Escola Politécnica da USP

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Estudantes do ensino médio de Sorocaba visitam laboratórios da Poli-USP

Iniciativa da Soamar é apoiada pela Marinha brasileira, com quem a Escola mantém um convênio para formação de recursos humanos na área naval.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) recebeu, nesta quarta-feira (10/05), alunos de escolas de ensino médio da cidade de Sorocaba, no interior paulista, em visita promovida pela Sociedade Amigos da Marinha (Soamar Sorocaba) e que teve apoio do Centro Tecnológico da Marinha. Os estudantes visitaram cinco laboratórios da Poli e também tiveram um encontro com a vice-diretora da Escola, professora Liedi Légi Bariani Bernucci, e com o comandante Jorge Luís da Cunha, diretor do Centro Tecnológico da Marinha, que fica sediado no campus da USP no bairro do Butantã. Os estudantes foram acompanhados pelo presidente da Soamar, Paulo Moreira.

Esta foi a terceira visita organizada pela Soamar Sorocaba (confira aqui as fotos da visita dos alunos no Flickr da Poli). Segundo o comandante Paula Marcelo Marques Peixoto, organizador da visita, a iniciativa está ligada à necessidade da Marinha de incentivar a formação de mão de obra altamente qualificada para a Força, especialmente no que se refere ao programa de construção de submarinos, o PROSUB.

Esse programa prevê projeto e construção de cinco submarinos convencionais e um nuclear no Brasil, com o domínio da tecnologia. O Centro Experimental de Aramar, da Marinha, em Iperó, fica próximo à Sorocaba, onde está sendo desenvolvida parte do projeto do reator nuclear do submarino. A Marinha e a Poli-USP  firmaram em 1956 um convênio de formação técnico-científica que deu origem ao primeiro curso de formação de engenheiros navais do Brasil, parceria que se estende até os dias de hoje.

Os 54 alunos de Sorocaba que visitaram a Poli são oriundos de 16 escolas públicas e 14 privadas. No encontro com a professora Bernucci, eles receberam palavras de incentivo para continuarem seus estudos. “Vocês serão atores das transformações e esperamos que sejam líderes desse processo. Se estudarem com amor pelos estudos, chegarão onde querem”, disse ela, ao falar das mudanças pelas quais o País está passando hoje.

Ela ressaltou que os estudantes tiveram oportunidade de ver pessoas trabalhando a favor do desenvolvimento do conhecimento e da tecnologia em laboratórios de ponta. “Temos certeza de que vocês ficarão contentes com o que estão vendo – alta tecnologia e pessoas trabalhando pelo bem do País. Multipliquem essa sensação de otimismo, é do que o Brasil precisa hoje”, prosseguiu.

A visita – Os estudantes iniciaram a visita na Poli-USP pelo Centro Internacional de Referência em Reúso de Água (CIRRA), onde estão alguns dos estudos mais avançados no uso de membranas para tratamento de água e esgoto. Lá foram recebidos pelos pesquisadores do Centro Raphael Rodrigues, Gracyelly Leocadio e Luana di Beo Rodrigues, e conheceram a tecnologia em detalhes, desde o processo de captação de água de chuva até a produção das membranas. Puderam ver os reatores onde as membranas estão sendo testadas para tratamento de esgosto.

Também visitaram o modelo hídrico do Centro Tecnológico de Hidráulica (CTH) que simula o Terminal Porto da Madeira, que fica no Maranhão. Foram recebidos pelo professor José Carlos Mierzwa, diretor técnico do CIRRA, que explicou o funcionamento e importância do uso de modelos físicos para as pesquisas. Antes de saírem do CTH, puderam conversar com o professor Ivanildo Hespanhol, diretor geral e fundador do CIRRA.

