Escola Politécnica da USP

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Aplicativo inspirado em Pokémon GO explora fauna da Mata Atlântica

Primeira versão do BioExplorer será lançada com alunos de escolas públicas na Semana do Meio Ambiente da USP

Jovens se aglomerando em lugares por onde nunca haviam passado, interagindo com pessoas com as quais nunca tinham conversado, todos unidos na busca por personagens de um desenho animado japonês. Foi o que provocou o lançamento do aplicativo Pokémon GO, que em pouco tempo se tornou um fenômeno no mundo inteiro.

O sucesso do jogo chamou a atenção de Antônio Mauro Saraiva, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP e coordenador do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação (NAP BioComp). Ao notar a movimentação em torno do app, Saraiva se questionou como as crianças e os adolescentes poderiam aprender enquanto jogavam.

O resultado foi o BioExplorer, um aplicativo de realidade aumentada com animais da Mata Atlântica. Sua primeira versão conta com quatro animais: o lobo-guará, a capivara, o carcará e a onça-pintada, que aparecem em um raio de 35 metros do jogador. Ao encontrar cada um deles, os animais se apresentam em áudio e texto. Depois de conhecer todos, um personagem folclórico é desbloqueado, o Saci-Pererê.

“Quando eu vi a garotada procurando pokémons, quis criar algo que levasse as pessoas a aprenderem mais sobre a nossa biodiversidade com o mesmo entusiasmo. Mas não só a nossa biodiversidade, o nosso folclore também, que é muito ligado à natureza, aos rios, às matas, à fauna e flora”, diz Saraiva.

Segundo o professor, as próximas versões do aplicativo contarão com mais animais e personagens folclóricos e, dependendo da recepção do BioExplorer, novos aplicativos do gênero podem ser criados.

O BioExplorer é uma ferramenta de educação ambiental que visa a abordar assuntos como o desmatamento, a extinção de animais, as mudanças climáticas e a biodiversidade da Mata Atlântica. O projeto é baseado em conceitos da educomunicação — como a educação outdoor, que propõe uma maior interação dos alunos com o objeto de estudo — e da computação.

O projeto foi feito em conjunto com sete unidades da USP: além da Poli, o Instituto de Biociências (IB), Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), Escola de Comunicações e Artes (ECA), Parque de Ciência e Tecnologia (Cientec), Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp) e Superintendência de Gestão Ambiental (SGA). Há também a parceria com as empresas 3Dvoyage e o DoopaTV.

Lançamento - O BioExplorer já está disponível no Google Play e será lançado na Semana do Meio Ambiente da USP, que ocorre entre os dias 5 e 9 de junho. Alunos da Escola de Aplicação (EA) da USP e do Programa de Desenvolvimento Humano pelo Esporte (Prodhe) participarão de uma atividade na Raia Olímpica da USP.

Além disso, a semana também contará com atividades do Projeto Ecossistemas Costeiros, projeto de extensão do IB. Escolas públicas participarão de trilhas no Parque Cientec e no Cepeusp que discutirão as mudanças climáticas e ensinarão a turmas de ensino fundamental o processo de fotossíntese e o ciclo do carbono.

(Larissa Lopes | Jornal da USP)

 

INOVALAB@POLI é primeiro laboratório brasileiro a integrar rede internacional finlandesa

A rede Design Factory Global Network é composta por centros de pesquisa que possuem como pressuposto o ensino multidisciplinar

A inserção do laboratório INOVALAB@POLI, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), na rede internacional Design Factory Global Network é um passo importante para a promoção das parcerias entre os setores acadêmico e industrial, destacou o reitor da USP, professor Marco Antonio Zago. Ele participou da cerimônia de oficialização da entrada do laboratório na rede, realizada nesta terça-feira (20/06), no Anfiteatro do Departamento de Engenharia de Produção (PRO).

Além do reitor, participaram do evento a vice-diretora da Escola, Liedi Légi Bariani Bernucci, o embaixador da Finlândia no Brasil, Markku Virri, e diversas autoridades.

