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Hospital Universitário e Pró-Reitoria de Cultura e Extensão USP fazem simpósio sobre envelhecimento

Evento promovido pelo Projeto Envelhecimento Ativo será realizado no dia 3 de maio e integra o Programa Universidade Aberta à Terceira Idade. 

A equipe do Projeto Envelhecimento Ativo do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP (PRCEU-USP), promove o I Simpósio Rumo ao Envelhecimento Ativo. No evento, especialistas vão discutir a relação do envelhecimento com a memória, saúde, economia, resiliência e urbanismo. Ocorrerá no dia 3 de maio, das 8h às 18h, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária, São Paulo. As inscrições devem ser feitas previamente no e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou no telefone (11) 3091-9183. A participação é gratuita.

O simpósio é parte do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UnATI), projeto instaurado em 1994 que envolve unidades da USP de oito cidades diferentes. Ele contará com a abertura do médico e professor Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade, e será dividido em cinco módulos de acordo com os temas propostos. Além de Kalache, outros dez palestrantes se apresentarão no dia. Dentre eles está a antropóloga Mirian Goldenberg. Doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela já publicou mais de quinze obras referentes às suas pesquisas acadêmicas e é colunista do jornal Folha de São Paulo desde 2010.

Outros nomes importantes também comporão a mesa de debates como o economista Eduardo Giannetti, a psicóloga e professora Ecléa Bosi e o arquiteto e urbanista Marcelo de Andrade Roméro, pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP. 

“O encontro foi pensado devido ao aumento da longevidade e suas consequências para as pessoas, com a proposta do modelo de envelhecimento ativo e otimização de oportunidades para saúde, participação, segurança e aprendizado continuado”, destaca Egídio Dórea, coordenador do Projeto Envelhecimento Ativo.

Segundo ele, é imprescindível discutir os problemas do grupo etário. “Essa população, com suas habilidades e experiências, representa um valioso recurso para as comunidades, famílias e economia. A não inclusão do indivíduo idoso em planos de desenvolvimento social e econômico acarretará riscos sociais a esse público e às comunidades em geral”, aponta.

O Projeto – O Envelhecimento Ativo é uma iniciativa do HU coordenada pelo médico do Hospital Egídio Dórea, e tem como objetivo contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos funcionários da Universidade na medida em que eles envelhecem. Para isso, conta-se com uma equipe de profissionais da saúde, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e economistas, que trabalham as várias características da vida do participante desde a saúde física até a financeira.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli- USP) foi uma das unidades pioneiras dentro da USP a aderir ao programa. Para incentivar seus funcionários, a Poli organiza uma cerimônia de premiação aos que se destacam no sistema de contagem de pontos do projeto, um sistema que contabiliza os avanços na saúde de cada participante. A última comemoração ocorreu no dia 6 de março, quando foram distribuídas medalhas aos primeiros colocados. Leia mais sobre o projeto.

(Pró-Reitoria de Cultura e Extensão e Jornal da USP, com edição da Assessoria de Imprensa da Escola Politécnica).

 

Confira aqui a programação do I Simpósio Rumo ao Envelhecimento Ativo:

Abertura: Prof. Alexandre Kalache

Módulo I: Envelhecimento e Memória
Palestrantes: Profa. Ecléa Bosi; profa. Ivete Pieruccini; sra. Neuza Carvalho

Módulo II: Envelhecimento e Saúde
Palestrante: Profa. Patricia Chakur Brum; prof. Márcio Mancini

Módulo III: Envelhecimento e Economia
Palestrante: Prof. Rodrigo De Losso da S. Bueno; prof. Eduardo Giannetti

Módulo IV: Envelhecimento e Resiliência
Palestrantes: Profa. Mirian Goldenberg; Profa. Maria Júlia Kovács

Módulo V: Envelhecimento e Urbanismo
Palestrante: Prof. Marcelo Romero

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Serviço:

I Simpósio USP Rumo ao Envelhecimento Ativo
Onde: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin – Auditório István Jancsó – Rua da Biblioteca, s/n, Cidade Universitária, São Paulo, SP
Quando: 3 de maio, das 8 às 18 horas
Inscrições e informações: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou (11) 3091-9183

 

 

Pesquisadores da USP reconstroem digitalmente embarcação histórica do século XVIII

A Engenharia se une à História em uma parceria multisciplinar entre Poli e Museu Paulista da USP pela preservação do patrimônio naval brasileiro.

