Escola Politécnica da USP

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Semana de Iniciação Científica na Poli-USP começa nesta segunda-feira

A primeira palestra será realizada no Departamento de Engenharia de Produção, às 11h. Confira abaixo os demais dias e locais. 

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) promove a partir desta segunda-feira (24/04) até sexta-feira (28/04) a Semana de Iniciação Científica - Poli 2017. O evento consiste numa série de palestras e visitas a laboratórios, em que os professores vão falar sobre suas linhas de pesquisa, buscando atrair alunos para projetos de IC ou Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (IT).

Participar de um projeto de IC é uma forma de os estudantes começarem a construir uma carreira acadêmica antes mesmo de concluir o curso e ingressar numa pós-graduação, fazendo pesquisa enquanto ainda estão realizando o bacharelado.

Além de expor as linhas de pesquisa, os professores vão falar sobre os compromissos e obrigações do aluno de IC/IT e sobre as possibilidades de bolsa. Dois editais de bolsa serão abertos nesta segunda-feira (24/04).

O Edital do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) 2017/2018 é voltado para fomentar o desenvolvimento do pensamento científico e entre estudantes de graduação do ensino superior. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, admitindo-se renovações. O projeto de IC envolve pesquisa básica ou pesquisa aplicada, utilizando o método científico para produzir conhecimento, com ou sem objetivo prático.

Já o Edital do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) 2017-2018 visa estimular estudantes do ensino superior a promoverem o desenvolvimento e transferência de novas tecnologias e a gerarem inovação. O objeto do projeto deve ser o desenvolvimento, aperfeiçoamento ou estudo de viabilização de produtos, protótipos, processos, serviços, sistemas ou modelos de negócios, preferencialmente de caráter multidisciplinar. Para este edital pode haver inscrição de grupo de até cinco alunos para desenvolver um mesmo projeto.

Não é preciso inscrição prévia para participar da Semana de IC – Poli 2017. Confira aqui as datas, horários e locais em que serão realizadas as palestras em cada um dos Departamentos:

 

SEMANA DE IC - POLI 2017

 

DEPARTAMENTO

DATA

HORÁRIO

LOCAL

 

PRO

24/04

11h-12h

Sala D2-15 - Auditório

PME

25/04

11h

Sala A-08

PNV

25/04

11h10-12h

Sala ET01

PCS

25/04

13h-14h - palestra /

14h-16h - visita a laboratórios

Anfiteatro da Eng. Elétrica

PMI-Santos

25/04

13h15-14h15

Auditório

PMR

26/04

11h

Sala MZ-01

PEA

26/04

13h-14hs

Anfiteatro da Eng. Elétrica

PSI

27/04

11h-12h

Anfiteatro da Eng. Elétrica

PMT

27/04

11h-13h

Auditório

PMI

27/04

14h30-15h30

Sala 2

PQI

28/04

11h

Sala A103, Biênio

PCC/PTR/PHA/PEF

28/04

11h-13h

Sala S-28 do Prédio da Eng. Civil

PTC

28/04

12h-13h

Sala D1-03

 

Poli-USP promove ciclo de debates sobre ética na universidade

Evento é promovido pela Comissão de Ética da Escola. Questões de gênero e relações de poder serão os temas discutidos no primeiro encontro, dia 25 de abril.

A Comissão de Ética da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) irá realizar uma série de cinco debates sobre ética no meio acadêmico ao longo deste ano. O primeiro deles ocorrerá na próxima terça-feira (25/04), às 14 horas, no Anfiteatro Professor Francisco Romeu Landi, localizado no prédio da Administração Central da Escola, no campus Butantã.

O ciclo de debates é voltado para alunos, docentes e funcionários da Poli-USP e da universidade. Nesse primeiro encontro serão discutidos dois temas: “Relações de poder entre professores, alunos e funcionários: limites éticos” e “Linguagem adequada no meio acadêmico para respeitar questões de gênero, orientação sexual e raça”.

Serão debatedores o professor Nilson José Machado, titular da Faculdade de Educação (FE) da USP, e Roberto Romano, professor titular do Instituto de Filosofia da Universidade de Campinas (Unicamp). Machado é doutor em Filosofia da Educação e atua na área de Educação com ênfase no tema Ética e Educação. Romano é doutor em Filosofia e atua na área de Filosofia com ênfase em Filosofia, Ética e Política.

