Escola Politécnica da USP

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Poli-USP promove ciclo de debates sobre ética na universidade

Evento é promovido pela Comissão de Ética da Escola. Questões de gênero e relações de poder serão os temas discutidos no primeiro encontro, dia 25 de abril.

A Comissão de Ética da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) irá realizar uma série de cinco debates sobre ética no meio acadêmico ao longo deste ano. O primeiro deles ocorrerá na próxima terça-feira (25/04), às 14 horas, no Anfiteatro Professor Francisco Romeu Landi, localizado no prédio da Administração Central da Escola, no campus Butantã.

O ciclo de debates é voltado para alunos, docentes e funcionários da Poli-USP e da universidade. Nesse primeiro encontro serão discutidos dois temas: “Relações de poder entre professores, alunos e funcionários: limites éticos” e “Linguagem adequada no meio acadêmico para respeitar questões de gênero, orientação sexual e raça”.

Serão debatedores o professor Nilson José Machado, titular da Faculdade de Educação (FE) da USP, e Roberto Romano, professor titular do Instituto de Filosofia da Universidade de Campinas (Unicamp). Machado é doutor em Filosofia da Educação e atua na área de Educação com ênfase no tema Ética e Educação. Romano é doutor em Filosofia e atua na área de Filosofia com ênfase em Filosofia, Ética e Política.

“Por meio da análise de temas importantes para nossa comunidade, queremos desenvolver conceitos e hábitos de percepção que nos auxiliem a apurar nossa sensibilidade ética e aumentar nossa atenção aos bens coletivos e individuais”, afirma o professor Raul Gonzalez Lima, docente da Poli e coordenador da Comissão de Ética.

As inscrições para o primeiro debate devem ser realizadas por aqui

 

Politécnicos criam startup para compartilhamento de espaços

Pelo site da Wish A Storage, quem tem espaço livre em casa pode anunciá-lo e alugá-lo para pessoas que precisam armazenar objetos ou guardar veículos.

Os imóveis encolhem cada dia mais em cidades como São Paulo, criando um problema para as pessoas que têm muitos objetos e pouco espaço para armazená-los. Além disso, as vagas de garagem se tornaram espaços valiosos nos grandes centros urbanos onde as famílias geralmente têm mais de um carro, e frequentemente apenas uma vaga para seu automóvel. De olho nesta tendência, dois engenheiros formados pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) se uniram a um advogado, um administrador de empresas e um economista para criar uma startup que trouxe uma solução inovadora para a questão da armazenagem.

Trata-se da Wish A Storage (http://www.wishastorage.com.br/), um site que une quem tem espaços vazios em casa e quem precisa guardar seus objetos. A grande vantagem, em relação aos serviços de empresas de self storage, é o preço e a localização dos espaços. “Em média, o custo do metro quadrado de um aluguel de espaço nas residências representa a metade do que é cobrado em um box na cidade de São Paulo”, afirma Daniel Eiro, um dos sócios da startup. “Além disso, com uma rede de anunciantes de espaços cada vez maior, é possível encontrar um espaço para alugar bem próximo à casa do interessado, diminuindo os gastos de tempo e dinheiro na mobilidade.

O funcionamento da plataforma é bastante simples. Quem tem espaço livre em casa e quer alugá-lo anuncia no site, gratuitamente. Já o interessado faz a busca no site e, ao encontrar o espaço ideal, entra em contato com o proprietário. Toda a transação é feita por meio do site. Ambos assinam um Termo de Uso que, na prática, funciona como um instrumento legal para proteger as partes envolvidas. No caso do locador (chamado de Storager), para resguardá-lo da responsabilidade de ter seu espaço usado para estocagem de produtos ilegais, por exemplo. No caso do locatário (Wisher), para ter garantias se houver danos ao seu patrimônio.

 Perfil dos usuários – Em São Paulo, a procura maior vem de bairros localizados no centro expandido, como Pinheiros, Perdizes, Higienópolis, onde o metro quadrado é mais caro e há demanda maior de pessoas procurando espaço para armazenagem. Já os anunciantes são de bairros um pouco mais periféricos, mas não muito distantes do centro, como Pirituba, Saúde e Conceição, entre outros, onde ainda existem muitas residências e mais espaço.

