Escola Politécnica da USP

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Projeto que auxilia estudantes de baixa renda na Poli ganha posto para arrecadar material escolar

Estrutura para receber as doações foi montada pelo “Nosso Estojo” na sede do Grêmio Politécnico, no prédio do Biênio.

O projeto “Nosso Estojo” conta agora com um posto de arrecadação de material escolar, montado na sede da entidade estudantil Grêmio Politécnico, no prédio do Biênio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). A campanha foi criada por um grupo de alunos de graduação com o intuito de auxiliar os estudantes de baixa renda que ingressaram este ano na instituição.

A lista de materiais que estão sendo aceitos para doação foi divulgada no Facebook pelos integrantes da equipe George Emiliano, Bruno Beltramini Cruz, Vinicius Shinya, Abidan Henrique e Fernando Liguori. Ela inclui apontadores com reservatório; borrachas plásticas; canetas esferográficas de cores azul e vermelha; lápis grafite dos tipos 2, 2B e HB; canetas marca-texto; réguas transparentes de 15 e 30 centímetros; blocos de folha sulfite; e cadernos pautados e quadriculados de capa dura. Os organizadores do projeto “Nosso Estojo” pedem cuidado com a qualidade do material.

A ideia é formar kits com os materiais recebidos na doação. No “Kit Básico”, haverá apontador com reservatório, borracha, duas canetas esferográficas azuis e uma vermelha, um estojo, dois lápis grafite 02, uma caneta marca-texto, e uma régua transparente de 15 centímetros. O “Kit Caderno” conterá um bloco com 100 folhas sulfite e três cadernos pautados com capa dura. O “Kit Desenho” será composto por um apontador com reservatório, uma borracha, um bloco com 100 folhas de sulfite, um caderno quadriculado com capa dura, um lápis grafite 02, um lápis grafite técnico HB, um lápis grafite técnico 2B, uma pasta de elástico, um conjunto para desenho contendo um transferidor, um esquadro de 45 graus, um esquadro de 60 graus e uma régua de 30 centímetros. Os kits serão doados aos alunos ingressantes da Poli em 2017 que comprovarem baixa renda familiar.

Eles ainda produziram um vídeo institucional do projeto, postado no Youtube, que pode ser conferido aqui.

(Amanda Panteri)

 

Programa de Estágio do PCS ajuda alunos a ingressarem no mercado

Iniciativa é do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Poli que  faz parceria com empresas

Ingressar no mercado de trabalho nunca foi tarefa fácil, mas há muitos meios que podem ajudar os jovens a transpor esse desafio. Para os estudantes, o estágio é a maneira mais comum e valorizada de integrar o que se aprende em sala de aula e o que o cotidiano da profissão ensina. No Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), os alunos contam com um Programa de Estágio para orientar essa experiência.

Na Poli, o estágio é obrigatório e, de acordo com a estrutura de cada curso, segue diferentes calendários, que podem ser quadrimestrais ou semestrais. No PCS, há cursos com ambas estruturas. A graduação de Engenharia da Computação, por exemplo, é quadrimestral e reserva quatro módulos para o estágio ao longo dos três últimos anos do curso. A Engenharia Elétrica, por sua vez, destina dois semestres para os alunos estagiarem.

Através do Programa de Estágio do PCS, o departamento oferece workshops e cursos com empresas nacionais e multinacionais prospectadas para enriquecer o plano profissional dos alunos. As parcerias vão desde iniciativas incubadas no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da USP até empresas consolidadas como o Facebook e a Microsoft.

“O sucesso do nosso Programa é devido ao planejamento e à operação muito bem estruturada de participação dessas empresas”, diz Jorge Risco Becerra, um dos professores responsáveis pelo Programa de Estágio. “Além disso, sempre estamos em contato com os alunos para saber como eles estão indo nesses estágios nas empresas”.

O professor reitera que, além da atuação do programa, é importante que os alunos tenham iniciativa para procurar novas vagas e parceiros. Para participar do Programa de Estágio, basta estar matriculado no período adequado do curso e não possuir nenhuma reprovação.

Becerra observa que, apesar da crise econômica, o mercado de TI, especialmente na área de automação, continua crescendo e contratando estagiários. “Nós pretendemos realizar workshops, atividades e cursos com essas e outras empresas que estamos prospectando para que o aluno possa iniciar estágio,  nessa área, que está em evolução e que achamos que vai trazer novos resultados para o Programa”.

