Escola Politécnica da USP

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Melhores alunos recebem prêmios em noite de celebração na Poli-USP

Foram entregues 22 prêmios a estudantes que se concluíram a formação em Engenharia no ano letivo de 2016. 

Um total de 22 prêmios foi entregue na noite desta quinta-feira (14/12) aos alunos que mais se destacaram no ano de 2016 na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). A cerimônia foi realizada no Auditório Professor Francisco Romeu Landi, no prédio da Administração da Poli, em São Paulo, e contou com a participação de amigos e familiares dos premiados, além de docentes da instituição e representantes de empresas e entidades setoriais parceiras que também oferecem prêmios aos estudantes.

“Estamos dentro de uma universidade que se classifica entre as 200 melhores do mundo e a Poli tem todos os seus cursos posicionados entre os 55 primeiros lugares nos rankings internacionais”, destacou o diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira. Em seu pronunciamento, ele recordou, ainda, o momento da fundação da Escola, em 1893, quando um grupo de republicanos abolicionistas se uniram para a criação de uma instituição de ensino de Engenharia que contribuísse para a construção e desenvolvimento do País. “Aqui não cabe preconceito, mas trabalho e vontade de melhorar a vida das pessoas”, acrescentou.

Ele também citou nomes de logradouros públicos que são homenagem a famosos politécnicos, como Ari Torres, Ramos de Azevedo e Paula Souza, e disse que os premiados de hoje podem ser como essas pessoas amanhã. “Esses nomes são os politécnicos que construíram São Paulo, e é um orgulho ser politécnico, mas é importante que não seja trazida, junto com esse orgulho, a prepotência”, disse.

“O Brasil precisa, hoje, mais do que nunca, de generosidade, algo que marcou as pessoas que dão nome aos prêmios que vocês estão recebendo hoje”, ressaltou ele, citando alguns prêmios que levam nomes de docentes da Poli. “Trabalhem para a qualidade de vida da sociedade”, recomendou.

Ele finalizou seu discurso lembrando de que se trata da sua última participação como Diretor da Escola na entrega dos prêmios aos melhores alunos, pois seu mandato se encerra em março de 2018. “Termino minha gestão com orgulho e um sentimento de felicidade por ter tido a oportunidade de trabalhar com e para pessoas de tão alto nível como os nossos alunos, professores e funcionários.”

Representando a Comissão de Graduação da Poli-USP, o coordenador do curso de Engenharia Naval, professor Bernardo Luís Rodrigues de Andrade, disse que a entrega dos prêmios remete à formatura dos estudantes, momento de muita satisfação, pois é quando se vê concluído um ciclo no qual os professores tentaram fazer o seu melhor, não só na instrução técnica, mas na formação de cidadãos que poderão ser líderes do Brasil. “Nossos alunos estão entre os melhores na Engenharia do País e é uma satisfação entregar prêmios para os melhores entre os melhores”, concluiu.

O diretor do Centro de Coordenação de Estudos da Marinha em São Paulo, capitão de Mar-e-Guerra engenheiro Jorge Luiz da Cunha, também parabenizou os politécnicos premiados. “São 61 anos de parceria entre a Marinha e a Poli, e somos parceiros porque sabemos da excelência do ensino das Engenharias", disse.

O vice-presidente da Associação Paulista de Engenheiros de Minas (Apemi), professor Lineu Azuaga Ayres da Silva, falou da importância da Engenharia para o desenvolvimento do Brasil e dos “professores brilhantes da Escola, que tiveram papel importante na formação de várias gerações de engenheiros” de quem os premiados são herdeiros. “Honrem o nome desta Escola e elevem os nomes desses mestres, cuja atuação permitiu que vocês estejam aqui, listados com os melhores entre os melhores.”

Coube ao estudante André Amaral de Souza – que, com seus quatro prêmios, foi o aluno mais premiado da cerimônia –, fazer o discurso em nome dos formados. Ele lembrou dos períodos difíceis, de acúmulo de provas, trabalhos e exercícios. “São esses os momentos que nos fazem crescer", ressaltou Souza, que também agradeceu o apoio da família e dos colegas de curso. “Sempre dê seu máximo, não faça nada pela metade. Foi o que aprendi na Poli”, afirmou. “Devemos também nos lembrar que vamos carregar não só nossos nomes em tudo o que fizermos, mas também os nomes de nossas famílias e da Escola Politécnica”, encerrou.

Premiações da Administração da Escola – A Diretoria da Poli ofereceu o Prêmio “Conde Armando Álvares Penteado” para os três primeiros lugares nos cursos de graduação para os alunos Andre Amaral de Sousa, da Engenharia de Computação, premiado em primeiro lugar; Arthur Valle Salles, da Engenharia de Produção, segundo colocado; e Guilherme Scabin Vicinansa, da Engenharia Elétrica, em terceiro. Os prêmios foram entregues pelo professor Piqueira.