Os estudantes estiveram ainda no Tanque de Provas Numérico (TPN), onde o professor Ewduardo Tannuri, pesquisadores e técnicos do laboratório mostraram o tanque de provas e o simulador de manobras. Eles assistiram também um vídeo que fala sobre a história, a estrutura e as atividades de pesquisa desenvolvidas pelos cientistas no laboratório. Na sequência, visitaram os laboratórios do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos, onde viram um robô industrial usar uma caneta para desenhar em uma folha de papel e conheceram sistemas de controle digitais e mecânicos.

A terceira parada foi no Centro de Engenharia de Conforto, onde são simuladas as condições de voo para avaliação do conforto dos passageiros das aeronaves, observando-se aspectos como ergonomia, ruído, vibração, temperatura, pressão, iluminação e até as influências psicofisiológicas. A visita terminou no Núcleo Dinâmica e Fluidos (NDF), onde eles viram um sistema que simula plataformas de petróleo para analisar fenômenos da mecânica dos fluidos que impactam esse tipo de estrutura.

Um dos estudantes mais ativos no diálogo com os professores e pesquisadores, durante a visita, foi Renato Júnior, de 17 anos, da Escola Técnica Estadual Fernando Prestes. Ele irá se formar em breve como técnico em programação e seu sonho é entrar na Escola de Cadetes do Exército. A visita à Poli abriu a possibilidade de conciliar a carreira militar com a de engenheiro. “Poderia trabalhar com a área de análise de sistemas e programação”, disse.

Ele afirmou ter apreciado de tudo o que viu na Poli. “Mas gostei mais de ver o quanto de conhecimentos de Química e Física estão envolvidos na Engenharia”, contou. “Foi bom saber que temos um projeto da nossa Marinha relacionado a um submarino nuclear”, exemplificou. Se ele não passar nas provas para a Escola de Cadetes, pretende investir no ensino superior. “Há um leque grande de carreiras a seguir em Engenharia”, concluiu. 

 

Poli-USP cria aplicativo para dimensionar reservatórios de captação de água da chuva

Sistema considera o regime de chuva do local usando informações pluviométricas de bases de dados climáticas como as do CPTEC do INPE.

Pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) criaram um modelo matemático e um software que permite o dimensionamento adequado de reservatórios para captação e aproveitamento da água de chuva. Além de considerar a demanda de consumo e o regime de chuva local, o sistema também estima o tempo de amortização do investimento. O software pode ser usado sob licença por empresas e profissionais de construção civil.

O sistema permite a obtenção de dados pluviométricos do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o que possibilita a realização dos cálculos, explica José Carlos Mierzwa, diretor técnico do Centro Internacional de Referência em Reúso de Água (CIRRA) da Poli e um dos integrantes do grupo de pesquisa. Caso o usuário prefira, pode utilizar dados pluviométricos de outras fontes, mas, neste último caso, terá que inserir manualmente os dados.

“Ao entrar no sistema, o usuário primeiro escolhe o período de chuva e estação meteorológica para obter as informações pluviométricas necessárias, referentes à região na qual pretende construir o reservatório. Depois, define itens como o tamanho da área de cobertura (disponível para captar água), o fator de captação, a variação da demanda de água diária e do volume do reservatório de armazenagem para o projeto”, conta Mierzwa.

O resultado é um gráfico que mostra quanto será captado de água de acordo com o volume do reservatório pensado e a demanda projetada. O sistema permite ver dados mais específicos, como, por exemplo, quanto se aproveita de água de chuva a cada mês, qual a precipitação do ano, quantos dias o edifício ficaria sem água se dependesse só desse sistema de captação, qual o melhor volume de reservatório de acordo com o investimento disponível e o tempo em que se quer recuperar esse investimento etc.

“Como é possível trabalhar com vários cenários – por exemplo, pode-se fazer uma estimativa de maior ou menor demanda –, o profissional que está projetando o reservatório poderá escolher a melhor opção para sua obra, tanto em termos de aproveitamento máximo da água da chuva quanto em relação ao melhor retorno de investimento”, ressalta Mierzwa.