O reitor da USP destacou a importância da rede internacional no que ele disse ser o principal objetivo de sua gestão. “Devemos derrubar os muros da Universidade e fazê-la se relacionar com a sociedade e com o setor produtivo”. Ele afirmou ainda que a Poli faz isso muito bem, e lembrou a todos que o relacionamento entre a Finlândia e o Brasil já é intenso e muito bom, mas que agora está caminhando para áreas como a da inovação. Por isso, segundo ele, é importante incentivar projetos e parcerias entre os dois países.

Zago terminou sua fala agradecendo aos professores e à Poli pela iniciativa, e não se esqueceu dos alunos. “São os estudantes que movem a Universidade e a sociedade, por isso temos que ouvi-los.”

Zago, Bernucci e Virri compuseram a mesa de abertura. Coube à professora Roseli de Deus Lopes, uma das coordenadoras do laboratório, dar as boas vindas a todos os presentes. Ela lembrou que o INOVALAB, que completa cinco anos, surgiu com o intuito de conquistar espaços dentro da Poli e de desenvolver múltiplas competências nos alunos. A docente ainda afirmou que a entrada do laboratório na rede é um grande passo para a Universidade em termos de internacionalização e que o apoio do Fundo Patrimonial Amigos da Poli, da Diretoria da Escola e da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP foram imprescindíveis para a realização do projeto.

Liedi Bernucci agradeceu a presença de todas as autoridades em nome da Poli-USP, e disse ser uma honra para a Escola poder fazer parte da rede, uma vez que a Finlândia é um exemplo em educação e inovação. Virri completou a fala da colega afirmando que acompanha os acordos de internacionalização entre universidades dos dois países há três anos, e que a cooperação científica está aumentando e deve ser incentivada. “A Design Factory serve como exemplo de como uma universidade finlandesa utiliza conceitos como a cooperação para realizar projetos inovadores”, terminou.

Os presentes ainda puderam assistir a uma apresentação de Viljami Lyytikaimen, da Universidade de Aalto, na Finlândia. Ele explicou o que é a Design Factory Global Network, criada há dois anos com o intuito de “formar os melhores criadores e desenvolvedores”. Ele contou que os laboratórios que fazem parte da rede trabalham em projetos de engenharia, seminários e atividades mais informais (como um café servido semanalmente e aberto ao público) voltados para a multidisciplinaridade.

Segundo Lyytikaimen, a possibilidade de ter pessoas de diversas áreas trabalhando em espaços comunitários para a solução de um único problema enriquece os resultados obtidos e melhora a interação dos alunos dentro da universidade. Dentro da rede, os professores fazem papel de mentores e os estudantes são os protagonistas. Para se aproximar ainda mais da prática, a Design Factory visa o ensino do processo de inovação considerando os seguintes elementos: conhecimento e estudo do problema, desenvolvimento de protótipos, formação de equipes multidisciplinares, realização de parcerias com a indústria e a colaboração internacional.

Ele ainda trouxe um exemplo concreto de atividades que são feitas dentro da rede. Uma delas é a hackathon, realizada durante uma semana simultaneamente em diversos países, e que utiliza a diferença de fuso-horário entre eles para o revezamento do trabalho das equipes em turnos, à medida que anoitece em cada localidade. Após a apresentação de Lyytikaimen, os presentes assistiram a um vídeo produzido por alunos que compõem a rede internacional em que davam boas vindas ao INOVALAB.

Uma segunda mesa de cerimônia visou discutir a importância da rede para a USP. Estiveram presentes na discussão Fernando José Barbin Laurindo, chefe do Departamento de Engenharia de Produção; Lucas Tomilheiro Sancassani, presidente do Amigos da Poli; Carlos Gilberto Carlotti Jr, Pró-Reitor de Pós-Graduação da USP; José Eduardo Krieger, Pró-Reitor de Pesquisa da Universidade; Moacyr Ayres Novaes Filho, da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (AUCANI) e a vice-diretora da Poli, Liedi Bernucci.

Sancassani começou falando das iniciativas do Amigos da Poli com o objetivo de aumentar a qualidade da formação dos alunos. Ele explicou também como funcionam os Fundos Endowment. Barbin Laurindo disse ter ficado impressionado com a iniciativa da Poli, uma vez que a entrada da Escola em uma rede como a Design Factory é muito importante para combater o que ele defendeu ser uma crescente individualização do mundo. “A Engenharia de Produção nasceu com uma necessidade de multidisciplinaridade, e ter esse espaço que possa acolher alunos de outros cursos é muito bom”, afirmou.