Outra homenagem prestada pela Diretoria foi o Prêmio “Francisco de Paula Ramos de Azevedo”, conferido anualmente aos formados da Poli que tenham se destacado nos últimos três anos do curso, em qualquer das habilitações oferecidas pela Escola. O vencedor da categoria foi, novamente, o politécnico Andre Amaral de Souza, da Engenharia de Computação, que recebeu o prêmio das mãos do professor Bernardo Luis Rodrigues de Andrade.

A Diretoria concedeu, ainda, um terceiro prêmio, “Professor Doutor Oscar Brito Augusto”, ao formado da Poli que tenha se destacado em seus estudos e que tenha realizado, em universidade do exterior, atividades de intercâmbio estudantil. O chefe do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica, professor Alexandre Nicolaos Simos, entregou o prêmio para Marino Ossamu Muramatsu, pai de Fábio Tsuyoshi Muramatsu, formado em Engenharia Elétrica - Ênfase em Computação, que não esteve na cerimônia por estar em viagem.

Prêmios dos Departamentos – Alguns departamentos da Poli também premiaram seus melhores alunos. O Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle, concedeu o prêmio “Prof. Jocelyn Freitas Bennaton” ao formado do Curso de Engenharia Elétrica - Ênfase em Automação e Controle que obteve a maior média ponderada global: Guilherme Scabin Vicinansa.

Outro prêmio oferecido pelo Departamento, por parte do Laboratório de Comunicações e Sinais (LCS), foi o "Luiz de Queiroz Orsini" aos melhores alunos do quarto e quinto anos do curso. Foram premiados Lucas de Oliveira Lyra (quarto ano) e Blas Lucci Sanchez (quinto ano).

O Departamento também homenageou o aluno que desenvolveu o melhor Trabalho de conclusão de curso, por meio do Prêmio “Prof. Marcio Rillo”. Como houve um empate, os politécnicos Arthur Castello Branco de Oliveira e Daniel Noriaki Kurosawa receberam a honraria.

Outro prêmio foi o “Prof. Lucas Nogueira Garcez”, oferecido pelo Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental aos formados dos cursos de Engenharia Ambiental e Engenharia Civil (melhor média no conjunto das disciplinas). Os premiados foram Carolina Arrebola Postigo (Engenharia Ambiental) e Bruno Szpigel Dzialoszynski (Engenharia Civil).

Já o Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas concedeu o prêmio “Prof. Dr. Áurio Gilberto Falcone” para o aluno que apresentou o melhor trabalho de formatura no curso de Engenharia Elétrica - Ênfase em Energia e Automação Elétricas. Neste ano, o premiado foi Celso Henrique Santos Rocha.

Veja no Flickr da Poli as fotos da cerimônia de entrega dos prêmios (https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157690364463624)

 

Primeira edição do Programa de Integração dos Estudantes de Engenharia da USP é concluída

Participantes propuseram melhorias no processo de obtenção da amônia, visando sua utilização na fabricação de fertilizantes.

Resolver os problemas que envolvem o gasto de energia associada à cadeia produtiva de fertilizantes no Brasil foi o grande desafio de Engenharia enfrentado por estudantes de diversos campi da Universidade de São Paulo (USP) durante os dias 11 e 15 de dezembro na Escola Politécnica (Poli-USP). A atividade fez parte da segunda fase do Programa de Integração dos Estudantes de Engenharia (PIE2), uma iniciativa da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade e da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest).

O grupo vencedor explicou que aproximadamente 90% da energia demandada na produção dos fertilizantes no Brasil é utilizada somente para a fabricação da amônia, composto presente nos químicos. Ela é feita por meio de um processo denominado reforma à vapor, que necessita da queima de combustíveis fósseis.

A ideia do grupo foi otimizar a reforma à vapor, substituindo a queima dos combustíveis fósseis por energia termoelétrica e decomposição de resíduos orgânicos, que geram os gases necessários para a produção da amônia. Eles garantiram que essa melhoria, além de economizar energia, ainda substituiria uma fonte não renovável por fontes limpas, gerando o biogás e contribuindo para o meio ambiente.

Os estudantes levaram para casa bolsas no valor de US$ 1,2 mil mensais para cada membro para a realização de estágios no exterior.

Sobre o encerramento - Os docentes da Poli Larissa Driemeier e Nicola Getschko, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR), e Marcelo Becker, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos (SEM-EESC), foram os organizadores do Programa. Driemeier, representando a diretoria da Poli, agradeceu a presença de todos e destacou o sucesso do evento. “Todos os competidores foram além do que esperávamos, pois tínhamos conhecimento da dificuldade do desafio ante o tempo tão curto que vocês tinham”, afirmou.

