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Docente da Poli-USP coordena grupo que elabora normas técnicas para cidades sustentáveis

A NBR ISO 37120:2017, publicada pela ABNT, estabelece os indicadores para medir a sustentabilidade de comunidades urbanas.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aprovou e publicou a NBR ISO 37120:2017, primeira norma técnica nacional relacionada às cidades sustentáveis. A norma define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores relacionados ao desenvolvimento sustentável de comunidades urbanas, com o objetivo de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida.

O trabalho de estudo e tradução da norma internacional já existente para esse tema foi feito pela Comissão de Estudos Especial 268 da ABNT, uma comissão espelho da Technical Committee TC 268 da ISO, a Sustainable cities and communities, que atuou na confecção da norma internacional. A CEE 268 é coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Alex Abiko.

Segundo o docente, trata-se de uma tradução e adaptação para a língua portuguesa da norma ISO 37120:2014 – Sustainable development of communities - Indicators for city services and quality of life. “Estes indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade no que se refere à sustentabilidade”, explica Abiko. A iniciativa de ter uma norma nacional sobre o assunto nasceu das atividades de pesquisa do próprio Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP, que tem uma linha de estudos em planejamento e engenharia urbanos, e teve colaboração da doutoranda do Departamento, a engenheira Iara Negreiros.

A norma contém 100 indicadores de sustentabilidade urbana e trata dos aspectos ambiental, econômico, social e tecnológico, entre outros. “Esse documento vai ajudar os municípios, governos de Estado, o Ministério das Cidades a medir a sustentabilidade das cidades, mas essas normas não estabelecem padrões”, diz. Ou seja, a norma não fala se uma cidade é sustentável ou não, mas estabelece quais requisitos devem ser avaliados para se medir essa sustentabilidade. Por exemplo, a norma diz que o indicador “índice de mortalidade infantil” deve constar na medição da sustentabilidade de uma cidade, assim como a existência de favelas.

Além do setor público, a NBR ISO 37120:2017 também pode ser usada pelas empresas para que atestem, para clientes e governo, o quão sustentável são seus empreendimentos. “Gostaríamos que a sociedade use e critique a norma para podermos aprimorá-la”, afirma Abiko.

A norma nasceu de uma necessidade acadêmica. “Queríamos saber como medir a sustentabilidade das cidades e fomos investigar como isso é feito no mundo. Descobrimos mais de 150 sistemas de medição, desenvolvidos e adotados em diversos países, como Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra, África do Sul, e inclusive alguns sistemas no Brasil. Nossa próxima pergunta foi, então, qual seria o melhor sistema para adotarmos aqui, considerando que muitos deles acabam trabalhando questões muito particulares de cada país”, conta.

Nessa pesquisa pelo melhor sistema, chegou-se à norma da ISO, a Organização Internacional de Normalização, entidade que congrega as associações de padronização/normalização de 162 países do mundo, incluindo o Brasil. “Ela foi selecionada porque é resultado da discussão e trabalho de uma entidade que reúne quase todos os países do mundo, o que dá muita credibilidade e torna a norma internacional. As outras normas que estudamos trazem elementos que são muito particulares das realidades locais, o que torna mais difícil implementá-las em contextos diferentes, enquanto a ISO sempre busca unir o melhor de todas as normas em uma só”, destaca.

Selecionada a norma ISO, a Comissão 268 passou a trabalhar na tradução do documento. Não bastava apenas traduzir para a Língua Portuguesa, mas fazer uma avaliação técnico-científica do documento porque, ao mesmo tempo em que não se pode alterar uma norma ISO para adotá-la e ela ser uma norma NBR ISO, é preciso fazer adaptações em itens para que a norma faça sentido ou seja adaptada à realidade brasileira, o que foi feito por meio de notas. Um exemplo de nota brasileira está na definição do termo favela, que também pode ter como sinônimos, no Brasil, os termos assentamentos precários ou assentamentos sub-normais, como utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse trabalho envolveu diversas instituições e órgãos públicos, tais como a Caixa, Ministério das Cidades, Sabesp, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato da Habitação (Secovi), Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS), Poli-USP, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), Instituto de Engenharia, entre outras, que compuseram a CEE 268.