Além dos benefícios do estágio, o contato com o mercado também ajuda a atualizar a grade curricular da graduação. Tópicos da área de software, rede, arquitetura de dados e processo de negócios serão incluídos aos programas das disciplinas dos cursos. As novas discussões também buscam fomentar o interesse pela área acadêmica, orientando iniciações científicas e incentivando o caminho até o mestrado.

(Larissa Lopes | Jornalismo Júnior)

 

Poli terá novo laboratório de petrofísica em Santos

Contrato com a Petrobras acaba de ser assinado. Projeto foi destaque no jornal A Tribuna de Santos.

O primeiro laboratório de petrofísica avançada do Estado de São Paulo será construído pela Escola Politécnica da USP no campus de Santos, onde atualmente está sendo realizado o curso de Engenharia de Petróleo. A iniciativa é de um grupo de seis professores da Poli e está sendo coordenada pela professora do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo (PMI), Carina Ulsen.

O contrato de adaptação de infraestrutura para receber os equipamentos já foi assinado entre a Poli-USP e a Petrobras, que investirá R$ 7,5 milhões. O laboratório deverá conter equipamentos que permitirão aos pesquisadores estudar os comportamentos dos fluidos dentro das rochas.

O projeto foi destaque na edição de sábado (01/04) do jornal A Tribuna de Santos, que também trata do novo curso de Engenharia da Complexidade na Poli a ser feito em parceria com a Groupe das Écoles Centrales, da França. Confira aqui a matéria completa.

 

 

Miguel Nicolelis ministra na Poli aula magna para ingressantes na pós-graduação da USP

Um dos pesquisadores brasileiros mais conhecidos no exterior, ele vai falar sobre desafios e perspectivas para a ciência brasileira.

O neurocientista Miguel Nicolelis estará na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) no dia 6 de abril, às 18 horas, para a aula magna que vai ministrar aos ingressantes de todos os cursos de pós-graduação oferecidos pela USP em São Paulo. O evento é uma iniciativa da Associação de Pós-Graduandos da USP Capital – APG Helenira Preta Rezende, e será realizado no Auditório Professor Francisco Landi, que fica no Prédio da Administração da Poli, no campus do Butantã, em São Paulo. O tema da aula é “Universidade, Estado, Democracia: Desafios e Perspectivas para a Ciência Brasileira”. Não é preciso fazer inscrição prévia para assisti-la, e ela será transmitiva ao vivo pelo Iptv USP aqui

“Nós convidamos o doutor Nicolelis não só por ele ser um dos maiores cientistas brasileiros, amplamente reconhecido aqui e no exterior, mas porque ele é uma voz ativa nos debates sobre os rumos da Ciência, da política científica, do desenvolvimento da tecnologia e inovação no Brasil”, afirma Gabrielle Paulanti, coordenadora geral da Associação.

Perfil – Nicolelis foi apontado pela Revista Scientific American como um dos 20 maiores cientistas da atualidade. Ganhou 40 prêmios internacionais e publicou mais de 200 artigos, dos quais 12 na Science e na Nature, as revistas científicas mais importantes do meio científico.  

Graduado em Medicina e doutor em Fisiologia Geral pela Universidade de São Paulo, Nicolelis tem pós-doutorado em Fisiologia e Biofísica pela Universidade de Hahnemann, na Filadélfia (EUA). O cientista lidera grupos de pesquisadores que empregam as ferramentas computacionais da robótica e da neuroengenharia para desenvolver neuropróteses com potencial para restaurar a mobilidade de pacientes paralisados por trauma ou degeneração do sistema nervoso central. Nos seus laboratórios também são estudados os mecanismos neurofisiológicos e possíveis novas terapias para a doença de Parkinson.

Em 1994, passou a atuar como professor do Departamento de Neurobiologia e Codiretor do Centro de Neuroengenharia da Duke University, nos Estados Unidos. Em 2003, retornou ao Brasil e criou, no Rio Grande do Norte, o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS). É fundador e preside voluntariamente a Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa (AASDAP) desde sua criação, em 2004.

A Associação de Pós-Graduandos da USP Capital – APG Helenira Preta Rezende representa os alunos de pós-graduação da USP que estudam em todas as unidades da Capital: faculdades da Cidade Universitária, Faculdade de Direito, Faculdade de Medicina, Instituto de Medicina Tropical, Faculdade de Saúde Pública, Escola de Enfermagem, FAU Maranhão e Escola de Artes, Ciências e Humanidades.