Ponto de partida – A lógica e estrutura de cálculo utilizadas no software já haviam sido desenvolvidas pelos docentes José Carlos Mierzwa e Ivanildo Hespanhol, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental (PHA), e pelo engenheiro Maurício Costa Cabral da Silva. Todos atuam no Centro Internacional de Referência em Reúso de Água (CIRRA) – Hespanhol é fundador e diretor geral e Mierzwa, diretor técnico. Coube ao estudante de graduação Guilherme Mierzwa, que está no quinto ano de Engenharia Elétrica da Poli – Computação, desenvolver o aplicativo.

“O modelo de cálculo estava em planilha Excell e todos os dados precisavam ser inseridos manualmente”, lembra Mierzwa. “O maior desafio foi fazer a interligação entre o aplicativo e o banco de dados do CPTEC e de outras instituições que disponibilizam dados pluviométricos para que os dados selecionados pelos usuários fossem utilizados pelo aplicativo”, acrescenta.

Além da vantagem de se ter um reservatório dimensionado corretamente, o software propicia uma economia de tempo significativa na elaboração do projeto. “Os cálculos de dimensionamento de um projeto que fiz para a construção de um reservatório da prefeitura de Itanhaém, no litoral paulista, levou quatro horas. Com o aplicativo, eu não gastaria mais de 10 minutos”, finaliza.

O software, intitulado CAPCHU - Captação de Água de Chuva, obteve registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em janeiro deste ano. Mais informações: http://biton.uspnet.usp.br/cirra/

 

RCGI busca parceiros para criar o primeiro carro híbrido flex do mundo

Pesquisadores querem transformar veículo híbrido para que funcione com dois tipos diferentes de gasolina e ainda etanol, GNC e biometano.

O FAPESP-SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI), que fica sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), está buscando montadoras que se interessem por um dos projetos de sua carteira: a transformação de um carro híbrido em um veículo híbrido/flex. O objetivo é adaptá-lo para que utilize, como combustível, a gasolina pura (E0); a gasolina brasileira (E27, que tem 27% de etanol anidro); o etanol hidratado (E100); o gás natural comprimido (GNC) e biometano (biogás purificado, do qual se remove dióxido de carbono e outros gases).

“Estamos procurando um fabricante de veículos que se interesse por esse projeto, no qual já temos como parceiro o Instituto Mauá de Tecnologia. Estamos tratando com dois fabricantes, inicialmente em negociação para poder transformar o veículo. Primeiro, iremos cuidar da função flex, modificando-o para que ele utilize etanol e gasolina em qualquer proporção. A seguir, passaremos a adaptá-lo para gás natural e biometano”, explica o diretor científico do RCGI, Julio Meneghini.

Segundo ele, este será o primeiro carro híbrido/flex fuel do mundo. O veículo híbrido é aquele que tem mais de um motor, sendo cada um deles movido a um tipo de energia diferente, como combustível e eletricidade, por exemplo. Já o flex possui um único motor, que recebe gasolina, álcool ou gás. “Acreditamos que o futuro, ao menos a médio prazo no Brasil, é o carro híbrido ser flex. Principalmente usando gasolina e etanol e, eventualmente, gás natural e biometano.”

Segundo Meneghini, o maior desafio além das adaptações, é chegar a uma eficiência acima de um carro flex convencional no que tange a consumo e  emissões de poluentes. “Por ele ter uma tecnologia híbrida, acredita-se que teremos um carro flex que será mais econômico, tanto do ponto de vista de consumo de combustível quanto de emissões de gases causadores de efeito estufa. E falo tanto das emissões de dióxido de carbono originário de combustíveis fósseis quanto do CO2 originário de fontes renováveis, como o etanol.”

