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Câmara Brasileira do Livro anuncia Livros do Ano em cerimônia do 58º Prêmio Jabuti

O evento contou com a premiação dos vencedores, anúncio do “Escolha do Leitor” e Livros do Ano de Ficção e Não Ficção, e homenagem à Lygia Fagundes Telles

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) realizou nesta quinta-feira, 24 de novembro, a cerimônia do 58º Prêmio Jabuti, no Auditório Ibirapuera. O evento, que contou com a entrega das estatuetas do Jabuti para os vencedores, anunciou também os contemplados pelos Livro do Ano Ficção e Não Ficção, além do “Escolha do Leitor”.

O Livro do Ano Ficção foi para “A Resistência”, de Julián Fuks (Companhia das Letras). O Não Ficção foi compartilhado por duas obras, por conta de um empate: “Mário de Andrade: Eu sou Trezentos: Vida e Obra”, do autor Eduardo Jardim (Edições de Janeiro), e “Dicionário da História Social do Samba”, de Nei Lopes e Luiz Antonio Simas (Civilização Brasileira). Já o “Escolha do Leitor” – realizado em parceria com a Amazon.com.br, premiou o livro “Ainda Estou Aqui”, de Marcelo Rubens Paiva (Alfaguara), na categoria Romance; “Amora”, de Natalia Borges Polesso (Não Editora) em Contos & Crônicas; e “Vertigens”, de Wilson Alves Bezerra (Iluminuras) em Poesia.

Os primeiros colocados das 27 categorias receberam o troféu Jabuti e R$ 3,5 mil; também os vencedores dos segundos e terceiros lugares ganharam o troféu. Os vencedores do Livro do ano Ficção e Livro do Ano Não Ficção, definidos por votação por profissionais do mercado editorial, foram comtemplados, individualmente, com o prêmio de R$ 35 mil, além da estatueta dourada. Os vencedores do “Escolha do Leitor” receberam um prêmio adicional, decidido pela avaliação dos leitores, pelo site www.amazon.com.br/premiojabuti

Nesta edição, a escritora Lygia Fagundes Telles foi homenageada com o prêmio Personalidade Literária pelo conjunto de sua obra. Na ocasião, a escritora e atriz Bruna Lombardi fez uma leitura de fragmentos de seus livros, e a autora recebeu uma homenagem em vídeo, com depoimentos de grandes autores e profissionais ligados ao livro e à cultura: Ignácio de Loyola Brandão, Lúcia Telles, Nélida Pinõn, Ana Maria Martins, Danilo Miranda, Luís Antonio Torelli e Marisa Lajolo.

Os vencedores das 27 categorias foram escolhidos entre mais de 2.400 obras inscritas, por júris especialistas de cada categoria. O Júri foi indicado pelo Conselho Curador do Prêmio, composto por Marisa Lajolo, Antonio Carlos de Morais Sartini, Frederico Barbosa, Luís Carlos de Menezes e Pedro Almeida. Apenas no dia da cerimônia, o júri foi conhecido por todo o público. A relação de vencedores foi validada pelo Conselho Curador e pela Auditoria Ecovis Pemom, e está disponível em  www.premiojabuti.org.br.

Conheça a relação de vencedores:

Adaptação: 1º Lugar – Título: Hamlet ou Amleto – Autor(a): Rodrigo Lacerda – Editora: Editora Zahar / 2º Lugar – Título: A Flauta Mágica e o Livro da Sabedoria – Autor(a): Del Candeias – Editora: Sesi-SP Editora / 3º Lugar – Título: Auto da Barca do Inferno – Autor(a): Ivo Barroso – Editora: Sesi-SP Editora

Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia: 1º Lugar – Título: Histórias Mestiças: Catálogo – Autor(a): Lilia Moritz Schwarcz e Adriano Pedrosa (org) – Editora: Editora Cobogó / 2º Lugar – Título: Kazuo e Yoshito Ohno – Autor(a): Emidio Luisi – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: Rio – Autor(a): Marc Ferrez – Editora: Instituto Moreira Salles