(Janaína Simões)

Serviço:

Aula magna com o pesquisador Miguel Nicolelis

“Universidade, Estado, Democracia: Desafios e Perspectivas para a Ciência Brasileira”

Data e horário: 6 de abril, às 18h.

Local: Auditório Prof. Francisco Romeu Landi – Prédio de Administração da Escola Politécnica da USP.

Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380. Cidade Universitária, São Paulo (SP).

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

Érika Coradin

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Docente da Poli-USP coordena grupo que elabora normas técnicas para cidades sustentáveis

A NBR ISO 37120:2017, publicada pela ABNT, estabelece os indicadores para medir a sustentabilidade de comunidades urbanas.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aprovou e publicou a NBR ISO 37120:2017, primeira norma técnica nacional relacionada às cidades sustentáveis. A norma define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores relacionados ao desenvolvimento sustentável de comunidades urbanas, com o objetivo de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida.

O trabalho de estudo e tradução da norma internacional já existente para esse tema foi feito pela Comissão de Estudos Especial 268 da ABNT, uma comissão espelho da Technical Committee TC 268 da ISO, a Sustainable cities and communities, que atuou na confecção da norma internacional. A CEE 268 é coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Alex Abiko.

Segundo o docente, trata-se de uma tradução e adaptação para a língua portuguesa da norma ISO 37120:2014 – Sustainable development of communities - Indicators for city services and quality of life. “Estes indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade no que se refere à sustentabilidade”, explica Abiko. A iniciativa de ter uma norma nacional sobre o assunto nasceu das atividades de pesquisa do próprio Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP, que tem uma linha de estudos em planejamento e engenharia urbanos, e teve colaboração da doutoranda do Departamento, a engenheira Iara Negreiros.

A norma contém 100 indicadores de sustentabilidade urbana e trata dos aspectos ambiental, econômico, social e tecnológico, entre outros. “Esse documento vai ajudar os municípios, governos de Estado, o Ministério das Cidades a medir a sustentabilidade das cidades, mas essas normas não estabelecem padrões”, diz. Ou seja, a norma não fala se uma cidade é sustentável ou não, mas estabelece quais requisitos devem ser avaliados para se medir essa sustentabilidade. Por exemplo, a norma diz que o indicador “índice de mortalidade infantil” deve constar na medição da sustentabilidade de uma cidade, assim como a existência de favelas.

Além do setor público, a NBR ISO 37120:2017 também pode ser usada pelas empresas para que atestem, para clientes e governo, o quão sustentável são seus empreendimentos. “Gostaríamos que a sociedade use e critique a norma para podermos aprimorá-la”, afirma Abiko.

A norma nasceu de uma necessidade acadêmica. “Queríamos saber como medir a sustentabilidade das cidades e fomos investigar como isso é feito no mundo. Descobrimos mais de 150 sistemas de medição, desenvolvidos e adotados em diversos países, como Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra, África do Sul, e inclusive alguns sistemas no Brasil. Nossa próxima pergunta foi, então, qual seria o melhor sistema para adotarmos aqui, considerando que muitos deles acabam trabalhando questões muito particulares de cada país”, conta.

Nessa pesquisa pelo melhor sistema, chegou-se à norma da ISO, a Organização Internacional de Normalização, entidade que congrega as associações de padronização/normalização de 162 países do mundo, incluindo o Brasil. “Ela foi selecionada porque é resultado da discussão e trabalho de uma entidade que reúne quase todos os países do mundo, o que dá muita credibilidade e torna a norma internacional. As outras normas que estudamos trazem elementos que são muito particulares das realidades locais, o que torna mais difícil implementá-las em contextos diferentes, enquanto a ISO sempre busca unir o melhor de todas as normas em uma só”, destaca.

Selecionada a norma ISO, a Comissão 268 passou a trabalhar na tradução do documento. Não bastava apenas traduzir para a Língua Portuguesa, mas fazer uma avaliação técnico-científica do documento porque, ao mesmo tempo em que não se pode alterar uma norma ISO para adotá-la e ela ser uma norma NBR ISO, é preciso fazer adaptações em itens para que a norma faça sentido ou seja adaptada à realidade brasileira, o que foi feito por meio de notas. Um exemplo de nota brasileira está na definição do termo favela, que também pode ter como sinônimos, no Brasil, os termos assentamentos precários ou assentamentos sub-normais, como utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse trabalho envolveu diversas instituições e órgãos públicos, tais como a Caixa, Ministério das Cidades, Sabesp, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato da Habitação (Secovi), Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS), Poli-USP, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), Instituto de Engenharia, entre outras, que compuseram a CEE 268.

