Escola Politécnica da USP

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José Goldemberg recebe título de Professor Emérito da USP

Cerimônia foi realizada no Palácio dos Bandeirantes e contou com a
presença do governador Geraldo Alckmin.

A Universidade de São Paulo (USP) outorgou nesta terça-feira (14/02) o título de Professor Emérito ao professor e ex-reitor da universidade, José Goldemberg, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A cerimônia ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e contou com a presença do governador Geraldo Alckmin, de secretários de Estado, do professor Celso Lafer – Professor Emérito da USP também representando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso –, do reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Sandro Roberto Valentini, de diretores e conselheiros da Fapesp, e de professores e diretores de unidades da USP, como o diretor e a vice-diretora da Escola Politécnica da USP, os professores José Roberto Castilho Piqueira e Liedi Légi Bariani Bernucci, respectivamente, e outras autoridades.

A Poli-USP publicou, como homenagem a Goldemberg, um informativo especial impresso, que pode ser acessado aqui), e outro eletrônico, com os depoimentos na íntegra de personalidades do mundo acadêmico, empresarial e do setor público, que podem ser lidos nesse endereço. O professor Goldemberg vai ministrar, no dia 6 de março, a Aula Magna para os alunos ingressantes da Poli em 2017.

A concessão do título de Professor Emérito a Goldemberg foi aprovada pelo Conselho Universitário da USP em sessão realizada em 4 de outubro de 2016. A honraria é concedida a professores aposentados que se distinguiram por atividades didáticas e de pesquisa ou que tenham contribuído, de modo notável, para o progresso da USP.

Este foi o 17º título de Professor Emérito concedido pela universidade desde a sua fundação, em 1934, e o primeiro concedido a um ex-reitor (confira a lista completa). Goldemberg já possuía os títulos de Professor Emérito do Instituto de Física e do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP.

“É um privilégio e uma honra receber da Universidade de São Paulo o título de Professor Emérito. Devo à USP minha formação e experiência universitária”, disse Goldemberg em seu agradecimento. Seu discurso pode ser lido na íntegra neste link

“O professor Goldemberg reúne as qualidades de cientista, acadêmico e homem público. Na sua adolescência, se encantou com a busca de respostas para questões simples do mundo que nos cercam. Em seguida, caminhou para equações e questões que derivam da análise dos átomos e da energia. E, depois, voltando-se para a sociedade, buscou aproximar a ciência dela, dando um sentido prático ao conhecimento”, disse Marco Antonio Zago, reitor da USP, em sua saudação (leia aqui o discurso na íntegra).

“Como reitor da USP, modernizou a universidade, fundou o IEA [Instituto de Estudos Avançados] e promoveu de maneira prática a autonomia das universidades públicas paulistas que são, ainda hoje, as únicas instituições genuinamente autônomas na área do conhecimento e da ciência no país. Por isso, a USP decidiu conceder merecidamente o título de Professor Emérito a ele, que é um cientista com visão social da ciência e que promove essa visão nas instituições em que atua”, afirmou Zago.

Por sua vez, o governador Geraldo Alckmin destacou a contribuição de Goldemberg para a USP e como cientista e também para os governos paulista e federal, além de seu papel como atual presidente da Fapesp.

“Desde que assumiu a presidência da Fapesp, em 2015, a instituição expandiu o apoio a pequenas empresas inovadoras de tecnologia e, apenas no ano passado, aprovou 200 projetos”, disse. O governador fez referência ainda a acordos feitos pela Fapesp com grandes empresas em conjunto com a Escola Politécnica da USP, para utilização de gás natural, e à elaboração em curso de um programa para o desenvolvimento e a modernização dos institutos de pesquisa do estado.

“É fundamental que a Fapesp contribua com São Paulo no avanço das ciências aplicadas, trazendo novos rumos para a ciência paulista”, avaliou.