“Por meio da análise de temas importantes para nossa comunidade, queremos desenvolver conceitos e hábitos de percepção que nos auxiliem a apurar nossa sensibilidade ética e aumentar nossa atenção aos bens coletivos e individuais”, afirma o professor Raul Gonzalez Lima, docente da Poli e coordenador da Comissão de Ética.

As inscrições para o primeiro debate devem ser realizadas por aqui

 

Politécnicos criam startup para compartilhamento de espaços

Pelo site da Wish A Storage, quem tem espaço livre em casa pode anunciá-lo e alugá-lo para pessoas que precisam armazenar objetos ou guardar veículos.

Os imóveis encolhem cada dia mais em cidades como São Paulo, criando um problema para as pessoas que têm muitos objetos e pouco espaço para armazená-los. Além disso, as vagas de garagem se tornaram espaços valiosos nos grandes centros urbanos onde as famílias geralmente têm mais de um carro, e frequentemente apenas uma vaga para seu automóvel. De olho nesta tendência, dois engenheiros formados pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) se uniram a um advogado, um administrador de empresas e um economista para criar uma startup que trouxe uma solução inovadora para a questão da armazenagem.

Trata-se da Wish A Storage (http://www.wishastorage.com.br/), um site que une quem tem espaços vazios em casa e quem precisa guardar seus objetos. A grande vantagem, em relação aos serviços de empresas de self storage, é o preço e a localização dos espaços. “Em média, o custo do metro quadrado de um aluguel de espaço nas residências representa a metade do que é cobrado em um box na cidade de São Paulo”, afirma Daniel Eiro, um dos sócios da startup. “Além disso, com uma rede de anunciantes de espaços cada vez maior, é possível encontrar um espaço para alugar bem próximo à casa do interessado, diminuindo os gastos de tempo e dinheiro na mobilidade.

O funcionamento da plataforma é bastante simples. Quem tem espaço livre em casa e quer alugá-lo anuncia no site, gratuitamente. Já o interessado faz a busca no site e, ao encontrar o espaço ideal, entra em contato com o proprietário. Toda a transação é feita por meio do site. Ambos assinam um Termo de Uso que, na prática, funciona como um instrumento legal para proteger as partes envolvidas. No caso do locador (chamado de Storager), para resguardá-lo da responsabilidade de ter seu espaço usado para estocagem de produtos ilegais, por exemplo. No caso do locatário (Wisher), para ter garantias se houver danos ao seu patrimônio.

 Perfil dos usuários – Em São Paulo, a procura maior vem de bairros localizados no centro expandido, como Pinheiros, Perdizes, Higienópolis, onde o metro quadrado é mais caro e há demanda maior de pessoas procurando espaço para armazenagem. Já os anunciantes são de bairros um pouco mais periféricos, mas não muito distantes do centro, como Pirituba, Saúde e Conceição, entre outros, onde ainda existem muitas residências e mais espaço.

“A demanda mais comum é de pessoas que estão se mudando e precisam guardar móveis temporariamente em algum local até acertarem a nova residência, além de uma boa procura por vagas de garagem”, diz. Há um pouco de tudo. “Temos, por exemplo, uma empresa que faz cenografia para teatro e usa os espaços alugados para armazenar seus objetos”, destaca Eiro, lembrando que também há uma demanda significativa de pessoas que não têm onde guardar seu carro ou moto e procuram uma vaga para seu veículo que não seja cara como um estacionamento privado.

Planos de expansão – A plataforma, que começou a operar em novembro do ano passado, tem cerca de 70 anúncios e 200 usuários cadastrados. O lucro vem do percentual do valor do aluguel, que é repassado para a Wish A Storage. A meta é fechar o ano com 800 anúncios e 1000 novos usuários. Para tanto, os sócios estão trabalhando no desenvolvimento de um aplicativo, além de investirem em recursos de marketing, bem como em campanhas online e offline para ampliar o alcance de usuários e transações na plataforma.

Os próprios sócios tocam o negócio. Daniel Eiro cuida da parte tecnológica da startup ao lado de Hilarindo Silva, também formado em engenharia. Já Franz Bories e Thiago Fogaça, ambos formados nas áreas de negócios, e Ricardo Russo, advogado, ficam com a parte administrativa e comercial.