Uma equipe formada por grupos de pesquisa envolvendo docentes e alunos de graduação do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica (Poli) e do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP) reconstruiu digitalmente uma embarcação, chamada de Canoão, utilizada na navegação fluvial que era praticada pelo Rio Tietê entre os anos de 1700 e 1800, processo conhecido pelos historiadores como navegação de monções. A reconstrução foi feita a partir da fotogrametria digital de uma fração remanescente da embarcação que integra o acervo do Museu Paulista e que atualmente se encontra no Museu Republicano “Convenção de Itu”, que pertence ao Museu Paulista e se situa em Itu, interior de São Paulo.

O projeto é resultado de uma parceria estabelecida entre o professor Bernardo Andrade, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Poli-USP, e a professora Maria Aparecida Menezes Borrego, do Departamento de Acervo e Curadoria do Museu Paulista. Quatro alunos de graduação da Poli-USP, um deles com bolsa concedida pela Associação de Engenheiros Politécnicos (AEP), e seis alunos orientados pela professora Maria Aparecida, três deles com bolsa do Programa Unificado de Bolsas de Estudo para Estudantes de Graduação (PUB) da USP, trabalharam na primeira etapa do projeto. O levantamento fotogramétrico contou com o apoio e colaboração da empresa Vtech Consulting.

Resultados – Com base no levantamento fotogramétrico e nas informações históricas extraídas de relatos, documentos e gravuras, a equipe do projeto determinou as características geométricas, a capacidade de carga, a estabilidade inicial e as características de desempenho hidrodinâmico do Canoão, empregando os conceitos teóricos e práticos da Arquitetura Naval. (Veja fotos do projeto no Flickr da Poli-USP).

“Conectamos conhecimentos históricos e de Engenharia no projeto, e os alunos estão aprendendo ou recuperando conhecimentos de cálculo, álgebra linear e ótica geométrica para entender como podemos reconstruir objetos tridimensionais a partir de uma foto, que é plana. Os alunos perceberam por que tiveram de aprender tantos conceitos básicos de ciências e engenharia, que agora aparecem como fundamentais por trás de um projeto como esse”, diz o professor Andrade.

“Também estamos dando ao participante do projeto a oportunidade de trabalhar em equipe e de forma multidisciplinar. Ele vai tomar contato com pessoas que pensam de forma diferente e são detentoras de conhecimentos de outras áreas que não a Engenharia, compreendendo que é necessário integrá-los para chegar ao resultado final”, completa.

Fillipe Rocha Esteves, do quinto ano da Engenharia Naval, achou interessante poder fazer Engenharia reversa usando a fotogrametria. “Também me interessei por trabalhar nesse projeto porque ele integra outras unidades da USP e me permitiu ter contato, trocar experiências com pessoas que pesquisam a história dessas navegações e até assuntos mais específicos, como a madeira, material utilizado para fazer as embarcações”, conclui.

Pedro Henrique Bulla, do quinto ano da Engenharia de Produção da Poli, dá seu testemunho sobre os benefícios. “Foi muito bom para minha formação poder unir diversas áreas do conhecimento, tais como história e o conhecimento técnico da Engenharia. O projeto me animou muito para estudos de cálculo, algo que estava me desmotivando na Poli desde o primeiro ano. Faltava enxergar a aplicação de Álgebra Linear, de Cálculo e consegui isso com o projeto”, conta.

Do ponto de vista de um engenheiro de produção, ele pôde observar os processos usados para a fotogrametria e agora está desenvolvendo estudos em metodologia para torná-los mais eficientes. “É possível, por exemplo, cobrir uma maior área do objeto com menor custo, reduzindo as operações em campo e o processamento computacional, que são atividades que elevam o custo do processo de fotogrametria. Isso é algo que queremos aprimorar”, comenta Bulla.

Aprendizado multidisciplinar – A peça do Museu Republicano estava em exposição, mas pouco se sabia sobre as características da embarcação da qual esta fração fazia parte. Ao cursar como optativa livre uma disciplina no Museu Paulista, ministrada pela professora Maria Aparecida de Menezes Borrego, Victor Otozato - aluno do curso de Engenharia Naval da Poli - percebeu a possibilidade de envolver a Engenharia em uma investigação sobre a embarcação histórica que movimentava grandes quantidades de carga nas chamadas monções, que ocorreram no século XVIII entre as regiões dos atuais municípios de Porto Feliz (SP) e Cuiabá (MT), pelo rio Tietê e bacias do Paraná e do Paraguai.

