Escola Politécnica da USP

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Limpeza de poluição usando luz é uma das atrações da Poli-USP na Semana Nacional de C&T

Participantes poderão visitar ainda os simuladores de voo e marítimo, a Caverna Digital, o Laboratório de Pavimentação e ver demonstrações de robótica.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo preparou uma série de atividades que serão desenvolvidas ao longo da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que começa nesta segunda-feira (23) em todo o País. A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC). A entrada é gratuita. Algumas das atrações já são tradicionais, como a visita aos simuladores de voo e marítimo e à Caverna Digital, mas nesta edição a Poli traz novidades.

Uma delas é a demostração do grupo de pesquisa AdOX – Reserach in Advanced Oxidation Process, sediado no Departamento de Engenharia Química, que vai mostrar em laboratório, nesta quarta-feira, 25 de outubro, entre 14h e 17h, alguns processos que usam ultra-violeta e luz solar para remover antibióticos, pesticidas e outros contaminantes de elevado risco ambiental da água.

Outra atração que passou a integrar a programação deste ano é a visita monitorada ao Laboratório de Tecnologia de Pavimentação. Quem quiser entender os materiais e tecnologias usados para o asfaltamento de ruas, avenidas e rodovias não pode deixar de conhecer o laboratório e interagir com a equipe de pesquisadores. São mais de 30 anos de pesquisas acumulados pelos seus profissionais, que estarão recebendo o público nesta segunda-feira, dia 23 de outubro, das 9h às 16h.

Como ocorreu em anos anteriores, estão programadas visitas a dois simuladores para pesquisas na área da aviação e marítima. O simulador de navios, usado para avaliar a segurança das operações em alto mar e portuárias, representa com fidelidade o comportamento de navios em ambiente marítimo, e estará recebendo os visitantes na sexta-feira, 27 de outubro, das 16h às 19h. Já o simulador de voo do Centro de Engenharia de Conforto da Poli vai abrir suas portas na terça-feira, 24 de outubro, e na quinta-feira, 26 de outubro, das 10h às 13h.

A Engenharia Mecatrônica também estará presente, com pesquisadores e professores fazendo a demonstração do funcionamento de robôs industriais nos dias 26 e 27 de outubro, quinta e sexta-feira, das 17h às 19h.

A Caverna Digital, outro local de passagem obrigatória para quem visita a Poli, estará aberta na sexta-feira e sábado, dias 27 e 28 de outubro, das 9h às 19h. Lá os participantes poderão ver duas instalações de realidade virtual, a arqueologia digital e manutenção de rede elétrica.

Confira os dias, horários e requisitos para a visita das atrações da Poli no site da USP que traz mais detalhes do evento - http://usp.br/semanact/2017/tag/escola-politecnica/?platform=hootsuite

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Acadêmica Agência de Comunicação

Janaína Simões

(11) 5549-1863

 

Brasil se mobiliza para formar cadeia produtiva de terras raras

Evento da Poli-USP reunirá os players deste mercado para discutir a exploração, o processamento e a aplicação desses minérios.

 Apesar de o Brasil deter 17% das reservas mundiais de terras raras do mundo, perdendo apenas para a China, que possui 44%, o País não se destaca na produção desses minerais. Os chineses lideram esse mercado, com 85% da produção de óxidos de terras raras. O desafio de estruturar a cadeia produtiva no Brasil para explorar as reservas nacionais é tema do IV Seminário Brasileiro de Terras Raras, que será realizado nos dias 17 e 18 de outubro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.

Os dados sobre reservas e produção são da última edição do Sumário Mineral Brasileiro, produzido em 2015 pelo Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério de Minas e Energia (DNPM-MME). “Hoje participamos desse mercado como consumidores, mas agora estamos próximos de atuarmos como produtores, inicialmente no mercado interno”, aponta Fernando Landgraf, professor da Poli-USP e diretor do IPT, um dos principais pesquisadores brasileiros no tema.

Segundo Landgraf, o Brasil não explorou suas reservas até agora porque não conseguiu estruturar uma cadeia de produção completa, ‘da mina ao imã’. “Temos a competição da China, que, no momento, detém o monopólio desse mercado e controla os preços internacionais”, diz. O seminário pretende estreitar as relações de cooperação entre as instituições e as empresas para enfrentar esse desafio.