Outros projetos - Ao todo, as seis equipes - que estavam representadas por cores - apresentaram suas soluções. O time  azul claro atacou o sistema de transporte dos fertilizantes no Brasil, que é majoritariamente rodoviário, encontra-se, segundo o levantamento do grupo, precário, e necessita reduzir o gasto de diesel para realizar as viagens. Para isso, eles repensaram a logística do setor e propuseram um aplicativo que medisse informações dos caminhões (como posicionamento e condições do veículo), a fim de criar uma base de dados que possibilite estudos posteriores mais profundos sobre os gastos de combustíveis e as emissões de gases de efeito estufa.

A equipe cinza idealizou uma nova composição de adubo, formada por lipídeos e carboidratos, a fim de maximizar a quantidade de nutrientes que a planta absorveria, diminuindo assim a quantidade de produto necessária. A equipe azul escuro propôs a substituição do sistema de transporte rodoviário da amônia por um sistema de gasodutos, enquanto a vermelha pensou na utilização do lodo de esgoto doméstico no lugar dos fertilizantes.

Por fim, a equipe laranja pensou no desenvolvimento do ibi, um mini robô que analisa a qualidade e as especificidades do solo a ser estudado. Combinando técnicas tradicionais de análise, como as análises químicas, com métodos mais novos, como a obtenção de imagens, eles pensaram em uma máquina capaz de realizar o estudo de um hectare de terra a cada duas horas.

Última atualização em Ter, 19 de Dezembro de 2017 13:18
 

Visita do embaixador do Reino Unido destaca a importância do RCGI

Rangarajan mostrou interesse pelo impacto econômico dos resultados dos projetos do RCGI, muitos dos quais envolvem tecnologias disruptivas.

O embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan, visitou no último dia 12 o Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) e a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, ambos sediados na USP. Rangarajan veio a convite do professor Jacques Marcovitch, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP) e estava acompanhado da assessora de economia do Consulado Britânico no Brasil, Raquel Borges de Sá.

No RCGI, o embaixador foi recebido pelo professor Julio Meneghini, diretor do Centro, que fez uma apresentação sobre a atuação e os projetos de pesquisa em andamento no RCGI. “Eu já conhecia um pouco sobre os temas tratados pelo time de pesquisadores do RCGI. Mas fiquei impressionado com o nível de detalhamento dos projetos na apresentação do professor Júlio”, disse o embaixador, contando que antes havia conversado com empresas britânicas, entre elas a própria Shell (anglo-holandesa), a respeito das pesquisas do RCGI. Na visita, o embaixador mostrou interesse pelo impacto econômico dos resultados dos projetos do RCGI, muitos dos quais envolvem tecnologias disruptivas.

O encontro teve a presença de diversos integrantes do RCGI: os pesquisadores Edmilson Moutinho, Virgínia Parente, Emílio Silva, Cláudio Oller e Dominique Mouette, além do diretor de Difusão de Conhecimento e Comunicação, Gustavo Assi; e a diretora de Recursos Humanos e liderança, Karen Mascarenhas. Contou ainda com a presença de Rob Littel e Tiago Vicente, respectivamente gerente geral de Separação de Gases e chefe do Escritório de Relações Internacionais da Shell; do diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, Carlos Alberto Zeron; e do próprio professor Jacques Marcovitch.

Registro histórico – O trabalho do RCGI, que envolve investimentos da USP, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Shell, e mais de uma centena de pesquisadores em colaboração estreita com instituições estrangeiras, merece, na opinião de Marcovitch ter um registro histórico. “O que temos aqui é uma rara oportunidade de um arranjo que inclui uma universidade pública brasileira e instituições de pesquisa de outros países, junto ao setor privado. Então, é preciso pensar em quem vai registrar isso e como esse conhecimento será exposto para as outras pessoas”, disse. É algo que deve ser registrado e documentado para que as novas gerações de pesquisadores saibam como vocês trabalharam essa interface entre instituições diversas”, acrescentou.

Para Meneghini, os memoriais dos projetos são uma questão relevante, que deve ser pensada junto à Shell e a outras instituições parceiras. Gustavo Assi concordou: “Temos de aprender com essa oportunidade única e passar à frente as experiências que temos, sobre como o modelo funciona e sobre próprio aprendizado ao longo do caminho”, disse. Ele lembrou também que o RCGI ‘fala’ com um público diverso – da academia, passando por empresas, até o público leigo. E que essa é uma preocupação da comunicação no RCGI.

O diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin disse que a instituição pode contribuir com a ideia do registro da memória dos projetos do RCGI. “Nós temos a memória e a história da relação entre o Brasil e outros países do mundo, especialmente a Grã-Bretanha, cuja presença aqui no século XIX foi marcante”, disse Zeron.

Após conhecer a sede e os projetos do RCGI, embaixador e parte da comitiva visitaram a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Lá, ele foi recebido também por três dos quatro filhos do casal Mindlin – Diana, Sonia e Betty Mindlin – e pelo vice-diretor da instituição. O embaixador foi presenteado com vários livros e fez uma visita guiada pela biblioteca, que tem mais de 60 mil volumes, sendo uma parcela significativa composta por edições raras. 

 

Arquivo histórico dos primeiros 40 anos da Escola Politécnica da USP é lançado on-line

A Poli foi fundada em 1893 em meio a um período histórico de transformações, e nos documentos do acervo, é possível constatar sua participação nas grandes obras e projetos que moldaram a cidade e o país.

Pesquisar sobre a história da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) ficará mais fácil. Isto porque um projeto da Poli, em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), disponibilizará na Internet 80 mil documentos gerados nos primeiros 40 anos de existência da Escola, em um sistema de busca que foi lançado no dia 14 de dezembro, durante a última Congregação do ano. “Nosso acervo conta uma história importante não só da Escola Politécnica da USP, mas da Engenharia brasileira. Disponibilizar essa história para a sociedade é cumprir com nosso papel de democratizar o acesso ao conhecimento e também de resgatar o valor da nossa Engenharia no Brasil”, destaca o diretor da Poli, José Roberto Castilho Piqueira.

O projeto de digitalização do Arquivo Histórico, como é chamado, utilizou como base os documentos armazenados desde a fundação da Poli, em 1893, até o ano de 1934. Eles foram cadastrados segundo as regras do Arquivo Geral da USP (AGUSP) e da Norma Brasileira de Descrição Arquivística (NOBRADE).

Os documentos físicos foram higienizados, armazenados e catalogados em novos suportes de polionda, e estão acomodados no prédio do Biênio. Eles haviam sido organizados pela última vez há 20 anos em um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Atualmente, para ter acesso a eles e poder manuseá-los, o pesquisador deve elaborar um pedido de autorização à Diretoria, explicando os motivos da pesquisa, e ser acompanhado de uma pessoa encarregada durante a visitação do acervo para a consulta.

Com a digitalização dos arquivos, todo o processo poderá ser encurtado. Digitando palavras-chave, é possível acessar os documentos avulsos e encadernados como atas de reuniões da Congregação, recibos de compras feitas por laboratórios e departamentos, fotografias de alunos e instalações, projetos e plantas arquitetônicas desenvolvidas por professores, entre outros materiais administrativos e financeiros. “Para garantir a facilidade na busca foi escolhida uma plataforma que também é utilizada para repositório de arquivos, por outras universidades e instituições ao redor do mundo, como o Arquivo do Estado de São Paulo”, explica Enio Blay, coordenador do projeto na FDTE. Trata-se da ICA-AtoM, baseada em um software livre, que foi adaptada para as características do acervo a ser lançado.

Blay afirma ainda que foi feita a divisão cronológica porque a primeira fase do trabalho abrange desde a criação da Poli em 1893 – com o decreto legislativo de fundação da Escola, que conta com assinaturas de Antônio Francisco de Paula Souza e Bernardino de Campos, entre outros – até a sua incorporação à USP, em 1934. Para ser possível uma reprodução fac-símile dos documentos, o armazenamento das imagens foi feito em alta definição e, para facilidade de acesso e pesquisa, em mais baixa resolução, em formato pdf.

A empresa responsável pela plataforma, a Mercúrio, ainda cuidará do site por mais 28 meses para assegurar que não haja nenhum problema com o funcionamento do mesmo. Vale lembrar também que os documentos pessoais não serão disponibilizados abertamente ao público, e ainda necessitarão de autorização prévia. Contudo, a sua ficha catalográfica está no arquivo e será pública.

“Tivemos o cuidado de separar o que é privado do que é público, mas sempre tendo em mente que o acesso à informação é um direito de todos”, afirma Blay.

De onde vieram os recursos – Consta na Lei Rouanet, sancionada em 1991, a possibilidade de pessoas físicas e empresas aplicarem parte de seus impostos de renda devidos em ações culturais, o que foi o caso do projeto da Poli/FDTE.

Para que fosse aprovada, a proposta para digitalização teve que ser submetida a uma aprovação do Ministério da Cultura. Uma vez aceita, iniciou-se a etapa de arrecadação da verba estipulada – R$ 4,7 milhões de reais. A Poli entrou em contato com empresas privadas e conseguiu o valor de R$ 1,5 milhão, suficiente para a realização da primeira parte do projeto.