As próximas normas a serem desenvolvidas no contexto da CEE 268 são as de Sistemas de Gestão para o Desenvolvimento Sustentável, cujos trabalhos já estão avançados, as de Cidades Inteligentes e as de Cidades Resilientes, em nível mais preliminar. “É importante participar da discussão de novas normas internacionais desde o início. Se nos aproximamos de outros países e instituições internacionais, podemos colocar nas normas internacionais as questões específicas do Brasil”, conclui Abiko.

(Janaína Simões)

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Fundo Amigos da Poli lança quinto edital de seleção de projetos

Evento será realizado nesta quinta-feira (30), no Anfiteatro do
Departamento de Engenharia de Construção Civil.

O fundo patrimonial Amigos da Poli fará amanhã (30/03) o lançamento do 5º Edital de Projetos, que abrirá inscrições a partir do dia 10 de abril e terá um total de R$ 410 mil para aplicar em projetos de alunos e professores da Escola. O evento de lançamento será no Anfiteatro do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), às 11h. Na ocasião, haverá um Poli Talks com o empresário e Conselheiro do Fundo, Newton Simões.

No evento, os alunos e professores poderão tirar suas dúvidas a respeito do edital e ainda conhecer a trajetória de um politécnico de sucesso. O Amigos da Poli também vai falar sobre algumas novidades do edital deste ano, implementadas com o objetivo de melhorar a governança, garantir maior participação e presença dos alunos e inovar ainda mais o processo já estabelecido nos últimos anos.

Além do lançamento desta quinta-feira, representantes do Amigos da Poli deve estar presente nas reuniões do CTA, no dia 13 de abril, e da Congregação, dia 24, para apresentar novamente o edital e sanar dúvidas.

As inscrições para o edital serão feitas pelo site www.amigosdapoli.com.br. Mais informações pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

(Com informações do Amigos da Poli)

 

Especialistas debatem na Poli-USP avanços e impactos da realidade virtual

Painel integra programação da VR Week, que será promovida pelo laboratório Samsung Ocean USP, entre 3 e 7 de abril. 

O Samsung Ocean USP, laboratório sediado no Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), promove entre 3 e 7 de abril a VR Week. O evento contará com palestras, painéis, oficinas e treinamentos focados em realidade virtual. Profissionais de mercado e pesquisadores irão discutir sobre processo de criação e desenvolvimento de soluções em realidade virtual, mercado, aplicações práticas e tendências. As inscrições podem ser realizadas pelo site oceanbrasil.com, no canal de cursos (procure pela data do evento), ou pelo aplicativo Samsung Ocean, disponível para Android no Google Play.

Um dos destaques da programação da VR Week é o painel do dia 5 de abril, que começará às 19h, e reunirá cientistas e executivos para discutir o tema “Como a realidade virtual irá revolucionar nossas vidas?”. O professor Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Poli, abrirá o painel destacando as pesquisas recentes, resultados práticos e o futuro da realidade virtual no campo das pesquisas científicas. A seguir, Renato Citrini, gerente de produto da Samsung, trará os temas relacionados ao mercado mundial e brasileiros, tendências tecnológicas e visão de futuro.

Ainda dentro desse painel, Jay Santos, engenheiro da Unity, abordará a realidade virtual em relação ao mercado de games: processo de criação, como as narrativas, personas, modelo de interação, desenvolvimento de games em realidade virtual e desafios no contexto de desenvolvimento. Também está prevista uma apresentação focada no mercado de entretenimento, que deverá tratar de storytelling associado à tecnologia imersiva de VR, aplicação prática no campo de entretenimento e expectativas de futuro.

O painel termina com um debate entre os palestrantes e que será moderado por Eduardo Conejo, innovation Sr. manager da Samsung Electronics. Nele serão discutidas questões como o impacto da realidade virtual nas relações interpessoais, já alteradas pelos smartphones e redes sociais; o processo de popularização e uso da tecnologia no cenário brasileiro; os benefícios e desafios do uso da realidade virtual em educação e saúde, e como empresas e academia podem trabalhar juntas para promover a evolução da tecnologia e suas aplicações.

Haverá outro painel no dia seguinte (6/4), também às 19h, no qual serão abordados cases de uso de realidade virtual em tecnologia da informação e comunicação, educação e saúde, com apresentações das empresas Samsung, EvoBooks e Medroom, respectivamente.

