Escola Politécnica da USP

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Seminário na USP discute direitos autorais na internet e inteligência artificial

O evento trará especialistas ao Largo São Francisco para discorrer sobre temas atuais

O Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia (CEST) da Escola Politécnica da USP  realizará no dia 24 de maio, a partir das 8h30, um seminário com palestras de professores de Direito e pesquisadores da área de computação para tratar dos desafios que os sistemas legislativos enfrentam a partir do surgimento de novas formas de publicação de conteúdo.

Com o desenvolvimento tecnológico avançando cada vez mais rápido, surge o desafio das Leis se adequarem aos novos cenários. Os meios de comunicação se apropriaram das facilidades de acesso ao público trazidas pela internet, de forma que, atualmente, há uma vasta quantidade de material acerca dos mais diversos assuntos disponível a qualquer pessoa. Mas como garantir que os direitos daqueles que publicam esses conteúdos sejam respeitados?

Os tratados internacionais que protegem os direitos dos autores estão, em muitos casos, em descompasso com a realidade desse trabalho. Para discutir essa questão, estarão presentes a Dra. Vera Kerr, pesquisadora do CEST, o Dr. Daniel R. Pinto, diplomata especialista em Propriedade Intelectual, e os Professores Doutores Maristela Basso e Newton Silveira, da Faculdade de Direito da USP.

Outro problema trazido pelas inovações científicas é o surgimento das Inteligências Artificiais, que será explicado pela pesquisadora do CEST, Dra. Silvia Melchior, e pelo Dr. Jaime Sichman, professor do Departamento de Computação e Sistemas Digitais da POLI-USP. A contemplação ou a ausência desses avanços tecnológicos por parte do sistema legal vigente e o modo como os direitos autorais devem ser aplicados às suas produções serão analisadas no evento pelo Dr. Antônio Carlos Morato, professor da Faculdade de Direito da USP. Os especialistas irão tratar de possíveis caminhos para a solução de eventuais complicações que passaram a existir com as Inteligências Artificiais.

O III Seminário Propriedade Intelectual na Sociedade da Informação - Direito de Autor e Inteligência Artificial será transmitido online ao vivo pelo canal de IPTV da Universidade de São Paulo. Para participar pessoalmente, é necessário inscrever-se gratuitamente pelo site. Haverá emissão de certificado online para quem assinar a lista de presença no dia e local do evento.

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Serviço:

III Seminário Propriedade Intelectual na Sociedade da Informação - Direito de Autor e Inteligência Artificial
Local: Faculdade de Direito da USP - Auditório 1 - 01005-010, Largo São Francisco, 95, Sé, São Paulo, São Paulo
Data: quarta-feira, 24 de maio de 2017
Horário: 08:30 às 13h

Inscrições e programação completa: https://www.doity.com.br/propriedade-intelectual-direito-de-autor-e-inteligencia-artificial

 

Mestrando da Poli-USP é selecionado para compor grupo do Fórum Econômico Mundial

A comunidade denominada Global Shapers abrange jovens de até 30 anos que possuem projetos sociais relevantes em suas cidades

Renato Dallora, ex-aluno do curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli – USP), e atualmente mestrando na área de Planejamento Urbano da instituição, foi nomeado membro de uma comunidade chamada Global Shaper, iniciativa do Fórum Econômico Mundial (FEM). O grupo é formado por 30 jovens de até 30 anos que atuam socialmente em suas cidades, e possuem, de acordo com o Fórum, “o poder de transformar o mundo”. Dallora é o primeiro politécnico a ser selecionado para participar da comunidade de São Paulo.

O Global Shapers foi criado pelo presidente executivo do FEM, o professor Klaus Schwab, em 2011. Com o intuito de trazer jovens com sede de inovação e transformação para discutir as principais pautas econômicas mundiais, a comunidade está presente globalmente em mais de 90 países e em cidades brasileiras como São Paulo, Recife e Belo Horizonte.