Terras raras compõem um grupo de 17 elementos químicos da série dos Lantanídeos, começando por lantânio (La) e terminando por lutécio (Lu), acrescidos do escândio (Sc) e do ítrio (Y), que apresentam comportamentos químicos similares. Estão presentes em mais de 250 espécies minerais conhecidas, mas somente em algumas delas ocorrem em concentração suficiente para justificar sua exploração.

Eles são utilizados na fabricação de imãs para motores miniaturizados e superimãs para turbinas para energia eólica, composição e polimentos de vidros e lentes especiais, catalisadores de automóveis, refino de petróleo, telas planas de televisores e monitores de computadores, ressonância magnética nuclear, cristais geradores de laser, e armas de precisão, entre outros. Embora haja muita pesquisa de novos materiais, não há substitutos eficientes para os diversos usos de terras raras.

Mobilização – Entre os destaques do seminário estão os relatos de empresas que já têm projetos de exploração de minas no Brasil, como CBMM, Mineração Serra Verde, Mineração Taboca e CMOC International. A CBMM, por exemplo, detém a mina com maior potencial para fornecer terras raras para o mercado local e internacional no curto prazo, pois já tem capacidade para produzir três mil toneladas anuais de concentrado.

Outras três companhias vão tratar da aplicação desses minérios: Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Fábrica Carioca de Catalisadores (FCC) e a Brats – empresa especializada na produção de pós metálicos por atomização a água e conformação de pós metálicos voltados para produtos porosos.

O seminário mostrará ainda as experiências de articulação entre os setores empresarial, acadêmico e governamental com foco na produção de terras raras no Brasil. Uma grande iniciativa nesse campo é o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) PATRIA – Processamento e Aplicações de Ímãs de Terras Raras para Indústria de Alta Tecnologia. Também está sendo constituído o Projeto Regina, que vai unir sete instituições alemãs e sete brasileiras para promover projetos de pesquisa que desenvolvam os vários aspectos da tecnologia em terras raras.

Já as estratégias de mercado em terras raras e de seus produtos serão apresentadas por pesquisadores de universidades federais como a Fluminense (UFF). Representantes do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), ABDI, CNPq e Fundação Certi, de Santa Catarina, vão discutir as oportunidades em relação a integração da cadeia produtiva.

Avanços tecnológicos – Também será possível conhecer projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tocados por entidades como o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), a Poli-USP, o IPT, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Nacional de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

O IPT, por exemplo, com apoio da Embrapii, CBMM, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), está desenvolvendo tecnologia para transformar o óxido de neodímio em metal neodímio. “É uma etapa na fabricação desse metal, de fundamental importância para a produção de superimã, utilizado, por exemplo, nas turbinas eólicas”, conta Landgraf.

A USP também tem um projeto em que estuda o controle de solidificação da liga de neodímio-ferro-boro, importante para viabilizar economicamente a produção de imãs. A UFSC e o IPT estão colaborando em um projeto de pesquisa sobre proteção contra corrosão.

Serviço: O IV Seminário Brasileiro de Terras Raras será realizado nos dias 17 e 18 de outubro, das 8h às 17h, no auditório Francisco Romeu Landi do prédio da Administração da Poli-USP (Av. Professor Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380 – Cidade Universitária – Butantã – São Paulo). Confira a programação neste link: http://www.ipt.br/eventos/194-iv_seminario_brasileiro_de_terras_raras.htm

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Diretor da Poli-USP destaca programas sociais da instituição no Seminário Procoas

Professor José Roberto Castilho encerrou a 13ª edição do evento, que tratou de Economia Social e Solidária.

Terminou nesta quarta-feira (11/10) o XIII Seminário Internacional Procoas, organizado pelo Comitê de Processos Cooperativos e Associativos (Procoas) e realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O encerramento contou com a participação do diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira, que destacou algumas das ações no campo social executadas por professores e alunos da Escola.

O evento tratou do tema “Autogestão, Cooperativismo e Economia Social e Solidária: Experiências Latino-Americanas” e reuniu alguns dos principais pesquisadores e estudiosos do assunto no País. A programação incluiu debates, apresentações de artigos, saraus, almoços comunitários e lançamentos de livro.