Ayres Novaes destacou que as diretrizes de ação internacional nas universidades estão mudando: antes elas eram baseadas na troca de conhecimento entre as instituições de ensino, e agora focam mais nas transformações das mesmas. Carlotti endossou a fala do colega ao defender que a internacionalização agora passa por uma nova fase, onde os investimentos deixarão de ser concentrados nos alunos e passarão às universidades e suas iniciativas, como as redes de pesquisa.

Krieger foi o último a discursar. Ele afirmou que a USP é uma instituição cara e financiada pela sociedade, que espera muito dela. “Por isso, precisamos melhorar a relação da USP com a sociedade e com a indústria, assim como a Design Factory faz”, completou.

Eduardo Zancul, professor da Poli e coordenador do laboratório, encerrou a cerimônia com agradecimentos a todos. Após isso, os presentes foram convidados para o descerramento da placa de agradecimento ao Fundo Patrimonial Amigos da Poli e a reinauguração de uma sala do INOVALAB. O dia terminou com uma feira de startups e projetos incubados pelo laboratório.

Sobre a rede - A rede nasceu na Universidade de Aalto, na Finlândia, onde foi desenvolvido o sistema educativo da Design Factory. A expressão diz respeito à ideia de integração multidisciplinar entre engenharia, design e negócios para a realização de projetos e pesquisas. Os bons resultados do laboratório da universidade finlandesa fizeram com que a instituição resolvesse expandir a ideia e criar a rede internacional, que é integrada por instalações semelhantes de universidades em Portugal, Suíça, Estados Unidos, Austrália, Chile, Colômbia e agora do Brasil.

Confira as fotos da cerimônia em nosso álbum do Flickr

(Amanda Panteri)

Última atualização em Qui, 22 de Junho de 2017 16:50
 

Workshop sobre relação entre indústria e universidade é sediado na Poli

Evento realizado pela Associação de Engenheiros Brasil - Alemanha (VDI) teve as presenças de representantes de instituições de ensino e de importantes empresas brasileiras e multinacionais.

Uma pequena sondagem feita pela Associação de Engenheiros Brasil - Alemanha (VDI) junto a um grupo de docentes de instituições de ensino superior paulistas e representantes de algumas empresas de origem alemã mostrou que o Brasil ainda tem muito espaço para avançar na questão do relacionamento universidade-empresa. Problemas com a burocracia e insegurança jurídica no que se relaciona a propriedade intelectual ainda são as principais barreiras na relação academia-indústria no Brasil, mostraram as respostas ao questionário da VDI.

Essa sondagem foi uma atividade prévia do workshop sobre a relação entre a indústria e as universidades brasileiras realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) na última quarta-feira (13/06). No evento, os participantes da sondagem discutiram, na forma de grupos de trabalho, algumas possíveis soluções para facilitar a parceria entre universidades e empresa no Brasil, observando as práticas na Alemanha.

Participaram da atividade representantes de empresas como a Bosch Rexroth, Mercedez-Benz, Simens, Volkswagen e ThyssenKrupp e de universidades paulistas como o Ensino Superior de Negócios, Direito e Engenharia (Insper), Instituto Mauá de Tecnologia e a própria Poli. Antes do workshop, os participantes responderam a um questionário avaliativo da relação indústria brasileira\universidades.

Marcio Lobo Netto, docente da Escola e um dos organizadores do evento, conta que a ideia do workshop nasceu a partir da realização de algo parecido em 2016. Nele, foram convidados engenheiros e estudantes para responder a perguntas sobre a indústria 4.0 e pensar no papel da profissão após a revolução tecnológica. Esse ano, foram chamadas apenas pessoas já formadas atuantes no mercado de trabalho e professores universitários.

Netto, que possui muito contato com a VDI e com universidades alemãs,  abriu o workshop com sua análise sobre o assunto. Segundo ele, as universidades e empresas possuem muitos pontos em comum que podem render ótimas parcerias. Porém, ele ressaltou que a relação entre os dois campos no Brasil ainda é bem fraca quando comparada com a situação existente no país europeu.

