Escola Politécnica da USP

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Professor Paulo Kaminski, da Poli-USP, é convidado para participar do grupo de pesquisadores CIRST

O professor Paulo Kaminski, coordenador do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Poli-USP, foi convidado a fazer parte do time de colaboradores internacionais do Centre interuniversitaire de recherche sur la science et la technologie (CIRST), de Quebec, Canadá. O CIRST é um importante grupo interdisciplinar de pesquisadores daquele país, que promove o avanço do conhecimento em diferentes áreas da ciência e da tecnologia e sua aplicação na resolução de problemáticas sociais.

Criado em 1986, o CIRST reúne cerca de 60 pesquisadores de 12 instituições de ensino, e está localizado no campus principal da Université du Québec à Montréal - Universidade do Quebec em Montreal (UQAM). É reconhecido como unidade de pesquisa pela Universidade de Montreal e pela Universidade de Sherbrooke, além da própria UQAM.

O CIRST lançou recentemente o programa de colaboradores internacionais e convidou cerca de 10 pesquisadores de diferentes regiões do mundo. O professor Paulo Kaminski recebeu o convite, no final de 2016, em virtude do reconhecimento da qualidade dos trabalhos realizados em parceria com pesquisadores de Quebec.

”É uma honra ser selecionado para fazer parte do CIRST. A iniciativa deve aumentar a colaboração em projetos de pesquisas científicas entre nosso grupo e pesquisadores do Canadá”, diz o professor Paulo Kaminski. 

Informações sobre o CIRST em http://www.cirst.uqam.ca/en/.

 

Poli-USP matricula 90% dos aprovados de 2017

Brincadeiras e ação social marcam a festa. Convocados na primeira chamada da Fuvest têm até esta terça-feira para se matricular.

Praticamente 90% dos vestibulandos aprovados para as 783 vagas disponibilizadas pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) pela Fuvest efetivaram a matrícula nesta segunda-feira (13/02). Um total de 704 calouros se matriculou no primeiro dia, e grande parte escolheu o período da manhã para fazer a matrícula, que se encerra hoje (14/02) para os alunos convocados na primeira chamada do vestibular. As matrículas estão sendo realizadas no prédio da Engenharia Civil, das 8h30 às 16h30, no campus do Butantã, em São Paulo, entre 8h30 e 16h30. Em 2017, a Poli ofereceu 870 vagas, sendo 87 pelo SISU e as demais pela Fuvest.

A Poli-USP mobilizou 47 funcionários para atender os calouros. Três salas no piso superior da Engenharia Civil foram destinadas para as matrículas e um espaço no lobby do andar superior foi reservado para os pais aguardarem os filhos. As mesas de atendimento foram separadas por curso. Ao efetuar a matrícula, cada aluno recebeu o Cartão USP, a carteirinha que permite o uso das linhas circulares de ônibus que ligam a USP ao Metrô Butantã e um folheto sobre o funcionamento geral da Universidade.

Ação solidária – Na entrada do local da matrícula, os calouros foram recepcionados pelos integrantes da equipe de robótica da Poli ThundeRatz e pela equipe Poli Racing. Após efetuarem a matrícula, os estudantes com cabelos longos eram convidados a participar da campanha de corte e doação de cabelos, promovida pelo Poli Social. Um profissional do salão de cabelereiro L6, de São Paulo, se voluntariou para fazer os cortes. Os cabelos foram doados para a organização não governamental Cuca Feliz, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, que dá apoio para mulheres e crianças que fazem tratamento contra o câncer.

Mais de 40 estudantes, entre homens e mulheres, participaram da ação. Uma delas foi a caloura Livia Kaneko, de 19 anos, de São Paulo, que foi aprovada no curso de Engenharia Química. “Eu já ia cortar o cabelo depois que passasse o vestibular. Quando vi que estavam organizando a campanha de doação, quis contribuir”, contou ela.