“A demanda mais comum é de pessoas que estão se mudando e precisam guardar móveis temporariamente em algum local até acertarem a nova residência, além de uma boa procura por vagas de garagem”, diz. Há um pouco de tudo. “Temos, por exemplo, uma empresa que faz cenografia para teatro e usa os espaços alugados para armazenar seus objetos”, destaca Eiro, lembrando que também há uma demanda significativa de pessoas que não têm onde guardar seu carro ou moto e procuram uma vaga para seu veículo que não seja cara como um estacionamento privado.

Planos de expansão – A plataforma, que começou a operar em novembro do ano passado, tem cerca de 70 anúncios e 200 usuários cadastrados. O lucro vem do percentual do valor do aluguel, que é repassado para a Wish A Storage. A meta é fechar o ano com 800 anúncios e 1000 novos usuários. Para tanto, os sócios estão trabalhando no desenvolvimento de um aplicativo, além de investirem em recursos de marketing, bem como em campanhas online e offline para ampliar o alcance de usuários e transações na plataforma.

Os próprios sócios tocam o negócio. Daniel Eiro cuida da parte tecnológica da startup ao lado de Hilarindo Silva, também formado em engenharia. Já Franz Bories e Thiago Fogaça, ambos formados nas áreas de negócios, e Ricardo Russo, advogado, ficam com a parte administrativa e comercial.

“Como dizem na linguagem do empreendedorismo, as startups nascem, em geral, de uma ‘dor’ de um dos empreendedores. Foi o nosso caso”, brinca Eiro. A ‘dor’, no caso, era de Bories, que, após formado no interior de São Paulo, veio trabalhar na capital paulista. Durante anos ele morou em um flat de cerca de 25 metros quadrados. Ele tinha como hobby tocar percussão em alguns eventos em São Paulo. O problema era que no flat não havia espaço para os instrumentos. “Ao fazer cotação em serviços de self storage, ele constatou que ficaria muito caro guardá-los em boxes comerciais. Então, pensou em pagar a um de seus vizinhos uma quantia para que ele deixasse guardar seus instrumentos na casa dele”, conta Eiro.

Da conversa sobre esse problema veio a ideia de criar um negócio. Todos estavam empregados nesse período e continuaram assim por um tempo, enquanto desenvolviam melhor a proposta da empresa. Até que participaram do processo de seleção de uma das maiores aceleradoras da América Latina, a Startup Farm, ao mesmo tempo em que buscavam espaço na incubadora Cietec, da USP. O projeto foi aprovado por ambas e eles acabaram optando pela aceleradora, onde ficaram por cinco semanas.

“Quando recebemos esses retornos positivos, soubemos que tínhamos um negócio com bom potencial. Decidimos então juntar nossas economias e deixar nossos empregos para nos dedicarmos somente a empresa”, diz Eiro. No momento, todo o investimento feito na empresa vem do capital dos próprios sócios. Eles ainda estão avaliando a possibilidade de procurar fontes de financiamento para o negócio.

A vida de empreendedor tem sido desafiadora. Eiro, por exemplo, conta que sempre quis ter uma empresa, mas não tinha uma boa ideia para abrir um negócio. “Quando entrei na Poli, eu gostava de eletrônica, de programação, mas não achava que ia seguir carreira em Tecnologia da Informação. Acabei encontrando emprego nessa área, comecei a gostar mais a cada dia, me interessando mais sobre aspectos da Internet e tecnologia”, lembra.

Ele destaca a formação obtida na Poli-USP como essencial não só para lidar com os aspectos tecnológicos, mas com a própria administração do negócio. “Na graduação eu realmente aprendi a aprender. Hoje, isso está sendo essencial na gestão do meu negócio, pois lido diariamente com novas tecnologias e preciso me atualizar rapidamente”, conta. “Lidar com todo esse ambiente de incertezas que cerca uma startup vem sendo um dos meus grandes desafios, e o background que a Poli me proporcionou tem sido fundamental para encará-lo”, completa.

Para Hilarindo Silva, o sentimento é parecido. “A Poli me ensinou desde o início que disciplina e organização são fundamentais para uma carreira de sucesso”, pontua. “Como engenheiro, aprendi a analisar e resolver problemas de forma rápida e eficiente. Como empresário, aprendi a ser multitarefa, o que me permite trabalhar em vários projetos ao mesmo tempo”, finaliza.

