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Professores e alunos de Engenharia de Computação se reúnem para discutir a EC-3 em workshop

Professores e alunos do PCS se reuniram para discutir a nova estrutura curricular dos cursos do departamento no XIII Workshop de Graduação do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da USP. Organizado pelo professor Paulo Cugnasca, o evento aconteceu no dia 11 de dezembro, na sede da Associação Paulista de Supermercados (APAS).

Já aprovada para 2014, a EC-3, como é conhecida a nova grade curricular, passa pelas últimas discussões de aperfeiçoamento para sua implantação nos anos de 2015 e 2016. Os cursos do PCS possuem o menor tempo médio de conclusão de todos da Escola Politécnica, com 11 semestres. A evasão, por sua vez, não passa de 2%, ao passo que a média da faculdade é de pouco menos de 10%.

Na abertura do evento, o diretor em exercício da Poli/USP, José Roberto Castilho Piqueira, enfatizou a importância desta preparação para os “grandes desafios” que o departamento passará durante o próximo ano, como a implantação do curso de Engenharia da Computação no campus da USP Leste. O organizador do workshop, Paulo Cugnasca, apontou para os principais temas que devem ser melhor estudados, como uma maior flexibilização das carreiras, a manutenção de pelo menos 10% das vagas de todas as disciplinas como optativas livres, e um grande aumento de atividades extracurriculares.

Logo após, todas as disciplinas do curso foram apresentadas pela professora Selma Shimizu, que demonstrou os resultados do trabalho dos professores iniciado em fevereiro de 2012. Ela também chamou atenção para o fato de que o curso que será oferecido na USP Leste ainda terá diferenças em seu currículo com relação a EC-3, pois foi a única forma de conseguir aprová-lo para começar já em 2014.

Cada grupo de professores de todas as áreas do departamento explicou então como a transição da EC-2, utilizada desde 1999, para a estrutura curricular atual vai ocorrer, assim como os pontos que ainda podem ser implantados para as versões de 2015 e 2016.

Representando a Linha de Hardwares, o professor Edson Midorikawa disse que pretendem tornar suas disciplinas mais dinâmicas e dar mais liberdade aos próprios alunos para buscarem a aprendizagem, assim como valorizar mais atividades não-presenciais. A Linha de Software, por sua vez, vai implantar matérias mais básicas no primeiro ano para o ensino da construção de algoritmos, segundo a professora Anarosa Brandão.

O professor Wilson Ruggiero, que apresentou a Linha de Redes, disse que a principal preocupação do docente tem que ser a de “formar o engenheiro atual, se colocar na cabeça do outro, saber que eles são mais objetivos e não têm o viés reflexivo que tinha um engenheiro de 30 anos atrás”. Ele inclusive levantou um ponto que ainda deveria ser aprimorado na EC-3, que é o fato de um curso de computação não prestigiar a tecnologia mobile, hoje em dia amplamente utilizada nos celulares.

A Linha de Fundamentos, apresentada pelo professor Ricardo Rocha, visa formas alternativas de apresentar a matéria, com profunda integração entre teoria e prática. Por último, o professor Edson Gomi demonstrou o que foi feito na parte de Introdução à Engenharia da Computação e como disputar a atenção do aluno com outras matérias que ele tende a priorizar. Na análise do docente, “temos a tradição de formar bons técnicos, mas num conteúdo mais amplo não estamos tão bem, é preciso pensar como aprender num contexto de sociedade”.

Em seguida foram formadas mesas de discussão sobre todas as áreas, com a participação dos professores e alunos presentes para a apresentação de resultados mais específicos e a discussão de pontos da EC-3 a serem melhorados nos próximos anos. Os resultados destes debates entre docentes e discentes foram expostos durante o período da tarde para encerrar o dia de trabalhos sobre a nova estrutura curricular.


Com informações da Jornalismo Júnior (ECA/USP), por Murilo Carnelosso

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Biblioteca da Engenharia Elétrica tem horário estendido até 21h

Novo horário procura atender a demanda noturna dos cursos de pós-graduação

 

A Biblioteca de Engenharia Elétrica (EPEL) “Prof. Dr. Luiz de Queiroz Orsini” da Escola Politécnica da USP, localizada no prédio da Engenharia Elétrica, teve seu horário de atendimento estendido até as 21h, a partir de 03 de junho de 2013, passando então a atender de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h.