Depois da matrícula, os calouros eram ‘capturados’ pelos veteranos dos diversos centros acadêmicos da Poli, que estavam aguardando os ‘bixos’ para as brincadeiras do trote. Marcado pela não-violência, o trote teve disputa de futebol de sabão, luta com cotonete e o tradicional batismo no banho de lama.

A primeira semana dos calouros na Poli se encerra no sábado, 11 de março, com o Trote Solidário, promovido pelo Poli Social. Ele será realizado das 9h às 17h, quando voluntários, entre calouros e veteranos, ajudarão na revitalização do pátio da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antônio Bento, no Butantã, e na organização de brincadeiras com as crianças do colégio.

Os calouros voltam a se encontrar no dia 6 de março, quando começa o ano letivo e a Semana de Recepção aos ingressantes. Serão cinco dias de intensa atividade. A aula magna será das 9h ás 12h, no Auditório do Centro de Difusão Internacional da USP (CDI), com um dos mais prestigiados pesquisadores brasileiros: o físico José Goldemberg. Hoje presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ele foi professor do ciclo básico da Poli, ministrando aulas de Física para os politécnicos entre 1968 e 1970.

Veja no Flickr da Escola Politécnica as imagens do primeiro dia de matrícula e da festa do Trote.

Livia Kaneko, de 19 anos, de São Paulo

Queria ser engenheira e estudar na Poli, mas estava em dúvida sobre qual seria a área. Em 2016, ela prestou vestibular para Engenharia de Produção, mas não passou. “Eu pesquisei mais sobre as áreas, pensei melhor e resolvi estudar Engenharia Química. Uma das coisas que me chamou atenção no curso é o fato de ser quadrimestral, em que tem o período de estágio. Estou bem empolgada”, afirmou.0

Os irmãos gêmeos Eliel e Levi Regiani, de Ribeirão Pires (SP)

 Ambos passaram em Engenharia Elétrica. Eles têm 20 anos e garantem que um não influenciou na decisão do outro na escolha da carreira, mas que se identificam com a área. Escolheram a Poli pela reputação dos cursos da instituição e seu destaque no cenário do ensino superior no Brasil. “Penso em seguir em Sistemas Eletrônicos e Computação, mas ainda é cedo para decidir. Sei que o curso será puxado, vai exigir bastante, mas com certeza cumprirá minhas expectativas”, afirma Eliel.

Assim como ele, Levi escolheu Engenharia Elétrica por causa das amplas possibilidades de atuação abertas para quem se forma nesse campo. “Como têm várias ênfases, posso direcionar os estudos para o que mais me interessar”, disse ele. Os irmãos têm um amigo que estudou na Poli e fez o duplo diploma. “Ele falou bem da Poli, deu boas recomendações”, comentou Levi. Os irmãos vão tentar fazer o programa de duplo diploma e até já sabem para qual país querem ir: França. 

Última atualização em Seg, 13 de Fevereiro de 2017 18:50
 

“Emissão de Material Particulado nas Vizinhanças de Canteiros” será tema de palestra

No próximo dia 22 de fevereiro, o Professor Francisco Cardoso, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica, irá ministrar a palestra “Emissão de Material Particulado nas Vizinhanças de Canteiros” durante a realização do workshop “Tecnologias para Canteiro de Obras Sustentável de Habitação de Interesse Social”.

Na ocasião, no SindusCon-SP, serão apresentados pelos pesquisadores e debatidos com os construtores e demais profissionais e acadêmicos os resultados de um projeto desenvolvido por rede de pesquisa colaborativa financiada pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) sobre as principais necessidades de soluções tecnológicas em canteiros de obras de empreendimentos habitacionais, visando à sustentabilidade ambiental e à melhoria das condições de trabalho.