Dallora e os outros integrantes da equipe deverão trabalhar, agora, para alinhar seus objetivos e desenvolver um projeto em conjunto para a cidade, o que pode não ser uma tarefa muito fácil, devido à diversidade do grupo. “Não temos ainda uma missão única, pois somos muito diferentes, mas todos estão com vontade de trabalhar para transformar nossa realidade”, afirma. Além disso, eles participarão de outro processo seletivo que garantirá a atuação de alguns deles no próximo FEM – que ocorre anualmente em Davos, na Suíça –, quando terão oportunidade de conviver com grandes líderes mundiais.

Para o mestrando da Poli-USP, a oportunidade de expandir a rede de contatos é uma das principais vantagens em fazer parte do Global Shapers. “A gente consegue se comunicar com todo mundo que já participou do Fórum. É uma espécie de rede social, onde eu posso tirar minhas dúvidas com o Bill Gates, por exemplo”, brinca. Desde que foram escolhidos, no final de março, os membros já se encontraram três vezes, e em uma das reuniões contaram com a presença de Yemi Babington, presidente da rede Global Shapers. Babington deu uma palestra motivacional aos jovens, explicando quais os objetivos do grupo e por que é importante fazê-los discutir sobre os problemas econômicos do mundo.

O processo pelo qual Dallora foi selecionado escolheu mais 15 nomes para completar o time de São Paulo, e contou com três etapas. A primeira delas consistiu no envio de um texto sobre a história de vida e a formação dos candidatos; na segunda, produziram um vídeo em que explicavam suas ações e projetos em prol da cidade; na terceira fase, participaram de dinâmicas em grupo. “Acredito que o que chamou atenção dos avaliadores foi a minha relação com a gestão de resíduos, tema que trabalhei na graduação, no mestrado e em atividades externas à Poli”, conta.

Formação – Formado em Engenharia Civil, Dallora decidiu investir na carreira acadêmica. Atualmente é mestrando da Escola na área de Planejamento Urbano. Com orientação da professora Karin Marins, ele estuda o potencial de integração das gestões de resíduos sólidos metropolitanos.

Seu trabalho de conclusão de curso na Poli foi feito em grupo. Sua equipe desenvolveu um projeto em conjunto com a prefeitura de Vargem Grande Paulista, cidade do interior paulista, para a instalação de uma usina de reciclagem de resíduos de construções. Eles analisaram mais de 50 prefeituras que não possuíam a destinação correta dos resíduos gerados em obras até decidirem pelo trabalho com esse município. O projeto teve o apoio da Secretaria de Obras da prefeitura.

Dallora, que possui o sonho de ser docente da Poli, diz estar muito animado com a entrada dele no grupo. “É muito bom poder representar internacionalmente a instituição. Agora terei acesso a um novo conhecimento, e espero que isso me ajude no aprendizado e para o meu sonho de ser professor”.

(Amanda Panteri)

 

Últimos dias para concorrer a bolsas de iniciação científica e desenvolvimento tecnológico

Prazo para se inscrever nos editais PIBIC e PIBITI se encerra no dia 24 de maio, às 12h.

Alunos de graduação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) têm a oportunidade de conseguir bolsas para desenvolver projetos de iniciação científica e também de desenvolvimento tecnológico e inovação. Dois editais que oferecem recursos para esses tipos de pesquisas estão com inscrições abertas até o dia 24 de maio, às 12 horas. Participar de projetos como esses permite aos estudantes começarem a construir uma carreira acadêmica antes mesmo de concluir o curso e ingressar numa pós-graduação, fazendo pesquisa enquanto ainda estão realizando o bacharelado.

O Edital do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) 2017/2018 é voltado para fomentar o desenvolvimento do pensamento científico e entre estudantes de graduação do ensino superior. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, admitindo-se renovações. O projeto de IC envolve pesquisa básica ou pesquisa aplicada, utilizando o método científico para produzir conhecimento, com ou sem objetivo prático.

Já o Edital do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) 2017-2018 visa estimular estudantes do ensino superior a promoverem o desenvolvimento e transferência de novas tecnologias e a gerarem inovação. O objeto do projeto deve ser o desenvolvimento, aperfeiçoamento ou estudo de viabilização de produtos, protótipos, processos, serviços, sistemas ou modelos de negócios, preferencialmente de caráter multidisciplinar. Para este edital pode haver inscrição de grupo de até cinco alunos para desenvolver um mesmo projeto.

