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Pesquisadores do PCS ganham competição em simpósio nacional

Ewerton Rodrigues Andrade e João Marcos Barguil levaram prêmios no Concurso de Teses e Dissertações em Segurança (CTDSeg)

Ewerton Rodrigues Andrade e João Marcos Barguil, engenheiros formados pelo Departamento de Engenharia da Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli – USP), foram vencedores do Concurso de Teses e Dissertações em Segurança (CTDSeg) do Simpósio Brasileiro de Segurança da Informação e de Sistemas Computacionais (SBSeg) 2016. O Simpósio, organizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), consiste no principal evento para exposição de pesquisas, debates e atividades relacionadas à segurança da informação e de sistemas computacionais. O Concurso é realizado a cada dois anos.

Com o projeto Lyra2, Andrade ganhou o prêmio de melhor tese de doutorado. O projeto consiste em um software de licença livre que protege sistemas eletrônicos (como senhas de acesso a sites, computadores, smartphones, mecanismos de autenticação e bancos de dados) contra ataques realizados por hackers por meio de supercomputadores, clusteres ou placas gráficas para roubar senhas de usuários. Ele foi orientado pelo professor Marcos Antônio Simplício Júnior, do PCS.

“Criamos funções que encarecem o ataque ao ponto de torná-lo inviável financeiramente. Para senhas de complexidade média, por exemplo, o valor gasto com a aquisição de memória para a construção de um hardware capaz de burlar a proteção do Lyra2 é de cerca de U$ 126 mil. Já para senhas de alta complexidade, que exigem diversos caracteres, letras, número e símbolos, o investimento exigido pode chegar a US$ 8,3 bilhões”, conta o criador do software.

O projeto de mestrado – Já a dissertação de João Marcos Barguil foi premiada como o melhor projeto de mestrado. Ele estudou uma forma de fazer com que determinada técnica de criptografia baseada em reticulados se tornasse mais rápida e ocupasse menos espaço. “Especificamente em nossos testes, chaves públicas passaram a ocupar cerca de mil vezes menos espaço, e operações de geração de chave que demoravam alguns minutos para serem executadas passaram a ser executadas em cerca de 0,1s”, explicou. Durante a pesquisa, após a publicação de um “ataque quântico que destruía o esquema”, pequenas alterações foram executadas no projeto inicial e foi possível recuperar a segurança.

Barguil compartilhou a vitória com seu orientador − a quem também se refere como amigo −, o professor da Poli Paulo Sérgio Licciardi Messeder Barreto, e com todos os colegas do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC). Em 2014, quando ainda era aluno do PCS, Barguil já havia publicado um artigo no SBSeg 14.

Apesar de não ter ganhado nenhum prêmio material, ele afirma que o reconhecimento valorizará o seu currículo, além de representar uma significativa conquista.“Confesso que fiquei muito feliz”, contou.

 (Ana Helena Corradinni | Jornalismo Júnior, com edição da Assessoria de Imprensa da Escola Politécnica).

 

Brasil e França se unem em rede de pesquisa focada em energia e meio ambiente

Trata-se do Laboratoire International Associé Franco Brésilien – Energie & Environnement (L.I.A.), oficialmente instalado hoje, em cerimônia na Poli-USP.

Foi oficializada hoje (3/5) a instalação do Laboratoire International Associé Franco Brésilien – Energie & Environnement (L.I.A.). A cerimônia ocorreu no Auditório Professor Francisco Romeu Landi, do prédio da Administração da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O evento contou com a participação do vice-reitor da USP, Vahan Agopyan; do diretor da Poli, José Roberto Castilho Piqueira; do conselheiro de Cooperação e Ação Cultural Adjunto da Embaixada da França no Brasil, Philippe Martineau; do secretário adjunto de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, Ricardo de Toledo e Silva, do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Goldemberg; entre outras autoridades e pesquisadores.

O L.I.A. é, em sua essência, uma rede virtual de pesquisa focada em energia e meio ambiente. Foi criada pelo governo francês para estruturar colaborações entre equipes de pesquisa e laboratórios da França com parceiros de outros países com quem já realizam algum tipo de trabalho conjunto. A Poli já integra essa rede de pesquisa, ao lado das instituições francesas Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), Centrale Supélec, Université Paris-Sud, Université de Lille, Centrale Lille, Ecole Nationale Supérieure de Chimie de Lille e Université d’Artois), e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O diretor científico do Laboratório no Brasil, pelo lado da França, é Nasser Darabiha, da Centrale Supélec. Já o diretor científico brasileiro é o professor José Pissolato, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp. O grupo de pesquisadores da Poli-USP dentro do L.I.A. é coordenado pelo professor Song Won Park, do Departamento de Engenharia Química (PQI).