Johannes Klingberg, da VDI, explicou que a ideia do workshop nasceu com a inquietação que as empresas têm a respeito da mudança brusca e da rapidez com que novas tecnologias são inventadas hoje em dia. Ele passou então a palavra a Maurício Muramoto, vice-presidente da VDI, que fez uma breve apresentação sobre os desafios que a indústria tem pela frente.

Livaldo Aguiar dos Santos, vice-presidente da VDI, concordou com o parecer de Marcio Lobo Netto ao afirmar que, na Alemanha, há mais diálogo entre os dois setores do que no Brasil, e explicou que a pesquisa apontou justamente isso: a falta de comunicação e de parcerias efetivas entre as empresas e instituições de ensino. Segundo ele, o principal objetivo do evento foi tentar mover iniciativas e soluções para o problema, seja por meio da criação de núcleos ou da formação de clusters - concentração de empresas que se comunicam por possuírem características semelhantes e discutirem os mesmos assuntos.

Na pesquisa, a maioria dos presentes sinalizou que a própria empresa não tinha um acordo de colaboração em criação tecnológica com universidades, e apontou que a questão da propriedade intelectual era uma barreira. Além disso, grande parte afirmou ter consciência de que o relacionamento entre empresas e universidades é fraco no País por dificuldades geradas devido às burocracias jurídicas. “As universidades possuem limites na questão dos entraves burocráticos”, confirmou Aguiar. Ele finalizou com um desafio. “A gente tem que trazer para as empresas associadas à VDI mais discussão com as universidades e mais sugestões para melhorar o cenário brasileiro”.

Após a apresentação dos resultados do questionário, iniciou-se a dinâmica. Os participantes foram divididos em grupos de quatro a cinco pessoas e orientados por Flavia Ursini, da empresa Inova na Conversa. Eles foram então incentivados a pensar nas problemáticas e possíveis soluções que melhorariam a relação entre as empresas e as instituições de ensino por meio do método do design thinking, processo criativo voltado para o desenvolvimento de soluções que tenham a empatia como pressuposto. Na sequência, foram discutidas propostas para a resolução do problema, convergindo em um grupo de ideias principais. Todo o material será devidamente compilado e disponibilizado em breve por Netto, que ficou muito contente com os resultados do dia.

“Foi o primeiro passo numa importante aproximação entre instituições que reconhecem o valor das parcerias, mas têm dificuldades para implementá-las no nível em que gostariam. O evento mostrou ainda que os participantes tem interesse e disposição para prosseguir com algumas das iniciativas propostas”, afirma.

Além de Netto, participaram da atividade os professores da Poli Gilberto Martha e Jaime Sichman, presidente e vice da Comissão de Pesquisa da Escola. Confira as fotos do evento no álbum do Flickr da Escola. 

(Amanda Panteri)

 

Laboratório da Poli-USP ingressa em rede internacional

Ele passa a integrar a rede Design Factory Global Network, liderada por reconhecido laboratório da Universidade de Aalto, na Finlândia.

O INOVALAB@POLI, laboratório de inovação e empreendedorismo voltado aos alunos de graduação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), agora faz parte de uma importante rede internacional de ensino multidisciplinar, a Design Factory Global Network. A cerimônia de oficialização do ingresso do INOVALAB@POLI na rede acontecerá no dia 20 de junho, às 9 horas, no anfiteatro do Departamento de Engenharia da Produção da Poli-USP.

“O INOVALAB@POLI cresceu desde que foi criado e está dando um passo adiante ao se internacionalizar ingressando em uma rede com outras universidades que atuam da mesma forma, estimulando a inovação e o empreendedorismo para alunos de graduação”, afirma Eduardo Zancul, professor da Poli e vice-coordenador do laboratório. A rede nasceu na Universidade de Aalto, na Finlândia, onde foi desenvolvido o sistema educativo da Design Factory. A expressão diz respeito à ideia de integração multidisciplinar entre engenharia, design e negócios para a realização de projetos e pesquisas.