Blay diz que o restante dos documentos será digitalizado nas outras fases, que ainda precisam da captação de recursos para serem executadas. 

Última atualização em Qui, 14 de Dezembro de 2017 14:58
 

Alunos da Poli-USP identificam iniciativas em smart cities em 11 municípios de SP

Estudo foi parte da disciplina Gestão Integrada de Cidades Inteligentes, oferecida pelo Departamento de Engenharia de Produção.

Um conjunto de estudos feitos por alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) envolvendo 11 municípios mostrou algumas iniciativas em projeto ou já em andamento para a implementação de cidades inteligentes, ou smart cities, no Estado de São Paulo. As pesquisas são resultado do trabalho de conclusão da disciplina “Gestão Integrada de Cidades Inteligentes”, oferecida pelo Departamento de Engenharia de Produção (PRO) da Poli. Os resultados foram apresentados no evento “Conecticidade de Premiação para Smart Cities”, realizado nesta quarta-feira (13/12), no auditório da PRO, no campus da Cidade Universitária, em São Paulo.

O evento marcou o encerramento das atividades da disciplina PRO-3480, oferecida de forma optativa para estudantes da Poli e de outras unidades da USP, e aplicada pelos professores Marcelo Schneck de Paula Pessoa, Leandro Patah e José Joaquim do Amaral Ferreira. Em grupo, os alunos estudaram as cidades de Campinas, Campo Limpo Paulista, Capivari, Diadema, Guarulhos, Itu, Jundiaí, Limeira, Santa Bárbara d’Oeste, Sorocaba e Vinhedo, analisando questões relacionadas com a gestão de cidades inteligentes, buscando conhecer a realidade destas, seus problemas e como estes podem ser resolvidos com a ajuda de tecnologias da Comunicação e Informação.

Os cases – Cada grupo destacou uma ou mais iniciativas no sentido da implementação das cidades inteligentes. Jundiaí, por exemplo, disponibilizou um aplicativo integrado, no qual os cidadãos podem acessar cerca de 100 serviços diferentes. Santa Bárbara d’Oeste já está usando drones, wi-fi e câmeras para segurança pública e tem um sistema inteligente de estacionamento onde os cidadãos podem pagar de forma online pelo uso das vagas.

Em Limeira, foi desenvolvido um sistema de botão de pânico para mulheres em situação de risco e um sistema mobile de estacionamento rotativo baseado em IoT. Vinhedo monitora todas as entradas e saídas da cidade em tempo real, por meio de um sistema de câmeras, avança na implantação do sistema de iluminação LED e planeja a instalação de estacionamentos e hidrômetros inteligentes. Em Sorocaba, todas as viaturas policiais agora contam com computadores de bordo integrados a um sistema central de segurança.

Em Capivari, foi criado o Sistema Integrado de Administração Municipal (SIAM), por meio do qual o cidadão pode pedir solução para problemas que são de competência da prefeitura. Em Diadema, a totalidade dos processos internos relacionados à gestão do município estão digitalizados. Outro exemplo é Itu, na qual a Secretaria de Planejamento lidera a integração entre as demais secretarias, promovendo a digitalização dos processos.

Campo Limpo está projetando um novo portal interativo e integrado, que liga todas as áreas da administração do município. Já em Guarulhos, a prefeitura está trabalhando em um projeto de big data para integrar os dados de gestão. E Campinas está adotando uma plataforma aberta para implementar soluções em IoT voltadas ao atendimento aos cidadãos, e que foi desenvolvida pelo CPqD, que fica no município.

Disciplina como base para formação de grupo de pesquisa – Este foi o primeiro ano de realização da disciplina “Gestão Integrada de Cidades Inteligentes”, que será oferecida novamente pelo Departamento no segundo semestre de 2018. Sua concepção se alinha aos três eixos de atuação da Poli, o ensino, a pesquisa e a extensão, conforme explicou o professor Marcelo Pessoa. Além de abrir espaço para que os estudantes aprendam, na prática, a utilizar os conceitos aprendidos em sala de aula, e também a fazerem pesquisa, ajuda os municípios a terem um diagnóstico, com avanços e demandas, promovendo a interação com a sociedade por meio do apoio à ação dos gestores de políticas públicas.

A disciplina também tem por objetivo ser a base para formação de um grupo de pesquisas sobre cidades inteligentes na Poli e já se articula com o Laboratório de Cidades, Tecnologia e Urbanismo, sediado no Departamento. Esse laboratório conta ainda com a participação e apoio da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Fundação Vanzolini, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU) e Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Uma das metas das nossas pesquisas é desenvolver uma certificação para cidades inteligentes”, contou o professor Leandro Patah.