Piqueira lembrou que a Poli nasceu por iniciativa de um grupo de abolicionistas republicanos e, portanto, tem uma tradição inclusiva na sua origem. “Esta Escola foi criada para desenvolver tecnologia para o Estado de São Paulo e o Brasil e para que esse desenvolvimento trouxesse à população qualidade de vida, conforto, progresso, igualdade, trabalho”, apontou.

Ele disse ser uma honra para a Poli poder receber um evento como o Procoas, que está alinhado com uma das vocações da Escola, a promoção do desenvolvimento do País. “Nos últimos anos temos insistido junto aos nossos alunos  sobre o fato de que eles têm uma missão muito importante para quando saírem desta universidade, que é pública: eles precisam devolver para a sociedade a formação que eles obtém, pois eles estudam aqui financiados por ela”, disse. Esse retorno não precisa ser necessariamente em dinheiro, segundo Piqueira. “Pode ser em trabalho, em geração de empregos, na promoção de ações que tragam o desenvolvimento para toda a população”, exemplificou.

O diretor da Poli também ressaltou que a Escola está totalmente aberta para qualquer trabalho social importante. “Temos grupos de alunos que dão aulas de Química, Física e Matemática em escolas públicas da região, durante os finais de semana; oferecemos o Programa de Iniciação Científica, o Pré-IC, para estudantes da rede pública; temos projetos de reúso de água, de reformas em salas de aula etc, com nossos alunos indo às escolas para desenvolver esses trabalhos”, enumerou.

Piqueira concluiu sua fala parabenizando os organizadores do Seminário Procoas, destacando que o evento é totalmente compatível com a missão da Poli-USP de produzir conhecimento e formar pessoas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de toda a população. 

Última atualização em Sex, 13 de Outubro de 2017 10:12
 

Especialistas discutem desafios para o uso do gás no cenário de redução de emissões de GEE

Evento será realizado na USP por dois centros de referência no assunto: o RCGI, do Brasil, e o SGI, da Inglaterra.

Nos dias 19 e 20 de setembro, a Universidade de São Paulo sediará a 2ª edição da Sustainable Gas Research & Innovation Conference, que reunirá especialistas do Brasil, Inglaterra, China e Estados Unidos para discutir o futuro do gás. O objetivo é compartilhar o conhecimento de tecnologias inovadoras que viabilizem o uso do gás em um cenário mundial de expectativa de redução de emissões de gases de efeito de estufa (GEEs).

O evento, organizado pelo Fapesp Shell Research Centrer for Gas Innovation (RCGI), do Brasil - sediado na Escola Politécnica da USP -, e pelo Sustainable Gas Institute (SGI), da Inglaterra, está em sua segunda edição e acontece no auditório do Centro de Difusão Internacional da USP, no campus do Butantã, em São Paulo.

Além de pesquisadores dos dois institutos, participam também da conferência o Secretário de Minas e Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles; o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, José Goldemberg; o vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP), Vahan Agopyan; o pró-reitor de pesquisa da USP, José Eduardo Krieger; o diretor de separação de gás da Shell, Rob Littel e Plínio Nastari, membro do Conselho Nacional de Políticas Energéticas.

Abordagens inovadoras – Na ocasião, serão apresentados os resultados dos 29 projetos de pesquisa que estão sendo desenvolvidos pelos 150 pesquisadores do RCGI. Haverá palestras com especialistas da Inglaterra, China e EUA sobre políticas energéticas, transferência de tecnologia e comercialização, e novas tecnologias. Um painel irá discutir o papel do gás, biogás, hidrogênio e das tecnologias de captura e armazenamento de carbono no mix de energia para o futuro.

Segundo o diretor científico do RCGI, Julio Meneghini, a conferência é uma iniciativa única que possibilita aos pesquisadores das duas instituições o compartilhamento de conhecimento para que se compreenda plenamente o papel do gás natural no cenário global de energia. “O gás natural representa, a um só tempo, um imenso desafio e uma incrível oportunidade para o Brasil, tendo em vista a expectativa de que a produção brasileira cresça por conta da entrada em operação do Pré-sal”, lembra ele.

