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Especialistas discutem desafios para o uso do gás no cenário de redução de emissões de GEE

Evento será realizado na USP por dois centros de referência no assunto: o RCGI, do Brasil, e o SGI, da Inglaterra.

Nos dias 19 e 20 de setembro, a Universidade de São Paulo sediará a 2ª edição da Sustainable Gas Research & Innovation Conference, que reunirá especialistas do Brasil, Inglaterra, China e Estados Unidos para discutir o futuro do gás. O objetivo é compartilhar o conhecimento de tecnologias inovadoras que viabilizem o uso do gás em um cenário mundial de expectativa de redução de emissões de gases de efeito de estufa (GEEs).

O evento, organizado pelo Fapesp Shell Research Centrer for Gas Innovation (RCGI), do Brasil - sediado na Escola Politécnica da USP -, e pelo Sustainable Gas Institute (SGI), da Inglaterra, está em sua segunda edição e acontece no auditório do Centro de Difusão Internacional da USP, no campus do Butantã, em São Paulo.

Além de pesquisadores dos dois institutos, participam também da conferência o Secretário de Minas e Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles; o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, José Goldemberg; o vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP), Vahan Agopyan; o pró-reitor de pesquisa da USP, José Eduardo Krieger; o diretor de separação de gás da Shell, Rob Littel e Plínio Nastari, membro do Conselho Nacional de Políticas Energéticas.

Abordagens inovadoras – Na ocasião, serão apresentados os resultados dos 29 projetos de pesquisa que estão sendo desenvolvidos pelos 150 pesquisadores do RCGI. Haverá palestras com especialistas da Inglaterra, China e EUA sobre políticas energéticas, transferência de tecnologia e comercialização, e novas tecnologias. Um painel irá discutir o papel do gás, biogás, hidrogênio e das tecnologias de captura e armazenamento de carbono no mix de energia para o futuro.

Segundo o diretor científico do RCGI, Julio Meneghini, a conferência é uma iniciativa única que possibilita aos pesquisadores das duas instituições o compartilhamento de conhecimento para que se compreenda plenamente o papel do gás natural no cenário global de energia. “O gás natural representa, a um só tempo, um imenso desafio e uma incrível oportunidade para o Brasil, tendo em vista a expectativa de que a produção brasileira cresça por conta da entrada em operação do Pré-sal”, lembra ele.

“Nossos desafios incluem desde a tecnologia para o armazenamento e o aproveitamento do recurso – não só como energético, mas como matéria-prima para obtenção de outros recursos cujas tecnologias de aproveitamento ainda estão sendo desenvolvidas – até a infraestrutura para sua disseminação e transporte, passando pela formação de demanda e pela falta de cultura de uso do gás no País”, resume

Serviço: A Sustainable Gas Research & Innovation Conference 2017 acontece no Auditório do CDI da USP (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 222 – Cidade Universitária – São Paulo). No dia 19/9, das 8h às 20h, e no dia 20/09, das 8h às 21h15. Veja a programação completa em: http://bit.ly/2h5nwdl

 

Pesquisa Origem Destino do Metrô deve ter primeiros resultados no segundo semestre de 2018

Quase 65 mil domicílios da Grande São Paulo devem receber a visita dos pesquisadores para levantar informações sobre a locomoção das pessoas na região.

O Metrô deve divulgar os primeiros resultados da Pesquisa Origem Destino (OD) – Edição 2017 no segundo semestre do ano que vem. A previsão foi feita pelo gerente de Planejamento, Integração e Viabilidade de Transportes Metropolitanos da companhia, o arquiteto Luiz Antônio Cortez Ferreira, durante apresentação feita por ele hoje (13/09) a alunos, docentes e pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), no campus da USP do Butantã, em São Paulo. A pesquisa é o principal e mais completo levantamento feito sobre a locomoção das pessoas pela Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O governo está investindo R$ 11 milhões na pesquisa. Parte dos recursos vem de um empréstimo junto ao Banco Mundial.

Realizada a cada dez anos desde 1967, um ano antes da criação do Metrô, a Pesquisa Origem-Destino completa 50 anos ocupando um papel fundamental para a companhia. “Trata-se de uma fonte confiável e contínua de informação para o planejamento. Para nós, é um estudo essencial, pois dele dependem os simuladores de demanda do Metrô, ou seja, não podemos deixar de fazê-la se quisermos planejar o transporte de São Paulo”, destacou Cortez.