A rede vai atuar por quatro anos, prorrogáveis por mais quatro, em pesquisas de fontes de energia renováveis, observando todas as suas facetas: a produção, o consumo, os impactos ambientais, a integração e interação com outras formas de energia, e as redes de distribuição.

Pesquisadores que tenham projetos nessas áreas podem entrar em contato com o professor José Pissolato ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) para discutir as possibilidades de cooperação e inserção no L.I.A. As principais linhas de pesquisa são: transformação da energia (focando em pesquisas sobre combustão, formação de poluentes, eficiência energética, por exemplo); redes de distribuição (integração, estocagem geração distribuída, proteção e qualidade dos serviços e outros); e meio ambiente (redução das emissões, fontes renováveis, otimização da rede de energia, gerenciamento de recursos hídricos e lixo). Veja aqui mais detalhes sobre as linhas de pesquisa.

Importância da rede – A cerimônia de instalação do L.I.A. foi aberta pelo coordenador geral do Laboratório, Nasser Darabiha, que deu as boas-vindas aos participantes e ao final do evento fez uma apresentação geral sobre o Laboratório, mencionando as instituições francesas e brasileiras que integram a rede, novos possíveis associados, sua organização institucional e as áreas de pesquisa de interesse.

A seguir, o professor Olivier Fudym, diretor do CNRS no Brasil, fez uma apresentação mais detalhada sobre o Centro, que emprega mais de 33 mil pessoas, 11.500 delas pesquisadores. “Os cientistas do CNRS publicam mais de 43 mil papers por ano e quase 60% deles são copublicações internacionais”, contou ele, ao enfatizar a importância das parcerias com outros países. Segundo ele, no âmbito do CNRS, o L.I.A. é uma das ferramentas utilizadas para apoiar pesquisas colaborativas, tornando-as perenes no tempo.

Philippe Martineau, da Embaixada da França no Brasil, citou exemplos de como a parceria franco-brasileira vem se fortalecendo ao longo do tempo, como o envio de mais de 1.200 pesquisadores franceses para trabalharem no Brasil e os mais de 1.600 artigos cujas autorias são de cientistas de ambos os países. “O L.I.A. é um dos resultados dessa cooperação rica e variada”, ressaltou. “Também representa uma abertura para novas cooperações [entre Brasil e instituições europeias], reunindo pesquisadores de primeira linha nas áreas de energia e meio ambiente”, prosseguiu.

“A rede abre um importante espaço para que pesquisadores brasileiros trabalhem em cooperação internacional. Isso aumentará as chances de participarmos, inclusive, de projetos financiados por instituições europeias e ainda nos dá mais visibilidade internacional, aumentando o impacto das nossas pesquisas, já que as pesquisas são publicadas em regime de coautoria”, ressaltou Pissolato.

Oswaldo Massambani, superintendente chefe da regional da Finep em São Paulo, lembrou que compatibilizar a produção de energia e o impacto ambiental é um tema da maior relevância para todos os países. “O Brasil assinou um compromisso internacional para redução de emissão de gases de efeito estufa, de forma que a criação do L.I.A. é muito bem-vinda”, destacou. “Esse centro é uma oportunidade nova que vai trazer muitos benefícios em termos de cooperação e fluxos de conhecimento entre França e Brasil. É certamente uma oportunidade a que outras universidades, além da USP e Unicamp, poderão aderir. A Finep está aberta para interagir com o setor empresarial, sobretudo as empresas francesas que estão no Brasil, que podem se integrar a essa iniciativa”, concluiu.

José Goldemberg, presidente Fapesp, contou que a agência de fomento paulista apoiou, entre janeiro de 1992 e abril de 2017 um total de 1.132 projetos de pesquisa em meio ambiente e 1.545 projetos em energia. Em relação aos projetos de cooperação internacional, a França ocupa posição de destaque nos financiamentos da Fundação: foram apoiados 132 projetos feitos em cooperação com franceses, atrás apenas do Reino Unido (308) e da Alemanha (136). “O estabelecimento dessa rede é da maior importância porque pode estimular novas cooperações internacionais, algo que aumenta significativamente o impacto das nossas pesquisas e leva a nossa ciência mais perto da vanguarda do conhecimento”, ressaltou.

