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Doutores da Poli-USP conquistam Prêmio Capes de Tese 2017

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) contemplou dois trabalhos de doutorado da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) defendidos em 2016 com um Prêmio Capes de Tese Edição 2017, e com uma menção honrosa. Ao todo, foram contemplados nove trabalhos da USP na premiação deste ano. Além dos prêmios, outorgado às melhores teses de doutorado defendidas em 2016, 16 teses da Universidade receberam menções honrosas. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, 10 de outubro.

O prêmio consiste em diploma, medalha e bolsa de pós-doutorado nacional de até 12 meses para o autor da tese; auxílio para participação em congresso nacional, para o orientador, no valor de R$ 3 mil; distinção a ser outorgada ao orientador, coorientador e ao programa em que foi defendida a tese; além de passagem aérea e diária para o autor e um dos orientadores da tese premiada para que compareçam à cerimônia de premiação.

A tese vencedora de uma das grandes áreas de Engenharia foi a de Juliano Avelar Araujo, orientado pelo docente Andre Paulo Tschiptschin, que coordena o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Poli-USP, recentemente avaliado com nota máxima pela Capes . O título do trabalho é “Obtenção e caracterização microestrutural e química de recobrimentos multicamadas de NBN/CRN para aplicações tribológicas pelo processo de deposição física de vapor”. A pesquisa pode ser consultada na íntegra no Banco de Teses da USP.

Já o pesquisador Edmo da Cunha Rodovalho, orientado pelo professor do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo (PMI), Giorgio de Tomi, conquistou o prêmio de menção honrosa com a tese “An innovative approach for controlling operational parameters in open pit mining to reduce costs and environmental impacts”, que também pode ser acessada na íntegra no Banco de Teses da USP.

Celebração em Brasília – A cerimônia de entrega do Prêmio Capes ocorrerá no dia 7 de dezembro, em Brasília, quando será outorgado também o “Grande Prêmio Capes de Tese” para a melhor tese selecionada em cada um dos três grupos de grandes áreas.

O Grande Prêmio consiste em certificado de premiação, troféu e bolsa de pós-doutorado internacional de até 12 meses para o autor da tese; auxílio para uma participação em congresso internacional, para o orientador, no valor de R$ 9 mil; certificado de premiação ao orientador, coorientador e ao programa em que foi defendida a tese; e passagem aérea e diária para o autor e um dos orientadores da tese premiada para que compareçam à cerimônia de premiação. Pela Fundação Conrado Wessel, são oferecidos três prêmios no valor de U$ 15 mil cada um para cada premiado nas três grandes áreas.

 

Programa de Mestrado em Engenharia de Sistemas Logísticos tem inscrições abertas até 24/10

PROCESSO SELETIVO PARA O PROGRAMA DE MESTRADO EM ENGENHARIA DE SISTEMAS LOGÍSTICOS DA ESCOLA POLITÉCNICA DA USP – EDITAL 2018

O Programa de Mestrado em Engenharia de Sistemas Logísticos informa que o processo seletivo para ingressantes em 2018 estará aberto para inscrições em 25 de setembro (segunda-feira) e fechado às 16h do dia 24 de outubro de 2017 (terça-feira), somente pelo formulário (on-line) disponível no “site” do programa (www.usp.br/sistemas.logisticos).

DATA E LOCAL DO EXAME DE INGRESSO: 08 de novembro de 2017, quarta-feira, 8:00h às 13:00h, nas dependências da Escola Politécnica da USP (Biênio Anfiteatro Vermelho).

No dia da prova, o candidato deverá trazer a documentação listada a seguir para finalizar a inscrição:

· CPF (cópia simples)

· Carteira de identidade (cópia simples) ou passaporte (se estrangeiro; cópia simples)

· Histórico escolar da Graduação completo (cópia simples)

· Diploma da Graduação (reconhecido pelo MEC, cópia simples)

· Currículo profissional/acadêmico detalhado do candidato

· Uma foto 3x4

· Ficha de inscrição preenchida, datada e assinada.