Os bons resultados do laboratório da universidade finlandesa fizeram com que a instituição resolvesse expandir a ideia e criar a rede internacional, que é integrada por instalações semelhantes de universidades em Portugal, Suíça, Estados Unidos, Austrália, Chile, Colômbia e agora do Brasil. A entrada da Poli na Design Factory Global Network foi uma iniciativa dos docentes coordenadores do laboratório Roseli de Deus Lopes, Eduardo Zancul, Leme Fleury e Davi Noboru Nakano.

Segundo Zancul, essa parceria é extremamente benéfica para a Escola. “A parceria permite acesso a métodos e práticas de ensino de inovação, que são compartilhadas na rede”, afirma. Além disso, a rede procura criar oportunidades para os estudantes desenvolverem e participarem de projetos conjuntos. Um exemplo é um projeto intensivo durante um final de semana (hackathon), realizado simultaneamente em diversos países, e que utiliza a diferença de fuso-horário entre os países para o revezamento do trabalho das equipes em turnos, à medida que anoitece em cada localidade. Essa atividade, em condições bastante exigentes que envolvem pressão de tempo, distância geográfica, diferença de culturas e de idioma, tem como objetivo capacitar os alunos para trabalhar em equipes de forma colaborativa.

Desde 2016, a Poli já vem realizando atividades de preparação para o ingresso na rede internacional. Neste semestre, dez alunos da USP e oito alunos de universidades estrangeiras participaram de duas disciplinas optativas para o desenvolvimento de trabalhos internacionais. Nessas disciplinas, denominadas Applied Design Project I e II, os projetos são realizados em inglês.

Apesar da Poli-USP já possuir inúmeras parcerias com outras instituições de ensino do exterior, que possibilitam aos estudantes a realização de intercâmbios e de dupla titulação, o ingresso na Design Factory Global Network significa  a expansão das oportunidades dos estudantes no contexto internacional. Todo o processo contou com o apoio da USP, da Diretoria da Poli e do Fundo Patrimonial Amigos da Poli.

Sobre o evento – A cerimônia que firmará a entrada na rede contará com uma visita às dependências do laboratório e do Ocean USP Samsung, onde ocorrerá uma mostra com apresentações de projetos e startups.

(Amanda Panteri)

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Serviço

Cerimônia de Entrada do Inovalab@Poli em Rede Internacional Design Factory Global Network
Quando: 20 de junho, às 9 horas.
Onde: Anfiteatro do Departamento de Engenharia de Produção (PRO) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli – USP).
Endereço: Avenida Professor Almeida Prado, 128 - Butantã, São Paulo - SP, 05508-070, Brasil. 

 

Última atualização em Qua, 14 de Junho de 2017 14:19
 

Competição sobre mercado financeiro é realizada pela primeira vez na Poli-USP

Promovida pelo tradicional banco suíço, ela contou com 21 participantes, todos alunos de graduação da Escola.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) participou pela primeira vez da Credit Suisse Award (CS Award), competição voltada para o mercado financeiro e promovida pelo banco Credit Suisse. Entre os dias 21 de março e 2 de junho, os alunos da Poli trabalharam na elaboração de uma avaliação dos fundamentos econômico-financeiros da empresa Raia/Drogasil – similarmente ao que é feito em bancos de investimento ao redor do mundo – e de recomendações a respeito das ações da mesma na bolsa de valores. A cerimônia de entrega dos prêmios aos melhores colocados foi realizada na quarta-feira (07/06), na sede do banco, e contou com a presença do CEO da instituição José Olympio Pereira.

Os estudantes da Poli-USP Gustavo Ferreira de Faria, Gabriel Teodoro de Lima Santos, Matheus Vilaça Vieira Silva, João Vitor Higuti Teles Zuardi e Luiz Alberto Chi Delgado Lira fazem parte do grupo vencedor da CS Award. Eles participam da liga de mercado financeiro da Escola, a Poli Finance. Além deles, a competição contou com mais quatro equipes de alunos da Escola. Durante dois meses, os competidores foram apresentados a tutores, que os auxiliaram no desenvolvimento dos trabalhos e os deixaram mais familiarizados com o cotidiano de um analista de investimentos.