Teresa Dib Zambon Atvars, coordenadora geral da Unicamp, afirmou que a instalação do L.I.A. abre uma importante área de colaboração conjunta em temas essenciais para a sociedade contemporânea. “Hoje não há desafios científicos e tecnológicos mais importantes do que [os existentes] nessas duas áreas, visando um assunto fundamental, que é o bem-estar dos nossos povos”, afirmou. “É um desafio imenso, que abre outras portas de colaboração com outros grupos de pesquisa em áreas como bioenergia, biocombustível e em uma área em que a Unicamp tem na pós-graduação, ambiente e sociedade”, completou.

Ricardo de Toledo e Silva, da Secretária de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, explicou que parte das metas estabelecidas no Plano Paulista de Energia 2020, vinculada a política de energia, não foi atingida em razão da crise econômica brasileira. “O senso comum diz que a redução da atividade econômica é associada à diminuição das emissões de gases de efeito estufa, o que não é verdade. Pelo contrário: o crescimento das energias renováveis está diretamente associado ao crescimento econômico”, pontuou, explicando que isso se dá porque é preciso investimento para se mover das energias de fonte fóssil para renováveis. Segundo ele, o Plano Paulista de Energia está sendo revisto pelo governo neste momento, mas que ênfase ás energias de fonte renovável continua.

O professor José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli, apontou que o Brasil tem escolas de Engenharia de alto nível, mas não é forte em todas as áreas. “A união das nossas Escolas é fundamental para promover o progresso da Engenharia do País e para transformar a Engenharia em algo que seja útil para a população e não mero balcão de negócios, como temos visto até hoje”, observou. Ele recordou que aprendeu com o professor Goldemberg que Homero já registrava, na Grécia, o problema da remoção de florestas para geração de energia. “O problema não é novo, mas é cada vez mais crítico. Precisamos colocar nosso conhecimento na solução dos problemas do Brasil e do mundo”, exortou.

Piqueira também destacou a parceria entre a Poli e as instituições francesas, lembrando dos bons resultados obtidos com o programa de duplo diploma e as discussões para criação do curso de Engenharia da Complexidade na Poli-Santos. “A França é um importante parceiro na melhoria do ensino, da pesquisa e da extensão dentro da nossa Escola”, disse.

A cerimônia foi encerrada pelo vice-reitor e professor da Poli-USP, Vahan Agopyan. Ele agradeceu a confiança dos colegas franceses. “A parceria estabelecida com o L.I.A. demonstra um reconhecimento de que temos trabalhos de pesquisa de ponta desenvolvidos e a existência de um respeito mútuo a qualidade desse trabalho”, comentou.

Ele lembrou que a colaboração com a França está na gênese da constituição da USP e citou os mais de 20 anos de cooperação entre a Poli e as escolas de Engenharia francesas. “Internacionalização, para nós, é ferramenta imprescindível para alcançarmos patamares mais elevados de qualidade. Por isso, este Laboratório está sendo uma consequência dessa internacionalização”, finalizou.

Amanhã (4/5) o evento continua com apresentações científicas relacionadas aos temas de estudo e a modelos de cooperação entre academia e setor privado.

Visite a página da Poli no Flickr para conferir as fotos do evento


 

 
 

Poli-USP abre inscrições para vagas remanescentes do curso Especialização em Engenharia Automotiva

O prazo é até 14 de junho

O Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) abriu o período de inscrições para vagas remanescentes da turma 2017 do curso de Especialização em Engenharia Automotiva. O prazo é até o próximo dia 14 de junho.

Para participar do processo seletivo, o candidato deve ter formação superior e preencher a ficha de inscrição, disponível em http://www.automotiva-poliusp.org.br/pos-graduacao/especializacao/inscricoes/. A página também apresenta a lista de documentos requeridos. Se necessário, o candidato poderá ser entrevistado. A taxa de inscrição é de R$ 330.

Após aprovado, o candidato deve se matricular até 30 de junho para garantir a vaga. As aulas começam no dia 28 de julho de 2017.   

O curso - A Especialização em Engenharia Automotiva da Poli-USP (pós-graduação "lato sensu") tem o reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) e o certificado de especialista é emitido pela USP. O corpo docente é formado por professores da USP, profissionais de montadoras e outros especialistas do setor (a maioria é Doutor em Engenharia).

Os alunos são preparados para trabalharem com produtos, serviços e processos industriais e solucionarem os diferentes problemas técnicos e de gestão característicos de empresa do setor automotivo.

