamanho do trem, decide se haverá operações de encaixe para formação dos trens, que carga será transportada, sua quantidade, situações de emergência como a falha de um freio em trecho de descida etc”, conta.

O simulador, em si, é uma cópia exata da parte interna de uma cabine da locomotiva: tem o painel e todos os comandos existentes em uma locomotiva, como acelerador e freio. Telas no que seriam as janelas mostram o cenário em 3D percorrido pelo maquinista no treinamento. Há telas na frente, lateral e na parte traseira, cada uma mostrando as imagens de acordo com a perspectiva real que um maquinista teria numa cabine de verdade, permitindo uma visão 360 graus da imagem.

A topografia do cenário exibida é a que existe, de fato, nas regiões por onde passam as linhas férreas, e totalmente georreferenciada. As fotos para constituir as imagens que se vê nas telas foram tiradas de imagens de satélite similar as utilizadas no Google Earth. É possível usar óculos especiais para ampliar a sensação da tridimensionalidade. Dessa forma, o operador pilota o trem em uma rede férrea que realmente existe, em condições de relevo plano ou montanhoso como no mundo real.

Os sons do motor e até mesmo da buzina (acionada para espantar animais da linha ou alertar veículos e pessoas sobre a passagem do trem, situações que são simuladas pelo sistema) são iguais aos de um trem de verdade. Túneis, pátios de estacionamento e abastecimento, os terminais de chegada e saída dos portos: tudo está presente e é uma cópia digital do que se encontra no mundo físico.

É também possível sobrevoar o cenário e ver o trem se deslocando como se estivesse em um helicóptero. “Posso colocar o observador em qualquer lugar do cenário, não apenas dentro da cabine. Ele pode estar parado no posto de abastecimento, por exemplo, e ver passar o trem que está sendo pilotado pelo maquinista em treinamento”, diz.

O instrutor tem um registro completo de todo o treinamento feito pelo maquinista no simulador. “Ele sabe qual foi a velocidade, quanto o maquinista usou de freio em determinado trecho, se apertou a buzina na hora do cruzamento. O sistema de avaliação automática tira pontos na medida em que o maquinista em treinamento deixa de fazer algo. Ele sabe as regras básicas de operação e verá o que deixou de cumprir, podendo aprimorar seu desempenho”, destaca. Como as simulações de cada operador de trem ficam armazenadas, é possível comparar a performance do maquinista de um ano para outro. Esses profissionais passam por treinamento anual.

Além disso, o instrutor pode otimizar a operação a partir dos dados recolhidos na simulação. “Ele pode, por exemplo, sugerir que o maquinista não use tanto freio em determinado trecho, por ver que não é necessário, e isso pode economizar combustível”, exemplifica. Outra grande vantagem está na simulação de situações de risco ou emergência. “Com o simulador, você pode preparar o maquinista para lidar com situações de perigo envolvendo, por exemplo, um trem com freio degradado, sem causar risco real para as pessoas ou prejuízo financeiro”. ”, completa.

Por enquanto, o simulador é usado apenas para as operações da Vale, mas é possível realizar novas pesquisas que possam ser desenvolvidas para outras aplicações. “Podemos desenvolver um simulador para trem de passageiro ou para metrô, apenas precisamos de aporte financeiro para custear um projeto desse tipo”, finaliza.

Confira as fotos do simulardor no álbum do Flickr da Escola: https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157681207422743

(Janaína Simões)

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Atendimento à imprensa:

Acadêmica Agência de Comunicação
www.academica.jor.br
Janaína Simões
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Tel. (11) 5549-1863 

 

RCGI promove palestra sobre energia, inovação e colaboração entre academia e a indústria

Rob Littel, da Shell, vai falar sobre como a empresa vê o futuro da energia no mundo. 

No próximo dia 6 de junho o Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), que fica sediado na Escola Polténica, recebe Rob Littel, General Manager Gas Separation da Shell, para a palestra Powering Progress Together: an industry perspective on energy, innovation and collaboration. O evento é gratuito e aberto ao público.  

De acordo com Alexandre Breda, Executive Committee Representative da Shell, nesta palestra Littel vai falar sobre como a Shell vê o futuro da energia no mundo. “Basicamente o tema é: quais os desafios que temos pela frente e como a tecnologia pode ajudar a vencê-los?”, resume. Segundo Breda, Littel dará exemplos de tecnologias de Carbon Capture and Storage (CCS) que estão sendo desenvolvidas pela empresa no exterior e abrirá a conversa para perguntas e debate. “Queremos saber da academia como é que ela vê o futuro da energia no mundo”, diz Breda.

Responsável por tecnologias de separação de gases e de CCS na multinacional, Littel já afirmou, em evento ao qual esteve presente no Brasil em meados do ano passado, que a CCS é apenas uma das tecnologias disponíveis para possibilitar o uso de combustíveis fósseis sem aumentar emissões.

“Estamos olhando para todas as tecnologias candidatas [a nos ajudar com a questão das emissões] como opções. Colocamos energia nelas e nos comprometemos a desenvolvê-las o mais rapidamente possível, e ao mesmo tempo, estamos muito abertos a outras tecnologias disruptivas. Se houver uma tecnologia melhor, estaremos lá! Ficaremos felizes de mudar o curso”, disse ele na ocasião.

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Serviço: Powering Progress Together: an industry perspective on energy, innovation and collaboration
Dia: 6 de junho
Hora: das 10h30 às 11h30
Onde: Auditório do Prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da USP (Av. Professor Mello Moraes, 2.231, Cidade Universitária, São Paulo).