A pesquisa abrange todos os 39 municípios da RMSP, que é dividida por zonas, de forma a garantir a representatividade estatística da amostra. O estudo trabalha com os locais para os quais o metrô pode se expandir. A amostra é de 32 mil domicílios da RMSP, mas os pesquisadores devem visitar o dobro de residências para obter os dados em quantidade suficiente para atingir a amostra definida. Devem ser entrevistadas 103 mil pessoas.

Além da pesquisa domiciliar, o estudo averigua dados sobre as viagens que têm origem fora da RMSP e aquelas que cruzam as vias da região. É a chamada pesquisa na linha de contorno, na qual o Metrô monta 21 postos de pesquisa em rodovias, no ponto onde está a divisa da RMSP com municípios que não a integram. Com apoio da Polícia Rodoviária, os pesquisadores fazem uma contagem dos veículos que passam, por tipo de veículo, e também entrevistam os ocupantes de veículos – cerca de 40 mil questionários serão aplicados. A polícia faz a abordagem dos motoristas, para garantir a segurança de todos. Também são entrevistadas pessoas que usam os terminais rodoviarios de ônibus, os fretados e aeroportos.

O estágio atual – No momento, os pesquisadores estão coletando os dados, visitando as residências para que seus moradores respondam ao questionário. Os domicílios são sorteados e, antes da visita, o Metrô envia uma carta, na qual consta apenas o endereço do morador, explicando a pesquisa, as medidas de segurança para que a pessoa saiba que é realmente um pesquisador do Metrô que está indo até sua casa e dando os contatos do Metrô para tirar dúvidas e agendar o dia em que o pesquisador pode ir até a casa.

São basicamente três as perguntas dos pesquisadores: quais viagens foram realizadas, no dia anterior (e é sempre um dia útil), pelas pessoas que habitam a residência; quais os modos de locomoção utilizados (metrô, ônibus, carro, táxi, a pé, bicicleta etc); e os motivos que levaram a pessoa a se locomover pela cidade (trabalho, estudo, consulta médica, supermercado etc). “O questionário é aplicado a todos os residentes, inclusive às crianças”, contou. A renda familiar, formação, ocupação dos moradores, endereços de trabalho (formais e informais) e de escola também constam da pesquisa. Isso porque a motivação das viagens é um quesito que influencia muito o uso das redes. A renda também: famílias com melhores condições de renda tendem a se locomover mais.

Os resultados da pesquisa permitem, por exemplo, quantificar o movimento pendular da população que habita a RMSP, no qual as pessoas se deslocam no horário de pico da manhã da periferia para o centro da cidade de São Paulo, e depois retornam no fim do dia para suas casas, gerando um pico na parte da tarde. Isso ocorre, essencialmente, por causa da concentração de empregos na região central da cidade, e na expulsão dos moradores do centro, em razão do custo dos terrenos nesse local ser mais elevado do que na periferia.

O estudo também capta outros momentos de pico de locomoção, como o do horário do almoço, quando muitos estudantes deixam a escola por terem entrado no período da manhã, enquanto outros entram para o período da tarde, e ainda o pico mais próximo do fim de noite, quando as pessoas que trabalham e estudam nas faculdades estão retornando para suas residências. “Observamos a expansão da mancha urbana de São Paulo e vemos como, cada vez mais, as pessoas foram para periferia e como a maior expansão se dá na coroa periférica, enquanto o centro se esvazia. Isso nos obriga a buscar as pessoas cada vez mais longe e a ter de atender uma área cada vez maior”, aponta.

“Nossa pesquisa serve para termos quantificação, caracterização e diagnóstico da mobilidade na Região Metropolitana, para ter subsídio para planos e projetos futuros de transporte e para fornecer insumos para projeção de viagens futuras”, destaca. “A pesquisa serve também para outras áreas: avaliar a evolução urbana, pois temos uma série histórica importante, análise de uso do solo, estudos de mercado, entre outros trabalhos que podem ter interesse da academia, poder público e empresas”, acrescenta.

Os dados de pesquisas anteriores estão disponíveis para o público em geral no site do Metrô: http://www.metro.sp.gov.br/pesquisa-od/. Os resultados da edição 2017 também serão disponibilizados neste canal.