“Nossos desafios incluem desde a tecnologia para o armazenamento e o aproveitamento do recurso – não só como energético, mas como matéria-prima para obtenção de outros recursos cujas tecnologias de aproveitamento ainda estão sendo desenvolvidas – até a infraestrutura para sua disseminação e transporte, passando pela formação de demanda e pela falta de cultura de uso do gás no País”, resume

Serviço: A Sustainable Gas Research & Innovation Conference 2017 acontece no Auditório do CDI da USP (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 222 – Cidade Universitária – São Paulo). No dia 19/9, das 8h às 20h, e no dia 20/09, das 8h às 21h15. Veja a programação completa em: http://bit.ly/2h5nwdl

Última atualização em Sex, 15 de Setembro de 2017 18:15
 

Pesquisa Origem Destino do Metrô deve ter primeiros resultados no segundo semestre de 2018

Quase 65 mil domicílios da Grande São Paulo devem receber a visita dos pesquisadores para levantar informações sobre a locomoção das pessoas na região.

O Metrô deve divulgar os primeiros resultados da Pesquisa Origem Destino (OD) – Edição 2017 no segundo semestre do ano que vem. A previsão foi feita pelo gerente de Planejamento, Integração e Viabilidade de Transportes Metropolitanos da companhia, o arquiteto Luiz Antônio Cortez Ferreira, durante apresentação feita por ele hoje (13/09) a alunos, docentes e pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), no campus da USP do Butantã, em São Paulo. A pesquisa é o principal e mais completo levantamento feito sobre a locomoção das pessoas pela Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O governo está investindo R$ 11 milhões na pesquisa. Parte dos recursos vem de um empréstimo junto ao Banco Mundial.

Realizada a cada dez anos desde 1967, um ano antes da criação do Metrô, a Pesquisa Origem-Destino completa 50 anos ocupando um papel fundamental para a companhia. “Trata-se de uma fonte confiável e contínua de informação para o planejamento. Para nós, é um estudo essencial, pois dele dependem os simuladores de demanda do Metrô, ou seja, não podemos deixar de fazê-la se quisermos planejar o transporte de São Paulo”, destacou Cortez.

A pesquisa abrange todos os 39 municípios da RMSP, que é dividida por zonas, de forma a garantir a representatividade estatística da amostra. O estudo trabalha com os locais para os quais o metrô pode se expandir. A amostra é de 32 mil domicílios da RMSP, mas os pesquisadores devem visitar o dobro de residências para obter os dados em quantidade suficiente para atingir a amostra definida. Devem ser entrevistadas 103 mil pessoas.

Além da pesquisa domiciliar, o estudo averigua dados sobre as viagens que têm origem fora da RMSP e aquelas que cruzam as vias da região. É a chamada pesquisa na linha de contorno, na qual o Metrô monta 21 postos de pesquisa em rodovias, no ponto onde está a divisa da RMSP com municípios que não a integram. Com apoio da Polícia Rodoviária, os pesquisadores fazem uma contagem dos veículos que passam, por tipo de veículo, e também entrevistam os ocupantes de veículos – cerca de 40 mil questionários serão aplicados. A polícia faz a abordagem dos motoristas, para garantir a segurança de todos. Também são entrevistadas pessoas que usam os terminais rodoviarios de ônibus, os fretados e aeroportos.

O estágio atual – No momento, os pesquisadores estão coletando os dados, visitando as residências para que seus moradores respondam ao questionário. Os domicílios são sorteados e, antes da visita, o Metrô envia uma carta, na qual consta apenas o endereço do morador, explicando a pesquisa, as medidas de segurança para que a pessoa saiba que é realmente um pesquisador do Metrô que está indo até sua casa e dando os contatos do Metrô para tirar dúvidas e agendar o dia em que o pesquisador pode ir até a casa.

São basicamente três as perguntas dos pesquisadores: quais viagens foram realizadas, no dia anterior (e é sempre um dia útil), pelas pessoas que habitam a residência; quais os modos de locomoção utilizados (metrô, ônibus, carro, táxi, a pé, bicicleta etc); e os motivos que levaram a pessoa a se locomover pela cidade (trabalho, estudo, consulta médica, supermercado etc). “O questionário é aplicado a todos os residentes, inclusive às crianças”, contou. A renda familiar, formação, ocupação dos moradores, endereços de trabalho (formais e informais) e de escola também constam da pesquisa. Isso porque a motivação das viagens é um quesito que influencia muito o uso das redes. A renda também: famílias com melhores condições de renda tendem a se locomover mais.