Além da emissão de material particulado, o projeto tratou de outros temas com a participação de docentes e pesquisadores do Departamento: soluções tecnológicas sustentáveis para instalações provisórias de canteiros de obras, tecnologias de execução relacionadas a métodos e sistemas construtivos inovadores e diagnóstico das necessidades de soluções tecnológicas em canteiros de obras.

A Professora Mércia Bottura de Barros e o Professor Racine Tadeu Araújo Prado, ambos do corpo docente do Departamento, participaram do projeto de pesquisa colaborativa realizada ao longo de 5 anos. Somado aos integrantes da Universidade de São Paulo, o grupo de trabalho contou com o envolvimento de docentes e pesquisadores da Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Federal de São Carlos. A programação está disponível aqui e as inscrições, que são gratuitas, devem ser feitas nesse link.

 

Alunos aprovados pelo Sisu se matriculam na Poli

O Sistema de Seleção Unificada foi utilizado pela Escola pela primeira vez. Matrículas continuam nesta segunda e terça-feira.

As primeiras matrículas dos ingressantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foram realizadas nesta sexta-feira (03/02) na instituição. O processo continua nesta segunda e terça-feira (06 e 07/02), no mesmo local e horário:  Auditório Professor Francisco Romeu Landi, prédio da Administração da Poli, no campus Butantã da USP, em São Paulo, entre 8h30 e 16h30. A Escola ofereceu 87 vagas pelo Sisu.

Para realizar a matrícula, os calouros devem apresentar os documentos solicitados no edital da USP/Sisu, que foi divulgado pela Pró-Reitoria de Graduação da universidade: certificado de conclusão de curso do ensino médio ou histórico escolar, documento de identidade oficial e uma fotografia 3x4 datada com menos de um ano, todos em suas vias originais e com cópias. Após a apresentação desses documentos, a confirmação de ingresso do estudante é feita por meio do preenchimento e assinatura de alguns formulários.

Cada calouro recebeu um Bilhete USP provisório – cartão que permite locomoção gratuita nos ônibus que circulam na Cidade Universitária e que será substituído por um definitivo após o início das aulas. Todos os matriculados pelo Sisu deverão comparecer ao prédio da Engenharia Civil, no Butantã, no dia 14 de fevereiro, para a entrega do Cartão USP (cartão de identificação do aluno na universidade que vai substituir o provisório) e o chamado “kit bixo”, pasta com informativos a respeito da semana de recepção, mapas da USP e outras informações úteis para quem ainda não está acostumado à rotina da instituição.

Os primeiros calouros – O primeiro aprovado pelo Sisu a se matricular na Poli foi José Samuel Sozigan, de 18 anos. Ele passou em Engenharia Ambiental – e também foi aprovado em Ciências de Computação na USP São Carlos, pela Fuvest. O calouro obteve 928 pontos na prova de Matemática e suas Tecnologias, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A nota mínima exigida pela Poli para essa disciplina foi de 750 pontos. “Tive um professor de Matemática que nos incentivava muito a estudar”, lembrou ele, que fez o ensino média na escola Germinare, em São Paulo, colégio particular, mas cujos alunos são bolsistas. “Escolhi Engenharia Ambiental porque sempre gostei da área de Biológicas e de Exatas, especialmente Matemática e Física, e também porque quero ser engenheiro”, comentou. “Eu participei de uma feira de profissões e vi palestras de alunos da Poli que me chamaram a atenção. Além disso, a Poli é a referência nacional quando se trata de cursos de Engenharia”, disse.

Pedro Vinícius Cavalcanti, de 17 anos, é outro ingressante que realizou sua matrícula no primeiro dia. Ele veio de São José dos Campos, interior de São Paulo, acompanhado de seu pai, Alberto Cavalcanti, que não poupou elogios ao filho. “Ver seu filho aprovado na Poli é uma sensação ótima. Tudo o que a gente planejou teve um objetivo e não foi em vão” afirmou. Pedro era bolsista em um colégio particular da cidade, passou em Engenharia Química na Poli e agora procura um lugar para residir em São Paulo durante a graduação.