“Como dizem na linguagem do empreendedorismo, as startups nascem, em geral, de uma ‘dor’ de um dos empreendedores. Foi o nosso caso”, brinca Eiro. A ‘dor’, no caso, era de Bories, que, após formado no interior de São Paulo, veio trabalhar na capital paulista. Durante anos ele morou em um flat de cerca de 25 metros quadrados. Ele tinha como hobby tocar percussão em alguns eventos em São Paulo. O problema era que no flat não havia espaço para os instrumentos. “Ao fazer cotação em serviços de self storage, ele constatou que ficaria muito caro guardá-los em boxes comerciais. Então, pensou em pagar a um de seus vizinhos uma quantia para que ele deixasse guardar seus instrumentos na casa dele”, conta Eiro.

Da conversa sobre esse problema veio a ideia de criar um negócio. Todos estavam empregados nesse período e continuaram assim por um tempo, enquanto desenvolviam melhor a proposta da empresa. Até que participaram do processo de seleção de uma das maiores aceleradoras da América Latina, a Startup Farm, ao mesmo tempo em que buscavam espaço na incubadora Cietec, da USP. O projeto foi aprovado por ambas e eles acabaram optando pela aceleradora, onde ficaram por cinco semanas.

“Quando recebemos esses retornos positivos, soubemos que tínhamos um negócio com bom potencial. Decidimos então juntar nossas economias e deixar nossos empregos para nos dedicarmos somente a empresa”, diz Eiro. No momento, todo o investimento feito na empresa vem do capital dos próprios sócios. Eles ainda estão avaliando a possibilidade de procurar fontes de financiamento para o negócio.

A vida de empreendedor tem sido desafiadora. Eiro, por exemplo, conta que sempre quis ter uma empresa, mas não tinha uma boa ideia para abrir um negócio. “Quando entrei na Poli, eu gostava de eletrônica, de programação, mas não achava que ia seguir carreira em Tecnologia da Informação. Acabei encontrando emprego nessa área, comecei a gostar mais a cada dia, me interessando mais sobre aspectos da Internet e tecnologia”, lembra.

Ele destaca a formação obtida na Poli-USP como essencial não só para lidar com os aspectos tecnológicos, mas com a própria administração do negócio. “Na graduação eu realmente aprendi a aprender. Hoje, isso está sendo essencial na gestão do meu negócio, pois lido diariamente com novas tecnologias e preciso me atualizar rapidamente”, conta. “Lidar com todo esse ambiente de incertezas que cerca uma startup vem sendo um dos meus grandes desafios, e o background que a Poli me proporcionou tem sido fundamental para encará-lo”, completa.

Para Hilarindo Silva, o sentimento é parecido. “A Poli me ensinou desde o início que disciplina e organização são fundamentais para uma carreira de sucesso”, pontua. “Como engenheiro, aprendi a analisar e resolver problemas de forma rápida e eficiente. Como empresário, aprendi a ser multitarefa, o que me permite trabalhar em vários projetos ao mesmo tempo”, finaliza.

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

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Ângela Trabold 

 

Poli Cidadã realiza 1ª Oficina de Redação

Com enfoque nas cinco competências exigidas nas redações do ENEM, aula foi ministrada por funcionária da Poli

No último sábado, dia 08 de abril, aconteceu a 1ª Oficina de Redação do Poli Cidadã.

O objetivo desta Oficina foi orientar e discutir elementos que podem auxiliar os alunos do ensino médio a elaborar redações para vestibulares.  A oficina foi destinada aos monitores que ministram aulas ou tutorias nos projetos parceiros do Poli Cidadã. Contou com a participação de sete monitores, entre eles alunos da Poli e monitores externos do Projeto Kali e Matemática em Movimento.

Nessa 1ª Oficina, tivemos como enfoque as cinco competências exigidas nas redações do ENEM e, além disso, foram abordadas técnicas pedagógicas para desenvolvimento de texto dissertativo-argumentativo em prosa.

A oficina foi ministrada pela funcionária Juliana Freire Leite, do Serviço de Cultura e Extensão da Escola Politécnica, que participa da Comissão Gestora do Poli Cidadã e tem formação em Letras-Português pela FFLCH-USP. 

Essa foi uma iniciativa importante, pois mostrou que é possível explorar as diversas capacidades da comunidade da Escola Politécnica, gerando uma integração positiva entre alunos, professores e funcionários, em prol de atividades de caráter social.