Ao final do período, cada grupo submeteu uma análise fundamentalista da empresa e sugestões sobre compras e vendas dos papéis da mesma negociados na bolsa de valores a uma banca composta por profissionais da Credit Suisse. A escolha da Raia/Drogasil como “case” de análise foi feita pelo próprio banco. Segundo o professor do Departamento de Produção (PRO) da Poli-USP, Erik Rego, foi uma decisão acertada, uma vez que “a empresa é ativa na bolsa de valores e possui muitas informações que serviram para os trabalhos”. Além disso, ela possui liquidez, ou seja, há muitas pessoas interessadas na compra de suas ações.

Para o professor, o maior prêmio que os alunos puderam receber foi a experiência. “O que eles de fato ganharam foi o aprendizado na prática e a oportunidade de conviver com profissionais experientes de um banco de primeira linha”, afirma.

O docente, responsável por organizar a iniciativa, atuou como “Faculty Advisor” na competição. Ele ajudou na orientação dos projetos, que deveriam possuir um viés mercadológico e não acadêmico. “Contribuí no ensino dos principais conceitos de valuation, da modelagem econômico-financeira, dei orientação quanto ao modelo e estratégia do relatório”, conta. Na avaliação do docente, todos os participantes da competição estão agora suficientemente preparados para atuar em estágios e assumir postoss de trabalho no mercado financeiro.

(Amanda Panteri)

Última atualização em Seg, 12 de Junho de 2017 13:46
 

Poli-USP recebe delegação coreana

Seguindo o acordo tecnológico assinado entre os dois países em 2015, a visita serviu para discutir Engenharia.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) recebeu, na última quarta-feira (07/06), uma delegação coreana que incluía pesquisadores do Korea Research Institute for Vocational Education and Training (KRIVET), representantes do Ministério do Trabalho e do Serviço de Recursos Humanos da Coreia e assessores do consulado coreano no Brasil. A delegação foi recepcionada pelo professor e diretor da Poli, José Roberto Castilho Piqueira, e participou de uma reunião com o presidente da Comissão de Relações Internacionais (CRInt), professor Henrique Lindenberg Neto, a representante da Escola no Conselho Regional de Engenharia (CREA), professora Anna Luiza Marques Ayres da Silva, e o docente do Departamento de Engenharia Química (PQI), Song Won Park.

A reunião, realizada Prédio da Administração Central da Poli, teve como principal objetivo discutir a atual situação da Engenharia em ambos os países, atividade prevista no Memorando de Entendimento (MOU) assinado em 2015 entre os governos brasileiro e coreano. O Memorando trata de um acordo de cooperação e colaboração baseado na troca de conhecimento, ideias e atividades Brasil/Coreia, com o intuito de fomentar o diálogo e parcerias em diversos setores tecnológicos.

Tendo isso em vista, a delegação contatou a Escola para saber mais sobre a grade curricular dos cursos da Poli, os panoramas do mercado de trabalho para engenheiros no Brasil e as possibilidades que o país possui em mobilidade internacional de estudantes e profissionais, além de mostrar aos brasileiros como funciona a formação de um engenheiro na Coreia.

O evento se iniciou com breves apresentações dos presentes na mesa. Após isso, o professor Lindenberg falou sobre a história da Universidade, a estrutura da Poli, de seus cursos e dos acordos que a Escola possui com outras universidades ao redor do mundo. Nessa parte do encontro, ele lembrou a dificuldade que alguns estrangeiros encontram quando fazem o intercâmbio na USP, uma vez que a maioria das aulas é ministrada em português. Porém, destacou que a Poli possui programas de mobilidade em pesquisas oferecidas a esses alunos, em que as atividades desenvolvidas são em inglês.

O KRIVET também fez uma apresentação focada no intuito do encontro – a coleta de informações para os estudos da instituição a respeito de possíveis acordos na área de Engenharia entre os países –, e sobre como funciona o ensino na Coreia. Nesse país, os cursos de Engenharia possuem quatro anos de duração e, já com o diploma em mãos, os recém-formados devem se submeter a um teste teórico sobre Engenharia. Não é necessário passar na prova para exercer a profissão, mas eles garantem que esse é um grande diferencial para o currículo.