Biografia: 1º Lugar – Título: Mário de Andrade: Eu sou Trezentos: Vida e Obra – Autor(a): Eduardo Jardim – Editora: Edições de Janeiro / 2º Lugar – Título: Tancredo Neves: a Noite do Destino – Autor(a): José Augusto Ribeiro – Editora: Civilização Brasileira / 3º Lugar – Título: D. Pedro: a História não Contada – Autor(a): Paulo Rezzutti – Editora: Leya

Capa: 1º Lugar – Título: O Gigante Enterrado – Capista: Alceu Chiesorin Nunes – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Baré: Povo do Rio – Capista: Tuut Design – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: O Sumiço – Capista: Diogo Droschi – Editora: Autêntica

Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática: 1º Lugar – Título: Capitalismo e Colapso Ambiental – Autor(a): Luiz Marques – Editora: Editora Unicamp / 2º Lugar – Título: A Utilidade do Conhecimento – Autor(a): Carlos Vogt – Editora: Editora Perspectiva / 3º Lugar – Título: Energia e Matéria: da Fundamentação Conceitual às Aplicações Tecnológicas – Autor(a): Carlos Alberto dos Santos (org) – Editora: Editora Livraria da Física

Ciências da Saúde: 1º Lugar – Título: Tratado de Neurocirurgia – Autor(a): Mario G. Siqueira – Editora: Manole / 2º Lugar – Título: Ecocardiografia Fetal – Autor(a): Lilian Lopes – Editora: Revinter / 3º Lugar – Título: Acidente Vascular Cerebral Prevenção, Tratamento Agudo e Reabilitação – Autor(a): Gisele Sampaio Silva, Renata Carolina Acri Nunes Miranda, Rodrigo Meirelles Massaud – Editora: Editora Atheneu

Ciências Humanas: 1º Lugar – Título: Flores, Votos e Balas – Autor(a): Angela Alonso – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Mutações: Fontes Passionais da Violência – Autor(a): Adauto Novaes (org.) – Editora: Edições Sesc São Paulo / 3º Lugar – Título: Ancestrais e suas Sombras: Uma Etnografia da Chefia Kalapalo e seu Ritual Mortuário – Autor(a): Antonio Guerreiro – Editora: Editora da Unicamp

Comunicação: 1º Lugar – Título: Para Além do Código Digital. O Lugar do Jornalismo em um Mundo Interconectado. – Autor(a): Carlos Sandano – Editora: Edufscar / 2º Lugar – Título: Comunicação, Mediações, Interações – Autor(a): Lucrécia D’alessio Ferrara – Editora: Paulus Editora / 3º Lugar – Título: Incômodos Best-Sellers, USA: Publicidade, Consumo e seus Descontentes – Autor(a): José Carlos Durand – Editora: Editora da Universidade de São Paulo

Contos e Crônicas: 1º Lugar – Título: Amora – Autor(a): Natalia Borges Polesso – Editora: Não Editora / 2º Lugar – Título: As Mentiras que as Mulheres Contam – Autor(a): Luis Fernando Verissimo – Editora: Objetiva / 3º Lugar – Título: Eles Não Moram Mais Aqui – Autor(a): Ronaldo Cagiano – Editora: Editora Patuá

In Memoriam – Título: Jeito de Matar Lagartas – Autor(a): Antonio Carlos Viana – Editora: Companhia das Letras

Didático e Paradidático: 1º Lugar – Título: Sete Janelinhas – Meus Primeiros Sete Quadros – Autor(a): Carla Caruso e May Shuravel – Editora: Editora Moderna / 2º Lugar – Título: Convivendo em Grupo – Almanaque de Sobrevivência em Sociedade – Autor(a): Leusa Araújo – Editora: Editora Moderna / 3º Lugar – Título: O Mundo dos Livros – Autor(a): Bia Bedran – Editora: Nova Fronteira

Direito: 1º Lugar – Título: Direito Civil: Responsabilidade Civil – Autor(a): Bruno Nubens Barbosa Miragem – Editora: Editora Saraiva / 2º Lugar – Título: Dicionário de Direito de Família e Sucessões: Ilustrado – Autor(a): Rodrigo da Cunha Pereira – Editora: Editora Saraiva / 3º Lugar – Título: Autonomia e Frustração da Tutela Penal – Autor(a): Maria Auxiliadora Minahim – Editora: Editora Saraiva

Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer: 1º Lugar – Título: Devagar e Simples – Autor(a): André Lara Resende – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Propriedade Intelectual e Inovações na Agricultura – Autor(a): Antônio Márcio Buainain, Maria Beatriz Machado Bonacelli e Cássia Isabel Costa Mendes – Editora: Ideia D / 3º Lugar – Título: Saúde e Cidadania: a Tecnologia a Serviço do Paciente e não ao Contrário – Autor(a): Claudio Lottenberg – Editora: Editora Atheneu

Educação e Pedagogia: 1º Lugar – Título: Redesenhando o Desenho – Educadores, Política e História – Autor(a): Ana Mae Barbosa – Editora: Cortez Editora / 2º Lugar – Título: História do Tempo e Tempo da História: Estudos de Historiografia e História da Educação – Autor(a): Dermeval Saviani – Editora: Autores Associados / 3º Lugar – Título: Juventude e Pensamento Conservador no Brasil – Autor(a): Katya Mitsuko Zuquim Braghini – Editora: EDUC – Editora da PUC-SP / Fapesp

Engenharias, Tecnologias e Informática: 1º Lugar – Título: Operações Unitárias na Indústria de Alimentos – Autor(a): Carmen Cecilia Tadini, Vânia Regina Nicoletti, Antonio José de Almeida Meirelles, Pedro de Alcântara Pessoa Filho – Editora: LTC / 2º Lugar – Título: Hidrologia – Autor(a): Luciene Pimentel – Editora: Editora Elsevier / 3º Lugar – Título: Drenagem Urbana – Autor(a): Marcelo Miguez Et Al – Editora: Editora Elsevier

Gastronomia: 1º Lugar – Título: O Frango Ensopado da Minha Mãe – Autor(a): Nina Horta – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Cozinha e Indústria em São Paulo: do Rural ao Urbano – Autor(a): Maria Cecília Naclério Homem – Editora: Editora da Universidade de São Paulo / 3º Lugar – Título: Queijos Brasileiros à Mesa com Cachaça, Vinho e Cerveja – Autor(a): Bruno Cabral e Manoel Beato – Editora: Editora Senac São Paulo

Ilustração: 1º Lugar – Título: Novelas Exemplares – Ilustrador(a): Vânia Mignone – Editora: Cosac Naify / 2º Lugar – Título: Terra Papagalli – Ilustrador(a): Eduardo Parentoni Brettas – Editora: Marte Cultura e Educação / 3º Lugar – Título: Quando me Descobri Negra – Ilustrador(a): Mateu Velasco – Editora: Sesi-SP Editora

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil: 1º Lugar – Título: O Barco dos Sonhos – Ilustrador(a): Rogério Coelho – Editora: Editora Positivo / 2º Lugar – Título: Minha Vó sem Meu Vô – Ilustrador(a): Mariângela Haddad – Editora: Miguilim / 3º Lugar – Título: Flávia e o Bolo de Chocolate – Ilustrador(a): Bruna Assis Brasil – Editora: Rocco

Infantil: 1º Lugar – Título: Inês – Autor(a): Roger Mello – Editora: Companhia das Letrinhas / 2º Lugar – Título: Lá e Aqui – Autor(a): Carolina Moreyra e Odilon Moraes – Editora: Editora Zahar / 3º Lugar – Título: A Divina Jogada – Autor(a): José Santos – Editora: Editora Nós

Infantil Digital: 1º Lugar – Título: Pequenos Grandes Contos de Verdade – Autor(a): Oamul Lu e Isabel Malzoni – Editora: Editora Caixote / 2º Lugar – Título: Mãos Mágicas – Autor(a): Tereza Yamashita & Suppa – Editora: Editora Sesi-SP / 3º Lugar – Título: Chove Chuva – Aprendendo com a Natureza: Sabedoria Popular – Autor(a): Magali Queiroz – Editora: Alis Editora

Juvenil: 1º Lugar – Título: O Labatruz e Outras Desventuras – Autor(a): Judith Nogueira – Editora: Quatro Cantos / 2º Lugar – Título: Cartas a Povos Distantes – Autor(a): Fábio Monteiro – Editora: Paulinas / 3º Lugar – Título: Iluminuras – Autor(a): Rosana Rios – Editora: Editora Lê