Quando questionado a respeito da importância do apoio familiar em sua preparação, Pedro não teve dúvidas. “Minha família me ajudou muito. Sempre que eu estava cansado, triste ou desanimado, eles me levavam para passear e me davam força”, comenta. Ele obteve 990 pontos na área de Matemática e Suas Tecnologias do Enem e também passou na primeira chamada da Fuvest para o mesmo curso, mas preferiu garantir sua vaga já nesta sexta-feira.

Os veteranos também marcaram presença na matrícula do Sisu. Membros da Associação de Engenharia Química da Poli (AEQ) e do Centro de Engenharia Elétrica e Computação estiveram na entrada do Prédio da Administração da Poli para recepcionar os calouros. Letícia Ferreira Cardoso Pedra, de 19 anos, e João Henrique de Lima Noronha, de 20 anos, passaram em Engenharia Química na Poli e foram os primeiros a terem os rostos pintados de azul, cor-símbolo da AEQ. Noronha é da cidade de Pouso Alegre, Minas Gerais, e já estava com os cabelos raspados. “Mas não foram os veteranos que fizeram isso. Foram meus pais que cortaram meus cabelos quando vimos que eu tinha passado”, contou, rindo. Ele também prestou Fuvest, e passou em Engenharia de Minas. “Mas era minha segunda opção, eu queria, mesmo, Engenharia Química”, afirmou.

Confira as fotos do primeiro dia da matrícula do Sisu no Flickr da Poli-USP

Última atualização em Seg, 06 de Fevereiro de 2017 10:11
 

Doutorado do PCS propõe alternativas para a gestão de dados científicos

Diante do aumento do número de informações propiciadas pela internet, pesquisa busca ajudar no reuso de dados.

 

Os doutorandos do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS – Poli) Daniel Lins da Silva e André Batista, orientados pelo professor Pedro Luiz Pizzigati Corrêa, desenvolveram o trabalho intitulado “Data Provenance in Environmental Monitoring” (Proveniência de Dados no Monitoramento Ambiental), em que propõem um conjunto de sistemas para facilitar o reuso dos dados científicos gerados em pesquisas. O sistema proposto foi construído no contexto das pesquisas ambientais, mas sua aplicação pode ser considerada em variadas áreas do conhecimento.

“Nos últimos dez anos, com os avanços tecnológicos, houve geração de grande volume de dados — o chamado ‘dilúvio dos dados’, gerados por diferentes experimentos científicos”, explica Silva. Ele afirma que a abundância dos dados gera a necessidade de adequação dos processos e ferramentas computacionais utilizados pelos pesquisadores.

Para isso, o estudo propõe uma estratégia para a gestão da chamada proveniência dos experimentos científicos. Proveniência é o registro de todos os passos para criação ou manipulação de um conjunto de dados.

Silva destaca a importância de se conhecer a origem do dado e sua versão original, o “dado bruto”. No entanto, ele pontua que até a publicação de um estudo, este “dado bruto” é manipulado e processado diversas vezes. Dessa maneira, a confiabilidade da informação publicada com o objetivo de reutilização fica ‘desgastada’, pois não se conhece exatamente o processo que a gerou e nem os envolvidos no mesmo.

É nesse ponto que surge a proveniência: ela disciplina o processo de manipulação dos dados e permite ao pesquisador registrar o que foi feito. “Com a proveniência, avalia-se o dado e garante-se que ele tem confiabilidade e qualidade necessária para ser reutilizado”, diz Silva. Assim, torna-se possível o reuso dos dados já gerados.