A partir deste vínculo inicial, o professor Andrade e a professora Maria Aparecida, formalizaram um Termo de Cooperação entre estas unidades da USP para o desenvolvimento de um projeto multidisciplinar de caracterização do Canoão a partir da reconstrução digital do mesmo, com base em técnicas de fotogrametria combinadas com as informações e registros históricos a respeito destas expedições. “O Canoão é um dos veículos de um dos primeiros grandes sistemas logísticos implantados no País”, comenta o professor Andrade.

“Era uma peça isolada, sobre a qual precisamos saber mais para entender sua existência dentro de um contexto histórico e social. A pesquisa com a Poli está nos ajudando a entender esse tipo de embarcação, as viagens realizadas e o protagonismo das canoas nas monções”, ressalta Maria Aparecida.

O projeto está sendo um diferencial na formação dos futuros engenheiros da Poli. “Precisamos de profissionais que saibam identificar de forma sistêmica um problema e que possam estabelecer uma estratégia para sua solução, com a competência de enxergar a multidisciplinaridade dos aspectos envolvidos e conectar os diversos campos do conhecimento necessários para sua solução”, diz Andrade.

Continuidade – Para a segunda etapa, o grupo procura estudantes e docentes interessados em integrar a equipe para pesquisar e desenvolver um totem multimídia a ser colocado à disposição dos visitantes do Museu Republicano numa futura exposição. Trabalhar na continuidade do projeto trará várias vantagens aos participantes, como observado em relação aos alunos e alunas que atuaram na primeira fase.

“Nesse totem queremos disponibilizar as informações técnicas sobre o Canoão que levantamos na primeira fase da pesquisa, quando nos dedicamos a reconstruir digitalmente toda a embarcação. Também desejamos fazer um tipo de totem no qual as pessoas possam experimentar, como num simulador ou ‘game’, a navegação no Canoão pelo Tietê como fizeram, no passado, os navegadores”, contam Bernardo Andrade e Maria Aparecida.

Estudantes que atuem com design de games e programação, por exemplo, têm uma grande oportunidade de colocar em prática seus conhecimentos. Há possibilidade de obtenção de bolsa para fazer a pesquisa. Interessados em trabalhar na continuação do projeto podem entrar em contato com o professor Andrade pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

11+ 5549-1863 / 5081-5238 – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Angela Trabbold

 

Aluno da Poli-USP vence competição e visita sede da Scania na Suécia

Jesus Emanuel Choquepuma integrou equipe que venceu o Inovathon Logistics Challenge, promovido pela montadora no Brasil.

Jesus Emanuel Choquepuma, aluno de graduação do curso de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), acaba de voltar de uma viagem feita para a Suécia e a França, promovida pela Scania. Ele integrou um grupo de estudantes que conquistou o primeiro lugar no Inovathon Logistics Challenge, competição sobre o setor de logística que ocorreu nos dias 8 e 9 de outubro do ano passado, na fábrica da empresa em São Bernardo do Campo, São Paulo. Como prêmio, eles ganharam uma viagem para conhecer a sede da empresa, na cidade de Södertälje, e também para Paris, onde puderam conversar com alguns dos clientes da montadora.

Choquepuma e sua equipe ficaram cinco dias em Södertälje. Na sede da Scania, eles entenderam o processo de montagem dos caminhões, assistiram várias palestras com gestores da empresa e tiveram uma conversa com Christopher Podgorski, vice-presidente da multinacional.

Podgorski os levou para conhecer a torre de controle da Scania, que monitora à distância, por GPS, os veículos da marca que circulam em boa parte da Europa. O funcionamento da tecnologia é muito parecido com a do projeto que o grupo havia proposto na competição da Scania. “Foi engraçado, pois a gente conheceu o nosso projeto na prática”, brinca Choquepuma.

Em Paris, foram apresentados a um dos clientes da montadora. “A visão da Scania é muito interessante, pois seu objetivo não é só vender os veículos, mas também fornecer equipamentos adequados para que o cliente da montadora possa atender bem o seu próprio cliente”. A empresa que o grupo conheceu na França, uma distribuidora de alimentos para supermercados locais, é um exemplo, pois possuía veículos da Scania equipados e preparados para o transporte de alimentos congelados e frágeis. “Os caminhões eram especializados para que essa empresa entregasse as encomendas do jeito certo”.