Na abertura do Conecticidade, a professora Patrícia Faga Iglecias Lemos, superintendente de Gestão Ambiental da USP e representando o reitor da Universidade, professor Marco Antonio Zago, lembrou que a USP sedia o primeiro escritório regional do Programa Cidades do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e convidou os pesquisadores para participarem dessa iniciativa. “O trabalho que a Poli desenvolveu, colocando seus estudantes em contato com a realidade das prefeituras, mostrou o quanto a universidade pode contribuir com a sociedade”, destacou.

O chefe do Departamento de Engenharia de Produção, professor Fernando Laurindo, explicou que a criação da disciplina reflete o caráter multisdiciplinar do curso. “Essa disciplina procura tratar o tema cidades inteligentes com uma visão de sistema integrado, holístico, com o objetivo último de termos cidades melhores para vivermos”, concluiu.

O evento teve, ainda, uma apresentação sobre as atividades do Projeto Rondon SP, que promove a integração entre prefeituras e universidades, por meio do trabalho voluntário de alunos e professores dispostos a ajudar os municípios na busca por soluções dos diversos problemas enfrentados pela administração pública.

Autoridades públicas, representando as prefeituras das cidades estudadas, estiverem presentes no Conectividade e ganharam um certificado por terem participado da iniciativa: André Luiz de Camargo Von Zuben, secretário de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo de Campinas; Caroline Rocha Michels, secretária de Assistência Social e Cidadania, Carla Dualib Sonnewend, secretária de Comunicação, Luis Carlos Fabbrini da Silva, diretor de TI, e Wesley Oliveira, analista de sistemas, todos da prefeitura de Diadema; Plinio Berbardi Junior, secretário de Planejamento de Itu; Mariana Savedra Pfitzner, Diretora de Ciência e Tecnologia, e Júlio César Durante, diretor do Departamento de Fomento ao Comércio e Serviços, ambos da prefeitura de Jundiaí; Lexandro A.G. de Melo, diretor de TI da prefeitura de Vinhedo; Danilo Cesar de Oliveira, diretor da Secretaria de Planejamento de Sorocaba.

Confira as fotos do evento no Flickr da Poli. https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157661560018647

 

Alunos da Poli-USP trabalham em próteses de mão eletromecânicas produzidas por impressoras 3D

Atividade faz parte da formação de estudantes de Engenharia Mecatrônica, que são orientados pelo professor Chi-Nan Pai.

Alunos do curso de Engenharia Mecatrônica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) estão desenvolvendo, já na graduação, protótipos de próteses para pessoas sem a mão, seja devido a defeitos congênitos, ou devido a amputação. Segundo o professor do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR), Chi-Nan Pai, o objetivo do projeto é fazer com que os alunos tenham a oportunidade de praticar os conceitos e teorias aprendidos ao longo do curso, ao mesmo tempo em que trabalham no desenvolvimento de uma tecnologia inovadora e que traz impacto positivo para a sociedade.

A prótese de mão em desenvolvimento na Poli-USP poderá ser fabricada utilizando impressoras 3D. Totalmente customizada para o corpo de cada pessoa e também para as funções que ela precisa realizar, o projeto começou tendo como base uma prótese desenvolvida por engenheiros de uma startup japonesa chamada Exiii. Essa customização é o grande diferencial do projeto politécnico, pois já existem em vários países iniciativas open source nas quais os projetos de próteses estão disponíveis para quem quiser fabricar seu próprio equipamento, usando impressora 3D, mas são projetos muito genéricos, que não levam em consideração as particularidades de cada usuário.

“Enquanto no Japão o maior foco do trabalho foi no design, aqui estamos pesquisando as questões da Engenharia, em si. Queremos melhorar as partes mecânica e funcional da prótese”, explica. O primeiro passo foi fazer uma prótese idêntica a dos japoneses, para aprender mais sobre a mesma, mas essa fase inicial já apontou aspectos que devem ser aperfeiçoados.

Para a prótese ter mobilidade, mexer punhos, dedos etc, é preciso colocar motores na mesma. “Estamos estudando uma forma melhor de projetar esses mecanismos para dar mais funções para as próteses”, conta. Dar função significa montar a prótese de forma que ela permita que o paciente alcance um objetivo a partir da realização de determinados movimentos: se ele quer trabalhar com escrita, precisa de uma prótese capaz de segurar uma caneta; se quer cozinhar, o mecanismo deve segurar algo leve e frágil como um ovo, sem quebrá-la.