As aulas são ministradas presencialmente no campus da USP de São Paulo (SP), às sextas-feiras, das 18h30 às 22h30, e aos sábados, das 8h00 às 13h00. A carga horária mínima é de 372 horas/aula.

Mais informações: (11) 3091-9885 – 3817-5488 ou  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

(Celia Domingues)

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Informações para imprensa:  Celia Domingues (CEA - Poli/USP); (11) 5641-0690. 


 

Uso equitativo de gás e eletricidade diminuiria em 11% a vulnerabilidade energética das residências

É o que afirmam pesquisadores do RCGI após formatarem um mapa que mostra a vulnerabilidade energética nos bairros paulistanos e simularem o uso complementar das duas fontes de energia.

Pesquisadores do RCGI - Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (Centro de Pesquisa em Inovação em Gás), sediado na Escola Politécnica da USP, elaboraram um inédito Mapa de Vulnerabilidade Energética para Áreas Residenciais de São Paulo, que mostra quais são as áreas mais ou menos propensas a sofrerem cortes no fornecimento de energia elétrica, categorizando-as em quatro classes com relação à vulnerabilidade: muito alta, alta, média e baixa. Paralelamente, simularam um cenário em que as residências seriam servidas por gás e eletricidade em igual proporção. E compararam os resultados.

“Ao projetar esse cenário concluímos que o uso de gás e eletricidade, de forma complementar, diminuiria em 11% a vulnerabilidade energética das residências paulistanas”, afirma o coordenador da pesquisa, o geógrafo Luís Antonio Bittar Venturi. As áreas de vulnerabilidade muito alta, que no mapa representam 20,4% de todas as áreas residenciais mapeadas, no cenário de uso equitativo entre eletricidade e gás diminuem para 7%. Do mesmo modo, as áreas de vulnerabilidade alta diminuem de 37% para 28,5%. Por outro lado, áreas de vulnerabilidade média aumentam de 31,9% para 39,4% e, finalmente, as áreas de vulnerabilidade baixa aumentam de 10,7 para 25,1%. 

“O aumento do uso do gás tornaria as residências muito menos vulneráveis energeticamente, pois, havendo complementaridade entre duas fontes, na falta de uma haveria outra que asseguraria, ao menos, metade das funções domésticas que necessitam de energia.”

Ricos e pobresDe acordo com Venturi, na situação atual é possível identificar uma tendência de aumento da vulnerabilidade a partir do centro para o centro expandido, e daí para as regiões periféricas. Outra conclusão: a variação da vulnerabilidade não se relaciona diretamente com o nível socioeconômico dos distritos (maior ou menor demanda de energia), podendo haver áreas de alta ou muito alta vulnerabilidade tanto em distritos mais ricos (Alto de Pinheiros, Campo Belo e Morumbi) como naqueles de padrão socioeconômico mais baixo (São Mateus e Ermelino Matarazzo).

“Escolhemos cinco indicadores para mapear a vulnerabilidade: o tamanho da área abastecida por uma única subestação; a existência de fonte alternativa ou complementar de energia; a distância do distrito das vias arteriais; sua proximidade de áreas consideradas prioritárias no fornecimento de energia, como hospitais; e a densidade de árvores nas vias arteriais locais, já que nas áreas residenciais a distribuição de energia é feita predominantemente por rede aérea  e, portanto, vulnerável a quedas de arvores”

O cruzamento dos indicadores resultou na construção do mapa e na definição das quatro classes de vulnerabilidades citadas. “No caso do Alto de Pinheiros, Campo Belo e Morumbi, o indicador referente à densidade de árvores deve ter sido mais determinante que os outros, pois estas áreas costumam ser mais arborizadas. Outra conclusão parcial emerge ao observarmos bairros contíguos e urbanisticamente semelhantes, mas com níveis de vulnerabilidade distintos, como o Campo Limpo e o Capão Redondo. O primeiro é bem menos vulnerável que o segundo. Neste caso, o primeiro indicador foi determinante, já que Capão Redondo está inserido em uma subestação que abastece uma grande área, incluindo outros municípios como Embu das Artes. Daí sua maior vulnerabilidade.”

Por outro lado, a maior proximidade a diversos hospitais na região da Avenida Paulista pode ajudar a explicar a baixa vulnerabilidade das áreas adjacentes, abrangendo partes da Bela Vista, Jd. Paulista e Vila Mariana, além do fato de estas áreas serem bem servidas de vias arteriais.