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Ângela Trabold 

 

Poli-USP discute as bases de criação de ecossistema de startups em São Paulo

Uma série de iniciativas foram propostas para o fortalecimento das startups que já passaram pelo treinamento i-CORPs.

A criação de um ecossistema de startups no Estado de São Paulo está em discussão na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Nos dias 7 e 10 de abril a Diretoria da Poli e o consultor Flavio Grynszpan, do Instituto i-CORPS Brasil, decidiram levar adiante uma proposta para fortalecer as startups que passam pelo treinamento i-CORPs, cuja metodologia oferece formação para empreendedores com o objetivo de incentivar a criação de startups a partir de pesquisas desenvolvidas em universidades.

A i-CORPs é uma metodologia criada por Steven Blank, professor de empreendedorismo de universidades como Stanford e Columbia, e que acabou tornando-se ferramenta de um programa do governo dos Estados Unidos para ampliar a competitividade da economia daquele país. No Brasil, a metodologia está sendo disseminada por Flavio Grynszpan, que criou o Instituto com essa finalidade. No ano passado, a Poli fez um projeto piloto para testar a metodologia com dez startups.

“O resultado foi tão bom que, além de ampliar esse trabalho dentro da Escola, decidimos apoiar a construção de um ecossistema favorável às startups no Estado”, afirma o diretor da Poli, José Roberto Castilho Piqueira. “Nossa Escola sempre teve um papel importante na promoção do desenvolvimento tecnológico, do Estado de São Paulo e do País. Portanto, incentivar o desenvolvimento das startups é um passo natural e alinhado à nossa missão”, acrescenta.

Proposta – Dentro da Poli a ideia é começar, ainda em 2017, um treinamento específico para que docentes sejam formados como mentores; e outro, focado em pós-doutores com o objetivo de abrir-lhes as portas do empreendedorismo. Também está sendo viabilizada parceria com uma grande empresa para que professores e alunos identifiquem demandas da companhia e desenvolvam startups que possam lidar com esses desafios.

Numa perspectiva mais ampla para criação desse ecossistema, entram as ações desenhadas na proposta do Instituto i-CORPs Brasil e que terão o apoio da Poli: criação de um programa para internacionalização de startups; certificação de startups com treinamento i-CORPS; organização de seminários setoriais que reúnam startups do mesmo segmento; congresso anual (ainda neste ano) com as startups participantes do treinamento; inserção de novos parceiros no ecossistema, como os fundos de venture capital; promoção de negócios entre as startups; e criação de um menu de serviços que os mentores podem oferecer além do que já fazem quando trabalham com as startups durante o treinamento.

Segundo Flavio Grynszpan, já participaram do treinamento empreendedores de 84 startups e 48 mentores, profissionais experientes do mercado que trabalham como conselheiros de negócios nas startups. Até o final deste ano, a expectativa é de que esse número chegue a 182 startups e 84 mentores. “Existe agora um número relevante de participantes do treinamento i-CORPs, o que justifica a formatação de um ecossistema no qual os empreendedores e seus mentores estejam inseridos e conectados”, afirma Grynszpan.

Metodologia – Na prática, a metodologia i-CORPs possibilita que os empreendedores saibam de antemão se a ideia de seu negócio é viável ou não. Seria um estágio anterior ao plano de negócios. “Tratar uma startup como empresa é como tratar uma criança como adulto pequeno”, compara Grynszpan. O objetivo do i-CORPS, portanto, é aumentar as chances de uma startup crescer e se transformar em uma empresa. “Essa metodologia permite limitar o tempo e o investimento ao mínimo necessário antes de se decidir por continuar ou abandonar o negócio”, explica.

O treinamento começa com alunos e docentes fazendo um desenho inicial do que pensam que é seu negócio. Esse desenho é feito em Canvas, uma ferramenta digital usada para gerenciamento e planejamento estratégico. Ao longo do treinamento, recebem orientações sobre como agregar informações para validar o negócio, adequá-lo ou mesmo descartar a ideia. Todo o processo é acompanhado por mentores.