Autonomia universitária – Em seu discurso, Goldemberg relatou como tentou durante sua gestão como reitor da USP contribuir para o reerguimento da instituição, afetada pelo período autoritário pelo qual o país passou de 1964 a 1985.

“O que tentei como reitor foi tentar elevar o nível da universidade para atingir melhor os objetivos para os quais foi criada, em 1934, e que refletiam uma visão republicana e liberal da universidade”, disse Goldemberg.

“Segundo esta visão, a função da universidade é propiciar a busca livre da ciência e da excelência em todas as áreas; realizá-las sem se submeter a interesses de classes, grupos partidários ou a ideologias totalitárias; e garantir o acesso sem utilizar outro critério que não seja a capacidade dos candidatos”, detalhou.

Goldemberg também discorreu sobre sua contribuição como reitor da USP para assegurar a autonomia não só da instituição, mas das outras universidades paulistas, como estabelecido no artigo 207 da Constituição brasileira de 1988, que preceitua que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.

Uma das versões iniciais do anteprojeto da Constituição, contudo, continha no artigo 207 a expressão “nos termos da lei”, que tornaria indefinida a autonomia das universidades, ponderou Goldemberg.

“Como reitor discuti este tema várias vezes com Mario Covas [1930 – 2001], relator da Constituição, contribuindo para que essa expressão fosse eliminada”, disse.

Na avaliação dele, a defesa apaixonada da autonomia didática-científica e da defesa da ciência e dos cientistas que fez durante toda a sua trajetória teve origem em sua experiência como diretor do Instituto de Física da USP, entre 1970 e 1980, com apoio do então reitor da universidade Miguel Reale (1910 – 2006), e como presidente da SPBC, entre 1979 e 1981.

“Em alguns períodos, a interferência do aparato policial do governo na vida universitária era tal que havia agentes do SNI [Serviço Nacional de Informações] no gabinete do reitor, que não distinguiam entre ideias e atividades subversivas, vetando até a nomeação de professores. Esse aparato policial desapareceu assim que assumi a reitoria da USP, em 1986”, afirmou.

Goldemberg também lembrou que a liberação dos recursos para as universidades paulistas era negociada no passado pelos reitores e o Governo do Estado, e sujeita a atrasos, contingenciamentos e ajustes de todo o tipo.

Como os orçamentos fixados no início do ano eram insuficientes – sobretudo devido à inflação vigente –, era necessário negociar com o governo o tempo todo recursos adicionais (suplementações). “A autonomia de gestão era uma mera ilusão”, afirmou.

“Em 1988, junto com Paulo Renato Souza (1945 – 2011), então reitor da Unicamp, e Jorge Nagler, reitor da Unesp, negociamos com o governador do estado uma nova sistemática de alocação e liberação de recursos. Foi fixada, através do decreto de número 29.598, de 2 de fevereiro de 1989, uma porcentagem fixa do ICMS do estado de 8,4%, que era a média histórica dos três anos anteriores”, disse Goldemberg.

“Esse percentual foi atualizado ao longo dos anos e hoje é de 9,57% – dos quais cerca da metade (aproximadamente R$ 5 bilhões) é destinada à USP e o restante para as outras universidades do estado”, afirmou.

Na avaliação dele, a partir de 1989, a autonomia financeira da USP e o elevado senso de responsabilidade e de missão de uma sucessão de reitores permitiu que a universidade atingisse um nível de desempenho e excelência sem precedentes. E hoje figura entre as 200 melhores universidades do mundo, em um universo de cerca de 10 mil universidades, e é uma das melhores da América Latina, ressaltou.

O aumento de despesas com pessoal a partir de 2010, entretanto, comprometeu mais de 100% dos recursos da USP e colocou em risco a própria autonomia da universidade porque implica na busca de suplementação do Governo do Estado – que é justamente o que se pretendeu evitar com o decreto número 29.598, de 1989, que atribuiu à universidade uma fração fixa do ICMS –, ponderou Goldemberg.