Segundo a Chefe Técnica da Divisão de Biblioteca, Maria Cristina Olaio Villela, a decisão de estender o horário de atendimento desta biblioteca baseou-se em levantamento sobre os Departamentos que ofereciam disciplinas após as 18h, geralmente de pós-graduação, e apresentavam demanda reprimida no atendimento aos estudantes e pesquisadores. Ainda segundo Maria Cristina, há planos de expandir os horários da Biblioteca de Engenharia Mecânica, que também oferece disciplinas após as 18h.

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A Poli/USP tem nove bibliotecas, que atendem a mais de 180 mil usuários por ano. Todo o acervo, infraestrutura e pessoal especializado estão disponíveis para auxiliar estudantes de Engenharia de graduação e pós-graduação, pesquisadores e docentes em suas atividades acadêmicas. A Divisão de Biblioteca possui mais de 630 mil documentos, acessa aproximadamente 20 mil títulos de revistas eletrônicas e 115 bases de dados a partir de seus computadores locais.

O endereço do prédio da Biblioteca de Engenharia Elétrica é Av. Prof. Luciano Gualberto, trav. 3, nº 158 – térreo. O contato com a Biblioteca pode ser feito pelo telefone (011) 3091-5308/9024 e pelo e-mail   Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

  • Outras bibliotecas

 

Amigos da Poli divulga Edital de Projetos

O Fundo Patrimonial Amigos da Poli publicou nesta terça-feira (09/abril/13) seu primeiro Edital de apoio a projetos na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A Associação estará reservando até 200 mil reais para serem aplicados em projetos promissores propostos exclusivamente pela comunidade politécnica.

O prazo para inscrições de propostas estende-se até o dia 28/maio/13, sendo que a divulgação dos projetos que receberão os recursos será realizada no dia 30/junho/2013.

O Amigos da Poli é uma organização sem fins lucrativos que tem como principal objetivo apoiar o desenvolvimento humano, técnico e científico da Escola Politécnica, além de contribuir para a formação de engenheiros cada vez mais qualificados. Trata-se de uma alternativa importante de financiamento de projetos dentro da Escola. 

 

• Site Amigos da Poli

• Edital completo

 

 

Vice-diretor da Poli/USP recebe prêmio do IEA

O vice-diretor da Escola Politécnica da USP, o prof. José Roberto Castilho Piqueira, foi agraciado com o Prêmio Janus, que é concedido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP) Polo São Carlos a personalidades do meio científico. O prêmio foi entregue ontem (23/10) pelo físico Sérgio Mascarenhas, durante a cerimônia de abertura do 20° Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo – SIICUSP - área Ciências Exatas e Engenharia, que está sendo realizado nas dependências da Poli.

Na mitologia greco-romana, o deus Janus representa a mudança entre a vida primitiva e a civilização, entre o obscurantismo e a ciência. “Janus é um deus que olha o passado para criar o futuro”, disse Mascarenhas. “Esse prêmio mostra a admiração que o IEA tem pelo prof. Piqueira”, acrescentou.

Mascarenhas, um físico brasileiro de renome internacional, falou da importância do trabalho do prof. Piqueira em prol da engenharia de sistemas complexos – área que, segundo ele, o Brasil está 20 anos atrasado. Também ressaltou a importância da 2ª Conferência USP sobre Engenharia, evento que foi idealizado pelo prof. Piqueira com o objetivo de promover um debate a respeito dos grandes temas da engenharia – entre eles os sistemas complexos.

No Brasil, Piqueira foi o precursor da aplicação dos princípios dos sistemas complexos na engenharia. Sua tese de doutorado, defendida em 1987, foi a primeira a contemplar esses princípios na engenharia elétrica. Desde então, ele vem trabalhando em uma linha de pesquisa multidisciplinar, com diversos modelos e aplicações dos sistemas complexos. Vem também se empenhando em divulgar para a sociedade a importância desses princípios que, segundo ele, são uma tendência no monitoramento de grandes metrópoles, uma vez permitem a modelagem de sistemas que apresentam não linearidades e emergência de comportamentos inesperados.