O projeto e a competição – O grupo de Choquepuma venceu o Inovathon Logistics Challenge com o projeto de um sistema de monitoramento de caminhões da Scania via GPS a partir de uma torre de controle altamente tecnológica. Trabalharam no projeto, juntamente com Choquepuma, os estudantes Rodrigo Metedieri, do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), Amanda Magalhães e Carlos Eduardo Queiroz, da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Peterson Moreira, da Fundação Santo André.

Chegar até o final exigiu muito esforço da equipe. A competição foi divida em quatro etapas e se iniciou no final de setembro de 2016, com uma prova teórica online para os mais de 600 inscritos, dos quais apenas 50 foram selecionados. A partir daí, foram feitas entrevistas com os candidatos. Dos 25 finalistas aprovados, seis eram da Poli: além de Choquepuma, participaram do torneio os estudantes Vitor Cordiolli Silvestre (Engenharia Mecatrônica), Pablo Paixão (Engenharia Civil), José Ignácio Olenscki (Engenharia Mecatrônica), Carolina Abiricha Montesi (Engenharia Mecatrônica) e Ethore Moura (Engenharia Mecânica).

Os participantes da final tiveram, então, que preencher um questionário de avaliação psicológica com o intuito de serem divididos em grupos diversificados de cinco integrantes. A última fase ocorreu na montadora da empresa, em São Bernardo do Campo, e contou com uma maratona de 24 horas. Ilaquita assistiu palestras e participou de dinâmicas durante a competição. Após isso, foi dado aos estudantes o desafio de apresentar uma solução em logística que levasse em consideração um cenário de 25 anos no futuro (uma realidade em que todos os veículos de transporte fossem elétricos e autônomos, por exemplo). Eles deveriam estar prontos para a apresentação dos projetos desenvolvidos às 6 horas do dia seguinte.

“Tentamos identificar os problemas que podem surgir no futuro e envolver tudo em uma proposta só para o nosso projeto”, afirma. Com isso, chegaram ao projeto da torre. “Ela mostraria dados de quantos quilômetros o veículo percorreu, informações sobre a estrada, clima, e possíveis danos sofridos. Se surgisse algum problema, a central iria enviar drones ou uma equipe especializada, e tudo seria bastante automatizado”, explica.

O aluno afirma que a viagem e toda a experiência da competição contribuíram muito para o seu crescimento pessoal. “Tive contato com pessoas incríveis, como o vice-presidente da Scania, que tem uma grande mentalidade de produtividade. Isso fez com que eu me esforçasse mais em todas as áreas desde que eu cheguei”, finaliza. 

(Amanda Panteri)

 

Mudança na programação da Semana de Iniciação Científica na Poli-USP

O Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle (PTC) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) cancelou sua palestra da Semana de Iniciação Científica 2017. O evento estava programado para sexta-feira (28/04).

As demais atividades prosseguem como já está programado, mas fique atento ao site e às redes sociais da Poli-USP, onde serão informadas eventuais alterações. Confira a programação completa aqui:

 

SEMANA DE IC - POLI 2017

 

DEPARTAMENTO

DATA

HORÁRIO

LOCAL

 

PRO

24/04

11h-12h

Sala D2-15 - Auditório

PME

25/04

11h

Sala A-08

PNV

25/04

11h10-12h

Sala ET01

PCS

25/04

13h-14h - palestra /

14h-16h - visita a laboratórios

Anfiteatro da Eng. Elétrica

PMI-Santos

25/04

13h15-14h15

Auditório

PMR

26/04

11h

Sala MZ-01

PEA

26/04

13h-14hs

Anfiteatro da Eng. Elétrica

PSI

27/04

11h-12h

Anfiteatro da Eng. Elétrica

PMT

27/04

11h-13h

Auditório

PMI

27/04

14h30-15h30

Sala 2

PQI

28/04

11h

Sala A103, Biênio

PCC/PTR/PHA/PEF

28/04

11h-13h

Sala S-28 do Prédio da Eng. Civil

 

Palestras marcam a Semana de Iniciação Científica da Poli-USP 2017

Além de entender como funciona a iniciação, os alunos têm a oportunidade de conhecer os laboratórios e grupos de pesquisa dos Departamentos.