Ele crê que, eventualmente, as transformações irão implicar na utilização de bicos ejetores com pré-aquecimento, por conta do uso de etanol. “Outras modificações serão necessárias para que o veículo rode com GNC ou biometano, mas tratam-se de alterações factíveis, comprovadamente viáveis. Acreditamos que o desenvolvimento de tal tecnologia seja importante para que o mercado de carros híbridos se fortaleça no Brasil.”

O projeto, intitulado “Development of an hybrid penta-fuel flex vehicle”, faz parte da carteira de 29 projetos de pesquisa do RCGI, cuja missão é desenvolver pesquisa e inovação para o uso sustentável de gás natural, biogás e hidrogênio, além de transporte e armazenamento de CO2 em escala global. 

Sobre o RCGI:

O RCGI – FAPESP-SHELL Research Centre for Gas Innovation (Centro de Pesquisa e Inovação em Gás) realiza pesquisas de classe mundial para desenvolver produtos e processos inovadores, além de estudos que viabilizem a expansão do uso do gás no Brasil. Sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o RCGI é financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Grupo Shell. O Centro reúne mais de 150 pesquisadores, de diversas instituições brasileiras, que atuam em 29 projetos de pesquisa. Saiba mais: http://www.rcgi.poli.usp.br/pt-br/

 

16ª Conferência AAMAS termina nesta sexta em São Paulo

Termina nesta sexta-feira (12/05) a 16ª International Conference on Autonomous Agents and Multiagent Systems (AAMAS 2017), que se realiza no bairro do Brooklin, em São Paulo (SP), e pela primeira vez foi sediada em um país da América do Sul. O evento se realiza no WTC São Paulo.

A coordenação da Conferência realizada no Brasil é do professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) Jaime Simão Sichman. Criada em 2002, a Conferência é considerada o principal evento científico sobre o tema, e tem como objetivo reunir os principais atores e promover discussões no âmbito da pesquisa científica nesse campo. 

No evento estão sendo apresentados trabalhos de pesquisadores do mundo inteiro, que submeteram seus artigos e pesquisas para a análise da comissão julgadora ao final de 2016. Também estão na programação workshops e tutoriais, além das palestras principais com especialistas nacionais e estrangeiros. Confira no site oficial do evento a programação completa. 

 

 

Equipe de robótica da Poli conquista prêmios em competições internacionais

A ThundeRatz participou de dois torneios, um nos Estados Unidos e outro na China, conquistando três medalhas, duas delas de ouro.

A ThundeRatz, equipe de robótica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), conquistou duas medalhas - ouro e bronze - na RoboGames, realizada nos Estados Unidos, e uma de ouro, obtida na disputa da FMB World Cup, na China. A RoboGames é uma das principais competições internacionais de robótica do mundo.

“A experiência adquirida em todas as competições das quais  participamos é muito grande, não só pela troca de conhecimento com outras equipes de grandes universidades, mas também pelo desenvolvimento de habilidades em lidar com a pressão e resolver problemas rapidamente”, afirma Lucas Eder, atual capitão da ThundeRatz.

O grupo contou com o apoio da Poli, do Departamento de Energia e Automação Elétricas (PEA) e da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, além do patrocínio do Fundo Patrimonial Amigos da Poli e das empresas Radiz e Micropress. Para a participação da competição na China, houve o auxílio da própria organização do evento, feita pela empresa chinesa UFBOT.

RoboGames – A RoboGames ocorre anualmente na cidade de Pleasanton, na Califórnia, e é considerada a maior do mundo em categorias e número de competidores. Neste ano, ela foi realizada entre os dias 20 e 23 de abril. Eder conta que a equipe, composta por 11 membros, passou ao todo dez dias na cidade para a preparação e montagem dos robôs.

A ThundeRatz levou 12 robôs para a competição e participou de 13 categorias. Com o Boladinho, nome dado ao androide criado pela equipe, conquistou a medalha de ouro na divisão Kung Fu Humanoid Lightweight - 2Kg. Nela, robôs humanoides de até dois quilos são colocados em um ringue e realizam movimentos diversos a fim de derrubar o adversário. Os juízes contam os pontos para ver quem consegue derrubar o outro, jogá-lo para fora da arena e se manter de pé o maior número de vezes, definindo o vencedor a partir desses critérios.