 

Poli participa de pesquisa que determinará referencial altimétrico para Brasil e América do Sul

Levantamento do referencial é fundamental para garantir, por exemplo, a precisão das medições de altitude em obras como pontes, túneis e reservatórios de hidrelétricas

O Laboratório de Topografia e Geodésia (LTG) do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) está atuando dentro da iniciativa do International Height Reference Frame (IHRF), que pretende estabelecer uma referência altimétrica global, válida para todos os países do mundo. Isso é fundamental para a padronização global das medidas de altitude, utilizada na construção de grandes projetos de engenharia, como pontes, túneis e reservatórios de hidrelétricas, entre muitas outras aplicações.

A equipe do LTG está estabelecendo o Referencial Altimétrico no Brasil e na América do Sul, que integrará o IHRF. Para contribuir no referencial altimétrico é preciso estabelecer as chamadas Redes de Gravidade Absoluta (RGA), a partir de medições absolutas da aceleração de gravidade em estações previamente selecionadas.

Até recentemente o cálculo do referencial altimétrico era feito a partir do nível médio do mar, monitorado através dos marégrafos. No Brasil, o referencial altimétrico utilizado até o momento é o nível médio da estação maregráfica de Imbituba, que fica no litoral de Santa Catarina.

“No momento, estamos estudando e promovendo alterações para estabelecermos uma nova referência uma vez que o nível médio do mar não representa a mesma superfície de equilíbrio em todos os pontos do globo. Quando determinamos o nível médio do mar em Santos, em Belém, ou em uma estação costeira dos Estados Unidos, do Japão ou da Europa, notamos que o nível médio não materializa a mesma superfície de equilíbrio (equipotencial) em todos os pontos e precisamos ter referências que possam ser consistentes para todos”, explica Denizar Blitzkow, professor colaborador do LTG.

Por isso, os pesquisadores estão determinando agora as medidas gravimétricas na superfície da Terra, pois são bem mais precisas. Para isto, utilizam-se aparelhos chamados gravímetros, que podem ser absolutos ou relativos. São feitas medições em diferentes pontos do País. “Nosso laboratório tem trabalhado no estabelecimento de redes de referência de gravidade absoluta. Estamos fazendo isso em toda a América do Sul”, conta.

Os pesquisadores definem pontos para medir a aceleração de gravidade a cada 100 quilômetros, aproximadamente, criando uma rede extremamente densa de pontos medidos e que constituem a Rede de Gravidade Absoluta (RGA) da região. Alguns países já tiveram os pontos referenciais estabelecidos e completaram a sua RGA, como a Argentina e a Venezuela.

Em agosto último foi concluída a medição e o estabelecimento da rede do Equador. No Brasil vem-se trabalhando gradualmente para completar a rede. A partir da referência absoluta realizam-se trabalhos de densificação. No Brasil já existe por volta de um milhão de pontos gravimétricos. O Estado de São Paulo é o mais bem servido em dados, graças a um trabalho realizado com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“Com o uso dos dados de gravimetria, vamos estabelecer uma superfície de referência que seja globalmente aceita, e todos os países poderão usar esssa referência para altimetria”, explica. Ele cita como exemplo prático as dificuldades enfrentadas pelos engenheiros na construção do gasoduto Brasil-Bolívia porque havia duas referências altimétricas diferentes para se usar nos cálculos: a brasileira e a boliviana. “Com o estabelecimento de um indicador comum para toda a América do Sul, poderemos trabalhar de um país para o outro usando a mesma referência”, completa.

Ao concluir os trabalhos, o Brasil e demais países da América do Sul terão um novo referencial altimétrico para utilizar que será comum a todos. “Com isso, vamos abandonar o uso da medição do nível médio do mar”, diz. Além de ter uma medida padrão para todos os países que pode ser usada internacionalmente, o uso da medida dos gravímetros torna o cálculo mais preciso e o resultado mais exato, já que os gravímetros trabalham com medidas físicas reais do terreno.

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

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Tel. (11) 5549-1863

 

Autogestão e cooperativismo são temas do primeiro dia de evento sobre economia solidária na Poli

O Seminário Internacional Procoas ocorre até dia 11 de outubro e é organizado pelo Comitê de Processos Cooperativos e Associativos (Procoas)

“Autogestão, Cooperativismo e Economia Social e Solidária: Experiências Latino-Americanas” foi tema principal da primeira mesa de debates do XIII Seminário Internacional Procoas, organizado pelo Comitê de Processos Cooperativos e Associativos (Procoas) e que termina nesta quarta-feira (11/10). O evento, realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), conta com uma programação ampla que se divide em debates, apresentações de artigos, saraus, almoços comunitários e lançamentos de livros. Está prevista a presença dos principais pesquisadores e estudiosos do assunto no meio acadêmico.