Sigilo e anonimato – As informações individuais sobre cada um que responde ao questionário, como o endereço, renda familiar, locais de trabalho, são sigilosas e protegidas, inclusive por sistemas de criptografia. Também é garantido pelo Metrô o anonimato: não constam nomes nos formulários, apenas o endereço. Uma vez que o pesquisador preencheu o questionário com o morador e fechou o arquivo, o documento é enviado em tempo real para o sistema central do Metrô que armazena os dados da pesquisa e o questionário não pode mais ser aberto pelo pesquisador ou qualquer outra pessoa que não tenha autorização para acessar o banco de dados.

Para garantir a segurança dos participantes da pesquisa domiciliar, a carta traz uma senha, que deve ser dada pelo pesquisador para o morador antes dele entrar na residência. Os participantes também podem checar na Central de Atendimento do Metrô se o pesquisador é mesmo da empresa, dando o nome do mesmo para o atendente fazer a checagem. Uma nova arquitetura web foi desenvolvida para a realização dessa edição da pesquisa, contemplando novas medidas de segurança dos dados e também a transmissão em tempo real dos dados coletados pelos pesquisadores, entre outros aspectos. 

 

Equipe da USP Mining Team garante pódio dos Jogos Minerários

A organização de alunos USP Mining Team garantiu a primeira e terceira colocação em uma competição promovida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os Jogos Minerários. Realizado entre os dias 16 e 18 de agosto, o campeonato tem como objetivo a integração entre os alunos de cursos na área de mineração de diversas universidades do país, com provas que envolvem atividades típicas do setor.

Baseado nos Jogos Internacionais de Mineração (International Mining Games), os Jogos Minerários são um evento pioneiro no Brasil que promovem competições entre equipes utilizando técnicas clássicas de mineração, além de fomentar o networking entre os participantes.

O aluno de Engenharia de Minas da Poli e integrante da USP Mining Team, Milton Candido, acredita que o evento o fez ter mais vontade de seguir no seu curso, pois as palestras mostraram as diversas inovações empregadas na mineração, e o horizonte de possibilidades gerado por isso. Ele ressalta, também, que com a competição foi possível estar em contato com alunos de engenharia de minas de diversas faculdades. “É sempre bom ver como pessoas de outras Universidades enxergam o curso, e isso foi possível durante os Jogos Minerários”.

Os alunos tiveram como patrocinadores a HDA, Bosch, Martin Engenharia e LACASEMIN, foram orientados pelo professor Maurício Bergerman, e tiveram apoio também da Diretoria da Escola Politécnica da USP, que forneceu o transporte até Belo Horizonte.

Outras informações sobre a equipe estão na página https://www.facebook.com/uspminingteam/

 

Estudo da Poli mostra queda acentuada de polinização com impacto na produção agrícola

Noventa por cento de quase 5 mil municípios analisados terão perdas de polinizadores em 30 anos. Regiões Sul, Sudeste e Nordeste serão mais afetadas

No Brasil, 60% das culturas agrícolas dependem de polinizadores, em maior ou menor grau. Mas um artigo assinado por biólogos, agrônomos e engenheiros mostra que o aquecimento global e as mudanças no clima podem afetar a ocorrência de polinizadores naturais. O artigo será publicado na revista PLOS ONE nesta quarta (9/8), e nele foram avaliados 95 polinizadores de 13 culturas agrícolas dependentes de polinização no País. Descobriu-se que quase 90% dos 4.975 municípios analisados enfrentarão perda de espécies polinizadoras nos próximos 30 anos. No Brasil, a probabilidade de ocorrência de polinizadores poderá ter uma queda de 13% até 2050, segundo o estudo.

Escrito por um time multidisciplinar encabeçado pela bióloga e pós doc pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Tereza Cristina Giannini, o artigo Projected climate change threatens pollinators and crop production in Brazil aponta que a região Sudeste será a mais impactada, ao passo que na região Norte há possibilidade de um leve aumento da ocorrência de determinados polinizadores. Entretanto, como afirma Tereza, que hoje é pesquisadora do Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável, as perdas serão maiores que os ganhos.

“Para as culturas agrícolas e os polinizadores que estudamos, esse foi o resultado. Mas isso não significa que esse resultado seja sempre válido para todas as espécies. Os cenários climáticos são baseados em projeções do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) que utilizam vários critérios, inclusive de caráter socioeconômico como desmatamento, uso de combustível fóssil, desigualdade de distribuição na renda... Então, o que se tem discutido é que, especialmente o oeste da região Norte, ainda bem protegido por mata nativa, talvez sofra um impacto menor das mudanças de clima, diferentemente das áreas do Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil. Mas, no geral, o que se vê é que, apesar das tendências levemente positivas no Norte, as perdas são maiores que os ganhos.”