Parte essencial do treinamento, que traz informações estratégicas necessárias para saber se o negócio tem mercado ou não, é voltada para entrevistas com o mercado. “O objetivo dessas entrevistas é checar se a tecnologia, produto ou serviço proposto resolve os possíveis problemas ou atende as demandas de seus clientes potenciais, se gera valor para eles e se o investimento no negócio vai realmente compensar para o empreendedor e possíveis investidores”, conta Grynszpan.

No final, os participantes fazem um balanço de suas jornadas, comparando o Canvas inicialmente desenhado com as mudanças promovidas. O I-CORPs prevê ainda uma segunda etapa do treinamento, quando são trabalhadas estratégias para conseguir clientes e mantê-los o maior tempo possível, e também para definir os valores que podem ser cobrados dos clientes, de forma a remunerar o investimento feito na startup.

Confira no Flickr da Poli as fotos das reuniões do i-CORPs.

 

Programa de Estágio do PCS ajuda alunos a ingressarem no mercado

Iniciativa é do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Poli que  faz parceria com empresas

Ingressar no mercado de trabalho nunca foi tarefa fácil, mas há muitos meios que podem ajudar os jovens a transpor esse desafio. Para os estudantes, o estágio é a maneira mais comum e valorizada de integrar o que se aprende em sala de aula e o que o cotidiano da profissão ensina. No Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), os alunos contam com um Programa de Estágio para orientar essa experiência.

Na Poli, o estágio é obrigatório e, de acordo com a estrutura de cada curso, segue diferentes calendários, que podem ser quadrimestrais ou semestrais. No PCS, há cursos com ambas estruturas. A graduação de Engenharia da Computação, por exemplo, é quadrimestral e reserva quatro módulos para o estágio ao longo dos três últimos anos do curso. A Engenharia Elétrica, por sua vez, destina dois semestres para os alunos estagiarem.

Através do Programa de Estágio do PCS, o departamento oferece workshops e cursos com empresas nacionais e multinacionais prospectadas para enriquecer o plano profissional dos alunos. As parcerias vão desde iniciativas incubadas no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da USP até empresas consolidadas como o Facebook e a Microsoft.

“O sucesso do nosso Programa é devido ao planejamento e à operação muito bem estruturada de participação dessas empresas”, diz Jorge Risco Becerra, um dos professores responsáveis pelo Programa de Estágio. “Além disso, sempre estamos em contato com os alunos para saber como eles estão indo nesses estágios nas empresas”.

O professor reitera que, além da atuação do programa, é importante que os alunos tenham iniciativa para procurar novas vagas e parceiros. Para participar do Programa de Estágio, basta estar matriculado no período adequado do curso e não possuir nenhuma reprovação.

Becerra observa que, apesar da crise econômica, o mercado de TI, especialmente na área de automação, continua crescendo e contratando estagiários. “Nós pretendemos realizar workshops, atividades e cursos com essas e outras empresas que estamos prospectando para que o aluno possa iniciar estágio,  nessa área, que está em evolução e que achamos que vai trazer novos resultados para o Programa”.

Além dos benefícios do estágio, o contato com o mercado também ajuda a atualizar a grade curricular da graduação. Tópicos da área de software, rede, arquitetura de dados e processo de negócios serão incluídos aos programas das disciplinas dos cursos. As novas discussões também buscam fomentar o interesse pela área acadêmica, orientando iniciações científicas e incentivando o caminho até o mestrado.

(Larissa Lopes | Jornalismo Júnior)

 

Poli terá novo laboratório de petrofísica em Santos

Contrato com a Petrobras acaba de ser assinado. Projeto foi destaque no jornal A Tribuna de Santos.

O primeiro laboratório de petrofísica avançada do Estado de São Paulo será construído pela Escola Politécnica da USP no campus de Santos, onde atualmente está sendo realizado o curso de Engenharia de Petróleo. A iniciativa é de um grupo de seis professores da Poli e está sendo coordenada pela professora do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo (PMI), Carina Ulsen.

O contrato de adaptação de infraestrutura para receber os equipamentos já foi assinado entre a Poli-USP e a Petrobras, que investirá R$ 7,5 milhões. O laboratório deverá conter equipamentos que permitirão aos pesquisadores estudar os comportamentos dos fluidos dentro das rochas.