O grupo também foi premiado na categoria Hockey com o terceiro lugar. Essa divisão é composta por um time de três robôs, de no máximo sete quilos cada, que simulam uma partida do esporte no gelo, e têm como principal objetivo marcar gols na trave adversária.

FMB World Cup – A segunda competição ocorreu na cidade de Nanchang, província de Jiangxi, entre os dias 22 e 24 do mês passado. Quatro membros representaram a equipe e voltaram ao Brasil com o título de campeões da categoria de combate Featherweight, com robôs de 15 quilos. Nela, as equipes desenvolvem seus robôs com sistemas mecânicos projetados para danificar o adversário. Vence quem nocautear o outro, fazendo-o parar de funcionar.

Eder ressalta a importância das competições internacionais para a ThundeRatz. “A equipe sempre volta com novas ideias para aprimorar os sistemas de nossos robôs.Além disso, a participação nas competições aumenta muito a motivação e o conhecimento dos nossos membros, que ainda passam toda sua experiência para os integrantes que estão entrando na equipe agora”, conta.

 (Amanda Panteri).  

 

Estudante de Engenharia da Computação da Poli conta sua experiência com estágio internacional

O aluno passou três meses em Seattle, nos EUA. 

Tiago Koji Castro Shibata, estudante do quarto ano de Engenharia da Computação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli – USP), foi selecionado no processo de recrutamento para estagiar na sede da Microsft em Seattle, EUA. Durante os três meses do programa, o aluno criou um showcase de novidades do sistema operacional do Windows 10 para a Internet das Coisas (IoT).

Shibata conta que resolveu tentar a vaga internacional na empresa estadunidense após assistir a uma apresentação da mesma. Ele afirma que o processo de aplicação é bem simples. “Eles tentam burocratizar o mínimo”, diz. Primeiro, é necessário fazer uma inscrição online, que será seguida de entrevistas e testes de níveis, como os de fluência em língua inglesa, por exemplo.

Durante o inverno no Hemisfério Norte, a Microsoft contrata cerca de sessenta estagiários do Hemisfério Sul. Já no verão, cerca de duas mil pessoas do Hemisfério Norte são contratados. Para Shibata, o número menor proporcionou uma melhor integração entre os membros da empresa. Estudantes brasileiros de outras unidades da USP, como o Instituto de Matemática e Estatística (IME) e o curso de Engenharia de São Carlos estavam representados.

A empresa, além de arcar com todas as despesas, incluindo moradia, passagem e transporte, também pagava boliches e happy hours para as pessoas se conhecerem melhor. Esse é um grande diferencial em comparação aos estágios no Brasil. “A vida lá é bem mais tranquila que aqui”, pondera o estudante. Apesar de trabalhar quarenta horas por semana de segunda a sexta, os horários de trabalho são bem flexíveis, e trabalhar em casa alguns dias não é visto como um problema. Após essa experiência, o estudante, por estar no quarto ano, tem a oportunidade de ser recrutado novamente no quinto, último ano de estágio obrigatório, já que o curso da Escola funciona no modelo quadrimestral. Ou seja, nos dois primeiros anos do curso há aulas normais, e a partir do terceiro são quatro meses de estágios obrigatórios intercalando os períodos letivos.

Como estagiário remunerado dentro da Microsoft, o contratado pode fazer parte de uma equipe desenvolvendo um projeto maior ou fazer o seu próprio projeto. O estágio internacional configura, também, como estágio obrigatório na contabilização de créditos. Assim, Shibata alerta que a burocracia da documentação necessária não pode ser um empecilho para perder a oportunidade de vivenciar essa experiência.  “Muita gente fica com medo de não passar e ficar marcado na empresa, mas não tem nada disso e vale muito tentar”, afirma o estudante.