Poesia: 1º Lugar – Título: Agora Aqui Ninguém Precisa de Si – Autor(a): Arnaldo Antunes – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Ópera de Nãos – Autor(a): Salgado Maranhão – Editora: 7Letras / 3º Lugar – Título: Da Lua Não Vejo a Minha Casa – Autor(a): Leonardo Aldrovandi – Editora: V. de Moura Mendonça Livros (Selo Demônio Negro)

Projeto Gráfico: 1º Lugar – Título: Capas de Santa Rosa – Responsável pelo projeto gráfico: Negrito Produção Editorial – Editora: Edições Sesc São Paulo e Ateliê Editorial / 2º Lugar – Título: Maní – Responsável pelo projeto gráfico: Paola Biachi, Daniel Redondo, Elena Rizzo. – Editora: DBA / 3º Lugar – Título: Marcas do Tempo: Registros das Marcas Comerciais do Pará – 1895 a 1922 – Responsável pelo projeto gráfico: Paulo Maurício Coutinho – Editora: Secretaria de Cultura do Pará / Junta Comercial do Pará

Psicologia, Psicanálise e Comportamento: 1º Lugar – Título: Lacan Chinês: Poesia, Ideograma e Caligrafia Chinesa de uma Psicanálise – Autor(a): Cleyton Andrade – Editora: Editora da Universidade Federal de Alagoas / 2º Lugar – Título: Mal- Estar, Sofrimento e Sintoma – Autor(a): Christian Ingo Lenz Dunker – Editora: Boitempo Editorial / 3º Lugar – Título: Litorais da Psicanálise – Autor(a): Ana Costa – Editora: Escuta

Reportagem e Documentário: 1º Lugar – Título: Cova 312 – Autor(a): Daniela Arbex – Editora: Geração / 2º Lugar – Título: A Outra História da Lava-jato – Autor(a): Paulo Moreira Leite – Editora: Geração / 3º Lugar – Título: A Noite do Meu Bem – Autor(a): Ruy Castro – Editora: Companhia das Letras

Romance: 1º Lugar – Título: A Resistência – Autor(a): Julián Fuks – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Bazar Paraná – Autor(a): Luis S. Krausz – Editora: Benvirá / 3º Lugar – Título: Desesterro – Autor(a): Sheyla Smanioto – Editora: Record

Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas: 1º Lugar – Título: Dicionário da História Social do Samba – Autor(a): Nei Lopes e Luiz Antonio Simas – Editora: Civilização Brasileira / 2º Lugar – Título: Língua e Sociedade Partidas: a Polarização Sociolinguística do Brasil – Autor(a): Dante Lucchesi – Editora: Editora Contexto / 3º Lugar – Título: Argumentação – Autor(a): José Luiz Fiorin – Editora: Editora Contexto

Tradução: 1º Lugar – Título: Hamlet – Tradutor(a): Lawrence Flores Pereira – Editora: Companhia das Letras / 2º Lugar – Título: Poética – Tradutor(a): Paulo Pinheiro – Editora: Editora 34 / 3º Lugar – Título: O Sumiço – Tradutor(a): Zéfere – Editora: Autêntica

Sobre a CBL

Fundada em 20 de setembro de 1946, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) congrega editores, livreiros, distribuidores e creditistas de todo o Brasil com o objetivo maior de valorizar o livro e, assim, desenvolver e ampliar o mercado. As ações para difundir e estimular o hábito da leitura e a democratização do acesso ao livro são as maiores bandeiras da entidade. A CBL organiza alguns dos mais importantes e tradicionais eventos do setor editorial brasileiro, como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o Prêmio Jabuti, o Congresso Internacional CBL do Livro Digital e a Escola do Livro, além de participar de feiras nacionais e internacionais. Em 2016 a entidade completa 70 anos.

 

Fundo Amigos da Poli apresenta resultados e um projeto ambicioso de arrecadação

Em evento aberto à comunidade politécnica, gestores do fundo premiaram projetos de sucesso e falaram sobre os planos para o futuro

O Fundo Patrimonial Amigos da Poli realizou, na noite da última quinta-feira, dia 22 de setembro, um evento para apresentar os resultados dos investimentos feitos nos últimos dois anos. Durante a noite, mais de 250 membros da comunidade politécnica puderam conhecer os projetos apoiados pelo fundo expostos durante o coquetel, que foi seguido por uma cerimônia de apresentação dos resultados dos últimos dois anos e uma premiação dos projetos que se destacaram.