Demais atividades – No dia 3 de abril, haverá palestras técnicas, enquanto no dia 4 serão aplicados dois treinamentos em realidade virtual. No dia 5, de tarde, estão programados uma palestra com o tema “Antecipando tendências através do design” e uma oficina sobre design thinking para soluções em realidade virtual. A VR Week termina no dia 7, com a oficina na qual será oferecida mentoria em desenvolvimento de soluções em realidade virtual.

Inaugurado em abril de 2016, o Samsung Ocean USP é dedicado a atividades de ensino, pesquisa e extensão nas áreas de aplicativos móveis, Internet das Coisas, realidade virtual e games, com estímulo ao empreendedorismo. O laboratório tem 300 metros quadrados e está situado no prédio do Departamento de Engenharia de Produção da Poli, no campus da USP no Butantã, em São Paulo – Avenida Professor Almeida prado, 531, Cidade Universitária, São Paulo (SP).

(Janaína Simões)

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Mais de 130 prêmios distribuídos em cerimônia da Febrace

Alunos finalistas do Brasil inteiro concorreram a certificados, medalhas, troféus, tablets e credenciais para feiras científicas nacionais e internacionais.

Alunos e professores finalistas da 15ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) compareceram ao auditório do Centro de Difusão Internacional da Universidade de São Paulo (CDI-USP) na última sexta-feira (24/03), para a cerimônia de premiação dos melhores projetos expostos na Feira em 2017. A casa, cuja lotação máxima é de aproximadamente 850 pessoas, estava cheia.

O evento foi aberto pela professora da Escola Politécnica da USP (Poli-USP) Roseli de Deus Lopes, idealizadora e atual coordenadora da Febrace. Ela começou a sua fala citando a importância da mostra na formação de cientistas brasileiros, e elogiou os finalistas. “O nosso intuito é ver esses alunos em altos cargos e utilizando o método científico em suas vidas”, afirmou.

Os prêmios, cujos ganhadores podem ser conferidos aqui e aqui, foram apresentados pelo casal Iberê Thenório e Mari Fulfaro, donos do canal no Youtube Manual do Mundo. A cerimônia foi dividida em duas etapas. Na primeira parte, as seguintes instituições distribuíram seus prêmios: Agência USP de Inovação (Auspin), Instituto de Física da USP (IFUSP), Museu Paulista da USP (MP-USP), Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq), Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), Editora da USP (Adusp), Revista ECO21, Revista InCiência, Grupo de Estudos de Gêniero da Poli (PoliGen), Associação Brasileira de Iniciação Científica, Associação Brasileira de Incentivo à Tecnologia e Ciência (ABRITEC), UNESCO e o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (ISITEC). Os apresentadores também decidiram seu projeto favorito e o anunciaram no palco. A parte inicial da cerimônia terminou com a revelação da equipe escolhida pelos visitantes da Feira, no Prêmio Organização Popular.

Dando continuidade, Marinalva Cruz, da Secretaria Municipal das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, discursou. “É muito gratificante participar de um evento como esse, pois só iremos transformar o mundo com a educação”, defendeu. Ela ainda elogiou o fato de a cerimônia possuir um tradutor de Libras. A próxima a falar foi a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Helena Nader. Ela contou um pouco da história da associação, que possui o objetivo de “unir todas as ciências em um único pensamento”.

O Prêmio Professor Destaque foi anunciado em seguida. Dentre os 45 docentes orientadores inscritos, 15 foram chamados ao palco para a divulgação do ganhador. Quem levou o prêmio foi Sandra Seleri, da Escola Estadual de Ensino Médio Elisa Tramontina, no Rio Grande do Sul. Ela montou, no colégio, a disciplina Seminário Integrado, em que trabalha com pesquisas e orientações para feiras científicas, e já chegou a orientar mais de 50 alunos em um só ano.

A Marinha do Brasil, a Defesa Civil do Estado de São Paulo, o Programa Poli Cidadã, a Associação dos Engenheiros Politécnicos, o Centro Paula Souza e as empresas Samsumg, Programaê, Instituto 3M e Faber Castell também  premiaram projetos destaque em diversas categorias. Depois foi a vez da premiação da organização da Febrace, quando foram nomeados os melhores projetos das diferentes áreas (Engenharia, Ciências Agrárias, Biológicas Exatas e da Terra, Humanas, da Saúde e Sociais e Aplicadas).

O evento terminou com a entrega dos prêmios concedidos pelos organizadores de feiras científicas do Brasil e de outros países aos participantes da Febrace. Os grupos escolhidos levavam para casa credenciais para participar das feiras, algumas com hospedagem e alimentação inclusas. Portugal, Israel e EUA foram alguns dos destinos que os estudantes irão visitar e expor os trabalhos.

Confira no Flickr da Poli as fotos da cerimônia de premiação da Febrace.

(Amanda Panteri)

 

Com apoio da USP, funcionários se dedicam a uma vida mais saudável

Equipe multidisciplinar do projeto Envelhecimento Ativo, do qual a Poli foi pioneira, ajuda a promover qualidade de vida entre servidores.

Pressão alta, sobrepeso e colesterol pré-diabético. Esse era o diagnóstico de Altair de Souza Sebastião um ano atrás. “Então surgiu esse projeto”, conta. Ele fala sobre o Envelhecimento Ativo, uma iniciativa coordenada pelo Hospital Universitário (HU) da USP, que incentiva funcionários a adotar um estilo de vida com mais qualidade, não apenas em termos de saúde, mas de bem estar e convívio com a família e a sociedade.

Altair trabalha na Escola Politécnica (Poli) e, no último dia 6 de março, celebrou com seus colegas e a equipe responsável o primeiro ano da implementação do programa na unidade. Ele já perdeu 9 kg, conseguiu correr uma prova de 5 km em trinta minutos e pretende continuar participando do projeto. “Nós somos liberados uma hora do horário de trabalho para fazer atividades na semana. Mas começamos a perceber que esse tempo era pouco, então passamos a vir mais cedo e fazer outros exercícios”, relata animado.

A Poli foi pioneira no Envelhecimento Ativo e, durante o evento, foram constatados os benefícios dessa parceria. O professor José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Escola, ressaltou a importância dos funcionários para a Universidade e como era fundamental que a USP pensasse em ações para melhorar a qualidade de vida deles. Piqueira ainda afirmou que o projeto continuará acontecendo na Poli e que irá propor a adesão de outros departamentos da unidade.

Para o médico Egídio Dórea, coordenador geral da iniciativa, uma melhora no modo de vida é uma escolha e, para isso, é preciso o uso das ferramentas adequadas. O projeto pretende, justamente, oferecer esse suporte ao servidor da Universidade. Assim, o Envelhecimento Ativo deve se manter ao longo da vida dessas pessoas e precisa ser adaptado ou melhorado de acordo com suas necessidades.

“Temos uma perspectiva de que, em 2050, ocorrerá a inversão demográfica no Brasil, ou seja, nós teremos mais idosos do que jovens. O país envelheceu muito rapidamente. Isso faz com que seja necessário uma série de mudanças políticas, para que possamos atender essa população”, explica o médico, ao ressaltar como esse tipo de iniciativa é importante atualmente.

Em sua fala, a professora Carolina Magalhães relembrou que o Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp) está mobilizado com o projeto e que todos os cursos estão disponíveis para os funcionários. Durante a cerimônia, ela propôs uma atividade: cada um recebeu uma bexiga e começou a jogar para cima e para os outros colegas. Com menos de um minuto, todos os presentes estavam rindo da inocente brincadeira, com os rostos corados. No final, Carolina disse que os participantes do projeto já tinham ultrapassado a barreira mais difícil para uma vida saudável, que era a mudança na rotina, e agora, assim como as bexigas, não poderiam deixar essa iniciativa “cair”.

Vantagens – Para incentivar os funcionários, o projeto possui um sistema que contabiliza os avanços na saúde de cada participante. A Poli, por sua vez, distribuiu medalhas para as maiores pontuações. Além disso, cada um possui um cartão de frequência do Cepeusp para sistematizar a sua presença nas atividades.

O Envelhecimento Ativo trouxe benefícios não apenas na saúde, mas na convivência dos funcionários. É o que afirma Joana Cristina Borsato Rossi, enfermeira do trabalho do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). Ela informa que atualmente participam do projeto, além da Poli, a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, o Instituto de Matemática e Estatística, a Guarda Universitária, o Instituto de Física, a Superintendência de Comunicação Social, o Instituto de Biociências, a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e a Edusp.

Cláudia Fernanda de Lima trabalha na divisão de biblioteca na Poli e outros colegas seus também estão participando do projeto. “Isso incentiva a continuar tudo que estamos fazendo. Tanto nas atividades físicas, quanto no cuidado com a alimentação e a presença nas consultas”, comenta.

Para participar do projeto não há faixa de idade e o coordenador Egídio Dórea complementa: “partimos do pressuposto de que quanto mais cedo você fizer essas mudanças no seu cotidiano, melhor. Em qualquer idade que você entrar, terá benefícios. Não é um programa focado para idosos, é focado em um curso de vida”.

Para mais informações, mande um e-mail para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Confira aqui o álbum de fotos do evento do Envelhecimento Ativo no Flickr da Poli.

(Matéria reproduzida do Jornal da USP)

 

Programa Pré-IC da Poli altera metodologia de ensino-aprendizagem

Estudantes do ensino médio irão realizar mais projetos de pesquisa
em diferentes áreas da Engenharia.

Os estudantes que estão participando da quinta edição do Programa de Pré-Iniciação Científica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) começaram suas atividades com uma nova metodologia de ensino-aprendizagem. Em vez de desenvolverem um único projeto de pesquisa, eles foram divididos em grupos, e cada um deles passará seis semanas estudando e desenvolvendo um projeto em cada uma das seguintes áreas: Mecatrônica, Modelagem Matemática, Geodésia/Transportes e Tecnologia de Construção/Materiais.

O método proposto para o Pré-IC da Poli neste ano retoma o aplicado na turma de 2015. “Já testamos algumas metodologias e consideramos que a usada naquele ano ofereceu aos alunos uma visão mais abrangente sobre as diversas áreas da Engenharia. Também nos permitiu ver de forma mais clara a evolução deles ao longo do programa”, explica a professora Mercia Bottura de Barros, do Departamento de Engenharia de Construção Civil, orientadora de um dos grupos do Pré-IC.

O programa tem o objetivo de despertar a vocação científica entre alunos do ensino médio e aproximá-los da Engenharia. Na Poli, vem sendo executado ininterruptamente desde 2012, sob a coordenação geral da Diretoria da Poli e gestão da Assistência Técnica de Pesquisa, Cultura e Extensão. Desde 2014, a iniciativa conta com apoio da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE).

Neste ano, participam do programa 26 estudantes de oito escolas de ensino médio – 20 deles oriundos de seis instituições públicas - Santo Dias da Silva, José Marcato, José Fernando Abbud, Anecondes Alves Ferreira, Fernão Dias e Orville Derby. Para ajudá-los, a FDTE está concedendo bolsas de estudos e ajuda de custo no transporte. Os estudantes também recebem tickets para fazer as refeições nos restaurantes universitários da USP. Participam ainda, seis estudantes de duas escolas particulares, os colégios Renascença e Marupiara, que também recebem tíquetes alimentação.

Programação intensiva – Os participantes foram selecionados pelas próprias escolas de origem e têm acompanhamento de docentes (professores-supervisores) da sua instituição. As atividades do programa são executadas por docentes da Poli (orientadores) com a ajuda de alunos (monitores).

Durante o ano, os estudantes irão ter aulas teóricas e praticar o que aprenderam desenvolvendo os projetos. Visitarão os laboratórios da Escola e vão usar dessa infraestrutura para fazer suas pesquisas. A cada seis semanas deverão também ler e entregar, obrigatoriamente, uma resenha de um dos livros da lista da Fuvest. No recesso de julho, deverão assistir a filmes e peças de teatro, e escrever resenhas sobre o que viram; visitar dois museus e produzir um relatório sobre essas visitas. Os professores da Poli darão dicas sobre atrações com entrada franca.

Uma das condições do programa é que os estudantes e os professores-supervisores pensem em formas de compartilhar a experiência do Pré-IC com os demais colegas em suas escolas. “Queremos que os participantes se desenvolvam como indivíduos, mas que também sejam vetores de transformação em suas escolas”, destaca a professora Mercia. Os estudantes e seus professores podem fazer isso por meio de ações diversas em seus colégios, como organizar grupos de estudo, feiras de ciências, olímpiadas, um programa próprio de pré-iniciação científica etc.