“Nesta situação, as atividades de pesquisa científica e tecnológica, de interesse estratégico para o país, e não apenas de interesse da universidade, só não sofreram uma queda acentuada graças ao apoio da FAPESP”, ressaltou.

Goldemberg defendeu que a indexação dos recursos da USP ao ICMS é justificada pelo fato de que a educação exige um esforço continuado e, assim como a pesquisa, precisa ser alimentada o tempo todo. E que considera essencial em tempos de crise, como a atual, que haja um esforço para esclarecer o governo e a sociedade sobre a importância da universidade e que os gastos que isso implica são justificados, não se confundindo com demandas corporativas das quais a própria universidade tem de saber se defender.

“Um dos argumentos que justificam esta visão é o de que a USP já formou cerca de 300 mil profissionais em todas as áreas desde sua criação há mais de 80 anos, que são líderes incontestes na indústria, agricultura, ciência e cultura do estado e do país. E é graças à USP e a toda influência que exerce no sistema universitário de São Paulo e do país (público e privado) que temos um Incor e tratamento de câncer de primeiro mundo, uma engenharia de vanguarda em grandes obras, uma agricultura avançada e, só para dar um exemplo, um programa pioneiro de álcool de cana-de-açúcar que gera um milhão de empregos por ano”, enumerou.

“Por essas razões é tão importante preservar a USP como uma universidade de primeiro mundo e da qual eu muito me honro hoje em ser Professor Emérito”, afirmou Goldemberg.

A serviço da ciência e da sociedade – Nascido em Santo Ângelo (RS), em 1928, Goldemberg fez o bacharelado em Ciências (1950) na USP – tendo trabalhado como bolsista orientado pelo professor Marcello Damy de Souza Santos (1914 – 2009), a quem auxiliou na instalação do acelerador Betatron (um tipo de acelerador de elétrons) –, doutorado em Ciências Físicas (1954), livre-docência (1957), professor titular do Instituto de Física e reitor da universidade de 1986 a 1990.

Foi professor catedrático na Escola Politécnica da USP, professor associado na Universidade de Paris, professor titular da Universidade de Toronto, professor visitante na Universidade de Princeton, professor visitante na Academia Internacional do Meio Ambiente de Genebra e catedrático de Estudos Latino-Americanos na Universidade de Stanford.

Goldemberg dirigiu o Instituto de Física da USP, foi presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), da Sociedade Brasileira de Física (SBF), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

No governo federal, foi secretário de Ciência e Tecnologia da Presidência da República, secretário Interino de Meio Ambiente – quando teve papel decisivo para o sucesso da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Rio-1992) – e ministro da Educação.

É membro da Academia Brasileira de Ciências desde 1955 e recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República do Brasil, em 1995.

Entre diversos prêmios e títulos honoríficos que recebeu em sua carreira estão o prêmio pela contribuição excepcional para o desenvolvimento da economia da Associação Internacional da Economia Energética (1989); de doutor honoris causa do Instituto de Tecnologia de Israel (1991); o prêmio Volvo Meio Ambiente (2000); a Medalha Butantan (2005); o título de pesquisador emérito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (2006); o KPCB Prize for Greentech Policy Innovators (2007), e o Blue Planet Prize (2008), da Asahi Glass Foundation.

Foi selecionado em 2007 pela revista Time como um dos 13 "Heroes of the Environment” na categoria de “líderes e visionários". Recebeu o Trieste Science Prize da Academia de Ciências do Terceiro Mundo (TWAS), em 2010, e o Zayed Future Energy Prize na categoria "Life achievement", em 2013.

Em 2014, foi condecorado com o prêmio “Guerreiro da Educação - Ruy Mesquita" pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e o jornal “O Estado de S. Paulo”. Em 2015, recebeu o prêmio da Fundação Conrado Wessel e foi nomeado presidente da FAPESP.

Desde fevereiro de 2014, ocupa como membro efetivo a cadeira nº 25 da Academia Paulista de Letras (APL).