(Giovana Querido | Jornalismo Júnior, com edição da Assessoria de Imprensa da Poli – USP).  

 

Docente da Poli-USP lança livro sobre energia renováveis

José Roberto Simões-Moreira é o organizador da obra que aborda a questão das energias renováveis de forma ampla.

O livro “Energia Renováveis, Geração Distribuída e Eficiência Energética”, organizado por José Roberto Simões-Moreira, professor do Departamento de Engenharia Mecânica (PME) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e coordenador do Laboratório de Sistemas Energéticos Alternativos (SISEA), será lançado no dia 12 de maio, às 16 horas, em cerimônia no Anfiteatro do PME. Entre os 32 autores e coautores que participaram da publicação, vários são professores da graduação, pós-graduação ou do Programa de Educação Continuada (PECE) da Poli-USP.

“O livro surgiu de um curso de especialização que tem o mesmo título da obra e tem sido oferecido continuamente pelo Programa de Educação Continuada da Poli, o PECE, desde 2011”, conta o docente. Publicada pela editora LTC-GEN Grupo Editorial Nacional, a obra é destinada a estudantes de graduação, especialização e pós-graduação, e também a profissionais que atuam no setor de energia.

“Os três temas que formam o título da obra são interligados, pois hoje procuramos a melhor forma de produzir, armazenar e consumir energia elétrica ou térmica. Energias renováveis estão na agenda do dia, mas não adianta falarmos apenas das técnicas de produção se não discutirmos também a geração distribuída e interconexão com a rede, além de tecnologias de armazenamento, uma vez que, apesar da intermitência no fornecimento da energia solar e eólica [que dependem da luz solar e de ventos], é preciso continuar ofertando continuamente a energia para o consumidor final”, aponta. “Outros assuntos relevantes abordados no livro são a economia do hidrogênio, biomassa, eficiência energética em edificações (green buildings) e técnicas de cogeração, além de questões ambientais, regulatórias e de investimento”, destaca.

O livro de 408 páginas é dividido em 18 capítulos e aborda a questão energética renovável de forma ampla. Trata de aspectos científicos e tecnológicos, como as transformações de calor em trabalho por meio de ciclos termodinâmicos, aproveitamento térmico dos combustíveis, máquinas elétricas, as energias renováveis (eólica, solar, biomassa, ondas e marés), cogeração, economia do hidrogênio, entre outros. A publicação também aborda os aspectos regulatórios e de mercado, como a viabilidade financeira dos projetos de engenharia no que tange à energia, a análise e viabilidade de projetos do ponto de vista ambiental, por exemplo.

Além do professor Simões também estão entre os autores e coautores outros professores da Poli: Alberto Hernandez Neto, Cláudio Roberto F. Pacheco, Daniel Setrak Sowmy, Demétrio C. Zachariadis, Eduardo Ioshimoto, Eliane Aparecida Faria Amaral Fadigas, Ivan Eduardo Chabu, José Aquiles Baesso Grimoni, Marcos de Mattos Pimenta e Patrícia Helena Lara dos Santos Matai. Do Instituto de Energia e Ambiente (IEE-USP) participam as professoras Hirdan Katarina de Medeiros Costa, Suani Teixeira Coelho e Virgínia Parente.

A obra poderá ser adquirida nas principais livrarias e no site do Grupo GEN (www.grupogen.com.br). O preço sugerido é de R$ 145,00, no caso da versão impressa, e R$ 116,00, para a versão digital.

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Serviço:

Lançamento do livro “Energia Renováveis, Geração Distribuída e Eficiência Energética”.

Data e horário: 12 de maio, das 16h às 18h.

Local: Anfiteatro do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli-USP – Av. Prof. Mello Moraes, 2231. Cidade Universitária, São Paulo – SP.

 


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