As próximas normas a serem desenvolvidas no contexto da CEE 268 são as de Sistemas de Gestão para o Desenvolvimento Sustentável, cujos trabalhos já estão avançados, as de Cidades Inteligentes e as de Cidades Resilientes, em nível mais preliminar. “É importante participar da discussão de novas normas internacionais desde o início. Se nos aproximamos de outros países e instituições internacionais, podemos colocar nas normas internacionais as questões específicas do Brasil”, conclui Abiko.

(Janaína Simões)

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Mais de 130 prêmios distribuídos em cerimônia da Febrace

Alunos finalistas do Brasil inteiro concorreram a certificados, medalhas, troféus, tablets e credenciais para feiras científicas nacionais e internacionais.

Alunos e professores finalistas da 15ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) compareceram ao auditório do Centro de Difusão Internacional da Universidade de São Paulo (CDI-USP) na última sexta-feira (24/03), para a cerimônia de premiação dos melhores projetos expostos na Feira em 2017. A casa, cuja lotação máxima é de aproximadamente 850 pessoas, estava cheia.

O evento foi aberto pela professora da Escola Politécnica da USP (Poli-USP) Roseli de Deus Lopes, idealizadora e atual coordenadora da Febrace. Ela começou a sua fala citando a importância da mostra na formação de cientistas brasileiros, e elogiou os finalistas. “O nosso intuito é ver esses alunos em altos cargos e utilizando o método científico em suas vidas”, afirmou.

Os prêmios, cujos ganhadores podem ser conferidos aqui e aqui, foram apresentados pelo casal Iberê Thenório e Mari Fulfaro, donos do canal no Youtube Manual do Mundo. A cerimônia foi dividida em duas etapas. Na primeira parte, as seguintes instituições distribuíram seus prêmios: Agência USP de Inovação (Auspin), Instituto de Física da USP (IFUSP), Museu Paulista da USP (MP-USP), Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq), Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), Editora da USP (Adusp), Revista ECO21, Revista InCiência, Grupo de Estudos de Gêniero da Poli (PoliGen), Associação Brasileira de Iniciação Científica, Associação Brasileira de Incentivo à Tecnologia e Ciência (ABRITEC), UNESCO e o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (ISITEC). Os apresentadores também decidiram seu projeto favorito e o anunciaram no palco. A parte inicial da cerimônia terminou com a revelação da equipe escolhida pelos visitantes da Feira, no Prêmio Organização Popular.

Dando continuidade, Marinalva Cruz, da Secretaria Municipal das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, discursou. “É muito gratificante participar de um evento como esse, pois só iremos transformar o mundo com a educação”, defendeu. Ela ainda elogiou o fato de a cerimônia possuir um tradutor de Libras. A próxima a falar foi a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Helena Nader. Ela contou um pouco da história da associação, que possui o objetivo de “unir todas as ciências em um único pensamento”.

O Prêmio Professor Destaque foi anunciado em seguida. Dentre os 45 docentes orientadores inscritos, 15 foram chamados ao palco para a divulgação do ganhador. Quem levou o prêmio foi Sandra Seleri, da Escola Estadual de Ensino Médio Elisa Tramontina, no Rio Grande do Sul. Ela montou, no colégio, a disciplina Seminário Integrado, em que trabalha com pesquisas e orientações para feiras científicas, e já chegou a orientar mais de 50 alunos em um só ano.

A Marinha do Brasil, a Defesa Civil do Estado de São Paulo, o Programa Poli Cidadã, a Associação dos Engenheiros Politécnicos, o Centro Paula Souza e as empresas Samsumg, Programaê, Instituto 3M e Faber Castell também  premiaram projetos destaque em diversas categorias. Depois foi a vez da premiação da organização da Febrace, quando foram nomeados os melhores projetos das diferentes áreas (Engenharia, Ciências Agrárias, Biológicas Exatas e da Terra, Humanas, da Saúde e Sociais e Aplicadas).

O evento terminou com a entrega dos prêmios concedidos pelos organizadores de feiras científicas do Brasil e de outros países aos participantes da Febrace. Os grupos escolhidos levavam para casa credenciais para participar das feiras, algumas com hospedagem e alimentação inclusas. Portugal, Israel e EUA foram alguns dos destinos que os estudantes irão visitar e expor os trabalhos.

Confira no Flickr da Poli as fotos da cerimônia de premiação da Febrace.