(Texto da Agência Fapesp, com edição do Jornalismo e Assessoria de Imprensa da Poli-USP.)

 

Professor Paulo Kaminski, da Poli-USP, é convidado para participar do grupo de pesquisadores CIRST

O professor Paulo Kaminski, coordenador do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Poli-USP, foi convidado a fazer parte do time de colaboradores internacionais do Centre interuniversitaire de recherche sur la science et la technologie (CIRST), de Quebec, Canadá. O CIRST é um importante grupo interdisciplinar de pesquisadores daquele país, que promove o avanço do conhecimento em diferentes áreas da ciência e da tecnologia e sua aplicação na resolução de problemáticas sociais.

Criado em 1986, o CIRST reúne cerca de 60 pesquisadores de 12 instituições de ensino, e está localizado no campus principal da Université du Québec à Montréal - Universidade do Quebec em Montreal (UQAM). É reconhecido como unidade de pesquisa pela Universidade de Montreal e pela Universidade de Sherbrooke, além da própria UQAM.

O CIRST lançou recentemente o programa de colaboradores internacionais e convidou cerca de 10 pesquisadores de diferentes regiões do mundo. O professor Paulo Kaminski recebeu o convite, no final de 2016, em virtude do reconhecimento da qualidade dos trabalhos realizados em parceria com pesquisadores de Quebec.

”É uma honra ser selecionado para fazer parte do CIRST. A iniciativa deve aumentar a colaboração em projetos de pesquisas científicas entre nosso grupo e pesquisadores do Canadá”, diz o professor Paulo Kaminski. 

Informações sobre o CIRST em http://www.cirst.uqam.ca/en/.

 

Poli-USP matricula 90% dos aprovados de 2017

Brincadeiras e ação social marcam a festa. Convocados na primeira chamada da Fuvest têm até esta terça-feira para se matricular.

Praticamente 90% dos vestibulandos aprovados para as 783 vagas disponibilizadas pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) pela Fuvest efetivaram a matrícula nesta segunda-feira (13/02). Um total de 704 calouros se matriculou no primeiro dia, e grande parte escolheu o período da manhã para fazer a matrícula, que se encerra hoje (14/02) para os alunos convocados na primeira chamada do vestibular. As matrículas estão sendo realizadas no prédio da Engenharia Civil, das 8h30 às 16h30, no campus do Butantã, em São Paulo, entre 8h30 e 16h30. Em 2017, a Poli ofereceu 870 vagas, sendo 87 pelo SISU e as demais pela Fuvest.

A Poli-USP mobilizou 47 funcionários para atender os calouros. Três salas no piso superior da Engenharia Civil foram destinadas para as matrículas e um espaço no lobby do andar superior foi reservado para os pais aguardarem os filhos. As mesas de atendimento foram separadas por curso. Ao efetuar a matrícula, cada aluno recebeu o Cartão USP, a carteirinha que permite o uso das linhas circulares de ônibus que ligam a USP ao Metrô Butantã e um folheto sobre o funcionamento geral da Universidade.

Ação solidária – Na entrada do local da matrícula, os calouros foram recepcionados pelos integrantes da equipe de robótica da Poli ThundeRatz e pela equipe Poli Racing. Após efetuarem a matrícula, os estudantes com cabelos longos eram convidados a participar da campanha de corte e doação de cabelos, promovida pelo Poli Social. Um profissional do salão de cabelereiro L6, de São Paulo, se voluntariou para fazer os cortes. Os cabelos foram doados para a organização não governamental Cuca Feliz, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, que dá apoio para mulheres e crianças que fazem tratamento contra o câncer.

Mais de 40 estudantes, entre homens e mulheres, participaram da ação. Uma delas foi a caloura Livia Kaneko, de 19 anos, de São Paulo, que foi aprovada no curso de Engenharia Química. “Eu já ia cortar o cabelo depois que passasse o vestibular. Quando vi que estavam organizando a campanha de doação, quis contribuir”, contou ela.