Não se trata apenas de agilizar o processo científico, mas também de economizar recursos financeiros. “Se um grupo [de pesquisa] não tiver informações suficientes para garantir que um dado [já publicado] é de qualidade, ele vai preferir gastar mais um ano, mais alguns milhões para gerar o mesmo dado, que já existe, mas com a certeza de que ele é correto. [...] E isso é o que mais acontece hoje”, pondera Silva. “A partir do momento que se aumenta o reuso dos dados, evita-se que sejam gastos mais recursos para coleta de dados já disponíveis”, prossegue.

Premiação

O trabalho ganhou um prêmio como melhor artigo no 1º International Workshop on Data Science for Internet of Things, do 13th IEEE International Conference on Mobile Ad Hoc and Sensor Systems 2016, realizado em Brasília, em outubro.

André Batista considera que o trabalho antecipa um gargalo que os pesquisadores de ciência dos dados em Internet das Coisas logo vão enfrentar e, além disso, propõem uma estratégia para lidar com ela. “Enquanto a maioria dos artigos se preocupava com a geração e coleta dos dados, o nosso trazia a problemática diferente, a da gestão. Falamos em como se tratam os dados coletados e processados, para garantir o reuso destes dados. Então acreditamos que esse foi o diferencial para eles premiarem o trabalho.”

Daniel Lins da Silva ainda afirma que o prêmio mostra que a pesquisa tem relevância, e que eles estão no caminho certo. “O reconhecimento desta pesquisa é importante para nosso grupo de pesquisa, pois buscamos realizar estudos relevantes, que gerem resultados práticos tanto para a comunidade científica quanto para a sociedade”, conclui o pesquisador.

 

(Lázaro Campos Júnior | Jornalismo Júnior, com edição do Departamento de Comunicação da Poli).

 

Alunos de graduação da Poli-USP promovem 12ª Semana de Engenharia Química

O evento contou com diversas palestras, minicursos, workshops e visitas técnicas.

Terminou nesta sexta-feira (20/01) a 12ª Semana de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP (SEQEP). O evento, organizado anualmente pelos alunos de graduação da Engenharia Química (PQI) da Poli, contou com atividades variadas, cujo objetivo foi aproximar os estudantes da profissão. Esta edição teve um recorde de participação, com 505 inscritos, estudantes de graduação de Engenharia Química da Poli-USP e de outras instituições paulistas e de outros Estados, além de alunos que cursam áreas afins, como Química e Ciências Farmacêuticas, entre outras.

“Fiquei muito contente ao saber que houve um recorde de inscritos, com a presença de muitos alunos que não são da USP”, destacou o professor Reinaldo Giudice, chefe do Departamento de Engenharia Química, no encerramento da SEQEP. “É um resultado importante porque mostra a perenização do evento junto aos alunos”, acrescentou.

Leonardo Dente, que ao lado do presidente da Associação de Engenharia Química da Poli-USP, Ricardo Shinichi, coordenou a organização da Semana, fez um balanço positivo do evento. “É um projeto muito desafiador organizar a SEQEP, pois é um evento grande, que envolve muita gente. Isso foi uma motivação para mim”, afirmou ele, que também agradeceu a toda a equipe da organização e apoiadores pelo trabalho. “Foi uma boa surpresa termos um recorde de inscrições, a gente não esperava que a Semana crescesse tanto”, comentou Marcelo Hiltner, um dos integrantes da equipe de organização.

Programação intensa

Todas as atividades da SEQEP foram gratuitas. A Semana começou com uma conversa motivacional com Mateus Biselli, ex-politécnico e um dos sócios da Stone Pagamentos, que falou sobre empreendedorismo. Foram realizadas mais quatro palestras com assuntos relacionados à gastronomia, engenharia de sabores, engenharia consultiva, vida profissional e inovação. Além disso, mini-palestras foram apresentadas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP).

Na terça-feira (17/01), às 8h, o Departamento de Engenharia Química (PQI) abriu suas portas para a realização de minicursos de seis horas de duração. Foram oferecidas dez matérias: química forense; processo de produção de cerveja; Excel; introdução ao controle de poluição atmosférica; açúcar e álcool; biorrefinaria e biotecnologia; bionanomanufatura; engenharia de explosivos; ciência das fragrâncias; e aplicações de gases na indústria.