As culturas agrícolas estudados foram acerola, urucum e maracujá (categorizados como culturas agrícolas em que a polinização é essencial); abacate, goiaba, girassol e tomate (muito dependentes da polinização); coco, café e algodão (modestamente dependentes); feijão, tangerina e caqui (pouco dependentes). A dependência se deve à morfologia da flor: há flores que não precisam de polinizador animal (o vento, por exemplo, já resolve). Outras precisam que o polinizador carregue o grão de pólen de uma flor para outra, garantindo, assim, a polinização.

“É importante ressaltar as seguintes descobertas: primeiro, as perdas maiores afetam municípios com baixo PIB, o que pode impactar ainda mais os níveis de pobreza dessas regiões; e segundo, ao mesmo tempo (e em menor grau), elas afetam também um grupo de municípios muito rico, com valores de PIB muito altos que podem ser potencialmente reduzidos pelas perdas de polinizadores.”

O grupo usou a Modelagem de Distribuição de Espécies (MDE), técnica que determina áreas potenciais de ocorrência de espécies e projeta sua distribuição futura. Para estimar a ocorrência e localização de cada espécie polinizadora, foram usados os bancos de dados do Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) e do Global Biodiversity Information Facility (GBIF).

“A modelagem de distribuição de espécies já tem sido usada há alguns anos. O ineditismo nesse trabalho foi a abordagem de cruzar a estimativa dos polinizadores do país, com foco nos municípios, com o impacto que isso tem na produção agrícola, município por município”, resume o professor Antonio Mauro Saraiva, do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação da Poli-USP.

Supervisor de Tereza no pós doc, ele afirma que o enfoque do trabalho ultrapassa o de um mero exercício científico. “Não se trata de entender apenas como as mudanças climáticas afetarão os polinizadores, mas como elas poderão impactar diretamente as culturas polinizadas e a produção agrícola, e os efeitos econômicos disso – algo que tem uma importância social grande. Esses resultados podem ser apresentados para tomadores de decisão e produtores e a metodologia tem potencial para tornar-se uma ferramenta de políticas públicas.”

Segundo ele, a grande novidade é que a abordagem mostra, município por município, onde é possível haver problemas de déficit de produção agrícola em função de polinizadores. Para Tereza, a pergunta mais importante agora é: que espécies vão se adaptar?

“De modo geral, achamos que a adaptação provavelmente vai acontecer com espécies que toleram amplas faixas de temperatura e precipitação. Mas isso é muito difícil de medir. Podemos mensurar a tolerância de um polinizador à mudança de calor, por exemplo. Mas como medir essa mesma tolerância se a mudança demorar dez anos para acontecer?”

Entre as espécies estudadas pelo grupo, Tereza aponta como relevantes as abelhas sem ferrão do gênero Melipona e a Tetragonisca angustula (chamada de jataí); as espécies do gênero Bombus e Xylocopa (as mamangavas); e as abelhas do gênero Centris (abelhas de óleo).

O artigo é assinado ainda por William França Costa (também pós doc na Poli), Guaraci Duran Cordeiro, Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, Jacobus Biesmeijer (da Holanda) e Lucas Alejandro Garibaldi (da Argentina), além do professor Antonio Mauro Saraiva.

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Sociedade de engenheiros de petróleo premia alunos da Poli-USP

Pelo terceiro ano consecutivo, organização profissional da indústria de óleo e gás dá prêmio máximo aos estudantes de engenharia de petróleo da Escola Politécnica

O Capítulo Estudantil da USP, organização universitária composta pelos alunos de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica, receberá da Sociedade dos Engenheiros de Petróleo (SPE) um prêmio pelas atividades desenvolvidas ao longo do último ano. O “2017 Outstanding Student Chapter Award” é o mais alto reconhecimento concedido pela organização aos segmentos estudantis, pelo seu trabalho exemplar em atividades que promovem o engajamento local da indústria, o envolvimento da comunidade, o desenvolvimento profissional e a inovação.