Depois da matrícula, os calouros eram ‘capturados’ pelos veteranos dos diversos centros acadêmicos da Poli, que estavam aguardando os ‘bixos’ para as brincadeiras do trote. Marcado pela não-violência, o trote teve disputa de futebol de sabão, luta com cotonete e o tradicional batismo no banho de lama.

A primeira semana dos calouros na Poli se encerra no sábado, 11 de março, com o Trote Solidário, promovido pelo Poli Social. Ele será realizado das 9h às 17h, quando voluntários, entre calouros e veteranos, ajudarão na revitalização do pátio da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antônio Bento, no Butantã, e na organização de brincadeiras com as crianças do colégio.

Os calouros voltam a se encontrar no dia 6 de março, quando começa o ano letivo e a Semana de Recepção aos ingressantes. Serão cinco dias de intensa atividade. A aula magna será das 9h ás 12h, no Auditório do Centro de Difusão Internacional da USP (CDI), com um dos mais prestigiados pesquisadores brasileiros: o físico José Goldemberg. Hoje presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ele foi professor do ciclo básico da Poli, ministrando aulas de Física para os politécnicos entre 1968 e 1970.

Veja no Flickr da Escola Politécnica as imagens do primeiro dia de matrícula e da festa do Trote.

Livia Kaneko, de 19 anos, de São Paulo

Queria ser engenheira e estudar na Poli, mas estava em dúvida sobre qual seria a área. Em 2016, ela prestou vestibular para Engenharia de Produção, mas não passou. “Eu pesquisei mais sobre as áreas, pensei melhor e resolvi estudar Engenharia Química. Uma das coisas que me chamou atenção no curso é o fato de ser quadrimestral, em que tem o período de estágio. Estou bem empolgada”, afirmou.0

Os irmãos gêmeos Eliel e Levi Regiani, de Ribeirão Pires (SP)

 Ambos passaram em Engenharia Elétrica. Eles têm 20 anos e garantem que um não influenciou na decisão do outro na escolha da carreira, mas que se identificam com a área. Escolheram a Poli pela reputação dos cursos da instituição e seu destaque no cenário do ensino superior no Brasil. “Penso em seguir em Sistemas Eletrônicos e Computação, mas ainda é cedo para decidir. Sei que o curso será puxado, vai exigir bastante, mas com certeza cumprirá minhas expectativas”, afirma Eliel.

Assim como ele, Levi escolheu Engenharia Elétrica por causa das amplas possibilidades de atuação abertas para quem se forma nesse campo. “Como têm várias ênfases, posso direcionar os estudos para o que mais me interessar”, disse ele. Os irmãos têm um amigo que estudou na Poli e fez o duplo diploma. “Ele falou bem da Poli, deu boas recomendações”, comentou Levi. Os irmãos vão tentar fazer o programa de duplo diploma e até já sabem para qual país querem ir: França. 

 

Alunos da Poli e USP São Carlos desenvolvem inovações voltadas para terceira idade

Entre os projetos, destaque para sensor que avisa idoso a hora de ir ao banheiro, roupa que ameniza impacto de quedas e sistema de monitoramento do ambiente.

Incontinência urinária, quedas, depressão e ansiedade são problemas frequentes na terceira idade. Pensando nessas questões, estudantes de graduação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e da USP São Carlos, em conjunto com alunos de universidades de outros países, desenvolveram inovações que ajudam os idosos a lidar com essas dificuldades, desenhando um plano de negócios completo para as tecnologias propostas.

Os planos de negócio foram apresentados durante a Technology and Management International Business Plan Competition (T&MIBPC). A competição, que aconteceu entre 2 e 11 de janeiro, teve a participação de alunos e professores de cinco instituições: Universidade de Bayreuth – UBT (Alemanha), Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong – HKUST (China), Universidade de Illinois em Urbana-Champaign - UIUC (Estados Unidos), e a USP.