No dia seguinte (18/01), foi a vez do vão da FAU-USP ceder espaço para um workshop e uma mostra de iniciação científica. Lá, empresas montaram seus stands para apresentações de programas de estágio e trainee, e alunos expuseram banners sobre suas pesquisas.

A quinta-feira (19/01) foi reservada para visitas técnicas às grandes empresas do ramo. Se propuseram a receber inscritos a Air Liquide, Brasil Kirin, Dow, Dupont, IFF, Natura, Nitro Quimica, P&G, Linde Gás e Bovespa.

As oficinas de aprimoramento prático ocorreram no último dia. Foram doze temas ligados à profissão de engenheiro, como, por exemplo, empreendedorismo, desenvolvimento de carreira, negócios e aprimoramento do currículo. Gestores das empresas Oxiteno e Ingredion conversaram com os participantes a respeito da profissão e sobre segurança na indústria de alimentos.

O último dia também contou com uma mesa redonda, cujos participantes debateram o tema “Inteligência Artificial: da Indústria 4.0 ao Mercado Financeiro”. A mediação coube ao professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Bruno Santoro. Compuseram a mesa Guilherme Vitolo, gerente sênior da Ernst & Young; Rafael Zanini, gerente de vendas da Chemtec, empresa do grupo Siemens; e pelo professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP) Cesar Alexandre de Souza. Todos são politécnicos.

Clique aqui para conferir as fotos da 12ª SEQEP. 

 

Pré-IC Poli-FDTE ampliará número de escolas participantes

No evento de encerramento da edição de 2016, foram apresentados
os projetos desenvolvidos pelos 22 estudantes participantes.

O Programa de Pré-Iniciação Científica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Pré-IC Poli-FDTE) realizou na tarde da última sexta-feira (02/12), no prédio do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), a cerimônia de encerramento da edição de 2016, a terceira desde sua criação. Neste ano, participaram 34 alunos de seis escolas de ensino fundamental públicas e particulares. Ao longo de dez meses, eles tiveram aulas teóricas e práticas em laboratório, com vistas ao desenvolvimento de um projeto científico. O objetivo da iniciativa é despertar e incentivar a vocação científica entre estudantes do ensino médio e profissional.

No ano que vem, mais duas escolas serão atendidas. O ínicio das aulas está previsto para 10 de março e cada escola será responsável pela escolha dos alunos que participarão do Programa. A ampliação é consequência dos bons resultados que o projeto vem colhendo junto às escolas participantes. Desde sua criação, já passaram 80 alunos pelo Programa.

Aposta no potencial – Na cerimônia de encerramento, professores dos colégios participantes fizeram um balanço e falaram dos impactos positivos para os alunos que fizeram o Pré-IC e também para suas instituições. Nos vários depoimentos, relataram casos de participantes do Pré-IC que se sentiram motivados a prestar vestibular e foram aprovados em universidades e institutos federais e em boas instituições de ensino superior privadas.

O diretor da Poli-USP, professor José Roberto Castilho Piqueira, incentivou os participantes do Pré-IC a continuarem dedicados aos estudos. “O Brasil tem várias coisas de primeiro mundo e uma delas são universidades públicas gratuitas e de excelência. Pensem nessas universidades, nas diversas áreas de formação, vocês são capazes de estar nesta Universidade e em outras gratuitas”, disse. “Se esforcem, tomem posse delas. É difícil entrar, sim, mas estudem, trabalhem, pois é possível”, acrescentou.

Ele enfatizou a importância do Pré-IC como atividade que ajuda a Poli a cumprir seu papel social. “Nossa Escola tem três patrimônios – o físico, o intelectual e o moral – que nos coloca entre as melhores escolas de Engenharia do mundo. O Pré-IC deixa esse patrimônio moral muito evidente porque aqui temos professores e funcionários da Poli dedicados a uma atividade que exercem sem buscar ganho institucional, o fazem de forma voluntária, pensando no benefício à sociedade”, destacou.