Os resultados da pesquisa permitem, por exemplo, quantificar o movimento pendular da população que habita a RMSP, no qual as pessoas se deslocam no horário de pico da manhã da periferia para o centro da cidade de São Paulo, e depois retornam no fim do dia para suas casas, gerando um pico na parte da tarde. Isso ocorre, essencialmente, por causa da concentração de empregos na região central da cidade, e na expulsão dos moradores do centro, em razão do custo dos terrenos nesse local ser mais elevado do que na periferia.

O estudo também capta outros momentos de pico de locomoção, como o do horário do almoço, quando muitos estudantes deixam a escola por terem entrado no período da manhã, enquanto outros entram para o período da tarde, e ainda o pico mais próximo do fim de noite, quando as pessoas que trabalham e estudam nas faculdades estão retornando para suas residências. “Observamos a expansão da mancha urbana de São Paulo e vemos como, cada vez mais, as pessoas foram para periferia e como a maior expansão se dá na coroa periférica, enquanto o centro se esvazia. Isso nos obriga a buscar as pessoas cada vez mais longe e a ter de atender uma área cada vez maior”, aponta.

“Nossa pesquisa serve para termos quantificação, caracterização e diagnóstico da mobilidade na Região Metropolitana, para ter subsídio para planos e projetos futuros de transporte e para fornecer insumos para projeção de viagens futuras”, destaca. “A pesquisa serve também para outras áreas: avaliar a evolução urbana, pois temos uma série histórica importante, análise de uso do solo, estudos de mercado, entre outros trabalhos que podem ter interesse da academia, poder público e empresas”, acrescenta.

Os dados de pesquisas anteriores estão disponíveis para o público em geral no site do Metrô: http://www.metro.sp.gov.br/pesquisa-od/. Os resultados da edição 2017 também serão disponibilizados neste canal.

Sigilo e anonimato – As informações individuais sobre cada um que responde ao questionário, como o endereço, renda familiar, locais de trabalho, são sigilosas e protegidas, inclusive por sistemas de criptografia. Também é garantido pelo Metrô o anonimato: não constam nomes nos formulários, apenas o endereço. Uma vez que o pesquisador preencheu o questionário com o morador e fechou o arquivo, o documento é enviado em tempo real para o sistema central do Metrô que armazena os dados da pesquisa e o questionário não pode mais ser aberto pelo pesquisador ou qualquer outra pessoa que não tenha autorização para acessar o banco de dados.

Para garantir a segurança dos participantes da pesquisa domiciliar, a carta traz uma senha, que deve ser dada pelo pesquisador para o morador antes dele entrar na residência. Os participantes também podem checar na Central de Atendimento do Metrô se o pesquisador é mesmo da empresa, dando o nome do mesmo para o atendente fazer a checagem. Uma nova arquitetura web foi desenvolvida para a realização dessa edição da pesquisa, contemplando novas medidas de segurança dos dados e também a transmissão em tempo real dos dados coletados pelos pesquisadores, entre outros aspectos. 

 

Estudo da Poli mostra queda acentuada de polinização com impacto na produção agrícola

Noventa por cento de quase 5 mil municípios analisados terão perdas de polinizadores em 30 anos. Regiões Sul, Sudeste e Nordeste serão mais afetadas

No Brasil, 60% das culturas agrícolas dependem de polinizadores, em maior ou menor grau. Mas um artigo assinado por biólogos, agrônomos e engenheiros mostra que o aquecimento global e as mudanças no clima podem afetar a ocorrência de polinizadores naturais. O artigo será publicado na revista PLOS ONE nesta quarta (9/8), e nele foram avaliados 95 polinizadores de 13 culturas agrícolas dependentes de polinização no País. Descobriu-se que quase 90% dos 4.975 municípios analisados enfrentarão perda de espécies polinizadoras nos próximos 30 anos. No Brasil, a probabilidade de ocorrência de polinizadores poderá ter uma queda de 13% até 2050, segundo o estudo.