(Amanda Panteri)

 

Com apoio da USP, funcionários se dedicam a uma vida mais saudável

Equipe multidisciplinar do projeto Envelhecimento Ativo, do qual a Poli foi pioneira, ajuda a promover qualidade de vida entre servidores.

Pressão alta, sobrepeso e colesterol pré-diabético. Esse era o diagnóstico de Altair de Souza Sebastião um ano atrás. “Então surgiu esse projeto”, conta. Ele fala sobre o Envelhecimento Ativo, uma iniciativa coordenada pelo Hospital Universitário (HU) da USP, que incentiva funcionários a adotar um estilo de vida com mais qualidade, não apenas em termos de saúde, mas de bem estar e convívio com a família e a sociedade.

Altair trabalha na Escola Politécnica (Poli) e, no último dia 6 de março, celebrou com seus colegas e a equipe responsável o primeiro ano da implementação do programa na unidade. Ele já perdeu 9 kg, conseguiu correr uma prova de 5 km em trinta minutos e pretende continuar participando do projeto. “Nós somos liberados uma hora do horário de trabalho para fazer atividades na semana. Mas começamos a perceber que esse tempo era pouco, então passamos a vir mais cedo e fazer outros exercícios”, relata animado.

A Poli foi pioneira no Envelhecimento Ativo e, durante o evento, foram constatados os benefícios dessa parceria. O professor José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Escola, ressaltou a importância dos funcionários para a Universidade e como era fundamental que a USP pensasse em ações para melhorar a qualidade de vida deles. Piqueira ainda afirmou que o projeto continuará acontecendo na Poli e que irá propor a adesão de outros departamentos da unidade.

Para o médico Egídio Dórea, coordenador geral da iniciativa, uma melhora no modo de vida é uma escolha e, para isso, é preciso o uso das ferramentas adequadas. O projeto pretende, justamente, oferecer esse suporte ao servidor da Universidade. Assim, o Envelhecimento Ativo deve se manter ao longo da vida dessas pessoas e precisa ser adaptado ou melhorado de acordo com suas necessidades.

“Temos uma perspectiva de que, em 2050, ocorrerá a inversão demográfica no Brasil, ou seja, nós teremos mais idosos do que jovens. O país envelheceu muito rapidamente. Isso faz com que seja necessário uma série de mudanças políticas, para que possamos atender essa população”, explica o médico, ao ressaltar como esse tipo de iniciativa é importante atualmente.

Em sua fala, a professora Carolina Magalhães relembrou que o Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp) está mobilizado com o projeto e que todos os cursos estão disponíveis para os funcionários. Durante a cerimônia, ela propôs uma atividade: cada um recebeu uma bexiga e começou a jogar para cima e para os outros colegas. Com menos de um minuto, todos os presentes estavam rindo da inocente brincadeira, com os rostos corados. No final, Carolina disse que os participantes do projeto já tinham ultrapassado a barreira mais difícil para uma vida saudável, que era a mudança na rotina, e agora, assim como as bexigas, não poderiam deixar essa iniciativa “cair”.

Vantagens – Para incentivar os funcionários, o projeto possui um sistema que contabiliza os avanços na saúde de cada participante. A Poli, por sua vez, distribuiu medalhas para as maiores pontuações. Além disso, cada um possui um cartão de frequência do Cepeusp para sistematizar a sua presença nas atividades.

O Envelhecimento Ativo trouxe benefícios não apenas na saúde, mas na convivência dos funcionários. É o que afirma Joana Cristina Borsato Rossi, enfermeira do trabalho do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). Ela informa que atualmente participam do projeto, além da Poli, a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, o Instituto de Matemática e Estatística, a Guarda Universitária, o Instituto de Física, a Superintendência de Comunicação Social, o Instituto de Biociências, a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e a Edusp.

Cláudia Fernanda de Lima trabalha na divisão de biblioteca na Poli e outros colegas seus também estão participando do projeto. “Isso incentiva a continuar tudo que estamos fazendo. Tanto nas atividades físicas, quanto no cuidado com a alimentação e a presença nas consultas”, comenta.

Para participar do projeto não há faixa de idade e o coordenador Egídio Dórea complementa: “partimos do pressuposto de que quanto mais cedo você fizer essas mudanças no seu cotidiano, melhor. Em qualquer idade que você entrar, terá benefícios. Não é um programa focado para idosos, é focado em um curso de vida”.

Para mais informações, mande um e-mail para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Confira aqui o álbum de fotos do evento do Envelhecimento Ativo no Flickr da Poli.

(Matéria reproduzida do Jornal da USP)

 


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