Participaram do evento o Vice-reitor da USP e ex-diretor da Escola Politécnica da USP, professor Vahan Agopyan, o atual diretor, professor José Roberto Castilho Piqueira, a vice-diretora, Liedi Légi Bariani Bernucci e os membros da gestão do fundo, composta por ex-alunos da Poli. Máximo González, que presidiu o fundo de 2014 até este ano, passou a direção do fundo ao Lucas Sancassani. O novo diretor-presidente apresentou uma proposta ambiciosa de dobrar o patrimônio do fundo, que já tem recebeu mais de R$9 milhões de doações, e investiu mais de R$1 milhão em projetos da Escola.Além disso, Sancassani anunciou a contratação de uma gerente executiva para administrar as atividades do fundo, que até o momento eram de responsabilidade apenas de ex-alunos voluntários.

O mestre de cerimônias do evento, o ex-aluno Marcelo Tas, falou sobre o projeto em sua coluna à CBN. “Registro com muito entusiasmo nossos primeiros passos da cultura de reinvestir nos espaços onde estudamos. No meu caso, que estudei em universidade pública, e agora posso devolver para a escola onde me formei um pouco daquilo que ela me deu. O que me capacitou entrar para o mercado e gerar riqueza”.

Foram premiados o Projeto Apé, que ficou com o terceiro lugar, o projeto Próteses e orteses de baixo custo, que ficou com a segunda colocação e a Disciplina "Desenvolvimento integrado de produtos", que ficou com o primeiro lugar. Conheça mais detalhes sobre os projetos apoiados no link.

Fotos https://www.flickr.com/photos/poliusp/albums/72157674317879016

 

Poli-USP realiza cerimônia de colação de grau dos formandos em Engenharia Naval da Marinha

Curso existe desde 1956 e foi criado para atender o órgão militar do governo brasileiro em sua demanda por recursos humanos altamente qualificados.

Foi realizada nesta quinta-feira (07/01), no Auditório Professor Doutor Francisco Romeu Landi, no Prédio da Administração da Escola Politécnica da USP, a cerimônia de colação de grau dos oficiais alunos da Marinha do Brasil. Eles acabam de se formar no curso de graduação de Engenharia Naval oferecido pela Poli para Marinha.

Os formandos Diego Custódio Rangel, Hugo dos Santos Sabbatino da Silva, Marcos Salomão de Sena e Raphael Faustino de Paula ouviram os cumprimentos do diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira, da vice-diretora da Escola, Liedi Legi Bariani Bernucci e do vice-almirante e engenheiro naval Francisco Roberto Portella Deiana, diretor de Engenharia Naval da Marinha. Também participou da cerimônia o capitão de mar-e-guerra e engenheiro naval Ricardo Santana Soares, diretor do Centro de Coordenação de Estudos da Marinha em São Paulo.

O formando Diego Rangel fez o juramento em nome de todos os formandos. A seguir, Ângela Teresa Buscema, Assistente Técnico Acadêmico, fez a leitura do Termo de Colação de Grau.

O curso de Engenharia Naval da Poli existe desde 1956. Foi criado para atender a demanda da Marinha do Brasil, que escolheu a USP para formar seus engenheiros navais. Essa parceria de longo prazo entre a instituição de ensino e militar se estende também para projetos de pesquisa. 

 

 

Alunos da POLI e da EESC USP vencem competição de tecnologia na Europa

Os estudantes brasileiros Rodrigo L. Fernandez e Henrique F. Lopes venceram, em Londres, uma competição de desenvolvimento de softwares chamada TechCrunch Disrupt London Hackathon, na categoria inteligência musical. A equipe foi premiada com mil euros, aproximadamente R$4.100,00, pela startup de inteligência musical Humm (alpha.myhumm.com). Henrique é estudante de Engenharia Eletrônica da Escola de Engenharia de São Carlos da USP, e Rodrigo é estudante de Engenharia Mecatrônica da Escola Politécnica da USP e participa do Núcleo de Empreendedorismo da Universidade. Ambos fazem intercâmbio acadêmico na University of Surrey, no Reino Unido, pelo programa Ciência sem Fronteiras. Leia mais.