Sobre a Poli Cidadã - Implantado em 2004, o Programa Poli Cidadã tem como objetivo estimular alunos e professores a realizar projetos sociais e estreitar a relação da Universidade com a sociedade.

Para mais informações sobre o programa, confira a página do Facebook

(Juliana Freire Leite, Serviço de Cultura e Extensão - Poli)

 

Poli-USP e Apemi retomam ciclo de palestras

Já estão agendados três encontros mensais, todos com temas pertinentes à Engenharia de Minas.

O ciclo de palestras mensais relacionadas à área de Engenharia de Minas será retomado em 2017. Ele é organizado pela Associação Paulista de Engenheiros de Minas (Apemi) e recebe o apoio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O primeiro evento, sobre licenciamento ambiental, ocorrerá no dia 2 de maio, às 19 horas, no Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo (PMI) da Escola, no campus Butantã, em São Paulo. Outras duas palestras já estão agendadas para os dias 6 de junho e 3 de julho, no mesmo horário e local.

É o segundo ano consecutivo do ciclo coordenado pela Apemi. O principal objetivo desse evento é contribuir para o progresso e o desenvolvimento da Engenharia de Minas. As palestras abordam temas atuais e pertinentes a estudantes, profissionais e interessados no assunto.

A primeira palestra será proferida por Geraldo do Amaral Filho, Diretor de Controle e Licenciamento Ambiental da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), e abordará os problemas enfrentados no licenciamento ambiental na mineração. Formado tecnólogo em Saneamento pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Sorocaba, Amaral atua na Cetesb desde 1978, onde já exerceu diversas atividades. Atualmente também é professor da Faculdade de Engenharia de Sorocaba.

Na segunda palestra, o presidente da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (ABRECON) Heverton Bartoli vai falar sobre “Agregados Reciclados”. Ele é formado em Administração pela PUC Minas, com um MBA Executivo da Construção Civil pela FGV. Foi diretor comercial da Desmontec, empresa especializada em demolições civis e industriais e é diretor da empresa R3ciclo, especializada na gestão de resíduos sólidos da construção civil e demolição.

O dia 3 de julho terá a presença do professor da Poli Arthur Pinto Chaves, que discutirá as inovações tecnológicas dentro da mineração. O politécnico é docente titular de Tratamento de Minérios pelo PMI desde 1976, e publicou seis livros-texto utilizados em todos os cursos de Engenharia de Minas do Brasil, Argentina e países africanos de língua portuguesa.

O evento é gratuito e não necessita de inscrição prévia. Para mais informações, consulte o site da Apemi ou entre em contato pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Poli-USP discute as bases de criação de ecossistema de startups em São Paulo

Uma série de iniciativas foram propostas para o fortalecimento das startups que já passaram pelo treinamento i-CORPs.

A criação de um ecossistema de startups no Estado de São Paulo está em discussão na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Nos dias 7 e 10 de abril a Diretoria da Poli e o consultor Flavio Grynszpan, do Instituto i-CORPS Brasil, decidiram levar adiante uma proposta para fortalecer as startups que passam pelo treinamento i-CORPs, cuja metodologia oferece formação para empreendedores com o objetivo de incentivar a criação de startups a partir de pesquisas desenvolvidas em universidades.

A i-CORPs é uma metodologia criada por Steven Blank, professor de empreendedorismo de universidades como Stanford e Columbia, e que acabou tornando-se ferramenta de um programa do governo dos Estados Unidos para ampliar a competitividade da economia daquele país. No Brasil, a metodologia está sendo disseminada por Flavio Grynszpan, que criou o Instituto com essa finalidade. No ano passado, a Poli fez um projeto piloto para testar a metodologia com dez startups.

“O resultado foi tão bom que, além de ampliar esse trabalho dentro da Escola, decidimos apoiar a construção de um ecossistema favorável às startups no Estado”, afirma o diretor da Poli, José Roberto Castilho Piqueira. “Nossa Escola sempre teve um papel importante na promoção do desenvolvimento tecnológico, do Estado de São Paulo e do País. Portanto, incentivar o desenvolvimento das startups é um passo natural e alinhado à nossa missão”, acrescenta.