 

Indústria precisa aprimorar tubos flexíveis usados nas plataformas de petróleo

Pesquisador da Poli-USP detecta que a forma de projetar os equipamentos hoje pode não considerar de forma adequada o efeito de forças compressivas

Eduardo Ribeiro Malta, formado em Engenharia Mecânica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), pesquisador de pós-doutorado da instituição e oficial engenheiro do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), constatou em seu trabalho de doutorado que a forma atual de projetar os tubos flexíveis usados nas plataformas de petróleo pode não ser a mais adequada para enfrentar as condições de operação dos equipamentos nos oceanos.

Da forma como são feitos hoje, os tubos estão sujeitos a rompimentos por causa das forças que afetam as diversas camadas que os compõe, alerta o pesquisador em seu trabalho, que receberá em junho próximo o prêmio Subrata Chakrabarti Young Professional Award, concedido pela Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (American Society of Mechanical Engineers).

O prêmio Subrata Chakrabarti Young Professional Award veio da participação do pesquisador na Conferência OMAE - Offshore, Marine and Arctic Engineering - em 2016, onde ele apresentou um artigo relacionado à Engenharia Offshore, campo que se dedica ao estudo da extração de petróleo no mar.

O artigo premiado é um recorte da tese de doutorado do pesquisador, voltada para a questão do atrito entre as camadas dos tubos flexíveis. “No meu doutorado, eu mostrei principalmente que a modelagem do tubo flexível não pode ser tão simplificada quanto alguns autores e regulamentos colocam”, afirma. Esses tubos são como mangueiras que interligam a plataforma marítima ao poço, no fundo do mar, e fazem o transporte de óleo, gás e água, encontrados abaixo do solo, até a superfície. Seus diâmetros internos podem variar desde duas polegadas e meia a 18 – tamanho de um calibre de canhão –, e os preços chegam a US$ 6 mil o metro.

Por serem muito longos e estarem expostos a um ambiente agressivo, os tubos podem sofrer danificações das mais diversas. Podem ceder à pressão interna e se romper, não suportar o próprio peso ou até mesmo sofrer ataques externos de animais marinhos; situações que causam o vazamento do conteúdo do tubo no mar e geram graves impactos ambientais e prejuízo financeiro.

Para evitar tais problemas, eles geralmente são produzidos com diversas camadas de reforço, feitas de materiais muito resistentes. Cada uma das camadas possui a finalidade de proteger o tubo de algum dos incidentes. Um exemplo é a camada mais interna, feita de aço inox, que serve para resistir à pressão externa do tubo, no caso de comprometimento da camada estanque externa.

Doutorado – Pensando nisso, Malta resolveu se dedicar ao estudo sobre o processo de falha desses tubos quando submetidos a situações de compressão provocadas pelo movimento da plataforma. Ele conta que esses processos podem ocorrer devido à plataforma marítima se movimentar bastante, por causa das ondas e do vento, o que desloca os tubos e os comprime. Quando comprimidos, acontece um fenômeno denominado birdcaging: a armadura de tração, camada interna responsável por suportar a tração do peso do tubo e que é formada por tendões de aço intercruzados, se expande e ganha o formato de gaiola, danificando os outros revestimentos.

O que o pesquisador fez, então, foi tentar entender quais eram os fatores que contribuíam para que o birdcaging ocorresse. Ele criou um modelo numérico, espécie de simulação computacional, onde testou diversas situações diferentes. A primeira delas foi provocar um rasgo na camada mais externa do tubo, e submetê-lo à compressão, o que não influenciou significativamente os resultados. Depois, foi a vez de outra camada, feita com fibra de aramida (cujo nome comercial é Kevlar e é usado para a fabricação de coletes à prova de balas), ser danificada e exposta aos esforços solicitantes.

Artigo premiado - Na Conferência OMAE, Malta apresentou os resultados dos experimentos envolvendo o atrito entre as camadas do tubo. Normalmente, as camadas são produzidas e dispostas entre si bem justas umas às outras e fitas antiabrasivas são colocadas entre as camadas, pois desse modo não há tanta fricção e elas não se desgastam tão facilmente.