O projeto foi destaque na edição de sábado (01/04) do jornal A Tribuna de Santos, que também trata do novo curso de Engenharia da Complexidade na Poli a ser feito em parceria com a Groupe das Écoles Centrales, da França. Confira aqui a matéria completa.

 

 

Miguel Nicolelis ministra na Poli aula magna para ingressantes na pós-graduação da USP

Um dos pesquisadores brasileiros mais conhecidos no exterior, ele vai falar sobre desafios e perspectivas para a ciência brasileira.

O neurocientista Miguel Nicolelis estará na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) no dia 6 de abril, às 18 horas, para a aula magna que vai ministrar aos ingressantes de todos os cursos de pós-graduação oferecidos pela USP em São Paulo. O evento é uma iniciativa da Associação de Pós-Graduandos da USP Capital – APG Helenira Preta Rezende, e será realizado no Auditório Professor Francisco Landi, que fica no Prédio da Administração da Poli, no campus do Butantã, em São Paulo. O tema da aula é “Universidade, Estado, Democracia: Desafios e Perspectivas para a Ciência Brasileira”. Não é preciso fazer inscrição prévia para assisti-la, e ela será transmitiva ao vivo pelo Iptv USP aqui

“Nós convidamos o doutor Nicolelis não só por ele ser um dos maiores cientistas brasileiros, amplamente reconhecido aqui e no exterior, mas porque ele é uma voz ativa nos debates sobre os rumos da Ciência, da política científica, do desenvolvimento da tecnologia e inovação no Brasil”, afirma Gabrielle Paulanti, coordenadora geral da Associação.

Perfil – Nicolelis foi apontado pela Revista Scientific American como um dos 20 maiores cientistas da atualidade. Ganhou 40 prêmios internacionais e publicou mais de 200 artigos, dos quais 12 na Science e na Nature, as revistas científicas mais importantes do meio científico.  

Graduado em Medicina e doutor em Fisiologia Geral pela Universidade de São Paulo, Nicolelis tem pós-doutorado em Fisiologia e Biofísica pela Universidade de Hahnemann, na Filadélfia (EUA). O cientista lidera grupos de pesquisadores que empregam as ferramentas computacionais da robótica e da neuroengenharia para desenvolver neuropróteses com potencial para restaurar a mobilidade de pacientes paralisados por trauma ou degeneração do sistema nervoso central. Nos seus laboratórios também são estudados os mecanismos neurofisiológicos e possíveis novas terapias para a doença de Parkinson.

Em 1994, passou a atuar como professor do Departamento de Neurobiologia e Codiretor do Centro de Neuroengenharia da Duke University, nos Estados Unidos. Em 2003, retornou ao Brasil e criou, no Rio Grande do Norte, o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS). É fundador e preside voluntariamente a Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa (AASDAP) desde sua criação, em 2004.

A Associação de Pós-Graduandos da USP Capital – APG Helenira Preta Rezende representa os alunos de pós-graduação da USP que estudam em todas as unidades da Capital: faculdades da Cidade Universitária, Faculdade de Direito, Faculdade de Medicina, Instituto de Medicina Tropical, Faculdade de Saúde Pública, Escola de Enfermagem, FAU Maranhão e Escola de Artes, Ciências e Humanidades.

(Janaína Simões)

Serviço:

Aula magna com o pesquisador Miguel Nicolelis

“Universidade, Estado, Democracia: Desafios e Perspectivas para a Ciência Brasileira”

Data e horário: 6 de abril, às 18h.

Local: Auditório Prof. Francisco Romeu Landi – Prédio de Administração da Escola Politécnica da USP.

Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380. Cidade Universitária, São Paulo (SP).

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Docente da Poli-USP coordena grupo que elabora normas técnicas para cidades sustentáveis

A NBR ISO 37120:2017, publicada pela ABNT, estabelece os indicadores para medir a sustentabilidade de comunidades urbanas.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aprovou e publicou a NBR ISO 37120:2017, primeira norma técnica nacional relacionada às cidades sustentáveis. A norma define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores relacionados ao desenvolvimento sustentável de comunidades urbanas, com o objetivo de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida.