Na ciência, os princípios dos sistemas complexos vêm ganhando relevância nas últimas décadas, com aplicações em química, física, robótica, macroeconomia, neurociências, inteligência estratégica, energias alternativas, entre outras. Na engenharia, representam um novo paradigma. “Uma forma de olhar e resolver os problemas de forma integrada”, afirma Piqueira.

Para Mascarenhas, os sistemas complexos representam a engenharia do século XXI. O físico está lutando para criar um curso de pós-graduação na área, que seria implantado em rede – já que há pouquíssimas pessoas especializadas no assunto no País.

 

Iniciação científica: um caminho para formar lideranças

O programa de Iniciação Científica da USP é considerado um dos mais importantes no nível da graduação. Não apenas por preparar possíveis futuros cientistas, mas também por formar profissionais com visão de liderança. “Ao estimular o aluno a identificar um problema, aplicar um método científico para resolvê-lo e analisá-lo para transmitir seus resultados à sociedade, estamos ajudando a formar lideranças, pois este aprendizado é fundamental para qualquer área do conhecimento”, afirmou o pró-reitor de Pesquisa da USP, o prof. Marco Antonio Zago, na abertura do 20° Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo – SIICUSP - área Ciências Exatas e Engenharia, que começou ontem (23/10) nas dependências da Escola Politécnica.

Para Zago, a USP tem obrigação de criar e transferir conhecimento; de formar profissionais competentes e com visão de liderança. “É lamentável que a maior parte da nossa juventude, por falta de uma educação de qualidade, não tenha acesso a esse momento de desenvolvimento econômico”, ressaltou. O Brasil, lembrou ele, não está sendo capaz de formar mão-de-obra qualificada em número suficiente para levar o País a um patamar mais elevado de desenvolvimento, que não seja o de grande exportador de commodities. “A USP, como principal universidade da América Latina, tem obrigação de formar bons profissionais, mas também de alertar para esses problemas.”

Segundo a profª Maria Inês da Rocha Santoro, coordenadora do Programa de Iniciação Científica da USP, hoje a Universidade tem 57.902 alunos matriculados na graduação, sendo que 2.877 recebem bolsas de iniciação científica. As bolsas são concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e tecnológico (CNPq), pelo Banco Santander e pela própria USP. “O número de alunos beneficiados representa 5%, mas pode alcançar 10%, se somarmos aqueles que fazem iniciação científica com bolsas de outras instituições ou mesmo sem apoio financeiro”, afirmou.

Os dez por cento que fazem iniciação científica veem nessa experiência um divisor de águas. O vice-diretor em exercício da Escola Politécnica, o prof. José Roberto Castilho Piqueira, foi um exemplo. “Em 1970, quando cursava a Escola de Engenharia de São Carlos, tive a honra de ser aluno no professor Sérgio Mascarenhas e mais tarde ser bolsista de iniciação científica no Instituto de Física; foram duas experiências marcantes, que transformaram minha vida e me impulsionaram para a pesquisa”, afirmou.

“Cada vez mais a engenharia se aproxima da ciência básica; não dá para fazer inovação sem se aproximar da ciência básica”, acrescentou Piqueira. O mesmo acredita o presidente da Comissão de Pesquisa da Escola Politécnica, Antonio Mauro Saraiva. “A iniciação científica abre caminho para a inovação e para o empreendedorismo”, disse.

Essa visão é compartilhada pelo físico Sérgio Mascarenhas que foi convidado para proferir a palestra de abertura do evento da área de Exatas e Engenharias. “O século XXI tem um novo paradigma, que é a economia do conhecimento”, frisou. “Nessa era, a união do humanismo com a ciência é fundamental para a inovação”, disse. Em sua opinião, a interdisciplinaridade, que possibilita a combinação de diversas fontes de conhecimento, é a base para a inovação.

Sobre o evento – Durante o 20º SIICUSP – Ciências Exatas e Engenharias, serão apresentados 906 trabalhos de iniciação científica de um total de 3.660 trabalhos das diversas áreas do conhecimento. Confira os eventos das demais áreas: Humanas, de 22 a 24 de outubro na FEA; Biológicas, de 24 e 25 de outubro, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto; e Agrárias, de 25 e 26 de outubro, na FMVZ, em Pirassununga.