Seis estudantes da Poli – Benjamin Teng, Carolina Montesi, Francisco de Azevedo, Gabriel Pinto, Juliana Lopes e Rafael Souza – e dois da USP São Carlos – Renata Grass e Gustavo Lahr – competiram. Para acompanhá-los, estiveram presentes os professores Larissa Driemeier, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR) da Poli, e Marcelo Becker, do Departamento de Engenharia Mecânica da USP São Carlos.

Os projetos – O IncontAlert, dispositivo produzido pelo grupo no qual participou o aluno Benjamin Teng, da Poli, conquistou o primeiro lugar da competição. Ele consiste em um aparelho instalado na região do púbis, por meio de um adesivo médico, que pode indicar o momento ideal em que o usuário deve ir ao banheiro, evitando assim uma possível incontinência urinária. “O dispositivo mede a oxigenação do sangue e a quantidade de água na bexiga usando luz infravermelha, e com isso é possível monitorar a bexiga enquanto ela enche e esvazia. Assim, o dispositivo consegue alertar o usuário quando sua bexiga está se aproximando do ponto em que não conseguirá segurar e sugere a ele usar o banheiro”, explica Teng. “O alerta pode ser feito por notificação de celular, pulseiras inteligentes ou outros dispositivos.”

Outros grupos também se concentraram em incidentes recorrentes e preocupantes no cotidiano dos idosos. O AirTrust, por exemplo, detecta o momento de uma possível queda e aciona um sistema de colchões de ar dentro da roupa do indivíduo. “A solução é promissora, pois já é utilizada com sucesso para motociclistas,”, conta Rafael Souza, aluno da Poli e participante do projeto.

Já Carolina Montesi, também estudante da Escola, contribuiu no desenvolvimento do SmartSens, um sistema de monitoramento que integra dados da casa do usuário obtidos por meio de sensores de tipos variados (temperatura, luminosidade, presença, sono). Esses sensores analisam o cotidiano do idoso – se ele sai de casa, a qualidade do seu sono e alimentação – e fornecem, então, indicadores de risco de doenças como depressão e ansiedade.

“A ideia é, no futuro, incluir previsões de outras enfermidades como Alzheimer”, afirma Carolina. “Para mim, o grande desafio foi desenvolver algo novo em apenas uma semana. Isso exigiu bastante pesquisa e também a integração de muitas tecnologias que já estão sendo estudadas ou já estão no mercado, como é o caso dos vários sensores que seriam usados para obter os dados do ambiente e da saúde do idoso”.

A competição – O tema da terceira idade para a competição em Hong Kong foi escolhido com seis meses de antecedência. Durante o evento, os participantes fizeram visitas culturais e técnicas a empresas e assistiram palestras relacionadas à temática. Os oito grupos foram divididos após uma análise de perfil dos estudantes, tornando a divisão mais igualitária e os times mais homogêneos (com nacionalidades variadas).

Durante os dez dias do evento, os alunos foram deixados sob a orientação dos professores mentores e tiveram que pesquisar a respeito das tecnologias mais recentes disponíveis para, então, elaborarem os produtos e seus respectivos planos de negócios, que incluíam propostas de valor do serviço oferecido, análises competitivas de mercado e os modelos de negócios mais viáveis para cada ideia.

Ao final da competição, os três melhores projetos foram premiados. A Poli ficou bem colocada: além do primeiro lugar com o IcontAlert, do grupo integrado pelo aluno politécnico Benjamin Teng, o AirTrust, do grupo do estudante Rafael Souza, conquistou o terceiro lugar. “Participar da competição foi uma das experiências mais incríveis que já vivi. Sempre gostei muito de tecnologia e tenho o sonho de abrir meu próprio negócio desde pequeno” conta Teng.