A professora Ayres esclareceu as dúvidas dos convidados a respeito do CREA. Ela explicou que o Conselho serve para reconhecer e qualificar os profissionais da área, e que, quando o aluno conclui a graduação em Engenharia, deve solicitar a permissão legal do órgão para exercer a profissão. Já Park se encarregou de traçar o panorama sobre o mercado de trabalho para Engenharia no país. Ele afirmou que, apesar de o país passar por uma crise econômica e financeira, os formados pela Escola são muito requisitados por uma demanda crescente de mão de obra qualificada no Brasil. A visita terminou com agradecimentos de ambos os lados.

(Amanda Panteri)

Última atualização em Sex, 09 de Junho de 2017 13:43
 

Poli-USP desenvolve simulador de trem para Vale

Único do gênero, sistema passa por aprimoramentos – , como gráficos mais realistas e novos modelos de trens – , que estão em fase de conclusão.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) desenvolveu para a empresa brasileira Vale um simulador de trem, utilizado para treinamento dos operadores da frota que a mineradora utiliza para transportar a produção de suas minas para os portos nacionais. Não há sistema similar a esse desenvolvido no Brasil e ele tem algumas características inéditas que nenhum simulador internacional possui, segundo o coordenador do projeto, o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli-USP, Roberto Spinola Barbosa.

O projeto, iniciado em 2008, vem sendo tocado de forma ininterrupta e já chegou à terceira geração do simulador, que deve ser entregue este ano com aperfeiçoamentos gráficos. Desde seu início até o momento, o projeto já recebeu investimentos da ordem de R$ 4 milhões.

São  mais de mil quilômetros de linhas ferroviárias, simulando as redes da Vale Carajás – que liga as minas de Carajás, no Pará, ao Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão, e pelas quais são transportados minério de ferro, ferro-gusa, manganês, cobre, combustíveis e carvão; a linha férrea Vitória a Minas – por onde é transportada a produção de minério de ferro do interior de Minas Gerais até o porto de Tubarão, no Espírito Santo, e também cargas para terceiros (carvão e produtos agrícolas); e uma linha em Moçambique, na África. A Vale tem simuladores em operação nas suas instalações em Vitória, Belo Horizonte, Carajás, São Luís e Moçambique.

“Nosso sistema utiliza modelos computacionais desenvolvidos por pesquisadores, alunos de pós-graduação, graduação e iniciação científica da Poli-USP que simulam movimentos dinâmicos do trem, indicam a sua posição espacial e trazem informações topográficas, de forma que o maquinista atue como se estivesse no mundo real”, aponta Spinola, que coordena o Laboratório de Dinâmica e Simulação Veicular (LDSV), onde está instalado o simulador.

“Nessa terceira versão do simulador melhoramos tudo. Ele está mais completo, tem mais funcionalidades. Estamos refazendo toda a parte gráfica das imagens, buscando maior resolução para melhorar a qualidade e dar uma sensação ainda mais acentuada de realidade para os maquinistas em treinamento”, conta.

Uma das principais inovações do simulador está na implementação do modo multiplayer ou multiusuário. “Agora, em vez do instrutor treinar os operadores ao longo de uma linha específica, é possível treinar o maquinista em uma malha ferroviária completa, com a presença de sinalização e de outros trens em várias linhas que se interconectam e que são operados por outros maquinistas em treinamento, simulando de forma integral o tráfego”, explica.

Uma outra novidade do sistema é a conexão com a internet. “Com isso, um instrutor de São Paulo pode treinar um maquinista que está em Vitória ou um profissional que está em Belo Horizonte pode programar e acompanhar uma simulação com um operador que está em Moçambique”, exemplifica.

Três laboratórios da Poli atuam no projeto de desenvolvimento e aprimoramento do simulador. A coordenação do projeto é do Laboratório de Dinâmica e Simulação Veicular, responsável pelo desenvolvimento dos modelos dos sistemas, das locomotivas, dos vagões, projetados de forma detalhada para o simulador, de modo a serem idênticos aos modelos reais. Nele também está instalado um simulador, usado para as pesquisas que visam seu aprimoramento.