Proposta – Dentro da Poli a ideia é começar, ainda em 2017, um treinamento específico para que docentes sejam formados como mentores; e outro, focado em pós-doutores com o objetivo de abrir-lhes as portas do empreendedorismo. Também está sendo viabilizada parceria com uma grande empresa para que professores e alunos identifiquem demandas da companhia e desenvolvam startups que possam lidar com esses desafios.

Numa perspectiva mais ampla para criação desse ecossistema, entram as ações desenhadas na proposta do Instituto i-CORPs Brasil e que terão o apoio da Poli: criação de um programa para internacionalização de startups; certificação de startups com treinamento i-CORPS; organização de seminários setoriais que reúnam startups do mesmo segmento; congresso anual (ainda neste ano) com as startups participantes do treinamento; inserção de novos parceiros no ecossistema, como os fundos de venture capital; promoção de negócios entre as startups; e criação de um menu de serviços que os mentores podem oferecer além do que já fazem quando trabalham com as startups durante o treinamento.

Segundo Flavio Grynszpan, já participaram do treinamento empreendedores de 84 startups e 48 mentores, profissionais experientes do mercado que trabalham como conselheiros de negócios nas startups. Até o final deste ano, a expectativa é de que esse número chegue a 182 startups e 84 mentores. “Existe agora um número relevante de participantes do treinamento i-CORPs, o que justifica a formatação de um ecossistema no qual os empreendedores e seus mentores estejam inseridos e conectados”, afirma Grynszpan.

Metodologia – Na prática, a metodologia i-CORPs possibilita que os empreendedores saibam de antemão se a ideia de seu negócio é viável ou não. Seria um estágio anterior ao plano de negócios. “Tratar uma startup como empresa é como tratar uma criança como adulto pequeno”, compara Grynszpan. O objetivo do i-CORPS, portanto, é aumentar as chances de uma startup crescer e se transformar em uma empresa. “Essa metodologia permite limitar o tempo e o investimento ao mínimo necessário antes de se decidir por continuar ou abandonar o negócio”, explica.

O treinamento começa com alunos e docentes fazendo um desenho inicial do que pensam que é seu negócio. Esse desenho é feito em Canvas, uma ferramenta digital usada para gerenciamento e planejamento estratégico. Ao longo do treinamento, recebem orientações sobre como agregar informações para validar o negócio, adequá-lo ou mesmo descartar a ideia. Todo o processo é acompanhado por mentores.

Parte essencial do treinamento, que traz informações estratégicas necessárias para saber se o negócio tem mercado ou não, é voltada para entrevistas com o mercado. “O objetivo dessas entrevistas é checar se a tecnologia, produto ou serviço proposto resolve os possíveis problemas ou atende as demandas de seus clientes potenciais, se gera valor para eles e se o investimento no negócio vai realmente compensar para o empreendedor e possíveis investidores”, conta Grynszpan.

No final, os participantes fazem um balanço de suas jornadas, comparando o Canvas inicialmente desenhado com as mudanças promovidas. O I-CORPs prevê ainda uma segunda etapa do treinamento, quando são trabalhadas estratégias para conseguir clientes e mantê-los o maior tempo possível, e também para definir os valores que podem ser cobrados dos clientes, de forma a remunerar o investimento feito na startup.

Confira no Flickr da Poli as fotos das reuniões do i-CORPs.

 

Miguel Nicolelis diz que defender a pesquisa científica é uma questão de soberania nacional

Em aula inaugural na Poli para alunos da pós-graduação da USP, ele contou como utiliza a neurociência em prol da transformação social.

“Universidade, Estado, Democracia: Desafios e Perspectivas para a Ciência Brasileira” foi o tema da aula inaugural aos ingressantes dos cursos de pós-graduação da USP em 2017. A palestra foi proferida por Miguel Nicolelis, neurocientista graduado em medicina e doutor em fisiologia geral pela USP, além de um dos 20 maiores cientistas da atualidade segundo a revista Scientific American. O evento ocorreu nesta quinta-feira (06/04), no Auditório Professor Francisco Romeu Landi, no Prédio da Administração Central da Escola Politécnica da USP (Poli-USP).

Ao dar as boas-vindas a Nicolelis, José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli, enfatizou o momento difícil pelo qual a ciência brasileira passa nesse momento. Para ele, os cortes de investimento na área dificultam, em muito, a atuação e a formação dos cientistas no país. A saída para essa situação, segundo ele, só será encontrada por meio da atuação conjunta de estudantes e docentes.