Trabalhar em equipe foi um aspecto que chamou a atenção de Rafael Souza. “O desafio proposto foi um prato cheio para engenheiros empreendedores: conceber, em uma semana, uma solução tecnologicamente e financeiramente viável. Integrar uma equipe de alto nível, de diferentes culturas e formações, extremamente motivada para desenvolver um trabalho de qualidade e competitivo, foi o elemento extra desta experiência,”, aponta o estudante.

A Pró-Reitoria de Graduação e de Pós-Graduação da USP, o Departamento de Engenharia Mecânica (PME) da Poli e a Diretoria da Escola deram apoio aos estudantes para a participação no evento. Além disso, os alunos fizeram uma campanha de financiamento coletivo pela internet para obter o total de recursos necessários para a viagem. Um vídeo com detalhes do evento está disponível no Facebook

 

Poli-USP inicia nesta segunda-feira matrícula dos aprovados na Fuvest

Veteranos promovem brincadeiras e ação solidária. Serámontado um espaço para receber os pais dos calouros, que também poderão acompanhar a festa.

               Serão realizadas nesta segunda-feira e terça-feira (13 e 14/02) as matrículas dos vestibulandos aprovados na primeira chamada da Fuvest, que seleciona estudantes para os cursos da Universidade de São Paulo (USP). Na Escola Politécnica, a matrícula será realizada no prédio da Engenharia Civil, das 8h30 às 16h30, no campus do Butantã, em São Paulo.

               Organizações estudantis como o Grêmio Politécnico, os centros acadêmicos da Poli, a Atlética e o Poli Social promoverão diversas atividades para recepcionar os calouros durante a matrícula. Além do tradicional ‘batismo’ no banho de lama, os estudantes poderão participar de uma ação social, o corte e doação de cabelos.

               No espaço ao lado do Prédio da Administração da Poli serão montadas as estruturas para o banho de lama e competições como o futebol de sabão e a luta de cotonetes. Os pais que acompanham os filhos na matrícula também poderão curtir a festa: ao lado do espaço para as brincadeiras, o Grêmio montará uma tenda, com cadeiras e água para os familiares. Dali eles podem ver toda a diversão, compartilhando o momento com os filhos.

               “O dia da matrícula é um momento de festa. Promovemos um trote sem violência, tranquilo, com brincadeiras para fazer os ‘bixos’ se sentirem realmente acolhidos pela Poli”, afirma Wander Luis Ferreira Júnior, diretor financeiro do Grêmio Politécnico.

               Pensando no próximo – A Poli Social, entidade que oferece serviços gratuitos voltados ao Terceiro Setor, estará presente no dia. Este ano, está organizando duas atividades com o intuito de contribuir paracausas sociais:uma sessão de corte e doação de cabelo, que será realizada no primeiro dia da matrícula (13/02),na Poli, e o Trote Solidário, que será feito na primeira semana de aula, em março, e consiste em reunir alunos para pintar uma escola pública.

               O corte de cabelos para doação ocorrerá no primeiro dia de matrícula, das 8h30 às 15h, no primeiro andar do prédio de Engenharia Civil. Em parceria com a Poli Social, o Instituto LAB6 fará os cortes gratuitamente nos ingressantes que se disponibilizarem e doaráo material para o projeto “Cuca Feliz”, campanha de arrecadação de mechas e confecção de perucas para crianças com câncer. Cabelos com mais de 15 centímetros, com ou sem química e coloração, serão bem-vindos.

               O Trote Solidário ocorrerá no dia 11 de março, das 9h às 17h. A expectativa é que aproximadamente 100 voluntários, entre calouros e veteranos, ajudem na revitalização do pátio da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antônio Bento, no Butantã, e façam brincadeiras com as crianças em aula.

Serviço:

Matrícula dos aprovados da Fuvest na Escola Politécnica da USP

Dias: 13 e 14 de fevereiro, das 8h30 às 16h30.

Local: Edifício Paula Souza - Prédio da Engenharia Civil.

Av. Prof. Almeida Prado, travessa 2, nº. 83. Salas S28 e S30.

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

11+ 5549-1863 / 5081-5238 – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Érika Coradin (a assessora de imprensa estará presente no local no dia 13).