A mesa de abertura ocorreu no Auditório Professor Francisco Romeu Landi, no prédio da Administração da Poli, às 10 horas. Compuseram a solenidade o professor do Departamento de Produção (PRO) da Escola Reinaldo Pacheco da Costa, como mediador; a docente da Unesp Ana Maria Carvalho e o chefe do PRO Fernando José Barbin Laurindo, que discursou em nome da diretoria da Poli.

Segundo Laurindo, não é somente uma honra para a Poli sediar um evento como esse, mas também de extrema importância. “A solidariedade é muito benéfica à sociedade, e a Engenharia, principalmente aquela que diz respeito à produção, tem que ser pensada nessa lógica”. Quanto ao que espera do Seminário, ele é otimista. “Sei que sairão ótimas ideias daqui, principalmente com relação à gestão de empreendimentos econômicos que se utilizam da economia solidária”.

O Seminário tem como objetivo principal reunir pesquisadores para discutir sobre as experiências da Economia Social e Solidária no cenário da América Latina. Conceitualmente, Economia Social e Solidária é uma prática que visa organizar o sistema de produção, aquisição e distribuição de bens levando em conta a igualdade social e práticas preservacionistas em relação ao meio ambiente.

O Procoas é um grupo que nasceu na Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM) e promove discussões em congressos, eventos acadêmicos e publicações científicas para fomentar o debate acerca dos avanços sobre o  tema.

O primeiro dia teve ainda o lançamento do livro “Economia Solidária e os Desafios Globais do Trabalho”, de André Ricardo de Souza e Maria Zanin e as primeiras apresentações de artigos. O segundo dia será marcado pela mesa de debate “Economia Solidária no Brasil: perspectivas de reação à crise política e econômica”, enquanto o último dia ficará reservado para as apresentações finais e avaliação do congresso. Mais informações disponíveis no link .

A mesa de debate que abriu oficialmente o evento procurou esclarecer conceitos como autogestão e cooperativismo, especificando suas relações com a Economia Social e Solidária. O debate teve a mediação de Carvalho e a presença de José Luis Coraggio, professor emérito da Universidad Nacional de General Sarmiento, Ana Lucia Cortegoso, docente da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Maurício Sardá, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

 

Torneio para estudantes premiará ideias empreendedoras com viagem ao Vale do Silício

“Ponto de Partida”, promovida por alunos da Poli, Unicamp, ITA, FGV e Mackenzie, também dará aos vencedores um curso na Draper University e a possibilidade de apresentar ideia de negócio para investidores. 

Qualquer pessoa que tenha a intenção de ser empreendedor em negócios envolvendo tecnologia de ponta precisa conhecer a experiência do Vale do Silício, nos Estados Unidos, local onde estão sediadas empresas como Adobe, Facebook, Apple e Google. A oportunidade de viajar até lá, estudar em uma universidade norte-americana de ponta e ainda apresentar sua ideia de negócio para potenciais investidores integram o pacote de prêmios da Ponto de Partida, competição entre estudantes que possuem ideias de startups e modelos de negócios promovida pela Poli Júnior, empresa estudantil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em parceria com ligas de outras instituições de ensino superior do Estado de São Paulo.

A competição ocorre nos dias 21 e 22 de outubro, no Centro de Difusões Internacionais (CDI) da USP. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui até o dia 17 de outubro. A Ponto de Partida nasceu do evento “Ser Empreendedor”, uma semana de palestras e atividades sobre o tema organizado pela Poli Júnior há 14 edições, e que já contava com uma competição de modelo de negócios em sua estrutura. Esse ano, com a entrada de outras universidades na organização, o prêmio ficou maior. Além da viagem ao Vale do Silício, os ganhadores irão estudar por duas semanas na Draper University e terão a oportunidade de apresentar um pitch para um grupo de investidores da universidade americana.

Além da Poli Júnior, estão envolvidos na organização da competição grupos estudantis da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que, juntas, integram a União das Ligas. Segundo os organizadores, a criação do torneio nasceu da necessidade de impactar a sociedade, fomentando o empreendedorismo ao inspirar, capacitar e conectar pessoas e startups.