A Quinta Semana de Iniciação Científica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) iniciou sua programação com palestras nos Departamentos de Engenharia de Produção (PRO), Engenharia Mecânica (PME), Engenharia Oceânica e Naval (PNV) e Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) no campus do Butantã, em São Paulo. Promovido pela Poli, o evento tem o intuito de apresentar aos alunos ingressantes da graduação as oportunidades de iniciação científica dentro de cada área específica da Engenharia, além de auxiliá-los no primeiro contato com os professores que possuem linhas de pesquisa dentro da Escola. As atividades da Semana se encerram nestra sexta-feira (confirma a programação aqui).

A palestra no PRO, realizada às 11 horas desta segunda-feira (24/04), abriu a Semana. Ela ocorreu no auditório do Departamento e foi proferida pelo professor Mauro de Mesquita Spinola, coordenador da Comissão de Pesquisa da unidade. Para iniciar a apresentação, o docente explicou as principais funções de um pesquisador, e o que o difere de um engenheiro no mercado de trabalho. “O pesquisador tem, por função, gerar conhecimento a partir de seus estudos”, afirmou. Ele ainda ressaltou a importância da USP no cenário acadêmico brasileiro, uma vez que a Universidade é responsável por 25% das pesquisas produzidas no País.

Após falar algumas palavras de incentivo para os alunos realizarem a iniciação científica, Spinola explicou então como fazer isso. Segundo ele, o melhor meio de conhecer os professores orientadores e os laboratórios do Departamento é conversando com os docentes e visitando os locais.

Os grupos de pesquisa do PRO também foram apresentados no primeiro dia. São eles: Economia da Produção e Engenharia Financeira; Gestão de Operações e Logística; Gestão da Tecnologia da Informação; Qualidade e Engenharia do Produto; e Trabalho, Tecnologia e Organização. O último é coordenado pelo professor Mario Salerno, que esteve presente e reforçou o convite aos estudantes para desenvolverem um projeto de pesquisa em iniciação científica.

O grupo do professor Salerno estuda, em linhas gerais, a organização do trabalho e como ela se dá em empresas e grandes instituições. O docente disse acreditar que os projetos de iniciação científica funcionam muito bem quando envolvidos em intuitos maiores, e por isso pretende envolver alunos da iniciação em dois projetos.

O primeiro é para auxiliar em um trabalho de doutorado, que Salerno orienta, sobre as tomadas de decisões feitas por microempresários na hora de abrir suas empresas. Os interessados ajudariam no levantamento de dados e em pesquisas.

Já o segundo envolve o Núcleo de Apoio à Pesquisa do Departamento, coordenado pelo professor. Ele está lançando um trabalho de curto prazo para estudar quais os impactos das tecnologias de ponta no setor automobilístico. Interessados em participar dos projetos devem entrar em contato pelo e-mail  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

A professora Marly Monteiro de Carvalho destacou a iniciação científica como uma experiência muito importante para a graduação. Ela também explicou resumidamente os projetos que coordena e que envolvem, dentre outras coisas, economia circular, indústria 4.0 e sustentabilidade.

Segundo dia - A palestra realizada no PCS ocorreu no segundo dia de Semana e foi apresentada pelo professor Antonio Mauro Saraiva. Ele iniciou a atividade mostrando os principais grupos e laboratórios de pesquisa do Departamento, que são em um total de 13. Ele ressaltou a relevância da pesquisa dentro da Poli. “Acredito que todos deveriam fazer, pelo menos uma vez na graduação, a iniciação científica”, terminou.

As palestras dos primeiros dias também procuraram diferenciar as bolsas de apoio PIBIC e PIBIT para quem deseja fazer uma iniciação. Para saber mais sobre elas e conferir a programação do restante da semana, clique aqui.  

Para conferir as fotos dos primeiros dias da Semana de Iniciação Científica da Poli, acesse nosso álbum do Flickr.

(Amanda Panteri)

 

Professor da Poli lidera trabalho para alinhamento do PBQP-H à ISO 9001:2015

Francisco F. Cardoso, docente do Departamento de Engenharia de Construção Civil, assumiu a liderança do grupo de trabalho constituído para alinhar o SiAC - PBQP-H, do Ministério das Cidades, à versão de 2015 da norma ISO 9001.