Durante a pesquisa, ele descobriu que isso pode não ser benéfico para o tubo: quanto mais justas as camadas estão uma às outras, ou seja, quanto maiores as forças de atrito entre elas, menor será a carga crítica de compressão que resulta no bircaging. As forças de atrito transferem os esforços de uma camada para a outra, fazendo com que elas trabalhem em conjunto, de modo coeso. Sem o atrito, tais forças coesivas não são tão expressivas, de tal forma que a armadura de tração suporta sozinha a carga de compressão e acaba antecipando a falha.

Essa constatação garantiu ao pesquisador o prêmio de melhor artigo da conferência. “O prêmio é muito importante, pois é bom representar o Brasil em conferências como essa. É uma grande conquista para a Poli e para o Laboratório [de Mecânica Offshore - LMO]”, diz sobre o feito. Ele irá apresentar outro trabalho no evento esse ano, dessa vez relacionado ao mecanismo que conecta os tubos uns aos outros.

Trajetória - Malta conta que se interessou pela área desde a sua iniciação científica, em 2007, quando conheceu o professor Clóvis Martins. Orientado pelo docente, ele iniciou as pesquisas no Núcleo de Dinâmica e Fluidos (NDF) do Departamento de Engenharia Mecânica (PME) da Poli, e posteriormente passou a fazer experimentos no LMO, dos professores Martins e Celso Pesce.

Ele afirma que passou boa parte do tempo do doutorado simulando as situações dos tubos flexíveis no modelo numérico criado por ele. Cada simulação demorava aproximadamente quatro dias para ficar pronta, e, ao todo, foram realizadas cerca de 200. Para o pós-doutorado, ele deseja analisar seu modelo e melhorá-lo baseado nas possíveis sugestões vindas da avaliação da banca.

(Amanda Panteri)

 

Domínio do Big Data é fundamental para o avanço do conhecimento científico

Em workshop, pesquisadores discutiram ferramentas e procedimentos para uso do Big Data, com exemplos na área ambiental.

Com as novas tecnologias, capazes de captar a cada dia maior volume amplo de dados, e a globalização da ciência, demonstrada pelo número cada vez maior de cooperação entre campos do conhecimento e entre países, os cientistas agora se perguntam como armazenar essas informações e compartilhá-las da melhor forma com os pesquisadores e a sociedade de forma geral. O Big Data é apontado como a solução para esse gargalo, e foi justamente sua aplicação no armazenamento e gestão de bases de dados de pesquisa ambiental o tema do II Workshop em Ciência dos Dados da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), que terminou nesta sexta-feira (12/05) no campus do Butantã, em São Paulo.

A Poli, o Instituto de Física (IF) da USP e o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), promotores do evento, estão trabalhando em parceria para o desenvolvimento de uma base de gestão de dados, observando desde as ferramentas de computação até as melhores estratégias para fazer essa atividade, direcionada para o uso desse serviço nas pesquisas ambientais.

Em sua segunda versão, o Workshop em Ciência dos Dados procurou disseminar para a comunidade científica os avanços e as melhores técnicas na área de gestão de dados científicos. O tema central do evento foi a Visualização Analítica e como suas técnicas podem ser utilizadas para compreender fenômenos complexos, representados pelos conjuntos de dados.

“Estamos falando sobre a e-Science, sobre o quarto paradigma da ciência, baseada no uso intensivo de dados gerados e manipulados para resolver grandes problemas, como a questão das mudanças climáticas globais ou o sequenciamento do genoma humano, por exemplo, em trabalhos que envolvem parcerias e compartilhamento amplo de informações”, destacou o professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Poli, Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, pesquisador desse tema na USP.

Ele anunciou na abertura do workshop que será realizado um evento internacional sobre o mesmo tema, em outubro deste ano, na Poli, e do qual devem participar representantes do Atmospheric Radiation Measurement (ARM), projeto do Departamento de Energia do governo dos Estados Unidos, e um dos grandes exemplos de uso de Big Data para armazenamento e compartilhamento de informações científicas na área ambiental.

