Escola Politécnica da USP

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Limpeza de poluição usando luz é uma das atrações da Poli na Semana Nacional de C&T

Participantes poderão visitar ainda os simuladores de voo e marítimo, a Caverna Digital, o Laboratório de Pavimentação e ver demonstrações de robótica.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo preparou uma série de atividades que serão desenvolvidas ao longo da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que começa nesta segunda-feira (23) em todo o País. A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC). A entrada é gratuita. Algumas das atrações já são tradicionais, como a visita aos simuladores de voo e marítimo e à Caverna Digital, mas nesta edição a Poli traz novidades.

Uma delas é a demostração do grupo de pesquisa AdOX – Reserach in Advanced Oxidation Process, sediado no Departamento de Engenharia Química, que vai mostrar em laboratório, nesta quarta-feira, 25 de outubro, entre 14h e 17h, alguns processos que usam ultra-violeta e luz solar para remover antibióticos, pesticidas e outros contaminantes de elevado risco ambiental da água.

Outra atração que passou a integrar a programação deste ano é a visita monitorada ao Laboratório de Tecnologia de Pavimentação. Quem quiser entender os materiais e tecnologias usados para o asfaltamento de ruas, avenidas e rodovias não pode deixar de conhecer o laboratório e interagir com a equipe de pesquisadores. São mais de 30 anos de pesquisas acumulados pelos seus profissionais, que estarão recebendo o público nesta segunda-feira, dia 23 de outubro, das 9h às 16h.

Como ocorreu em anos anteriores, estão programadas visitas a dois simuladores para pesquisas na área da aviação e marítima. O simulador de navios, usado para avaliar a segurança das operações em alto mar e portuárias, representa com fidelidade o comportamento de navios em ambiente marítimo, e estará recebendo os visitantes na sexta-feira, 27 de outubro, das 16h às 19h. Já o simulador de voo do Centro de Engenharia de Conforto da Poli vai abrir suas portas na terça-feira, 24 de outubro, e na quinta-feira, 26 de outubro, das 10h às 13h.

A Engenharia Mecatrônica também estará presente, com pesquisadores e professores fazendo a demonstração do funcionamento de robôs industriais nos dias 26 e 27 de outubro, quinta e sexta-feira, das 17h às 19h.

A Caverna Digital, outro local de passagem obrigatória para quem visita a Poli, estará aberta na sexta-feira e sábado, dias 27 e 28 de outubro, das 9h às 19h. Lá os participantes poderão ver duas instalações de realidade virtual, a arqueologia digital e manutenção de rede elétrica.

Confira os dias, horários e requisitos para a visita das atrações da Poli no site da USP que traz mais detalhes do evento - http://usp.br/semanact/2017/tag/escola-politecnica/?platform=hootsuite

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

Janaína Simões

(11) 5549-1863

 

Evento da Poli-USP busca apontar as ações mais eficazes para a revitalização de rios urbanos

O Simpósio conta com palestras, apresentações de trabalhos acadêmicos sobre o tema, oficina de discussão e visita técnica.

 

Evitar o acúmulo de resíduos urbanos nos rios ao diminuir a quantidade de lixo nas ruas, ocupar as margens dos mesmos com instalações que podem ser inundadas (como piscinões, parques e quadras poliesportivas) e desenvolver projetos paisagísticos para eles são algumas das soluções utilizadas hoje em diferentes cidades ao redor do mundo e que serão discutidas durante o II Simpósio de Revitalização de Rios Urbanos, realizado na Escola Politécnica de São Paulo (Poli-USP) entre os dias 23 e 27 de outubro. As inscrições  são gratuitas para a comunidade USP e variam de preço para externos.

O evento é coordenado pelos docentes José Rodolfo Scarati Martins e Monica Ferreira do Amaral Porto, ambos do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental (PHA). Porto explica que a importância da discussão do assunto se deve, sobretudo, pelo fato de que a recuperação de um rio poluído ir muito além do tratamento do esgoto despejado em seu corpo. “Para requalificar um rio, é necessário também um grande esforço para que esses corpos hídricos reintegrem a paisagem urbana”, ressalta.

Esforço esse que, para ela, exige a mobilização de diferentes setores. “Obrigatoriamente é uma dedicação coletiva. Precisamos de um boa parceria entre a entidade que é responsável pela coleta e tratamento de esgoto, as prefeituras municipais e a população”.

Atualmente, as cidades influenciam na contaminação dos rios de diversas maneiras. Além do despejo de esgotos não tratados, os corpos hídricos podem sofrer com a chamada carga difusa, que consiste no acúmulo de resíduos tipicamente urbanos – como partículas de asfalto, óleo, gasolina, bitucas de cigarro e embalagens de todo tipo. Por ser o ponto mais baixo da topografia da bacia, o rio acaba servindo como um acumulador de lixo, que é trazido pela água da chuva.

Outro problema apontado por Porto diz respeito à ocupação urbana não respeitar as margens dos rios. “Nosso padrão usual de ocupação das cidades é ir até a beirada da margem com avenidas e casas”. Os corpos hídricos costumam ter dois volumes de leito durante o ano: o leito menor, que corresponde à vazão que ocupam durante o tempo seco, e o leito maior, resultado das sublimações naturais em épocas mais chuvosas. O que acontece, explica Porto, é que as construções geralmente são feitas tendo em vista o leito menor. “Por isso, quando vem a cheia, nos queixamos que a cidade sofre com inundações”. Parte do processo de requalificação seria, então, dar mais espaço aos rios.

Com o intuito de resolver o problema, Porto ainda exemplifica a iniciativa da Prefeitura da cidade de São Paulo, em uma parceira com a Sabesp. O projeto “Córrego Limpo” consiste na tentativa de revitalizar os rios da cidade que abrange atualmente 150 córregos do município. Para trazer os mesmo de volta à paisagem urbana, a prefeitura cuida da recomposição das margens e dos serviços de zeladoria, enquanto a Sabesp garante que nenhum tipo de esgoto não tratado chegue até esses locais.

Destaques do evento – O Simpósio foi pensado para a comunidade acadêmica em geral, instituições nacionais e estrangeiras e representantes de diversas áreas relacionadas ao planejamento e gestão de recursos hídricos. