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Professor emérito da Escola Politécnica, Luiz de Queiroz Orsini faleceu em 20 de janeiro

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo lamenta informar o falecimento do professor emérito Luiz de Queiroz Orsini na última sexta-feira, dia 20 de janeiro de 2018. Docente da centenária unidade desde sua formação, em 1946, ele obteve seu doutorado pela Universidade de Paris-Sorbonne em 1949.

Um perfil de Luiz de Queiroz Orsini pode ser acessado no link.

Veja abaixo nota de falecimento da Diretoria, assinada pelo prof. José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli-USP, e pelo prof. Flavio Almeida de Magalhães Cipparrone, do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola.


É com grande pesar que recebemos a notícia do falecimento de nosso amigo e colega, o Professor Emérito  (10/9/1922 - 20/1/2018).

Luiz de Queiroz Orsini formou-se Engenheiro Mecânico-Eletricista pela Escola Politécnica da USP em 1949. Obteve seu doutorado pela Universidade de Paris-Sorbonne em 1949. Tornou-se Livre Docente em 1954, Catedrático em 1957 e Professor Emérito em 1998, pela EPUSP. Foi Life Fellow do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos, EUA).

Seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento da Engenharia Elétrica no País. Organizou o Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da USP segundo uma visão moderna e abrangente e foi um dos principais responsáveis pela introdução da moderna Teoria de Circuitos Elétricos no país.  Elaborou extenso material didático em sua área e foi pioneiro no país, na utilização dos computadores no ensino de engenharia.

Em sua carreira, dedicou-se principalmente ao ensino superior (graduação e pós-graduação) até o ano de 2007. Contribuiu na formação de muitos jovens professores e de mais de 5000 estudantes, dentre eles, muitos engenheiros que lideraram os principais projetos na área de Engenharia Elétrica/Eletrônica no Brasil. Além de atuar no Instituto de Física e na Escola Politécnica da USP, foi também professor da Escola de Engenharia Mauá e da FEI.

É autor de diversos livros didáticos, entre eles, Introdução aos Sistemas Dinâmicos; Curso de Circuitos Elétrico , e Simulação Computacional de Circuitos Elétricos.

Sua página na Wikipedia éhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_de_Queiroz_Orsini

Descanse em paz, Mestre

 

Professor Emérito Luiz de Queiroz Orsini: Uma vida dedicada ao ensino

O artigo abaixo foi escrito na ocasião das comemorações dos 100 anos do curso de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da USP, em 2011. Divulgamos o artigo novamente em memória do professor Luiz de Queiroz Orsini, falecido em 20 de janeiro de 2018.


Uma vida dedicada ao ensino

Por Evanildo da Silveira

Depois de longa e produtiva carreira, aos 89 anos o professor emérito da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Luiz de Queiroz Orsini, curte a aposentadoria dedicando-se a seus hobbies prediletos: a leitura de jornais, revistas e livros, reunidos em sua biblioteca e espalhados pela sala de sua espaçosa casa no bairro do Butantã, em São Paulo. Agora, ele também pode lê-los da forma mais moderna que existe: num tablet, um pequeno computador em forma de prancheta, que, entre outras aplicações, também pode ser usado para leitura desses veículos de informação em formato eletrônicos. Foi um presente de um de seus filhos.

Não poderia haver presente mais adequado ao perfil do presenteado. Desde os seus tempos de aluno de graduação, Orsini se interessou pela eletrônica. Interesse esse que, segundo declarou em uma entrevista a Shozo Motoyama, em 2004, foi despertado pelo desafio que esta área – a fronteira do conhecimento na engenharia elétrica naquela época – representava para jovens como ele. Mais tarde, já professor e pesquisador, ele teve papel destacado no estabelecimento e divulgação desse ramo do conhecimento no Brasil.

O engenheiro eletricista José Roberto Castilho Piqueira, vice-diretor da Poli, dá um testemunho eloquente desse aspecto da carreira de Orsini. “O primeiro texto de eletrônica em idioma português, destinado a cursos de ensino superior na área, foi escrito por ele”, diz “É um livro grosso, de capa verde, que guardo com muito carinho, pois, de maneira clara, traça o caminho inicial das válvulas para os dispositivos semicondutores.” Piqueira refere-se ao livro Eletrônica, que foi inclusive traduzido para o holandês e francês por uma empresa multinacional do setor. “Além disso, Orsini formou as primeiras gerações de engenheiros eletrônicos que hoje são responsáveis por vários produtos e serviços, essenciais para a vida da população do Brasil”, acrescenta o vice-diretor da Poli.

Nascido no Rio de Janeiro, em 9 de outubro de 1922, Orsini escolheu relativamente cedo a carreira a qual seguir. Na adolescência, quando ainda era estudante do ensino secundário, ele já via com entusiasmo o desenvolvimento da eletricidade no Brasil. Impressionado com as grandes obras de usinas hidrelétricas e com a eletrificação das estradas de ferro, que se intensificava no País, Orsini decidiu, alguns anos mais tarde, em 1941, seguir o exemplo do pai, que era engenheiro civil e de minas pela Escola de Minas de Ouro Preto, e ingressar no curso preparatório para o vestibular da Poli.

Em 1942, ele foi aprovado para o curso de formação de engenheiro mecânico-eletricista. Mas, assim que iniciou o curso de graduação, acabou se interessando pela eletrônica. “De fato, eu nunca trabalhei com eletrotécnica”, lembra. “Sempre me interessei pela eletrônica. Quando eu ingressei na Poli, existia o curso de formação de engenheiros eletrotécnicos, que tinha um componente da área que eu gostava. A radiodifusão já era muito comum e estavam surgindo as primeiras empresas de eletrônica no Brasil. Daí surgiu o meu interesse pela área, que continuou pela vida inteira.”

Sua decisão de enveredar pela eletrônica foi reforçada nos primeiros anos do curso de graduação, quando ele foi convidado para trabalhar como aluno-assistente no Departamento de Física da Poli, cujo diretor era Luiz Cintra do Prado, que ele qualifica como o melhor professor que já conheceu. Ele teve então a oportunidade de trabalhar no desenvolvimento de experimentos práticos nas áreas de eletricidade e eletrônica, e ser assistente do professor Prado nas aulas de física aplicada – em particular, acústica arquitetônica e iluminação – na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. E, logo que se formou, em 1946, foi contratado como professor-assistente na cadeira de eletrotécnica geral.

Descobriu aí sua verdadeira vocação: dar aulas. “Eu tive aula com ele na graduação, em 1971”, recorda o hoje engenheiro eletricista André Fabio Kohn, professor do Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle da Poli. “Ele tinha uma fama fantástica e era de fato um professor excelente, com aulas fabulosas. A preocupação dele sempre foi realmente como ensinar, como conduzir o ensino na graduação, bem como na pós-graduação.” Kohn conta que Orsini acompanhava as matérias que estavam sendo dadas na pós-graduação nos centros mais avançados do mundo, se inteirava sobre elas e lançava equivalentes aqui. “A grande contribuição dele para a Poli, para USP, para o País foi o ensino”, complementa. “Ele ensinou o pessoal a ensinar engenharia elétrica.”

O engenheiro eletricista Vitor Heloiz Nascimento, professor Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Poli, foi um dos que aprenderam muito com Orsini. “Fui aluno dele na graduação, em 1986, no curso circuitos elétricos, e depois de mestrado, entre 1990 e 1992” conta. “Ele sempre foi muito preocupado com o ensino, principalmente na graduação. Acho que a grande paixão dele era ensinar na graduação. Muito mais do que qualquer outra atividade, ele adorava dar aulas. Ele foi professor de quase todos os professores aqui da Poli.”

Não é à toa, portanto, que Orsini tenha se dedicado a essa atividade por mais de seis décadas. Além disso, a importância dele para a estruturação e consolidação do curso de Engenharia Elétrica da Poli, criado em 1911, é reconhecida por todos. Tanto que, em novembro, quando será comemorado os 100 anos do curso de Engenharia Elétrica, Orsini será homenageado.  “Não há dúvidas que esse nosso curso teve o doutor Orsini como grande mentor, organizando as matérias, produzindo textos e, principalmente, dando aulas que entusiasmavam os estudantes”, diz Piqueira.

Para o vice-diretor da Poli, essa atuação de Orsini foi além da USP. “Os outros cursos de engenharia elétrica criados no país têm, nos textos do dele, a base de suas estruturas”, explica. Em outras palavras, Orsini teve atuação fundamental na modernização do ensino de engenharia elétrica no Brasil, por meio da criação de novos cursos e laboratórios. Além disso, ele publicou uma série de livros didáticos, entre os quais Circuito elétrico, Simulação do circuito eletrônico, Introdução aos sistemas dinâmicos e Exercícios de circuitos elétricos.

Além de educador, Orsini também atuou ao longo de sua carreira acadêmica como pesquisador. Essa faceta de sua atividade começou em 1949, três anos após sua graduação, quando ele ganhou uma bolsa de estudos para realizar seu doutorado na Universidade de Sorbonne, em Paris, na França, desenvolvendo uma pesquisa sobre ruídos de baixa frequência (o “chiado” produzido por circuitos eletrônicos que, na época, se estudavam alternativas para de reduzi-lo ao máximo).  De volta ao Brasil, em 1952, o professor iniciou as primeiras pesquisas no país sobre a ionosfera (uma camada da atmosfera superior que se inicia em 100 quilômetros de altitude e se estende até cerca de 800 quilômetros) e realizou estágios curtos na área nos Estados Unidos.

Diferentemente do que é comum ocorrer em muitas universidades atualmente, onde a pesquisa e o ensino estão dissociados, Orsini procurava unir essas duas atividades da vida acadêmica. “Na nossa época, a pesquisa era realizada para formar bons professores”, explica Antonio Hélio Guerra Vieira, que foi se assistente-aluno, em 1951, depois professor da Poli e hoje é presidente do Conselho Curador da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE). “A gente realizava pesquisa para aprender e depois poder ensinar.”

Em 1954, Orsini obteve o título de livre-docente da Poli. E, em 1957, prestou concurso e foi aprovado para ser professor catedrático da cadeira de eletrotécnica fundamental, que é de suma importância na engenharia elétrica. Algumas das principais contribuições dadas por Orsini para o aprimoramento do curso de engenharia elétrica da Poli foram a modernização do currículo que, em meados da década de 1950, consistia basicamente de tópicos de engenharia civil, com algumas noções de mecânica e eletricidade.

Nas décadas seguintes, ele e seus colegas organizaram a expansão do departamento de engenharia elétrica e a melhoria do currículo, que além de disciplinas na área de geração e distribuição de eletricidade, passou a incluir tópicos como a eletrônica, telecomunicações e sistemas digitais.  Além disso, Orsini também participou da criação de laboratórios práticos para complementar o ensino teórico e ajudou a introduzir o ensino de análise de circuitos, eletromagnetismo e outros tópicos, com o uso de técnicas matemáticas avançadas.

De acordo com ele, a modernização do curso de elétrica da Poli foi obra de uma contribuição de várias pessoas. “Nós procurávamos nos espelhar nas melhores universidades do exterior, como o MIT (Massachusetts Institute of Technology) e a Universidade de Stanford, dos Estados Unidos”, lembra. “Além disso, também é preciso levar em conta a própria evolução da eletrônica, que foi inacreditável.”

Entre as principais descobertas na área, as quais Orsini teve a possibilidade de acompanhar como espectador privilegiado, estão o transistor, inventado em 1947, quando ele estava em Paris e que foi fundamental para o desenvolvimento dos aparelhos eletroeletrônicos; e os circuitos integrados, que possibilitaram o barateamento dos produtos eletrônicos. “Hoje, todos nós estamos envolvidos em uma rede eletrônica, de modo que não é de estranhar que a engenharia elétrica e, em particular, a eletrônica tenha se desenvolvido muito”, diz. “E essa tecnologia tem que ser aprendida pelas novas gerações, que devem tocá-la para frente.”

Ao longo da carreira, Orsini também teve breves passagens pelas áreas administrativas. Na USP, ele foi diretor do Instituto de Física, em 1975, e pró-reitor de graduação, no período de 1988 a 1990, a convite do então reitor José Goldemberg. Mas apesar de avaliar como boas essas duas experiências em cargos administrativos, afirma que sua verdadeira vocação era, mesmo, ser professor e pesquisador. Seja como for, em todas as atividades que exerceu, sua postura só rende elogios.

 

Tradicional, interdisciplinar ou voltada à pesquisa: estudante da Poli pode escolher sua formação

Após cumprir as disciplinas da formação generalista de seu curso em quatro anos, o último período da graduação dos futuros engenheiros oferece 40 diferentes caminhos

A Escola Politécnica da USP (Poli-USP) aprovou, em 2013, uma nova estrutura curricular, a EC3, que passou a valer para os alunos que ingressaram em 2014. Esta turma chega ao quinto ano do novo modelo em 2018, e experimenta a oportunidade de escolher entre três caminhos bem distintos para concluir sua formação. Continuar em sua área de ingresso, escolher uma área diferente, ou seguir a carreira em pesquisa são as opções oferecidas aos estudantes, que passam pelo processo pela primeira vez na história da Escola, fundada em 1893. Os estudantes podem escolher entre 40 módulos, sendo dois deles interdisciplinares, em Engenharia Biomédica e Tecnologia Nuclear, e sete na área acadêmica.

O professor Francisco Cardoso, que preside a Comissão de Graduação da Poli-USP e liderou o processo, explica que a estrutura adotada confere ao aluno a oportunidade de direcionar sua formação. Assim, após concluir as disciplinas básicas do seu curso em quatro anos, o aluno pode optar por dedicar a carga horária do quinto ano para uma formação equivalente à de uma especialização ou pós-graduação em lato sensu, ou, ainda, pode optar por abrir novas perspectivas de atuação profissional. “Este é um grande diferencial que o aluno da Poli tem. Dentro do seu curso de graduação, uma carga horária flexível de 360 horas, que equivale a uma especialização”, ressalta.

O estudante Lucas Kazumi Onaga, um dos representantes dos alunos da Poli na Comissão de Graduação, destaca a liberdade para formatar o currículo como uma das grandes vantagens da graduação da Poli. “É possível escolher entre diversas especializações sem prejudicar a formação, e sem ter que cursar uma pós-graduação depois de formado. Esta é uma motivação a mais para os alunos, e um diferencial que não existe em outros lugares”.

Um estudante de engenharia civil, por exemplo, no quinto ano do curso, pode escolher um módulo - um conjunto de disciplinas de determinada especialidade - na sua área, mas também pode cursar outra área da engenharia, estudar em um módulo interdisciplinar, ou ainda fazer um módulo em pesquisa, cursando disciplinas de pós-graduação, que se configura como um Pré-Mestrado. Ele fará paralelamente o seu trabalho de conclusão de curso.

Esta variedade de opções é possível devido à grande estrutura de ensino, pesquisa e extensão da Escola Politécnica da USP, que oferece 17 cursos de graduação e possui 15 departamentos, que juntos somam mais de 100 laboratórios de pesquisa. Além disso, os alunos podem realizar intercâmbios em instituições parceiras de diversos lugares do mundo, incluindo programas de Duplo Diploma, ou ainda a Dupla Formação com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Toda essa variedade de áreas de estudo é um terreno fértil para a interdisciplinaridade. A interação entre as áreas, tão comum em projetos de engenharia, pode compor agora também a formação dos alunos.

“No caso do caminho voltado à formação em pesquisa, o modelo adotado pela Escola fortalece ainda mais a capacitação para a inovação e o desenvolvimento tecnológico, pois oferece ao aluno alternativas totalmente estruturadas em disciplinas de pós-graduação”, destaca o professor Cardoso. “O que se pretende é valorizar a formação para que o futuro profissional atue, em empresas públicas e privadas, nas áreas de desenvolvimento tecnológico”, explica o professor. Para Cardoso, esse caminho incentiva, ainda, que o aluno recém-formado participe depois do processo seletivo de programa de mestrado da Escola e siga dando continuidade à sua formação em pesquisa e desenvolvimento, com excelência. No ano de 2018, do total de 12 programas de pós-graduação stricto sensu, com mestrado e doutorado, ministrados na Poli, sete oferecem a possibilidade de formação em pesquisa ao aluno, em parceria com o ensino de graduação. 

Como funciona? O aluno que conclui o quarto ano do curso tendo cumprido 80% da carga horária pode se inscrever em um módulo a sua escolha, seja ele uma continuidade da área na qual ingressou, seja um módulo em outra área, um módulo interdisciplinar, ou um módulo voltado à pesquisa, no qual cursará disciplinas de pós-graduação.

Leia mais:

Reportagem do Jornal O Estado de São Paulo destaca a pluralidade da Poli

http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,guia-de-universidades,10000084712

O Jornal da USP publicou uma notícia sobre o módulo acadêmico, o Pré-Mestrado de Engenharia de Computação

http://jornal.usp.br/universidade/poli-inaugura-pre-mestrado-em-engenharia-de-computacao-para-2018/

Última atualização em Qui, 01 de Fevereiro de 2018 09:43
 

Evento na Poli-USP terá tutorial sobre Inteligência Artificial em parceria com a Microsoft

A 12ª edição do Workshop de Tecnologia Adaptativa terá dois dias de programação voltada aos avanços da pesquisa na área

O Laboratório de Linguagens e Técnicas Adaptativas (LTA) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) promoverá, nos dias 1 e 2 de fevereiro, o 12º Workshop de Tecnologia Adaptativa (WTA). O evento contará com apresentações de trabalhos, tanto em pesquisas quanto em aplicações práticas, nas quais a adaptatividade proporciona soluções, além de três tutoriais relacionados ao campo, um deles sobre Inteligência Artificial, ministrado pela empresa Microsoft. O evento ocorrerá no auditório do prédio da Engenharia Elétrica, a partir das 8h30. Inscrições gratuitas podem ser feitas no link http://lta.poli.usp.br/lta/wta/wta-2018/inscricoes.

Segundo Paulo Roberto Massa Cereda, membro da comissão organizadora do WTA, explica que a “tecnologia adaptativa” é uma área de pesquisa que estuda sistematicamente técnicas, processos e métodos voltados ao fenômeno da adaptatividade”. Em linhas gerais, o termo significa um acontecimento de uma mudança espontânea do funcionamento de algum dispositivo por ocasião de uma situação nova que requer tratamento adequado”.

Cereda dá como exemplo o papel do peão num jogo de xadrez. A princípio, esta peça apenas se movimenta para a frente, na casa seguinte. Porém ao alcançar o lado oposto do tabuleiro, o peão deixa de andar somente para a frente e passa a assumir outra função determinada pelo jogador. “Em outras palavras, o peão ‘trocou’ suas regras por outras porque chegou ao final do tabuleiro. Dizemos que o peão adaptou-se à nova situação. Estudar adaptatividade é aprender como novas situações alteram espontaneamente o funcionamento de algum dispositivo”.

O evento é voltado a estudantes de graduação e de pós-graduação nas áreas de computação e engenharia, professores, pesquisadores e entusiastas de tecnologia em geral. Ele contará com tutoriais nos seguintes temas: nova linguagem de programação com características que possam auxiliar a modelagem de software adaptativo; processamento de linguagem natural e como o fenômeno da adaptatividade torna-se adequado para modelar propriedades de formação de sentenças em um idioma; e inteligência artificial e aprendizado de máquina utilizando computação em nuvem, este último ministrado pela empresa Microsoft.

Desde  sua primeira edição em 2007, o evento é formatado de forma a proporcionar o intercâmbio e a troca de experiências entre pesquisadores das mais diversas áreas. “A cada edição, os trabalhos apresentados demonstram a importância da pesquisa realizada e nos apontam direções para trabalhos futuros. É um ambiente propício para descobrir esse fascinante tema que é a tecnologia adaptativa”, defende o organizador.

Outras informações no site http://lta.poli.usp.br/lta/wta/wta-2018/programacao.

Serviço Workshop de Tecnologia Adaptativa (WTA)

Quando: 1 e 2 de fevereiro.

Onde: Prédio da Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3 nº 380; CEP 05508-010 - São Paulo - SP.

Inscrições gratuitas pelo site: http://lta.poli.usp.br/lta/wta/wta-2018/inscricoes.

 

Professor José Sidnei Colombo Martini é homenageado pela ABINEE

Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica prestou homenagem ao docente da Poli-USP no último mês

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) prestou uma homenagem ao docente da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), José Sidnei Colombo Martini, ‘por sua inestimável participação à frente de importantes empresas dos setores público e privado na área energia elétrica e como acadêmico notável para a formação de futuros profissionais do setor”.

A solenidade de entrega foi realizada no dia 8 de dezembro, durante o almoço anual da indústria elétrica e eletrônica, e contou com a participação do Presidente da República, Michel Temer, de ministros e do politécnico e Secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles. Fundada em 1963, a Abinee é uma sociedade civil sem fins lucrativos que representa os setores elétrico e eletrônico de todo o Brasil, e possui como associadas empresas nacionais e estrangeiras instaladas em todo País.

José Sidnei Colombo Martini é graduado, mestre, doutor e livre-docente em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica. Professor da USP desde 1974, é professor titular, ou seja, alcançou o topo da carreira docente universitária. Atuou como assessor científico da FAPESP e dos exames nacionais de Engenharia Elétrica do Ministério da Educação. Na USP, foi prefeito do Campus da Capital, e Chefe do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica.

Presidiu, por uma década, as principais empresas de transmissão de energia elétrica no Estado de São Paulo, EPTE e CTEEP, além de dirigir o IEEE Brasil. Foi também Chefe do Departamento de Controle do Abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo – SABESP, por quatro anos. Foi diretor em empresas de engenharia, atuando nas áreas de Saneamento Básico, Energia Elétrica e Energia Nuclear, em segmentos de sua especialidade.       

É pesquisador nas áreas de Energia, Computação e Tecnologia da Informação, com ênfase em sistemas de supervisão e controle, em tempo real, em processos espacialmente distribuídos.

Fotos do evento: https://www.flickr.com/photos/146279702@N06/albums/72157667399386839

 

Expert italiano em problemas inversos ministra palestra na Poli-Santos

Antonio Morassi aborda o comportamento das teias de aranha para apresentar técnicas dinâmicas de identificação de danos em edifícios

Acontece no dia 24 de janeiro, na Poli-Santos, a palestra  “Dynamic methods for damage detection in structures”. O palestrante, Antonio Morassi, possui uma linha de pesquisa que busca identificar danos em estruturas a partir das respostas vibracionais geradas quando elas são estimuladas. O evento acontece às 10h, é gratuita e aberta ao público.  

“Pretendo abordar o uso de técnicas dinâmicas com o fim de identificar danos em edifícios altos”, resume Morassi, que se dedica há décadas a estudos sobre os problemas inversos. “Um problema direto pode ser comparado a uma equação que resolvemos na escola: o professor nos dá os parâmetos para que encontremos as soluções. Os problemas inversos não seguem essa lógica. Com eles, é o contrário: a partir de um pedaço da resolução da equação, fazemos o caminho inverso a fim de encontrar alguns parâmetros que a definiram”, resume ele.

Segundo o professor, titular da universidade de Udine, na Itália, as aranhas se utilizam do mesmo processo inverso para identificar a posição da presa quando esta cai em suas teias. “Elas conseguem definir onde a presa está pelas vibrações transmitidas pela teia a partir das coordenadas iniciais. O comportamento dessa estrutura – a teia – pode nos dar pistas sobre o comportamento de outras estruturas.”

Para entender melhor o desempenho das teias de aranha, Morassi vem desenvolvendo uma pesquisa conjunta com o professor Alexandre Kawano, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), que visa que visa compreender como uma aranha pode identificar univocamente a posição da presa a partir de medidas do movimento dinâmico da teia. São estruturas que apresentam um sistema mecânico complexo, pois além de compostas por material biológico e leve, são altamente resistentes a intervenções externas como a chuva e o vento. “O professor Morassi é uma referência mundial na área de problemas inversos e tê-lo conosco é um privilégio”, diz Kawano.

A pesquisa, fruto da bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) de número 2017_07189-2, busca responder questões que há muito intrigam os cientistas. “Sabe-se, atualmente, que a teia é capaz de transmitir informações sensoriais provocadas por estímulos externos. Graças a isso, a aranha é capaz de identificar, sem sair do lugar, quando um inseto fica preso em sua teia: as ondas mecânicas se propagam pela estrutura até chegarem a ela. Contudo, não se sabe ao certo qual tipo de informação o animal assimila para diferenciar a vibração causada por uma presa da vibração causada pelo vento, por exemplo. Esperamos que o estudo busque auxiliar a resolução dessas e outras perguntas.”

Segundo Morassi, o modelo que as duas instituições estão produzindo é inédito, uma vez que considera variáveis que não haviam sido estudadas pela literatura anterior. “Os modelos numéricos existentes da teia de aranha consideram apenas uma dimensão da estrutura. Nesse novo modelo, estamos levando em conta a bidimensionalidade da teia”, explica, ressaltando as aplicações práticas do estudo.

“Além dos avanços no campo da biologia, podemos levar em conta o estudo do mecanismo que faz com que o aracnídeo identifique a posição exata da presa. Isso pode ter inúmeras relações com a área militar”, exemplifica. “Na área de biomédicas, o estudo do material da teia também é interessante, já que se trata de um material biológico”.

Palestra: Dynamic methods for damage detection in structures

Palestrante: Antonino Morassi

Local: Poli-Santos (Praça Cel. Narciso Andrade, s/nº, Vila Matias) prédio Cesário Bastos

Data: 24/01/2018

Horário: 10h00

Inscrições no formulário.

Última atualização em Sex, 19 de Janeiro de 2018 13:31
 

USP divulga data de eleições para representantes docentes junto ao Conselho Universitário

O Gabinete do Reitor divulgou, no dia 17 de janeiro, por meio da Portaria GR Nº7064, que a eleição dos representantes das categorias docentes e respectivos suplentes, prevista no Estatuto da Universidade, será realizada no dia 20 de fevereiro de 2018, das 9h às 18h, por meio do sistema eletrônico de votação adotado pela USP, o Helios Voting.

A eleição será realizada na forma de chapa, em até dois turnos de votação, com voto direto e secreto. O resultado será divulgado no dia 21 de fevereiro, caso as chapas obtenham maioria absoluta dos votos. Outras informações e detalhes podem ser acessados no arquivo.

 

Última atualização em Sex, 19 de Janeiro de 2018 13:11
 


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