Para participar da Ponto de Partida, é necessário ter uma ideia inicial de um negócio inovador e uma equipe de duas a cinco pessoas, com pelo menos um integrante cursando a graduação ou a pós-graduação em qualquer universidade brasileira. Caso exista a ideia, mas não uma equipe, o interessado poderá participar da atividade de formação de grupos que ocorrerá no dia 7 de outubro, às 8 horas, na Poli. Para outras informações, basta acessar o site da competição.

Sobre o evento: A Ponto de Partida foi dividida em duas partes: capacitação e competição. Na primeira etapa são oferecidos cursos, oficinas e palestras com o intuito de apresentar exemplos de iniciativas inovadoras aos presentes e assim preparar os competidores. As atividades promovidas tiveram seu início do final de agosto, e independem da participação na Ponto de Partida. A próxima delas será uma palestra com a startup Farm no dia 4 de outubro, às 19 horas, na Escola. Saiba mais.

A competição em si ocorrerá no penúltimo final de semana do mês de outubro no prédio do CDI, localizado na Cidade Universitária. Para se inscrever basta preencher um formulário no site do evento. No primeiro dia, os participantes passam por uma seleção, na qual serão escolhidos os finalistas. No segundo, as equipes aprovadas seguem para uma etapa de elaboração dos modelos de negócios com o auxílio de empreendedores reconhecidos no mercado e, ao final do dia, apresentam seu projeto a uma banca avaliadora formada por mentores e investidores.

O final de semana contará ainda com uma feira de empreendedorismo no CDI. Durante os dois dias, projetos de empreendedorismo do País ficarão expostos no prédio. A Ponto de Partida conta com o apoio de empresas como a Laiob, Azul, Farm e Baita.

 

SIICUSP divulga selecionados para participar da etapa internacional

Dos projetos apresentados na Poli-USP, 30 foram indicados para a próxima fase do Simpósio

Dos 30 projetos escolhidos para a segunda etapa do Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP (SIICUSP) na área de Engenharia, 29 deles são da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O evento ocorreu na Escola nos dias 19 a 22 de setembro, e agora os selecionados devem se preparar para realizar uma segunda apresentação, em inglês, no Centro de Difusão Internacional da Universidade (CDI) nos dias 24 e 25 de outubro.

Durante os dois dias, os estudantes devem expor o pôster sobre o trabalho em língua inglesa. Além da apresentação das melhores pesquisas em todas as áreas, haverá uma programação paralela com palestras relacionadas à comunidade científica. A programação já está disponível no site do evento e pode ser acessada aqui.

A avaliação na etapa internacional ocorrerá de maneira similar ao que foi feito na anterior. Um comitê composto de pesquisadores convidados pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP-USP) estará presente e indicará os melhores projetos da USP para representarem a Universidade em outros eventos ou prêmios, no Brasil ou fora.

Por que fui/não fui selecionado - A escolha se iniciou após os avaliadores inserirem suas notas em um sistema online da USP. Em 2017, foram 234 inscritos e 140 presentes.

A Comissão de Pesquisa da Poli-USP ficou encarregada, então, de escolher aproximadamente 15% melhores trabalhos de acordo com os critérios estabelecidos pela PRP e por ela própria. Apenas os estudantes que fizeram apresentações presenciais durante o evento e cujo resumo tenha sido recomendado para publicação participaram da seleção para a etapa internacional.

Visando garantir um equilíbrio entre as áreas, os alunos foram, primeiramente, separados entre: Civil, Química, Elétrica e Mecânica. Todos também deveriam ter duas notas iguais ou maiores que oito, amenizando assim a subjetividade das avaliações. Após essa seleção inicial, eles foram classificados por média, e as 30 melhores notas foram selecionadas.

Dentre os selecionados, sete desenvolveram seus trabalhos sem qualquer tipo de bolsa.

A PRP irá contatar os alunos indicados informando os procedimentos a serem seguidos para essa nova fase de apresentações.

Projetos indicados para a etapa internacional - Um dos 30 projetos escolhidos para a etapa internacional é de Cesar Augusto Mendes Tessariolli, cujo orientador é o professor Henrique Takashi Moriya, docente do Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle (PTC) da Poli, que possui linhas de pesquisa em Engenharia respiratória e processamento de sinais biológicos. O trabalho do aluno buscou criar um sistema capaz de monitorar a ventilação respiratória em camundongos e extrair parâmetros de sua respiração forçada.  Com desenvolvimentos posteriores, esse monitoramento poderá ser utilizado para um melhor entendimento de como funciona o sistema respiratório humano.