Perspectiva de ampliação – Desde sua criação, o número de participantes do Pré-IC já alcançou 100 estudantes. Segundo a professora Mercia a ideia é ampliar o programa, incluindo mais escolas. Os participantes, atualmente, são de escolas que já tinham alguma relação de proximidade com os docentes da Poli envolvidos no Pré-IC. “Precisamos também motivar mais professores da própria Poli a participarem do programa como orientadores e também obter mais recursos para bolsas e custeio do transporte e alimentação”, aponta.

O programa busca incluir mais escolas públicas, por meio de parceria com colégios privados. Eles entram no Pré-IC e, como contrapartida, apoiam alunos de escolas públicas a integrarem o grupo. As escolas interessadas em participar do programa devem procurar a Assistência Técnica de Pesquisa, Cultura e Extensão da Poli, pelos telefones (11) 3091-5612/5782.

Clique no Flickr da Poli (https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157679132216302) para conferir as fotos do primeiro dia de aula do Pré-IC 2017. 

(Janaína Simões)

 

Poli-USP sedia o 11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto

Evento terá foco em IoT e será realizado nos dias 4 e 5 de setembro,
na Escola Politécnica da USP, em São Paulo, com a participação da comunidade acadêmica, empresários e profissionais da área.

Em sua 11ª edição, o Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto (CBGDP) será realizado, pela primeira vez, na cidade de São Paulo, nos dias 4 e 5 de setembro, nas instalações da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O evento é dirigido para pesquisadores, professores, estudantes, empresários, consultores, engenheiros, administradores, designers e demais profissionais que atuam na área.

Realizado a cada dois anos, desde 1999, o Congresso consolidou-se como o principal fórum de engenharia sobre gestão da inovação, integrada ao desenvolvimento dos produtos e serviços. Promove a divulgação da produção técnico-científica e sua aplicação, colaborando para o desenvolvimento e inovação tecnológica do Brasil.

Este ano, o tema central é “O desenvolvimento de produtos e serviços no contexto da Internet das Coisas”, que orientará o debate nas diversas atividades. O programa inclui sessões temáticas, apresentação de casos, palestras, painéis, minicursos e visitas técnicas aos laboratórios de pesquisa da Poli-USP e empresas. A previsão é que 100 trabalhos técnicos-científicos originais sejam apresentados, nas formas oral e em pôster, durante o Congresso, após a seleção e avaliação do Comitê Científico.

“Nosso objetivo é incentivar a aplicação da inovação, pelo setor empresarial, no desenvolvimento de produtos, serviços, sistemas produto-serviço (PSS), processos e novos modelos de negócio que tragam benefícios para a sociedade e contribuam para o crescimento tecnológico do País. Vamos difundir, no Congresso, pesquisas de caráter acadêmico e prático, promovendo o debate sobre tendências e diretrizes entre especialistas de instituições públicas e privadas”, diz o Prof. Paulo Kaminski, da Poli-USP, organizador geral do evento. “A parceria entre universidade e empresa é primordial para o desenvolvimento do Brasil e sua condição de competitividade no contexto global”.

Para a apresentação de trabalhos técnicos no 11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto, os interessados devem enviar o resumo do trabalho (até 24 de abril) para a apreciação do Comitê Científico, por meio de formulário disponível no site do evento (www.cbgdp.org.br).

O Congresso é uma iniciativa do Instituto de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto (IGDP), em parceria com instituições de ensino de Engenharia. Na edição de 2017, a organização do evento está sob a responsabilidade da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP); Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP); e Universidade Federal do ABC (UFABC). Tem o apoio da Fundação Vanzolini e do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Poli-USP.

A Comissão Organizadora do 11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto é formada pelos seguintes professores: Paulo Carlos Kaminski, da Poli-USP, que tem o cargo de organizador geral do Congresso; Eduardo de Senzi Zancul e André Leme Fleury, ambos da Poli-USP, integrantes do Comitê Administrativo do evento; Henrique Rozenfeld, da EESC-USP (Comitê Científico); e Guilherme Canuto da Silva, da UFABC (Comitê Estudantil).

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Serviço:

11º Congresso Brasileiro de Inovação e Gestão de Desenvolvimento do Produto
Data: 4 e 5 de setembro de 2017
Local: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380 - Edifício Eng. Mário Covas Júnior – Cidade Universitária – São Paulo – SP
E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Site: www.cbgdp.org.br

 


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