Metodologia replicável - Outros indicadores poderão ser incluídos na medida em que a equipe obtiver dados mais precisos sobre eles. “O mapa foi criado em ambiente ArcGis, é dinâmico e pode ser alimentado com dados novos. Para nós, mais importante do que ele é a metodologia que a equipe moldou para a tarefa. Ela pode ser aplicada em qualquer cidade do mundo: basta que os pesquisadores escolham os indicadores que melhor se adaptem ao contexto estudado.”

Além disso, ele servirá de base para um estudo mais avançado que avaliará a viabilidade técnica de complementar parcialmente a energia elétrica com o gás natural. Segundo Venturi, pelo menos 50% do consumo doméstico de energia em São Paulo poderia ser convertido para gás, considerando que a cidade tem uma boa infraestrutura de distribuição. “Defendemos que a energia elétrica fique restrita à utilização em que ela é absolutamente necessária, como nos eletroeletrônicos e nos sistemas de comunicação.”

Sobre o RCGI:

O RCGI – FAPESP-SHELL Research Centre for Gas Innovation (Centro de Pesquisa em Inovação em Gás) realiza pesquisas de classe mundial para desenvolver produtos e processos inovadores, e estudos que viabilizem a expansão do uso do gás no Brasil. Sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o RCGI é financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da BG Brasil – subsidiária do Grupo Shell. O Centro reúne mais de 150 pesquisadores, de diversas instituições brasileiras, que atuam em 29 projetos de pesquisa. Saiba mais: http://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

Poli-USP sedia inauguração de laboratório de pesquisa em energia e meio ambiente

Trata-se de uma rede de pesquisa focada em fontes de energia renováveis, 
que integrará pesquisadores do Brasil e da França.

Das instituições que integram a chamada rede de pesquisa 6+5, que reúne cientistas de algumas instituições francesas, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e de outras universidades brasileiras, nasceu o Laboratoire International Associé Franco Brésilien – Energie & Environnement (L.I.A.), que começa a operar oficialmente este mês. No dia 3 de maio, às 9h30, será realizada na Poli-USP a cerimônia de lançamento da iniciativa. A participação no evento é aberta para professores, pesquisadores e alunos da pós-graduação e é gratuita. Não precisa fazer inscrição prévia.

O L.I.A. é um ‘laboratório sem muros’ criado pelo governo francês para estruturar colaborações entre equipes de pesquisa e laboratórios da França com parceiros de outros países com quem já realizam algum tipo de trabalho conjunto. O diretor científico do Laboratório que está sendo estruturado agora no Brasil, pelo lado da França, é Nasser Darabiha, da Centrale Supélec. Já o diretor científico brasileiro é o professor José Pissolato, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp. O grupo da Poli –USP é coordenado pelo professor Song Won Park, do PQI.

Depois do lançamento, os participantes poderão assistir uma sequência de palestras, a serem proferidas até o dia 4 de maio por especialistas que agora estão integrando o laboratório, que se configura como uma rede de pesquisa. Segundo Pissolato e Park, o objetivo do evento é apresentar para a comunidade acadêmica as oportunidades de pesquisa abertas com a criação da rede e agregar novos integrantes – pesquisadores, professores e alunos.

Atualmente o laboratório já integra em rede pesquisadores da Poli-USP, de algumas instituições francesas (CNRS, CentraleSupélec, Université Paris-Sud, Université de Lille, Centrale Lille, Ecole Nationale Supérieure de Chimie de Lille e Université d’Artois), e da Unicamp. 

A expectativa é que laboratório reforce a cooperação já existente entre os participantes da rede, estimule mais colaborações em pesquisa e aplicações práticas, e, consequentemente, amplie a produção científica e a visibilidade internacional. A rede vai atuar na pesquisa de fontes de energia renováveis, observando todas as suas facetas: a produção, o consumo, os impactos ambientais, a integração e interação com outras formas de energia, e as redes de distribuição.

As principais linhas de pesquisa serão: transformação da energia (focando em pesquisas sobre combustão, formação de poluentes, eficiência energética, por exemplo); redes de distribuição (integração, estocagem geração distribuída, proteção e qualidade dos serviços e outros); e meio ambiente (redução das emissões, fontes renováveis, otimização da rede de energia, gerenciamento de recursos hídricos e lixo).