O Capítulo Estudantil da USP funciona no campus de Santos, onde desde 2012 a Escola Politécnica oferece o curso de Engenharia de Petróleo. Em 2014, o grupo recebeu o Prêmio Gold Standard, concedido pela SPE a apenas 19 dos 310 Capítulos existentes em todo mundo, e desde então eles têm se destacado, recebendo a premiação máxima em 2015, 2016 e neste ano de 2017. O professor Giorgio de Tomi ressalta que essa nova premiação recebida pelo Capítulo Estudantil é motivo de muito orgulho para o Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Poli, chefiado por ele. “O prêmio é um reconhecimento da abordagem profissional e dedicada de nossos alunos em sua atuação acadêmica e junto à comunidade. Esta destacada atuação dos nossos alunos está sendo reconhecida não apenas pela SPE e pela indústria, mas também por outras instituições internacionais”, conta o docente.

A direção regional da SPE, que engloba os países da América do Sul e do Caribe, ressaltou que são premiados apenas os projetos com nível de excelência, e agradeceu pelo alto nível da programação desenvolvida pelos estudantes, e oferecida aos membros da associação e para a comunidade local.

A premiação será realizada em San Antonio, uma cidade americana do estado do Texas, onde a Sociedade dos Engenheiros de Petróleo realizará uma conferência técnica anual. Os estudantes estão em busca de apoio para participar do evento, uma vez que a SPE não cobre os custos de viagem e estadia. Para apoiar os estudantes, entre em contato com o Capítulo pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. "> Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Mas o que faz um capítulo estudantil da SPE?

A organização é orientada a atuar em três frentes: social, profissional e acadêmica. Na área social, eles promovem atividades que os colocam em contato direto com a comunidade local e seus desafios. Os estudantes buscam atender a uma necessidade da comunidade, seja em momentos específicos, como no caso de um banco de sangue estar com baixo estoque, ou em datas comemorativas, quando arrecadam brinquedos, roupas e mantimentos. A doação de sangue e o Natal Solidário já fazem parte do calendário do SPE da USP. A interação com a comunidade local é uma exigência da SPE, para que a sociedade os reconheça como cidadãos engajados, que estão se interando do seu entorno ao longo da sua formação. Porém, o mais importante é a satisfação demonstrada pelos alunos ao realizarem atividades sociais como estas.

No âmbito acadêmico, o Capítulo promove eventos de divulgação científica e de oportunidades, como o Petro Science, ciclo de palestras que divulga oportunidades de iniciação científica aos alunos de graduação, e o PetroMasters, evento aberto ao público que apresenta os cursos de pós-graduação oferecidos na área de Engenharia de Petróleo.

E por fim, englobando as três áreas, o Capítulo promove anualmente o seu evento mais importante, o Workshop do Petróleo. O evento teve a sua quarta edição em novembro do último ano, e trouxe profissionais e representantes da academia para debater o futuro da indústria de óleo e gás. Yan Vieira, que fez parte da direção do capítulo em 2016, explica que o Workshop engloba todos os aspectos que o Capítulo deve prezar, desde a construção de relacionamentos profissionais (networking) até a divulgação de conhecimento especializado sobre a área. “É possível aperfeiçoar outras habilidades, como liderança e organização, uma vez que a organização dos eventos é realizada diretamente pelos membros da equipe”.

Outras informações sobre o Capítulo Estudantil da USP e suas atividades no site https://www.facebook.com/capitulospeusp/.

 

Pesquisa da Poli-USP propõe novo modelo de governança para o sistema portuário brasileiro

Corporatização portuária, descentralização do planejamento, unificação dos planos e reformulação de algumas instituições, entre outras ações, poriam fim a ineficiência do sistema portuário.  

Estima-se que a ineficiência do sistema portuário brasileiro gere prejuízos da ordem de R$4,3 bilhões por ano para o país. Para reverter este quadro, o pesquisador Sergio Sampaio Cutrim, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), identificou os principais fatores que tornam precária a administração do setor, propondo um novo modelo de governança e planejamento que é baseado, principalmente, no modelo corporatização portuária, na descentralização do planejamento e na unificação de algumas instituições e planos.

Em seu estudo, Cutrim constatou que os prejuízos são causados sobretudo pelas multas pagas sobre estadia dos navios aguardando a operação de embarque ou desembarque nos portos, pela demora na liberação das cargas da alfândega, por custos logísticos desnecessários e pela falta de infraestrutura do sistema portuário brasileiro. “São prejuízos que poderiam ser evitados se houvesse um planejamento estratégico dos portos que visasse a superação de gargalos logísticos, a homogeneidade do desenvolvimento da movimentação portuária, além de investimentos suficientes e uma implantação não fragmentada dos planos portuários”, afirma o pesquisador que se debruçou sobre o tema durante três anos.