Iniciativa realizada no âmbito do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), o Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil (SiAC) é um projeto especialmente relevante ao momento que o setor vivencia. Atualmente, os Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQ) de mais de 2.500 empresas construtoras atendem às suas exigências, que superam às da norma internacional ISO 9001:2008. Somado ao histórico de sucesso do projeto no País, um novo desafio está lançado para essas empresas e para o SiAC até o final de 2017: o alinhamento com a versão 2015 da ISO 9001. Considerado o fato de que a versão 2008 da ISO 9001 perderá validade em 2018, caso esse alinhamento não ocorra, as empresas terão que optar por certificarem seus SGQ pelo SiAC ou, tal como alternativa ainda incompatível, pela norma internacional.

Ciente sobre o momento desafiador, o Professor do Departamento Francisco Ferreira Cardoso, em nome da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC), assumiu a liderança do grupo de trabalho que acaba de ser constituído para alinhar o SiAC à versão de 2015 da norma internacional ISO 9001. O foco inicial é atuar no SiAC - Especialidade Técnica Execução de Obras e a meta é a publicação da nova versão até o final do ano. Representantes de entidades setoriais (CBIC e Sinaenco), do CB-02/ABNT, assim como dos organismos de certificação e dos bancos públicos de financiamento habitacional (Caixa e Banco do Brasil), integram o grupo de trabalho.

A norma ABNT NBR ISO 9001 sempre é adotada tal como a principal referência para o estabelecimento das exigências dos documentos normativos do SiAC. No momento, com a publicação da ISO 9001:2015, é natural que aconteça uma revisão de tais documentos. Além do mais, a nova versão incorporou aprimoramentos que interessam ao PBQP-H, ao focar mais o produto resultante, introduzindo o conceito do pensamento baseado em riscos, segundo o qual a empresa precisa identificar os riscos e oportunidades associados às suas atividades. O objetivo é estimular a adoção de medidas para reduzir os riscos de realizar obras não-conformes, além de valorizar o princípio da gestão dos relacionamentos, essencial devido ao número considerável de agentes que participam dos empreendimentos de construção.

Há mais de 20 anos, os docentes do Departamento exercem papel de liderança junto às instâncias governamentais e privadas envolvidas no desenvolvimento de instrumentos para a melhoria da qualidade das empresas de serviços e obras da construção. Atuam no PBQP-H, por exemplo, desde a sua criação, em 1998.

Em atuação recente, docentes do Departamento integraram o grupo de trabalho da adequação do SiAC à ABNT NBR 15575 - Norma de Desempenho, outro momento marcante que apresentou um desafio a ser superado por construtoras brasileiras desde janeiro desse ano de 2017. Desde então, o ponto mais impactante a ser considerado é a necessidade de que a construtora, para bem se assegurar que o planejamento e o projeto de seu empreendimento respondem às necessidades e expectativas dos futuros usuários, às características do local do empreendimento e aos requisitos ou exigências do cliente, quando houver, defina um Perfil de Desempenho do Edifício (PDE). Tal definição permite hierarquizar os requisitos dos usuários a serem atendidos pelos diferentes sistemas do edifício em um dos três Níveis de Desempenho definidos na NBR 15575 e, assim, programar a implementação de ações que assegurem a correta avaliação do desempenho esperado a partir das soluções projetadas e construídas.

Tal postura inclui prever análise crítica do projeto fornecido pelo cliente e elaborar um plano de controle tecnológico, que, por sua vez, relaciona os meios, as frequências e os responsáveis pela realização de verificações e ensaios dos materiais a serem aplicados e, ainda, dos serviços a serem executados na obra. Um conjunto de ações que asseguram o desempenho conforme previsto em projeto para o atendimento à NBR 15575. No processo de qualificação de fornecedores de serviços, as construtoras devem, ainda, considerar suas respectivas capacidades para a realização do escopo de projeto que pretenda lhes confiar, considerando suas competências e histórico de experiências no trato das questões aplicáveis relacionadas ao atendimento dos requisitos da NBR 15575; assim como no de fornecedores de produtos. Tal como conduta, é necessário solicitar aos prestadores de serviços a apresentação de evidências da conformidade de suas respectivas atuações às normas de especificação e à NBR 15575.

O papel inovador da assessoria técnica e científica prestada pelos docentes do Departamento foi essencial não somente nessa, como na mudança anterior do SiAC, quando, no final de 2012, introduziram-se novas exigências relativas à adoção de premissas de sustentabilidade nos canteiros de obras. Dentre elas, destaca-se o estabelecimento de critérios de qualificação de fornecedores que considerarem a sua formalidade e legalidade; a exigência de que os destinos dos resíduos produzidos estejam em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e com as legislações estaduais e municipais aplicáveis; e a inclusão de indicadores da qualidade voltados à sustentabilidade dos canteiros de obras no que se refere à geração de resíduos e aos consumos de água e de energia.