“Trata-se de uma importante parceria entre Brasil e França, com o objetivo de construir uma sólida rede no campo da energia e meio ambiente, reforçando nossa relação com os franceses, com quem já estamos, inclusive, trabalhando para oferecer um curso inédito, o de Engenharia da Complexidade, que deve ser realizado em Santos”, lembra o diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira. “Essa iniciativa mostra a força do processo de internacionalização pelo qual passa a nossa Escola, já que nossos docentes estão cada vez mais ativos na busca por parcerias com pesquisadores de instituições estrangeiras de ponta”, destaca.

Histórico da iniciativa – Segundo um dos integrantes da rede, o professor do PMR, Alexandre Kawano, a origem do L.I.A. remonta as reuniões feitas entre docentes brasileiros e franceses para discutir as diferenças entre estilos de ensino e nos programas dos cursos de Engenharia, principalmente em matemática, nos anos de 2008 e 2009 no Rio de Janeiro.

“Dada força da ligação entre os parceiros do 6+5, começou-se a pensar em estender as discussões para as demais áreas da graduação e para a de pesquisa”, lembra Kawano. Em 2013, houve um encontro na Unicamp para o grupo começar a formular o L.I.A. Em 2015, foi feito um workshop na Poli que refinou a proposta discutida na Unicamp e delimitou as áreas de pesquisa que serão trabalhadas pela rede a partir deste ano.

Serviço:
Cerimônia de inauguração da instalação e palestras de apresentação do L.I.A – Laboratoire International Associé Franco Brésilien – Energie & Environnement.
Quando: 3 de maio, quarta-feira, às 9h30.
Local: Auditório Francisco Romeu Landi do prédio da Administração da Poli-USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, Travessa 3, número 380 –Cidade Universitária – São Paulo).
Não é preciso fazer inscrição prévia.

(Janaína Simões)

 

Departamentos remarcam palestras da Semana de Iniciação Científica da Poli 2017

Em virtude dos protestos na cidade de São Paulo, as atividades da Quinta Semana de Iniciação Científica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) programadas para esta sexta-feira (28/04) sofreram alteração.

A palestra do Departamento de Engenharia Química (PQI), programada para 11h, será agora realizada no dia 4 de maio, quinta-feira, às 11 horas, na Sala C-0213 do Biênio. Já a palestra do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC) foi reprogramada para dia 5 de maio, das 11h às 13h. Em princípio, será realizada na Sala S-28 do prédio da Engenharia Civil, mas há possibilidade de alteração do local do evento.

Os demais departamentos (Engenharia de Transportes – PTR; Engenharia Hidráulica e Ambiental – PHA; Engenharia de Estruturas e Geotécnica – PEF), que também tinham palestra programada para esta sexta-feira junto com o PCC, não informaram ainda sobre novas datas.

Caso sejam feitas novas mudanças, as informações atualizadas serão divulgadas pela Poli-USP no canal de Notícias do site da Escola e também nas redes sociais Facebook e Twitter.

 

Prazo para submissão de trabalhos para congresso de inovação é prorrogado

O 11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto (CBGDP)
será realizado na Poli-USP entre os dias 4 e 5 de setembro.

Dois de maio é o novo prazo para a submissão de trabalhos técnicos para o 11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto (CBGDP). Os interessados devem enviar o resumo do trabalho, por meio de formulário disponível em www.cbgdp.org.br. O evento será realizado nos dias 4 e 5 de setembro, nas instalações da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

A previsão é que 100 trabalhos técnicos-científicos originais sejam apresentados, nas formas oral e em pôster, durante o Congresso, após a seleção e avaliação do Comitê Científico. O tema central é “O desenvolvimento de produtos e serviços no contexto da Internet das Coisas” e o programa inclui sessões temáticas, apresentação de casos, palestras, painéis, minicursos e visitas técnicas aos laboratórios de pesquisa da Poli-USP e empresas. Trata-se do principal fórum de engenharia sobre gestão da inovação, integrada ao desenvolvimento dos produtos e serviços. O público-alvo são pesquisadores, professores, estudantes, empresários, consultores, engenheiros, administradores, designers e demais profissionais que atuam na área.

O 11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto é organizado por três instituições: Poli-USP (o professor Paulo Kaminski é o organizador geral do evento); Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP); e Universidade Federal do ABC (UFABC). O evento tem o apoio da Fundação Vanzolini e do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Poli-USP.

Serviço:
11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto
Data: 4 e 5 de setembro de 2017
Local: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380 – Edifício Eng. Mário Covas Júnior – Cidade Universitária – São Paulo – SP
E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Site: www.cbgdp.org.br

(Célia Domingues, assessoria de imprensa do Centro de Engenharia Automotiva da Poli-USP.)

 


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