 

Máquinas de pagamento eletrônico podem ser suscetíveis a ataques

Simulações de ataques a equipamentos buscam identificar e alertar, com antecedência, sobre riscos de segurança

Na Internet das Coisas (IoT), sensores colocados em objetos captam informações e, por meio de um dispositivo de transmissão, tornam-nas disponíveis on-line. A tecnologia, cada vez mais acessível, também pode ser utilizada para atacar máquinas de pagamento e “roubar” informações, como senhas de cartões, ao captar o som do acionamento das teclas, alerta pesquisa da Escola Politécnica (Poli) da USP. O estudo do doutor em engenharia elétrica Gerson de Souza Faria mostra que é possível instalar dispositivos para captar e transmitir dados sem necessidade de violar equipamentos. As simulações de ataques realizadas na pesquisa têm o objetivo de identificar e alertar com antecedência sobre problemas de segurança dos equipamentos, para que haja desenvolvimento de máquinas mais seguras.

As máquinas de pagamento por cartão seguem normas internacionais de segurança bastante rigorosas. “Por exemplo, se você abrir o equipamento para inserir uma estrutura maliciosa como fios e chips, o próprio dispositivo destrói as chaves criptográficas que permitem o seu funcionamento”, diz Faria. “No entanto, como as máquinas funcionam de modo semelhante a um telefone celular, alguns modelos possuem um espaço para o chip SAM Card e baterias, que precisa ser aberto para serem instalados. Ali há espaço suficiente para colocar sensores que capturam informações, como senhas de cartões, sem precisar violar o equipamento.”

A IoT consiste em sensores que obtêm informações sobre diversas quantidades físicas, tais como som, vibração, localização geográfica, temperatura e umidade, que podem ser disponibilizadas na internet por meio de dispositivos de transmissão de dados. “Embora a evolução destes sensores e sua integração à internet tragam uma série de facilidades para o dia a dia, na medida em que muitos equipamentos podem ser controlados por meio do telefone celular, ela também traz problemas de segurança”, afirma o pesquisador. “Como a tecnologia está disponível a todos, um sensor pode ser colocado maliciosamente em uma máquina de pagamentos para ‘roubar’ senhas sem deixar rastros, como um ‘chupa-cabras’ de terceira geração.”

Embora haja registros do uso de sensores para capturar senhas digitadas em telefones celulares, não se conhece nenhum caso de seu uso em máquinas de pagamento. No entanto, a evolução da IoT tem tornado os sensores e seus sistemas auxiliares, que possuem código e hardware abertos, menores, mais baratos e mais acessíveis, de forma a difundir a tecnologia. “Na IoT, segurança não é considerada um valor agregado, mas um custo. Desse modo, primeiro as tecnologias dos sensores e de comunicação são disponibilizadas para serem difundidas”, observa o pesquisador. “Somente quando aparecem os problemas é que se pensa em questões de segurança, como no caso das babás eletrônicas e bonecas que transmitiam dados violando a privacidade das famílias.”

Ataques - A pesquisa simulou três tipos de ataques não invasivos a máquinas de pagamento com cartão. Um deles consistiu no roubo de senhas pela captação dos sons emitidos pelo acionamento das teclas. “Pelas normas internacionais desse tipo de equipamento, estabelecidas pela organização Payment Card Industry (PCI), ele não deveria permitir nenhum tipo de captação de informação pelo som das teclas, emissões eletromagnéticas ou qualquer outro tipo de medição”, relata Faria. “O ‘bip’ que é emitido durante o uso do teclado não permite diferenciar que tecla foi acionada. No entanto, em alguns tipos de teclado mecânico, cada tecla ao ser acionada emite um ruído característico, devido à construção do mecanismo de acionamento. É esse som que é captado pelos sensores e permite identificar a senha. No entanto, o dispositivo não tem acesso direto aos dados do cartão no sistema da máquina e teriam de ser capturados de outro modo.”

Outros ataques simulados durante a realização da pesquisa utilizaram tipos diferentes de sensores para obter senhas: acelerômetros, usados para estimar a posição da tecla pressionada a partir da vibração que o acionamento provoca dentro da máquina, e, por fim, células de carga, uma espécie de balança com sensores de pressão que medem a força exercida nas teclas ao serem acionadas, permitindo sua identificação.

A ideia das simulações é descobrir o funcionamento dos ataques antes que aconteçam em situações reais. “Por exemplo, no caso de alguns teclados mecânicos, é preciso modificar o design do teclado para que ele não emita ruídos quando acionado, o que não acontece em teclados tipo touch. Em caixas eletrônicos, é mais difícil o uso de sensores, pois os teclados são colocados em compartimentos blindados”, aponta o pesquisador. Em algumas máquinas, também seria necessário eliminar compartimentos para colocação de chips, onde dispositivos maliciosos podem ser colocados.

Parte dos resultados da pesquisa foi reunida em artigo publicado nos anais da IEEE International Conference on Systems, Man and Cybernetics (SMC 2015), realizada em Hong Kong, e no periódico Computers & Security, em 2016. As conclusões do estudo também foram comunicadas ao Banco Central do Brasil, ao Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), à Financial Conduct Autoriy (FCA), autoridade reguladora do sistema financeiro no Reino Unido, e à operadora de cartões Visa.

De acordo com a empresa de consultoria Gartner, em 2020, o mercado negro de informações capturadas de forma ilegal por sensores da Internet das coisas movimentará cerca de 5 bilhões de dólares em todo o mundo. “Isso equivale ao valor total arrecadado pelas exportações da indústria eletroeletrônica brasileira no ano de 2016”, destaca. A pesquisa é descrita na tese de doutorado Novos ataques de canal secundário a dispositivos de entrada manual de dados confidenciais, apresentada no Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica, orientada pelo professor Hae Yong Kim.

(Júlio Bernardes | Jonnal da USP)

 


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