 

“Emissão de Material Particulado nas Vizinhanças de Canteiros” será tema de palestra

No próximo dia 22 de fevereiro, o Professor Francisco Cardoso, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica, irá ministrar a palestra “Emissão de Material Particulado nas Vizinhanças de Canteiros” durante a realização do workshop “Tecnologias para Canteiro de Obras Sustentável de Habitação de Interesse Social”.

Na ocasião, no SindusCon-SP, serão apresentados pelos pesquisadores e debatidos com os construtores e demais profissionais e acadêmicos os resultados de um projeto desenvolvido por rede de pesquisa colaborativa financiada pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) sobre as principais necessidades de soluções tecnológicas em canteiros de obras de empreendimentos habitacionais, visando à sustentabilidade ambiental e à melhoria das condições de trabalho.

Além da emissão de material particulado, o projeto tratou de outros temas com a participação de docentes e pesquisadores do Departamento: soluções tecnológicas sustentáveis para instalações provisórias de canteiros de obras, tecnologias de execução relacionadas a métodos e sistemas construtivos inovadores e diagnóstico das necessidades de soluções tecnológicas em canteiros de obras.

A Professora Mércia Bottura de Barros e o Professor Racine Tadeu Araújo Prado, ambos do corpo docente do Departamento, participaram do projeto de pesquisa colaborativa realizada ao longo de 5 anos. Somado aos integrantes da Universidade de São Paulo, o grupo de trabalho contou com o envolvimento de docentes e pesquisadores da Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Federal de São Carlos. A programação está disponível aqui e as inscrições, que são gratuitas, devem ser feitas nesse link.

 

Matrículas da Poli pelo Sisu contam com ingressantes de vários estados do País

Ao todo, 35 matrículas foram realizadas; Minas Gerais foi o estado
com o maior número de ingressantes depois de São Paulo.

Encerrou-se, na última terça-feira (07/02), no campus Butantã da USP, em São Paulo, o período de matrícula dos primeiros ingressantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Nos dias 3, 6 e 7 de fevereiro, foram efetuadas 35 matrículas de um total de 87 vagas disponibilizadas para os candidatos inscritos no Sisu.

A maioria dos matriculados é do estado de São Paulo (23), seguido de Minas Gerais (5). Há também ingressantes do Amazonas, Distrito Federal, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás e Paraná. Os cursos com maior adesão, Engenharia Química e Engenharia de Produção, somaram 10 matrículas ao todo.

Vagas remanescentes – Os alunos aprovados pelo Sisu e que realizaram a matrícula estão com suas vagas garantidas. As vagas remanescentes voltam para o Sistema, que deve redistribuí-las àqueles com as maiores pontuações na lista de espera. Assim, uma segunda chamada será realizada, seguida por outro período de matrícula dos novos aprovados.

Após esse processo, será iniciada uma terceira etapa, na qual quem não foi convocado nas chamadas anteriores pode manifestar interesse por alguma vaga que eventualmente não foi preenchida. Nessa etapa, o processo é feito pela internet. Se mesmo assim restarem vagas, elas passarão para o sistema da Fuvest e serão disputadas por quem prestou a prova da USP.

Todas as informações detalhadas a respeito do processo constam no Edital USP Sisu divulgado pela Pró-Reitoria de Graduação da Universidade. 

NÚMERO DE MATRÍCULAS POR CURSO

 

CURSOS

NÚMERO DE MATRÍCULAS REALIZADAS

Engenharia Ambiental

3

Engenharia Civil

4

Engenharia de Computação

0

Engenharia Elétrica

4

Engenharias de Materiais e Metalúrgica

3

Engenharia Mecânica

4

Engenharia Mecatrônica

4

Engenharia de Minas

1

Engenharia de Petróleo

2

Engenharia Naval

0

Engenharia de Produção

5

Engenharia Química

5

 

TOTAL

 

35

 


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