Os dados de interesse para armazenamento e compartilhamento são, em geral, informações de uma pesquisa que não foram expressas em artigos científicos, monografias, publicações científicas, mas que serviram para embasar as análises e conclusões dos estudos e experimentos. “Esses dados precisam ser preservados e não devem ser reaproveitados para validar ou criar novos experimentos”, apontou Corrêa. São exemplos de dados coleções de registro de medidas usado pelo pesquisador, textos, algoritmos, modelos matemáticos, questionários e entrevistas usados em Ciências Sociais, fotos, gravações em áudio e em vídeo etc.

Ter uma ferramenta onde armazenar esses dados e dar acesso a eles é apenas um passo no sentido de usar as Ciências de Dados para ajudar os cientistas a trabalharem com grandes bancos e encontrar informações corretas. Gerenciar dados passa então pelas etapas de definição, planejamento, implantação e execução de estratégias. “Precisamos aprender não só a acessar os dados, mas a compartilhá-los, e isso passa por uma mudança de cultura”, disse.

Os cientistas já dispõem de ferramentas para as várias atividades necessárias para se criar, compartilhar e acessar um bom banco de dados. Por exemplo, o DMP Tool é uma ferramenta que ajuda na elaboração do plano de gestão de dados, uma etapa da organização de um banco. Outra iniciativa mencionada foi a do Data Observation Network for Earth (DataONE), apoiada pela National Science Foundation (NSF) nos EUA. É um grande repositório de dados científicos para uso de pesquisadores, educadores e público em geral. Lá estão depositados dados de redes de pesquisa como o The Digital Archaeological Record (tDAR) e o Gulf of Mexico Research Initiative (GRIIDC).

Exemplos – Côrrea citou exemplos de como a Ciências de Dados está sendo empregada em pesquisas ambientais. Um deles é o projeto USGS, órgão responsável pelas unidades de conservação dos Estados Unidos, e que coleta dados ambientais sobre essas áreas. Um dos estudos que estão fazendo é o de observação de uma espécie de ave para verificar se as mudanças no clima afetam seus padrões de migração.

Outro grande projeto é o ARM, que coleta dados climáticos de todo o mundo para criar modelos que serão usados em estudos sobre as mudanças climáticas globais. O sistema tem até um mecanismo semelhante ao das lojas de comércio eletrônico, na qual é possível ‘colocar no carrinho’ as informações que foram pesquisadas e são de interesse do cientista-usuário. As informações colhidas são todas referenciadas, ou seja, fala quem é a fonte do dado. “O ARM é, na minha visão, um dos projetos de maior maturidade em Ciências de Dados aplicada à pesquisa sobre o meio ambiente”, disse.

A pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Luciana Varanda Rizzo, falou sobre os resultados parciais do projeto GoAmazon 2014-2015. Ela contou sobre o estudo que investiga as interações entre as emissões da área urbana de Manaus na região amazônica, observando o comportamento do vento que passa pela capital do Amazonas e leva os poluentes emitidos na cidade para a região de floresta.

Segundo ela, a equipe enfrenta vários desafios em termos de gerenciamento de informações colhidas no experimento, como a integração de dados vindos de diferentes plataformas (estações meteorológicas instaladas na floresta, sensores acoplados em aviões, imagens de satélite, entre outros.) “É um prato cheio para se aplicar ferramentas de Big Data”, concluiu.

(Janaína Simões)

 

Primeiro debate da Poli-USP sobre ética no meio acadêmico está disponível na íntegra

Participaram do evento os professores Nilson José Machado, da USP, e Roberto Romano, da Unicamp.

Já é possível assistir ao primeiro debate sobre ética no meio acadêmico promovido pela Comissão de Ética da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O vídeo está disponível no portal IPTV (clique aqui para assistir) e traz, na íntegra, as apresentações sobre os dois temas iniciais: “Relações de poder entre professores, alunos e funcionários: limites éticos” e “Linguagem adequada no meio acadêmico para respeitar questões de gênero, orientação sexual e raça”. Os debates são voltados para alunos, docentes e funcionários da Escola e da universidade.

Os debatedores foram o professor Nilson José Machado, titular da Faculdade de Educação (FE) da USP, e Roberto Romano, professor titular do Instituto de Filosofia da Universidade de Campinas (Unicamp). Machado é doutor em Filosofia da Educação e atua na área de Educação com ênfase no tema Ética e Educação. Romano é doutor em Filosofia e atua na área de Filosofia com ênfase em Filosofia, Ética e Política.