Próteses customizadas – Segundo Chi-Nan, a customização da prótese poderá chegar ao seu potencial máximo, pois ele será um dispositivo fabricado não só de acordo com as características físicas únicas de cada pessoa – como, por exemplo, o comprimento do braço –, mas também à forma como cada pessoa vive, às atividades que realiza e como usa suas mãos. “Queremos projetar as próteses de acordo com a necessidade de cada um. Talvez para uma pessoa não seja um problema se a prótese amassar um pouco os objetos que ela manipular, então não precisa ter um controle muito fino da prótese para a questão da força, por exemplo”, comenta. “Podemos pensar até em fazer próteses intercambiáveis no futuro: a pessoa terá várias delas, e poderá usar uma para escrever, outra para realizar tarefas delicadas etc”, completa.

Para estudar esse aspecto, o docente fez parceria com a Escola de Engenharia de São Carlos da USP, cujos pesquisadores implementaram uma técnica de controle para movimentação vertical do braço de um manipulador industrial onde uma simples batata ‘chips’ foi usada, sem quebrar, para levantar o braço, extremamente pesado (https://www.youtube.com/watch?v=WS1gSRcJbJQ). A ideia é usar a mesma técnica na prótese, começando com o estudo implementando essa teoria de controle em uma prótese de três dedos, em tamanho maior que o da mão humana, para melhor visualização e entendimento do problema. O objetivo desse protótipo inicial é chegar a um sistema de controle da mão de forma que a prótese consiga pegar qualquer objeto sem esmagá-lo.

O uso das mãos está relacionado com as características técnicas da prótese e ambos são fatores que impactam diretamente no seu preço, uma grande preocupação do projeto brasileiro. “Queremos produzir próteses de baixo custo, então, quanto mais função precisar, mais motores. Com isso, o preço de produção aumenta, assim como a necessidade de fazer manutenção e trocas eventuais de componentes pelo desgaste ao longo do tempo ou por quebra”, destaca.

Na prótese feita no Japão, todos os motores estão instalados nas mãos, o que se revelou um problema, segundo a pesquisa brasileira. “É justamente a parte mais móvel da prótese e onde tem maior chance de quebrar. Se isso ocorrer, é preciso refazer tudo e acaba se tornando caro para o usuário”, ressalta. Por isso, em vez de colocar os mecanismos importantes na mão, estamos estudando a instalação dos motores no antebraço. “A mão será só um mecanismo para fazer a movimentação, de modo que fique mais barato trocar uma peça se quebrar”, explica.

Há também desafios na área da saúde. “Não podemos permitir uma compressão das áreas de contato da prótese com o local onde ela se encaixa no braço da pessoa, chamado de coto de amputação, pois isso causa necrose do tecido e pode levar a uma nova amputação”, diz. Para investigar esse problema, será preciso envolver outros pesquisadores. Chi-Nan já teve uma conversa inicial com o Instituto de Ortopedia da Faculdade de Medicina da USP, pois lá existe uma oficina onde se faz rotineiramente essa interface da prótese e do membro natural, evitando a lesão.

Ainda não é possível saber quanto seria mais barata a prótese desenvolvida na Poli em relação às já existentes. Para isso, será preciso avançar mais no estudo. “Até agora, o custo dos componentes para a fabricação de uma prótese é de R$500,00, mas com certeza não será esse o custo final”, diz. A ideia é que o projeto consiga ser viável de forma a atender pacientes do SUS. Para chegar lá, o professor precisará encontrar mais alunos que queiram se engajar no projeto nos próximos anos e encontrar um parceiro interessado em fabricar um número maior de protótipos das próteses, pois é preciso testar a tecnologia em um grande número de pessoas.

O projeto de desenvolvimento dessa prótese está relacionado a outra iniciativa, que deve culminar com a produção de um robô para atender pessoas com tetraplegia e que também é tocada por alunos do sétimo semestre do curso de Engenharia Mecatrônica, que podem participar de uma iniciativa interdisciplinar chamada “Projeto Integrado do Sétimo Semestre” (PI-7), em que terão a oportunidade de desenvolver projetos utilizando conhecimentos de cinco disciplinas da grade: “Sistemas Embarcados”, “Atuadores e Acionamentos”, “Controle I”, “Mecanismos para Automação” e “Microprocessadores em Automação e Robótica”.

Uma das turmas desenvolveu protótipos de um pequeno robô que leva um copo até a boca de uma pessoa. Eles pesquisaram e testaram diversos tipos de mecanismo e controle na busca por um dispositivo que conseguisse segurar e virar um copo na boca, sem derramar o líquido. Essas iniciativas contam com apoio financeiro do Amigos da Poli, fundo de endowment que capta doações e aplica os recursos em projetos da própria Poli. O projeto ganhou o segundo lugar em 2016 entre todos os apoiados pelo fundo Amigos da Poli, pelo impacto e excelência alcançados.