Descentralização – Uma medida urgente é fazer com que as instituições portuárias públicas funcionem administrativamente do mesmo modo que empresas privadas no País, ou seja, com técnicas de gestão do setor privado, porém preservando o interesse público. É o que ele chama de corporatização portuária. “Isso reduziria a interferência política no setor e melhoraria significativamente sua gestão”, afirma.

“Outra medida importante é implementar a descentralização do planejamento portuário”, completa. Hoje, essa atividade está centralizada no Ministério do Transportes, Portos e Aviação Civil (MT) e a ideia é que seja descentralizada em nível regional para as autoridades portuárias, garantindo maior agilidade no setor. “Atualmente, para aprovar uma nova concessão ou um projeto para um novo berço em um terminal público demora-se de três a quatro anos. E se fosse descentralizado, isso poderia ser definido em meses”.

Por esse modelo, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MT) ficaria responsável pela política nacional portuária, e as autoridades portuárias cuidariam do planejamento da expansão e modernização dos portos. “Atualmente, qualquer expansão ou projeto de investimentos é feita pelo MT, o que torna o processo mais demorado”, conta.

Unificação – O excesso de instituições e planos também foi outro problema identificado. Cutrim sugere que o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) e o Plano Mestre, ambos criados com o objetivo de realizar as previsões de demanda dos portos e o planejamento da infraestrutura necessária para atendê-los, sejam unificados em uma única proposta. “São dois planos distintos trabalhando na mesma área e feitos por duas instituições diferentes, que vez ou outra chegam a resultados diferentes, e isso dificulta muito”, diz. No mesmo sentido seria a unificação do Plano Geral de Outorgas (PGO) com o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP).

O pesquisador também considera a Empresa Brasileira de Planejamento e Logística (EPL), estatal que tem por objetivo o planejamento logístico integrado no país, desnecessária, uma vez que já existem instituições com responsabilidades e funções de planejamento e esta função deve ser descentralizada. Por isso, ele defende a extinção da mesma.

Ainda no sentido da unificação, uma de suas ideias foi adotada recentemente pelo governo: a administração dos três modais de transporte brasileiros em um único ministério, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MT). Antigamente, o MT ficava encarregado apenas do modal rodoviário, enquanto o sistema aquaviário e o da aviação eram administrados por dois órgãos com status de ministérios, a Secretaria Especial de Portos (SEP) e a Secretaria da Aviação Civil, respectivamente.

“A unificação é importante, pois os modais de transporte são interdependentes, em especial o aquaviário”, comenta. “Um porto serve como um elo entre os modais rodoviário, ferroviário e aquaviário. Os sistemas de transportes modernos são administrados de forma integrada, assim se consegue mais eficiência e menos custo na utilização”, defende.

Novo foco – Cutrim avalia que o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (CONIT), órgão ligado ao governo federal, que propõe políticas nacionais de integração dos diferentes tipos de transporte, deve ser reformulado com o objetivo de transformá-lo em um órgão efetivo de assessoria e planejamento do setor. Atualmente, essa função está distribuída a várias instituições, e uma centralização em nível nacional facilitaria a governança, o planejamento e a definição da política nacional de transporte e logística.

A reformulação do Conselho de Administração (CONSAD) – entidade que fiscaliza a gestão dos portos públicos – também é uma proposta de Cutrim. Para ele, o Conselho deveria passar a adotar critérios técnicos para a escolha dos conselheiros e atuar efetivamente na fiscalização da administração portuária, adotando as boas práticas de governança corporativa reconhecidas internacionalmente.

Outra medida necessária seria o retorno da função deliberativa do Conselho de Autoridade Portuária (CAP). Esse órgão que tem por responsabilidade ser o administrador de todos os interesses dos stakeholders do setor está funcionando apenas de forma consultiva. “Ele não possui mais autonomia para decisões importantes, como projetos de expansão e a aprovação do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento - PDZ. Os sistemas portuários mais avançados do mundo, como por exemplo o Holandês e o Chinês, possuem estas decisões descentralizadas no nível regional”, diz.

Para o pesquisador, essas mudanças fariam com que a operação portuária privada fosse mais eficiente, pois ela teria mais liberdade e autonomia para executar o que sabe. E o setor público, por sua vez, seria mais eficiente na regulação, fiscalização e planejamento.