Esse evento faz parte de um ciclo de cinco debates, organizados pela Comissão de Ética da Poli-USP, coordenada pelo professor Raul Gonzalez Lima. O primeiro encontro foi realizado no dia 25 de abril, no Anfiteatro Professor Francisco Romeu Landi, localizado no prédio da Administração Central da Escola, no campus Butantã. Acompanhe o site da Poli e o PoliInforma para saber as datas e temas dos próximos debates. 

 

USP Mining Team apresenta resultados em competição internacional

Torneio, realizado nos Estados Unidos, homenageia mineiros mortos em incêndio em mina de Idaho. 

O USP Mining Team, grupo formado por alunos do curso de Engenharia de Minas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), promoveu uma reunião de apresentação dos resultados obtidos pela equipe no 39ª Mining Games, competição universitária anual do setor que envolve diversas instituições de ensino de Engenharia de Minas ao redor do mundo. O evento ocorreu no último dia 10 de maio, às 17h, no auditório do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo (PMI) da Escola.

O Mining Games é realizado desde 1978 em homenagem aos mineiros mortos no incêndio da mina Sunshine, em Idaho, EUA, seis anos antes. O objetivo principal da competição é recuperar as velhas técnicas da mineração e fortalecer os laços entre estudantes de Engenharia de Minas ao redor do mundo. Para isso, são realizadas diversas provas que simulam as atividades da profissão. A equipe que possuir as melhores colocações é considerada campeã.

Ao iniciar a cerimônia, os integrantes do time Larissa Peres, Alexander Burt, Ana Yumi Jacomo, Arthur Vezneyan e Gabriel Franco agradeceram a todos que contribuíram para a realização do principal objetivo do grupo: a participação do mesmo no torneio internacional. O professor responsável pelo projeto, Mauricio Bergerman, foi convidado a subir ao palco em seguida. Em um discurso rápido, ele contou que conheceu os jogos quando ainda era docente da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), em Minas Gerais. Lá, ele coordenou a criação do primeiro time brasileiro a competir no Mining Games. Com relação ao grupo da Poli, ele disse estar muito contente em poder ajudar.

Segundo o docente, ações como a dos estudantes ajudam em muito na divulgação do setor, que, para ele, é tímido e geralmente relacionado a tragédias, como explosões e soterramentos. “Essas são iniciativas bacanas e que mostram o outro lado da mineração”, afirmou.

Após a fala de Bergerman, deu-se início à explicação da história do time. Os integrantes disseram que o USP Mining Team arrecadou R$ 60 mil desde a sua criação em julho de 2016. O dinheiro foi utilizado na viagem para os jogos, em materiais gráficos, compra de equipamentos, confecção de camisetas e bandeira do time, e em material para treinamento. Da quantia que sobrou, eles afirmaram que deixarão às próximas equipes.

Os jogos – Os jogos desse ano ocorreram na cidade de Lexington, Kentucky, entre os dias 22 a 26 de março. Os estudantes contaram que os seis dias foram divididos em uma programação que incluiu visita a uma mina subterrânea - onde eles puderam presenciar testes com explosivos -, treinos que antecederam às disputas e uma cerimônia de premiação.  

A prova em que a equipe se saiu melhor é denominada Surveying. Nela, os competidores têm que utilizar um trânsito antigo, ferramenta da topografia, para transportar coordenadas de um ponto de partida para um ponto final. O USP Mining garantiu o sétimo lugar na prova.

Outra disputa em que eles se saíram bem é a Hand Steeling. Nela, cada time possui dois minutos para perfurar um bloco de concreto com talhadeiras e marretas. Ao final do tempo, ganha quem fizer o buraco mais profundo. Os alunos garantem que, nessa e em outras provas, praticar foi essencial e possível graças aos Departamentos da Poli-USP que os apoiaram, pois foram eles os fornecedores dos materiais necessários.

Apoiaram o USP Mining Team a empresa Votorantim Metais, além de outras companhias que também auxiliaram financeiramente o grupo. Os apoios recebidos da Diretoria da Poli, do Departamento de Construção Civil (PCC), do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica (PEF) e do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR) também foram destacados pela equipe. 

(Amanda Panteri)

 


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