Escrito por um time multidisciplinar encabeçado pela bióloga e pós doc pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Tereza Cristina Giannini, o artigo Projected climate change threatens pollinators and crop production in Brazil aponta que a região Sudeste será a mais impactada, ao passo que na região Norte há possibilidade de um leve aumento da ocorrência de determinados polinizadores. Entretanto, como afirma Tereza, que hoje é pesquisadora do Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável, as perdas serão maiores que os ganhos.

“Para as culturas agrícolas e os polinizadores que estudamos, esse foi o resultado. Mas isso não significa que esse resultado seja sempre válido para todas as espécies. Os cenários climáticos são baseados em projeções do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) que utilizam vários critérios, inclusive de caráter socioeconômico como desmatamento, uso de combustível fóssil, desigualdade de distribuição na renda... Então, o que se tem discutido é que, especialmente o oeste da região Norte, ainda bem protegido por mata nativa, talvez sofra um impacto menor das mudanças de clima, diferentemente das áreas do Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil. Mas, no geral, o que se vê é que, apesar das tendências levemente positivas no Norte, as perdas são maiores que os ganhos.”

As culturas agrícolas estudados foram acerola, urucum e maracujá (categorizados como culturas agrícolas em que a polinização é essencial); abacate, goiaba, girassol e tomate (muito dependentes da polinização); coco, café e algodão (modestamente dependentes); feijão, tangerina e caqui (pouco dependentes). A dependência se deve à morfologia da flor: há flores que não precisam de polinizador animal (o vento, por exemplo, já resolve). Outras precisam que o polinizador carregue o grão de pólen de uma flor para outra, garantindo, assim, a polinização.

“É importante ressaltar as seguintes descobertas: primeiro, as perdas maiores afetam municípios com baixo PIB, o que pode impactar ainda mais os níveis de pobreza dessas regiões; e segundo, ao mesmo tempo (e em menor grau), elas afetam também um grupo de municípios muito rico, com valores de PIB muito altos que podem ser potencialmente reduzidos pelas perdas de polinizadores.”

O grupo usou a Modelagem de Distribuição de Espécies (MDE), técnica que determina áreas potenciais de ocorrência de espécies e projeta sua distribuição futura. Para estimar a ocorrência e localização de cada espécie polinizadora, foram usados os bancos de dados do Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) e do Global Biodiversity Information Facility (GBIF).

“A modelagem de distribuição de espécies já tem sido usada há alguns anos. O ineditismo nesse trabalho foi a abordagem de cruzar a estimativa dos polinizadores do país, com foco nos municípios, com o impacto que isso tem na produção agrícola, município por município”, resume o professor Antonio Mauro Saraiva, do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação da Poli-USP.

Supervisor de Tereza no pós doc, ele afirma que o enfoque do trabalho ultrapassa o de um mero exercício científico. “Não se trata de entender apenas como as mudanças climáticas afetarão os polinizadores, mas como elas poderão impactar diretamente as culturas polinizadas e a produção agrícola, e os efeitos econômicos disso – algo que tem uma importância social grande. Esses resultados podem ser apresentados para tomadores de decisão e produtores e a metodologia tem potencial para tornar-se uma ferramenta de políticas públicas.”

Segundo ele, a grande novidade é que a abordagem mostra, município por município, onde é possível haver problemas de déficit de produção agrícola em função de polinizadores. Para Tereza, a pergunta mais importante agora é: que espécies vão se adaptar?

“De modo geral, achamos que a adaptação provavelmente vai acontecer com espécies que toleram amplas faixas de temperatura e precipitação. Mas isso é muito difícil de medir. Podemos mensurar a tolerância de um polinizador à mudança de calor, por exemplo. Mas como medir essa mesma tolerância se a mudança demorar dez anos para acontecer?”

Entre as espécies estudadas pelo grupo, Tereza aponta como relevantes as abelhas sem ferrão do gênero Melipona e a Tetragonisca angustula (chamada de jataí); as espécies do gênero Bombus e Xylocopa (as mamangavas); e as abelhas do gênero Centris (abelhas de óleo).

O artigo é assinado ainda por William França Costa (também pós doc na Poli), Guaraci Duran Cordeiro, Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, Jacobus Biesmeijer (da Holanda) e Lucas Alejandro Garibaldi (da Argentina), além do professor Antonio Mauro Saraiva.