O trabalho de estudo e tradução da norma internacional já existente para esse tema foi feito pela Comissão de Estudos Especial 268 da ABNT, uma comissão espelho da Technical Committee TC 268 da ISO, a Sustainable cities and communities, que atuou na confecção da norma internacional. A CEE 268 é coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Alex Abiko.

Segundo o docente, trata-se de uma tradução e adaptação para a língua portuguesa da norma ISO 37120:2014 – Sustainable development of communities - Indicators for city services and quality of life. “Estes indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade no que se refere à sustentabilidade”, explica Abiko. A iniciativa de ter uma norma nacional sobre o assunto nasceu das atividades de pesquisa do próprio Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP, que tem uma linha de estudos em planejamento e engenharia urbanos, e teve colaboração da doutoranda do Departamento, a engenheira Iara Negreiros.

A norma contém 100 indicadores de sustentabilidade urbana e trata dos aspectos ambiental, econômico, social e tecnológico, entre outros. “Esse documento vai ajudar os municípios, governos de Estado, o Ministério das Cidades a medir a sustentabilidade das cidades, mas essas normas não estabelecem padrões”, diz. Ou seja, a norma não fala se uma cidade é sustentável ou não, mas estabelece quais requisitos devem ser avaliados para se medir essa sustentabilidade. Por exemplo, a norma diz que o indicador “índice de mortalidade infantil” deve constar na medição da sustentabilidade de uma cidade, assim como a existência de favelas.

Além do setor público, a NBR ISO 37120:2017 também pode ser usada pelas empresas para que atestem, para clientes e governo, o quão sustentável são seus empreendimentos. “Gostaríamos que a sociedade use e critique a norma para podermos aprimorá-la”, afirma Abiko.

A norma nasceu de uma necessidade acadêmica. “Queríamos saber como medir a sustentabilidade das cidades e fomos investigar como isso é feito no mundo. Descobrimos mais de 150 sistemas de medição, desenvolvidos e adotados em diversos países, como Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra, África do Sul, e inclusive alguns sistemas no Brasil. Nossa próxima pergunta foi, então, qual seria o melhor sistema para adotarmos aqui, considerando que muitos deles acabam trabalhando questões muito particulares de cada país”, conta.

Nessa pesquisa pelo melhor sistema, chegou-se à norma da ISO, a Organização Internacional de Normalização, entidade que congrega as associações de padronização/normalização de 162 países do mundo, incluindo o Brasil. “Ela foi selecionada porque é resultado da discussão e trabalho de uma entidade que reúne quase todos os países do mundo, o que dá muita credibilidade e torna a norma internacional. As outras normas que estudamos trazem elementos que são muito particulares das realidades locais, o que torna mais difícil implementá-las em contextos diferentes, enquanto a ISO sempre busca unir o melhor de todas as normas em uma só”, destaca.

Selecionada a norma ISO, a Comissão 268 passou a trabalhar na tradução do documento. Não bastava apenas traduzir para a Língua Portuguesa, mas fazer uma avaliação técnico-científica do documento porque, ao mesmo tempo em que não se pode alterar uma norma ISO para adotá-la e ela ser uma norma NBR ISO, é preciso fazer adaptações em itens para que a norma faça sentido ou seja adaptada à realidade brasileira, o que foi feito por meio de notas. Um exemplo de nota brasileira está na definição do termo favela, que também pode ter como sinônimos, no Brasil, os termos assentamentos precários ou assentamentos sub-normais, como utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse trabalho envolveu diversas instituições e órgãos públicos, tais como a Caixa, Ministério das Cidades, Sabesp, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato da Habitação (Secovi), Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS), Poli-USP, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), Instituto de Engenharia, entre outras, que compuseram a CEE 268.

As próximas normas a serem desenvolvidas no contexto da CEE 268 são as de Sistemas de Gestão para o Desenvolvimento Sustentável, cujos trabalhos já estão avançados, as de Cidades Inteligentes e as de Cidades Resilientes, em nível mais preliminar. “É importante participar da discussão de novas normas internacionais desde o início. Se nos aproximamos de outros países e instituições internacionais, podemos colocar nas normas internacionais as questões específicas do Brasil”, conclui Abiko.

(Janaína Simões)

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