Além dele, Vinícuis Hideyuki Shinya também está na lista para concorrer na etapa internacional. O estudante pesquisou métodos eficientes de decantação decompostos como a sílica e o carbonato de cálcio para evitar o entupimento. A orientação da pesquisa foi feita pelo docente Marcelo Seckler, do Departamento de Engenharia Química (PQI) da Poli.

Confira a lista de classificados para a etapa internacional aqui

 

Estudante da Poli usa IA em sistema que melhora previsão de chegada de ônibus coletivo em São Paulo

Em projeto de iniciação científica, Filipe Mourão conseguiu calcular o tempo que um ônibus leva de um ponto a outro com quase 50% mais precisão do que os métodos usados em aplicativos já existentes.

Participar do Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP (SIICUSP) é uma possibilidade para quem realiza a graduação estar mais próximo da carreira acadêmica, além de ter o contato com pessoas e professores especializados na área e até concorrer a vagas em simpósios internacionais para expor seu projeto. A oportunidade foi aproveitada por Filipe Assis Mourão, aluno da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) que optou por complementar sua formação no curso de Engenharia Mecatrônica com a atividade de pesquisa e da participação na exposição.

Orientado pelo docente Jun Okamoto Jr., do Departamento de Engenharia Mecatrônica (PME) da Poli, Mourão utilizou técnicas de inteligência artificial e desenvolveu um sistema para estimar a chegada dos ônibus de uma linha da cidade de São Paulo com um tempo de erro 50% menor do que os métodos existentes e usados em aplicativos comerciais.

Para Okamoto, a relevância do projeto está intimamente ligada com os resultados obtidos, que mostram uma vantagem em relação ao cálculo feito atualmente pelos sistemas já utilizados. “Tradicionalmente, são usados métodos estatísticos comuns, enquanto Filipe leva em consideração outros fatores que também podem influenciar o tempo de chegada do veículo”, explica o docente: “Além disso, o trabalho está dentro do conceito de cidades inteligentes, porque visa melhorar a cidade para quem a habita”, completa.

Os métodos para a previsão de chegada dos ônibus da cidade em um ponto já são utilizados por diversos aplicativos disponíveis no mercado e se baseiam em cálculos de dados estatísticos como a velocidade média do veículo e o tempo médio que ele costuma percorrer para realizar o mesmo trajeto. Contudo, o docente lembra que isso não abrange diversos outros fatores muito importantes. “Sabemos que, por exemplo, o tempo de percurso pode ser influenciado pelo trânsito ou até mesmo pelo dia da semana”, acrescenta.

Para resolver o problema, Mourão resolveu utilizar um conceito da inteligência artificial denominado aprendizado de máquina. Ele pode ser entendido como um campo de estudo que fornece ao computador a capacidade de aprender sobre um determinado problema sem ter sido, necessariamente, programado para isso. Por meio de um grande conjunto de dados, o sistema pode extrair regras e padrões dos mesmos e então criar uma lógica para eles, fazendo estimativas e até previsões de seus comportamentos.

Segundo o professor, o aprendizado de máquina é um campo promissor para áreas como o mercado financeiro, que pode se beneficiar com a estimativa de queda ou subida de ações, ou até mesmo para o diagnóstico de exames médicos.

O estudante e realizador da pesquisa explica que optou por treinar seu computador para o aprendizado de máquina supervisionado, um dos possíveis tipos de treinamento de máquinas da inteligência artificial. Neste método, são fornecidos para o algoritmo dados de entrada – parâmetros do que se quer descobrir – e dados de saída – os resultados.

Mourão fez exatamente isso durante o projeto: ele realizou diversos treinamentos com seu computador, disponibilizando para o algoritmo os fatores que acreditava serem os influenciadores do tempo de chegada dos ônibus (quilometragem de trânsito na cidade, se está chovendo ou com sol, dia da semana etc.) e também os resultados, ou seja, o tempo real de chegada dos ônibus de um ponto a outro. A máquina, então, ficou responsável por traçar uma relação entre esses dados e estabelecer uma lógica sobre como os parâmetros definem o período do percurso.