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Sociedade de engenheiros de petróleo premia alunos da Poli-USP

Pelo terceiro ano consecutivo, organização profissional da indústria de óleo e gás dá prêmio máximo aos estudantes de engenharia de petróleo da Escola Politécnica

O Capítulo Estudantil da USP, organização universitária composta pelos alunos de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica, receberá da Sociedade dos Engenheiros de Petróleo (SPE) um prêmio pelas atividades desenvolvidas ao longo do último ano. O “2017 Outstanding Student Chapter Award” é o mais alto reconhecimento concedido pela organização aos segmentos estudantis, pelo seu trabalho exemplar em atividades que promovem o engajamento local da indústria, o envolvimento da comunidade, o desenvolvimento profissional e a inovação.

O Capítulo Estudantil da USP funciona no campus de Santos, onde desde 2012 a Escola Politécnica oferece o curso de Engenharia de Petróleo. Em 2014, o grupo recebeu o Prêmio Gold Standard, concedido pela SPE a apenas 19 dos 310 Capítulos existentes em todo mundo, e desde então eles têm se destacado, recebendo a premiação máxima em 2015, 2016 e neste ano de 2017. O professor Giorgio de Tomi ressalta que essa nova premiação recebida pelo Capítulo Estudantil é motivo de muito orgulho para o Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Poli, chefiado por ele. “O prêmio é um reconhecimento da abordagem profissional e dedicada de nossos alunos em sua atuação acadêmica e junto à comunidade. Esta destacada atuação dos nossos alunos está sendo reconhecida não apenas pela SPE e pela indústria, mas também por outras instituições internacionais”, conta o docente.

A direção regional da SPE, que engloba os países da América do Sul e do Caribe, ressaltou que são premiados apenas os projetos com nível de excelência, e agradeceu pelo alto nível da programação desenvolvida pelos estudantes, e oferecida aos membros da associação e para a comunidade local.

A premiação será realizada em San Antonio, uma cidade americana do estado do Texas, onde a Sociedade dos Engenheiros de Petróleo realizará uma conferência técnica anual. Os estudantes estão em busca de apoio para participar do evento, uma vez que a SPE não cobre os custos de viagem e estadia. Para apoiar os estudantes, entre em contato com o Capítulo pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. "> Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Mas o que faz um capítulo estudantil da SPE?

A organização é orientada a atuar em três frentes: social, profissional e acadêmica. Na área social, eles promovem atividades que os colocam em contato direto com a comunidade local e seus desafios. Os estudantes buscam atender a uma necessidade da comunidade, seja em momentos específicos, como no caso de um banco de sangue estar com baixo estoque, ou em datas comemorativas, quando arrecadam brinquedos, roupas e mantimentos. A doação de sangue e o Natal Solidário já fazem parte do calendário do SPE da USP. A interação com a comunidade local é uma exigência da SPE, para que a sociedade os reconheça como cidadãos engajados, que estão se interando do seu entorno ao longo da sua formação. Porém, o mais importante é a satisfação demonstrada pelos alunos ao realizarem atividades sociais como estas.

No âmbito acadêmico, o Capítulo promove eventos de divulgação científica e de oportunidades, como o Petro Science, ciclo de palestras que divulga oportunidades de iniciação científica aos alunos de graduação, e o PetroMasters, evento aberto ao público que apresenta os cursos de pós-graduação oferecidos na área de Engenharia de Petróleo.

E por fim, englobando as três áreas, o Capítulo promove anualmente o seu evento mais importante, o Workshop do Petróleo. O evento teve a sua quarta edição em novembro do último ano, e trouxe profissionais e representantes da academia para debater o futuro da indústria de óleo e gás. Yan Vieira, que fez parte da direção do capítulo em 2016, explica que o Workshop engloba todos os aspectos que o Capítulo deve prezar, desde a construção de relacionamentos profissionais (networking) até a divulgação de conhecimento especializado sobre a área. “É possível aperfeiçoar outras habilidades, como liderança e organização, uma vez que a organização dos eventos é realizada diretamente pelos membros da equipe”.

Outras informações sobre o Capítulo Estudantil da USP e suas atividades no site https://www.facebook.com/capitulospeusp/.

 


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