 

ATENDIMENTO À IMPRENSA

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Atlética da Poli/USP realiza campanha de doação de sangue

A Associação Atlética Acadêmica Politécnica irá realizar, na próxima segunda-feira, dia 29 de Outubro, uma campanha de doação de sangue com o apoio do Hemocentro São Lucas. A coleta de sangue será feita no prédio do Biênio, das 11h às 16h, em duas salas de aula do primeiro andar, C1-04 e C1-05. Ao contrário das edições anteriores da campanha, haverá apenas um dia de doação.

Segundo a organização, o ato de doar sangue não representa risco ao doador ou ao paciente, uma vez que o sangue, antes de utilizado, é testado. Além disso, esta ação pode salvar muitas vidas, por isso todos os professores, alunos e funcionários estão convidados a participar. 

Fonte: Associação Atlética Acadêmica Politécnica (AAAP) 

 

Mais rigor na avaliação das concessionárias de energia elétrica

Pesquisa da Poli/USP sugere a revisão dos contratos futuros para melhor controle dos serviços prestados, conservação e manutenção dos equipamentos e instalações.

Com o término das concessões atuais do setor elétrico previsto para 2015, a União tem a oportunidade de rever e atualizar os requisitos para a escolha das futuras concessionárias. Uma das fontes de informação que o governo pode utilizar nas discussões de novos critérios está na tese de doutorado do engenheiro eletricista Josimar Oliveira Silva, defendida em junho na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP). A pesquisa de Silva propõe indicadores, inexistentes até então, que atestem que as concessionárias estão fazendo a sua parte quando o assunto é principalmente conservação, manutenção e atualização das instalações e dos equipamentos de transmissão sob sua gestão.

Ao obter a concessão de transmissão de energia elétrica, por um período em geral de 30 anos, cabe à empresa legalmente zelar pela gestão dos bens vinculados ao serviço, arcando com a responsabilidade pela manutenção e conservação desses bens, como linhas de transmissão e transformadores, inclusive com a reposição, quando for o caso. Este acompanhamento, no entanto, ainda não é feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel de um modo mais amplo, com perspectiva de futuro, de longo prazo.  “Em geral, tem-se uma visão momentânea das condições de serviço da concessionária, gráficos periódicos, mas não se faz uma avaliação de longo prazo, sob o ponto de vista da longevidade dos equipamentos, ou mais amplamente da sua sustentabilidade”, comenta o pesquisador.

De acordo com Silva, da forma como a Aneel atesta o serviço hoje não se tem a garantia de que, ao final da concessão, a empresa vá entregar as instalações de transmissão em condições tão boas quanto na época que o recebeu. “Se ela (concessionária) não tiver interesse em renovar a concessão, quem garante que dará atenção a todo recurso disponível como o fazia no início?”, questiona. “Corre-se o risco de a União receber de volta uma transmissora desvalorizada ou que necessite de elevados investimentos para um futuro leilão”, argumenta.

O pesquisador, que atualmente trabalha como consultor legislativo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em Brasília, sugere, entre as medidas, que sejam aplicados métodos de gestão por indicadores, com a possibilidade de se visualizarem trajetórias e metas regulatórias, históricas e estratégicas e checagem da expectativa de vida útil dos equipamentos em qualquer momento. “Todos ganhariam com esta medida: a concessionária, que teria parâmetros para programar suas atividades de operação, de manutenção e atualização das instalações de transmissão, a Aneel, que ganharia instrumentos a mais para fiscalizar a gestão dos bens públicos pela concessionária, e a população, menos exposta a possíveis problemas no serviço de energia elétrica, como cortes  no fornecimento, apagões e reajustes desnecessários na conta”, justifica.

Outra sugestão indicada por Silva é oferecer ao público via internet, por exemplo, informações referentes à gestão da concessionária, em linguagem acessível. “A transparência deste trabalho aumentaria a responsabilidade da concessionária em realizar um bom serviço podendo ser cobrada pela sociedade”, explica o engenheiro, acrescentando: “Até outras concessionárias se interessariam por este tipo de informação, principalmente se estiverem interessadas em participar de futuros leilões, aperfeiçoando sua proposta de gestão”.

A tese de doutorado do engenheiro Josimar Oliveira Silva estará disponível em breve na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP (www.teses.usp.br/), com o título “Proposta de indicador de longevidade da concessão de serviço público de transmissão de energia elétrica, na perspectiva da sustentabilidade”.

 


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