Mourão conta que cerca de 300 mil dados foram coletados para a realização do treinamento. Destes, 82 mil foram efetivamente utilizados, sendo 12 mil guardados para a etapa de prova final, para garantir que o sistema estivesse funcionando. Ele acrescenta que utilizou 22 variáveis, divididas em quatro grandes categorias: Congestionamento, Clima, Ônibus e Parâmetros do Dia. Alguns exemplos de variáveis são: dia da semana, se era feriado ou não, quilometragem de congestionamento da cidade, precipitação, temperatura média do dia, umidade do ar, velocidade do ônibus, distância até o ponto de parada, e tempo de chegada anterior, entre outros.

Todas as informações foram retiradas de fontes confiáveis, ele garante. Elas vieram do Maplink, que usa os APIs do Google Maps, do Instituto Nacional de Meteorologia e da SPTrans. Durante o período de um ano de pesquisa, nove meses ficaram reservados para a definição dos parâmetros, manipulação dos dados, treinamento e avaliação da máquina.

Para as simulações, o estudante escolheu a linha 8700-10, que liga Taboão da Serra ao centro de São Paulo. A escolha dessa linha foi muito bem pensada. “Ela não possui corredores de ônibus em todo o seu trajeto, o que faz com que sofra mais diretamente a influência de fatores como o trânsito e torne o cálculo de sua chegada mais difícil”, explica Mourão. Como resultado, o aluno criou um sistema que prevê a chegada com 36 segundos de atraso – contra os 67 segundos que são a margem de erro dos aplicativos disponíveis atualmente.

O professor Okamoto se diz contente com o resultado alcançado. “É necessário um esforço muito grande e investimentos para disponibilizar um sistema desses para uma cidade com tantas linhas como São Paulo. Contudo, mostramos que temos o conhecimento do método, e confirmamos que ele é mais eficiente do que o tradicional”.

Mourão garante que a experiência de realizar a IC foi muito importante para a sua formação. “Foi uma das melhores experiências do curso. Eu já tinha uma paixão pela área, e a vontade de trabalhar em algo mais prático. Aprendi muito sobre pesquisa e rotina acadêmica”.

O professor concorda com o aluno a respeito da importância da IC. “Se o aluno tiver vontade de aprender alguma coisa que ele não consiga ver durante o curso normal, a Iniciação Científica é uma ótima oportunidade. Assim, ele melhora a sua formação, complementando-a com um assunto que vai além da graduação”.

O que a IA é capaz – Jun Okamoto possui uma linha de pesquisa na Poli que trabalha especificamente com o aprendizado de máquina supervisionado. Ele explica que atualmente orienta dois projetos na área, um de mestrado e outro de doutorado.

O primeiro deles, chamado “Classificação Estética de Fotos”, busca entender quais fatores influenciam na escolha de uma fotografia como vencedora de prêmios ou até mesmo digna de uma grande quantidade de curtidas nas redes sociais. “O objetivo é escolher fotos que tenham sido premiadas e treinar a máquina de acordo com os resultados que elas tiveram nas competições. Assim é possível mostrar uma nova foto para a máquina e ela dizer se a foto tem chances ou não de ser premiada”, comenta. Já a tese de doutorado trabalha com séries temporais do mercado financeiro, e tenta concluir se certas ações irão cair ou subir na bolsa de valores.

O tema de estudo do professor já rendeu uma parceria com a Receita Federal em 2008. A cooperação permitiu o desenvolvimento de um sistema que diz quais os códigos CNAE que correspondem às atividades de uma empresa por meio de descrições por texto livre. O projeto do professor tenta automatizar a função de um especialista, utilizando o método supervisionado. Dessa forma, a máquina faz a classificação automática das atividades das empresas indicando quais os códigos CNAE mais se ajustam às atividades declaradas.

Apesar do conceito de Inteligência Artificial não ser tão recente, Okamoto diz que agora há mais possibilidades de sua aplicação prática do que antigamente. “Hoje em dia, é mais fácil aplicar a IA porque os computadores são muito mais rápidos. Ela demanda uma grande quantidade de dados, e as máquinas atuais conseguem realizar o treinamento num tempo muito menor do que antes”.

Para mais informações sobre o laboratório coordenado pelo docente, clique aqui.

 


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