 

Poli-USP estudará viabilidade da ampliação sustentável das atividades do Porto de Santos

Como parte do estudo, serão construídos três modelos físicos em escala reduzida

e um modelo computacional de todo estuário santista.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) assinou na última segunda-feira (21/12) o contrato com a Universidade de São Paulo – USP, a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica – FCTH e a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia – FDTE para desenvolvimento de uma série de estudos multidisciplinares com intuito de avaliar as possibilidades técnico-econômicas de ampliação sustentável das atividades do Porto de Santos, sem perder de vista os impactos ambientais sobre as praias adjacentes. Os estudos serão conduzidos pela Escola Politécnica da USP, e sob coordenação técnica do engenheiro José Carlos de Melo Bernardino, Coordenador da Área de Modelos Hidráulicos da FCTH.

O setor portuário brasileiro apresenta um cenário de crescimento da movimentação de mercadorias. Deste modo, a demanda por navios maiores é crescente, em virtude da maior competitividade proporcionada por menores custos de frete. Isto faz com que sejam necessárias maiores profundidades e larguras, tanto no canal de acesso como nos berços de atracação, devido às dimensões destas embarcações serem superiores às atuais.

Para que este objetivo seja atendido, obras de intervenções são necessárias, tais como dragagens, construção de estruturas de abrigo e direcionamento de correntes, entre outras. Evidentemente, obras de engenharia como estas trazem necessariamente algum tipo de consequência sobre o meio natural em seu entorno. Desta forma, para o estudo detalhado destas intervenções faz-se necessária a utilização das ferramentas mais avançadas de que a engenharia dispõe atualmente, onde se aplica o uso integrado dos modelos físicos e computacionais, os chamados modelos híbridos.

No caso de Santos, vários problemas surgem em conjunto, o que não é surpreendente, por se tratar de um cenário tão complexo, envolvendo o maior porto do País. Por exemplo, o alargamento do canal de acesso ao porto em seu trecho 1 para 220 metros levantou questões sobre a influência desta intervenção na erosão na Ponta da Praia e sobre a necessidade de se manter tal largura. Sobre este assunto, o Ministério Público solicitou à Codesp que verificasse se a largura de 170 metros não seria suficiente para garantir às maiores embarcações previstas um acesso seguro ao porto, trazendo como benefício uma mitigação do processo erosivo nas praias adjacentes.

Outro assunto em grande destaque é a questão do aprofundamento do canal de acesso de Santos para a cota -17 m, de tal forma a permitir a entrada de navios de maior calado. Neste caso, a questão principal é quais são os tipos de intervenção necessários para atingir este objetivo, e quais seriam suas consequências em áreas adjacentes. Além disso, caso esta meta não possa ser atingida, o estudo deve definir qual seria o limite de capacidade operacional do porto, até onde ele poderia se expandir e de que forma.

Modelos físicos e estudos

Neste âmbito, a FCTH, entidade de apoio ao Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da USP, ficou responsável pelo desenvolvimento dos estudos em modelos físicos e computacionais que vão permitir uma avaliação técnica das possibilidades de intervenções no canal de acesso ao Porto de Santos, e alternativas para redução da erosão nas praias de Santos.

Para isto serão construídos três modelos físicos em escala reduzida e um modelo computacional de todo estuário santista, estando previstos os seguintes estudos: (1) verificação do impacto referente à redução da largura de 220 metros para 170 metros no trecho 1, tanto do ponto de vista da navegação, quanto das consequências nas áreas adjacentes, com aplicação de modelo computacional para verificação da questão da movimentação de sedimentos e influência no transporte litorâneo, e modelo físico para avaliação das condições de manobrabilidade de embarcações no trecho; (2) verificação da possibilidade de aumento da profundidade de todo o canal para a cota -17m, possibilitando assim a entrada de navios de maiores calados, propondo-se planos de dragagem, indicações de possíveis obras fixas necessárias para sua consolidação (guias-correntes), além de avaliação das condições de amarração e manobra das embarcações; e (3) avaliação dos efeitos morfológicos nas áreas adjacentes ao porto, sugerindo-se o indicativo de eventuais medidas mitigadoras e compensatórias em todos os cenários estudados, inclusive o cenário atual do porto.