Sobre o estudo - A pesquisa de Cutrim, intitulada “Planejamento e Governança Portuária no Brasil”, é fruto de uma tese de doutorado defendida em junho último no Departamento de Engenharia Naval e Oceânica (PNV) da Poli-USP, sob a orientação do professor da Poli Rui Carlos Botter. Para o estudo, Cutrim avaliou os planos de transporte PNLT – Plano Nacional de Logística e Transporte e o PNLP - Plano Nacional de Logística Portuária, as experiências internacionais do sistema portuário holandês e chinês, desenvolveu um estudo de caso junto ao Porto de Santos e entrevistou especialistas do setor portuário aplicando a técnica Delphi de investigação.

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Poli-USP irá atuar em projetos de IoT para a cidade de Joinville

Acordo de Intenções foi assinado ontem (12/07); evento contou também com a empresa Huawei, que possui parcerias em pesquisas com a Escola.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e a Prefeitura de Joinville (SC) passarão agora a trabalhar em conjunto para desenvolver projetos relacionados à Internet das Coisas (IoT) com o objetivo de melhorar a infraestrutura da cidade. É o que está previsto no Acordo de Intenções assinado ontem (12/07) pelo professor José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli, e Udo Doher, prefeito de Joinville. O evento ocorreu no Auditório de Engenharia Elétrica da Poli e contou com o apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, com a presença do professor Hamilton Varela, e da empresa multinacional em tecnologia Huawei, com a presença do diretor de Marketing Henri Hezhe.

“Pretendemos triplicar os índices econômicos e sociais da cidade em 30 anos, e fazer com que ela seja considerada uma cidade inteligente no futuro”, afirmou o prefeito, que disse ser imprescindível a parceria entre o setor público e a academia para isso. O município já investe em sistemas eletrônicos como o Sigeor, Simgeo e Sei, ferramentas online que facilitam a busca por informações geográficas, administrativas e jurídicas da cidade. Contudo, o prefeito pretende ir mais longe, e prevê acordos para transformar a cidade em um centro digitalizado e inteligente em longo prazo. A parceria com a Poli caminha nesse sentido. “Não estamos olhando para a Joinville de hoje, mas para Joinville do futuro”, completou.

O professor da Escola Moacyr Martucci Jr foi o responsável pela organização do evento e explicou como a Poli irá contribuir no projeto. “Iremos utilizar as inovações relacionadas à IoT desenvolvidas no Departamento em aplicações práticas para a cidade de acordo com os interesses dela”, afirmou. “Podemos fazer isso em diferentes setores, como o da saúde, segurança pública e educação. A assinatura de hoje significou a abertura de um leque de possibilidades”.

Segurança Pública – A Poli já desenvolveu projetos relacionados com a IoT. Um deles, o Smart Campus, resultou da parceria entre a Huawei e a Poli, proporcionada pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade. A ferramenta se utiliza de dispositivos e câmeras de alta tecnologia para identificar pessoas em atividades suspeitas dentro do campus. Esses dispositivos detectam rostos e objetos e enviam as informações para um banco de dados em nuvem, que por sua vez é capaz de identificar a pessoa se ela estiver cadastrada no sistema. Se houver indícios de atividades suspeitas, o sistema envia um alerta de segurança.

Fabio Cabrini, pesquisador do PSI, desenvolveu sua tese de doutorado sobre o software e fez uma apresentação prática para o público do evento. “Estamos trabalhando para que no futuro a ferramenta consiga identificar o caminho que a pessoa faz dentro da Universidade e possa até traçar o perfil da mesma”, concluiu. Para isso, ele afirmou ser necessário o desenvolvimento de uma infraestrutura de comunicação melhor do que a que existe atualmente, uma vez que o tempo de resposta entre os dispositivos, denominado latência, pode sofrer atrasos mesmo com a tecnologia 4G.

Devido a esse problema, a Poli e a Huawei já estão trabalhando com projetos nesse sentido, e até falam na construção de uma comunicação 5G. Foi o que afirmou Martucci, que explicou também sobre outra vertente da parceira Huawei-Poli que estuda meios para aprimorar o ensino utilizando a IoT. O evento contou ainda com uma apresentação da multinacional feita pelo diretor de Relações Públicas da empresa, Vinicius Fiori. 

Confira as fotos do dia no álbum de fotos do Flickr.

(Amanda Panteri)

 


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