No decorrer de 2017, o Departamento irá divulgar resultados do grupo do trabalho voltado ao alinhamento do SiAC à ISO 9001:2015, e, seguirá assumindo o papel de liderança na iniciativa que visa formação de multiplicadores sobre a norma de desempenho. Assim, atua de modo a disseminar conhecimento e apoiar as construtoras e demais agentes no processo de certificação de sistemas de gestão da qualidade a eles adequados, conforme passou a exigir o SiAC.

(Esse artigo foi publicado na newsletter produzida pela Assessoria de Imprensa do Departamento Engenharia de Construção Civil. Clique aqui para ler os demais textos dessa edição.)

(Clarissa Turra - Assessoria de Imprensa do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP)

 

Politécnico que atua na Microsoft fala sobre os avanços em inteligência artificial

Roberto Sonnino, engenheiro de software da empresa em Seattle, apresentou palestra para estudantes da Poli-USP.

Em colaboração com a multinacional Microsoft, a Comissão de Estágios do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) promoveu uma palestra sobre Inteligência Artificial (IA) com Roberto Sonnino, politécnico formado pelo PCS que hoje que trabalha como engenheiro de software na Microsoft em Seattle. Ele faz parte da equipe que desenvolve o HoloLens, óculos de realidade virtual.

A iniciativa de trazer o encontro para a Poli foi de Roberto Sonnino, que entrou em contato com o professor Jorge Risco, responsável pela Comissão de Estágios do departamento. “Estávamos em uma turnê de recrutamento e não podia perder a oportunidade de passar na Poli, queria muito vir aqui”, diz Sonnino. Ele começou a estagiar na Microsoft em 2010, após participar da Imagine Cup — uma competição mundial de estudantes promovida pela empresa. Voltou em 2011 e continua lá desde então.

Em sua palestra, realizada no dia 30 de março, Sonnino chamou a atenção para o fato de que inteligência artificial, antes tão distante da realidade e presente apenas em temas de mestrado ou doutorado, está agora no bolso de cada um por meio de dispositivos inteligentes como smartphones. Ela funciona através de sistemas artificiais capazes de tomar decisões de forma similar a humanos.

Sonnino mostrou também como, mesmo na graduação, os alunos já podem ser capazes de desenvolver projetos de IA. Ele realizou diversas demonstrações dessas ferramentas, pouco conhecidas pelos graduandos, e mostrou exemplos de como aplicá-las.

Além de assistirem a palestra, os participantes puderam conhecer as ferramentas gratuitas disponibilizadas pela marca na internet, como a Microsoft Cognitive Services, por exemplo, e que podem ser usadas no desenvolvimento de aplicações para o mundo real. Como resultado, podem ser criados aplicativos com um “lado humano”, incluindo aspectos como visão, fala, linguagem, conhecimento e busca. Ou seja, programas capazes de realizar ações como reconhecer pessoas e emoções (por meio de imagem, voz ou escrita), interpretar comentários e identificar idiomas diferentes.

Processo seletivo – Os alunos participantes da palestra também puderam deixar seus currículos para concorrer a vagas de estágio na empresa, voltado a graduandos que se interessam pelo desenvolvimento de softwares. São 12 semanas trabalhando em Seattle, com diferentes equipes e na companhia de mentores da empresa.

Thiago Castro Shibata, aluno do quarto ano do PCS, está fazendo est[agio na Microsoft. Pelo Skype ele pôde contar aos colegas de curso que participavam do evento como está sendo seu trabalho no exterior. “A cultura aqui é um pouco diferente, a comida é diferente… bate saudade do Brasil. Mas vale a pena fazer um estágio fora do país, a experiência é bem legal”, disse Shibata.

No Brasil, o processo seletivo da Microsoft abre a cada seis meses. No momento, estão sendo selecionados os ingressantes para o mês de agosto. Por isso, os alunos que compareceram à palestra e levaram seus currículos poderão ser futuramente chamados para a próxima fase de entrevistas.

(Helena Mega | Jornalismo Júnior, com edição da Assessoria de Imprensa da Poli - USP)

 


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