Já o Laboratório de Automação e Controle (LAC) é responsável pela parte de programação da rede e toda estrutura computacional. Por fim, o Tanque Numérico de Provas (TPN) cuida da parte de processamento de imagens, área que dominam por conta dos simuladores de navios que desenvolveram. Os simuladores foram desenvolvidos com recursos da Vale, e a propriedade intelectual é compartilhada – 50% da empresa e 50% da Poli-USP.

O funcionamento – Um conjunto de computadores funciona como central de comando. Nela, os instrutores da Vale fazem as configurações que desejam aplicar nas simulações a serem feitas pelos maquinistas. “O instrutor programa os circuitos de treinamento, se haverá desvios para mudar de via, semáforos, animais na linha, escolhe o tamanho do trem, decide se haverá operações de encaixe para formação dos trens, que carga será transportada, sua quantidade, situações de emergência como a falha de um freio em trecho de descida etc”, conta.

O simulador, em si, é uma cópia exata da parte interna de uma cabine da locomotiva: tem o painel e todos os comandos existentes em uma locomotiva, como acelerador e freio. Telas no que seriam as janelas mostram o cenário em 3D percorrido pelo maquinista no treinamento. Há telas na frente, lateral e na parte traseira, cada uma mostrando as imagens de acordo com a perspectiva real que um maquinista teria numa cabine de verdade, permitindo uma visão 360 graus da imagem.

A topografia do cenário exibida é a que existe, de fato, nas regiões por onde passam as linhas férreas, e totalmente georreferenciada. As fotos para constituir as imagens que se vê nas telas foram tiradas de imagens de satélite similar as utilizadas no Google Earth. É possível usar óculos especiais para ampliar a sensação da tridimensionalidade. Dessa forma, o operador pilota o trem em uma rede férrea que realmente existe, em condições de relevo plano ou montanhoso como no mundo real.

Os sons do motor e até mesmo da buzina (acionada para espantar animais da linha ou alertar veículos e pessoas sobre a passagem do trem, situações que são simuladas pelo sistema) são iguais aos de um trem de verdade. Túneis, pátios de estacionamento e abastecimento, os terminais de chegada e saída dos portos: tudo está presente e é uma cópia digital do que se encontra no mundo físico.

É também possível sobrevoar o cenário e ver o trem se deslocando como se estivesse em um helicóptero. “Posso colocar o observador em qualquer lugar do cenário, não apenas dentro da cabine. Ele pode estar parado no posto de abastecimento, por exemplo, e ver passar o trem que está sendo pilotado pelo maquinista em treinamento”, diz.

O instrutor tem um registro completo de todo o treinamento feito pelo maquinista no simulador. “Ele sabe qual foi a velocidade, quanto o maquinista usou de freio em determinado trecho, se apertou a buzina na hora do cruzamento. O sistema de avaliação automática tira pontos na medida em que o maquinista em treinamento deixa de fazer algo. Ele sabe as regras básicas de operação e verá o que deixou de cumprir, podendo aprimorar seu desempenho”, destaca. Como as simulações de cada operador de trem ficam armazenadas, é possível comparar a performance do maquinista de um ano para outro. Esses profissionais passam por treinamento anual.

Além disso, o instrutor pode otimizar a operação a partir dos dados recolhidos na simulação. “Ele pode, por exemplo, sugerir que o maquinista não use tanto freio em determinado trecho, por ver que não é necessário, e isso pode economizar combustível”, exemplifica. Outra grande vantagem está na simulação de situações de risco ou emergência. “Com o simulador, você pode preparar o maquinista para lidar com situações de perigo envolvendo, por exemplo, um trem com freio degradado, sem causar risco real para as pessoas ou prejuízo financeiro”. ”, completa.

Por enquanto, o simulador é usado apenas para as operações da Vale, mas é possível realizar novas pesquisas que possam ser desenvolvidas para outras aplicações. “Podemos desenvolver um simulador para trem de passageiro ou para metrô, apenas precisamos de aporte financeiro para custear um projeto desse tipo”, finaliza.

Confira as fotos do simulardor no álbum do Flickr da Escola: https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157681207422743

(Janaína Simões)

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Atendimento à imprensa:

Acadêmica Agência de Comunicação
www.academica.jor.br
Janaína Simões
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Tel. (11) 5549-1863 

Última atualização em Sex, 02 de Junho de 2017 11:29
 


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