O diretor concluiu seu pronunciamento com um agradecimento a Nicolelis, mencionando a honra que a presença do cientista significa para a Poli. . Para finalizar, fez um apelo para a extinção da violência seja contra os alunos da USP ou a contra a própria ciência. “Vamos nos juntar para que a violência, seja ela de qualquer tipo, acabe”.

O presidente do Grêmio Politécnico, Luca Artiolli, mencionou a necessidade de uma mobilização dos alunos, professores, pesquisadores e funcionários em busca de um ensino universitário melhor.

Questão de soberania – A aula de Nicolelis começou em um clima de descontração. Após agradecer o convite para ministrar o evento, o neurocientista afirmou que, apesar de ter se formado em medicina na Universidade, ele se considera um “engenheiro amador” e politécnico, uma vez que já frequentou muito a Escola em seu tempo de graduação.

“Defender a pesquisa científica é uma questão de soberania nacional. Os países que renunciam a ela [pesquisa] renunciam a sua própria independência como nação”. Esse foi o raciocínio que deu início à apresentação do professor da Duke University, localizada nos Estados Unidos. Para sustentar o argumento, ele mostrou dois gráficos que comprovavam a tese: em um deles, havia a correlação entre a capacidade de inovação de um país e o quanto o mesmo investia de seu Produto Interno Bruto (PIB) em desenvolvimento científico. As nações que mais despendiam verbas eram as que mais geravam riquezas provindas de produtos tecnológicos, como os EUA. O segundo gráfico, que apontava a porcentagem de cientistas para cada mil pessoas de um país, demonstrava o atraso do Brasil nesse quesito, quando comparado a países do topo da lista, como a Finlândia.

Para Nicolelis, a ciência brasileira recebeu um investimento “nunca antes visto no mundo” com o Programa Ciências Sem Fronteiras, criado em 2011 com o intuito de promover a internacionalização dos pesquisadores brasileiros. Ele reforçou que é imprescindível que a sociedade brasileira exija a manutenção desse investimento. “De forma alguma podemos renunciar as nossas utopias”. Rebatendo os argumentos de que o Brasil não possui potencial de inovação tecnológica, o professor deu o exemplo de Santos Dumont, inventor do voo controlado.

A ciência como agente de transformação social – Miguel Nicolelis coordena um programa que visa utilizar a ciência de ponta no incentivo do desenvolvimento social de Macaíba, cidade que fica à 14 quilômetros de Natal, no Rio Grande do Norte. É um dos Estados brasileiros que detém baixos índices econômicos e sociais.

Nessa cidade, ele montou o Campus Cérebro, um complexo de ensino, pesquisa e extensão em neurociência voltado ao atendimento das crianças da região. Lá, as mães recebem um serviço de pré-natal e os pequenos um ensino de tempo integral que vai até o fim do Ensino Médio. Para quem já é formado, há a possibilidade de trabalhar no Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS). Está prevista também a construção de uma faculdade especializada para formar pesquisadores na área.

O neurocientista se orgulha do feito e mostrou, durante a aula, os bons resultados que a estrutura já rendeu. Segundo ele, o índice de evasão escolar dos alunos do ensino fundamental baixou para 5% em Macaíba. . Além disso, já foram realizados aproximadamente 60 mil atendimentos médicos desde 2008.

Chute que ganhou o mundo – Nos últimos minutos de aula, Nicolelis contou para o público como ele conseguiu organizar a equipe com cientistas de mais de 25 países para o projeto que resultou no chute inicial da Copa do Mundo, ocorrida no Brasil em 2014.

O grupo de pesquisadores conseguiu fazer com que um homem paraplégico há mais de 10 anos chutasse uma bola em campo. Eles utilizaram uma interface que conseguia captar as ondas eletromagnéticas no cérebro do paciente e movimentar o pé do mesmo – por meio de um exoesqueleto – quando ele tivesse a intenção. O feito foi considerado uma das inovações mais importantes da ciência nos últimos anos pela revista Nature, uma das mais consagradas do segmento.

Veja no Flickr da Escola as fotos do evento. A Poli-USP deve disponibilizar, em breve, o vídeo com a aula magna ministrada por Nicolelis em seu site e redes sociais.

(Amanda Panteri)

 


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