A professora Mércia Bottura de Barros, do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), coordenadora do Pré-IC, comentou a alegria da equipe de docentes e funcionários da Poli em receber e trabalhar com os alunos ao longo do ano. “Estamos vendo os bons frutos do Programa e isso nos motiva a continuar”, afirmou. O professor Diolino José dos Santos Filho, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos (PMR), que atua como orientador no Pré-IC, também destacou os impactos positivos para os docentes das escolas participantes, já que também são desenvolvidas atividades para ajudá-los no desenvolvimento de sua profissão.

Mentes inovadoras – As competências adquiridas pelos alunos do Programa ficaram evidentes nas apresentações dos projetos. Os estudantes da escola Santo Dias da Silva, por exemplo, trabalharam conceitos de Engenharia de Transportes, avaliando a disponibilidade de algumas das tecnologias de sistemas globais de posicionamento e fazendo experimentos para testar receptores e avaliar os sensores de veículos autônomos. Também estudaram algoritmos bug, usados em programação para que objetos ou dispositivos robóticos consigam chegar a um local sem serem previamente programados.

Os alunos da escola José Marcato estudaram alguns dos materiais mais utilizados na construção civil: os cimentícios. Eles trabalharam com uma argamassa que eles mesmos fizeram, produzindo 12 corpos de prova. O objetivo foi estudar a influência do aditivo na densidade do produto e comparar o desempenho das argamassas na construção de pilares.

Já os participantes da escola José Fernando Abbud trabalharam com modelagem computacional. Diante da perspectiva de escassez de mão de obra para a construção civil, eles desenvolveram equipamentos para automatizar o campo de obra. Os estudantes chegaram a prototipá-los, em pequena escala, usando impressora 3D.

Os alunos do Colégio Renascença, por sua vez, desenvolveram um sistema automatizado de transporte de fármacos para o Hospital da USP. Os estudantes projetaram, em computador, uma esteira com duas rampas, equipada com um braço mecânico, que separa os remédios tarja preta dos demais depois da leitura dos sensores de cor e ultrassom. Cada remédio vai para o local correto de armazenagem pela esteira.

Coube à escola Anecondes Alves Ferreira desenvolver um projeto em análise e mitigação de falhas em processos industriais. Eles fizeram uma pesquisa em uma indústria produtora de vidro. Dentro da planta, selecionaram o equipamento mais crítico das etapas de produção, o forno, e o risco de explosão no reservatório de gás. Simularam um acidente em uma placa com sensores e utilizaram várias técnicas de análise de risco para verificar como e quais funcionariam melhor nas situação. Um segundo grupo dessa escola desenvolveu um protótipo para automatizar a coleta de dados para um dispositivo de assistência ventricular. O objetivo foi otimizar o tempo e o esforço dos pesquisadores envolvidos em etudos nesse tema.

Respaldo institucional – A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) apoia o programa desde o final de 2013 e voltou a conceder bolsas para os participantes da edição de 2016. Na cerimônia, a Fundação foi representada pelo seu diretor superintendente, André Steagall Gertsenchtein.

A coordenação geral do Programa é da Diretoria da Poli e a gestão, da Assistência Técnica de Pesquisa, Cultura e Extensão e seu Serviço de Pesquisa. Nesta edição, além de Diolino José dos Santos Filho e Mércia Bottura de Barros, participaram os professores Cheng Liang Yee e Fabiano Rogério Corrêa, do Departamento de Engenharia de Construção Civil (PCC), e Edvaldo Simões da Fonseca Júnior, do Departamento de Engenharia de Transportes (PTR).

Última atualização em Seg, 05 de Dezembro de 2016 14:19
 


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