De modo integrado aos estudos da FCTH, a FDTE dará apoio ao Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica da USP no desenvolvimento dos estudos de avaliação logística e econômica das obras de melhoria do Porto, que serão desenvolvidos pelas equipes do Centro e Estudos em Gestão Naval (CEGN) e Centro de Inovação em Logística e Infraestrutura Portuária (CILIP), bem como das simulações de manobras de navios em ambiente computacional, que serão desenvolvidas pelo Tanque de Provas Numérico (TPN).

“Portanto, por meio do Contrato entre a Codesp e USP foram integrados diversos centros de pesquisa dentro da Universidade, com diferentes especialidades, de tal forma a garantir uma avaliação integrada sob o ponto de vista técnico, econômico e ambiental das possibilidades de ampliação da capacidade do maior Porto da América Latina, com enfoque no desenvolvimento sustentável de toda a região do estuário de Santos”, conclui o engenheiro José Carlos de Melo Bernardino. 

 

Grupo de trabalho de mineração do governo se reúne na Poli-USP

Na segunda reunião do grupo foi feita a divisão de tarefas, revisão de conceitos e início do estudo da legislação e normas atuais.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) sediou, na última sexta-feira (18/12), a segunda reunião do grupo de trabalho organizado pelo governo estadual paulista para diagnosticar a situação das barragens de mineração e da indústria de transformação mineral presentes no Estado de São Paulo.

Nesta reunião foi organizada a divisão de tarefas entre os integrantes. A relatoria dos trabalhos ficou sob responsabilidade de Giorgio de Tomi, professor e chefe do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo (PMI) da Poli e que representa a Escola no GT. Ele será assessorado nesta tarefa pelos técnicos da Secretaria Estadual de Energia e Mineração, Monica Makruz, e Antonio Camargo.

O grupo também fez uma revisão de conceitos e iniciou o estudo da legislação e normas atuais. Os representantes das Secretarias Estaduais de Energia e Mineração e de Saneamento e Recursos Hídricos relataram, ainda, visitas feitas por seus técnicos na semana passada.

Além de Tomi, Makruz e Camargo, participaram da reunião o subsecretário de Mineração da Secretaria Estadual de Energia e Mineração de São Paulo, engenheiro José Jaime Sznelwar, que também é Coordenador do GT; o coordenador Estadual da Defesa Civil e representante da Casa Militar do governador do Estado, major Marcos Barreto; o professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Poli e superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), engenheiro Ricardo Daruiz Borsari; a professora e vice-chefe do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica da Poli e pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres no Estado de São Paulo da USP (Ceped), Maria Eugênia Gimenez Boscov; e os representantes da Secretaria de Meio Ambiente, geólogo Ricardo Vedovello; do Departamento Nacional da Produção Mineral, engenheiro Ricardo Deguti; da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), engenheira Maria Heloisa Assumpção; do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), engenheiro Omar Yazbek Bitar; e do Instituto Geológico, Sonia Nogueira.

A primeira reunião, que serviu para a instalação do GT, ocorreu no dia 9 de dezembro, na sede da Secretaria Estadual de Energia e Mineração, na capital paulista. O grupo tem um prazo de 90 dias para apresentar o relatório final. 

Última atualização em Qua, 23 de Dezembro de 2015 09:49
 

Escola Politécnica fará estudos sobre o impacto da dragagem do Porto de Santos

 As pesquisas serão feitas pela Escola Politécnica em parceira com o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH).

Foi assinado, no último dia 21 de dezembro, um contrato para a realização de estudos sobre os impactos da dragagem do Porto de Santos ao meio ambiente.

As pesquisas serão realizadas pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), órgão subordinado à Secretaria de Portos (SEP) e contará com a consultoria do Professor Gilberto Fialho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os trabalhos, também, vão verificar a possibilidade de ampliar a profundidade do Estuário.

Leia mais aqui.

Última atualização em Ter, 22 de Dezembro de 2015 15:19
 


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