 

Workshop Poli-USP sobre Mecânica Computacional traz especialistas da Alemanha para o Brasil

Iniciativa é resultado do esforço de estruturação de grupos de pesquisa teuto-brasileiros em uma área fundamental para o aperfeiçoamento de da simulação computacional na Engenharia.

Dois dos pesquisadores de maior destaque em Mecânica Computacional estarão no Brasil nos dias 19 e 20 de fevereiro de 2018 para participar de um workshop sobre a área, promovido pelo professor Paulo de Mattos Pimenta, do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica (PEF) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Ambos são da Alemanha: Peter Wriggers, vice-reitor e catedrático em Mecânica Computacional na Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Leibniz de Hannover, e Jörg Schröder, pró-reitor de Pesquisa e catedrático de Mecânica Computacional na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de Duisburg-Essen.

Além deles, outros dez pesquisadores virão da Alemanha para participar do workshop. Também estão confirmadas as presenças de especialistas da própria Poli-USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Reunir grandes nomes que atuam nesse campo para trocar experiência, conhecimento e prospectar possíveis projetos em cooperação são os objetivos deste workshop”, afirma Pimenta.

Entre os temas a serem abordados no evento estão os sistemas mecânicos flexíveis (máquinas, biomecânica); problemas envolvendo contato; problemas envolvendo interação de sólidos com fluidos; mecânica dos materiais (estrutura da matéria) e novos métodos computacionais.

A Mecânica Computacional é uma área essencial da Engenharia, pois possibilita desenvolver ferramentas para simular e testar sistemas, hoje cada vez mais complexos e com enormes quantidades de variáveis. “Ela permite simular desde grandes sistemas, como o climático, passando por grandes objetos, como aviões e navios, até pequenos sistemas, como o celular, ou a interação entre átomos e moléculas”, exemplifica.

É uma área de aplicação transversal que permite melhor controle dos experimentos virtuais. É o caso do desenvolvimento de novos materiais. “A Mecânica Computacional está evoluindo para permitir a simulação do que ocorre dentro dos materiais, como eles se rompem, como se deformam, como fraturam etc. Esperamos grandes progressos nessa área pelos próximos 10 a 20 anos”, conta.

Fronteira do conhecimento – Peter Wriggers, que é doutor honoris causa em mais de dez universidades estrangeiras, membro do conselho da American Society of Mechanical Engineers (ASME) e editor da Computational Mechanics, principal revista científica mundial sobre o tema, deverá abordar um novo método computacional chamado elementos finitos virtuais. Já Jörg Schröder deverá abordar a anisotropia – característica de certas propriedades físicas de uma substância que variam conforme a direção. “A anisotropia é fundamental para as pesquisas envolvendo materiais fibrosos. Trata-se do futuro dos materiais, já que muitos estudos procuram reforçá-los com o uso de fibras”, explica Pimenta.

O workshop é resultado de um trabalho que o professor Pimenta vem desenvolvendo em cooperação com Alemanha já há alguns anos. Ele foi o primeiro pesquisador brasileiro, e o primeiro engenheiro do mundo, a ser agraciado com o Georg Forster Research Award, concedido pela Fundação Alexander von Humboldt, da Alemanha. Como parte do prêmio, ele atuou a partir de 2015 na Universidade de Duisburg-Essen, com o objetivo de estruturar um grupo de pesquisa conjunto de Mecânica Computacional (link http://www.poli.usp.br/pt/comunicacao/noticias/arquivo-de-noticias/1714-poli-usp-articula-com-alemanha-formacao-de-grupo-de-pesquisa-em-mecanica-computacional.html). A expectativa é que o workshop possibilite criar uma rede maior de pesquisadores.

“A Alemanha é um país muito relevante do ponto de vista acadêmico nessa área”, ressalta. “Além disso, os alemães enxergam o Brasil como parceiro estratégico na área cientifica, tanto que São Paulo é uma entre apenas cinco cidades a ter uma sede do DWIH”, completa. DWIH é a sigla em alemão para Centro Alemão de Ciência e Inovação, uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores em cooperação com o Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha para internacionalizar a ciência alemã e desenvolver soluções para os desafios globais. Há Centros do mesmo tipo apenas nos Estados Unidos, Índia, Japão e Rússia.

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Serviço:

Workshop Teuto-Brasileiro em Mecânica Computacional

Data: 19 e 20 de fevereiro de 2018.

Local: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - Edifício Mário Covas Júnior

Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380. São Paulo – SP

Informações e inscrição (gratuita): www.gbwcm2018.com

 


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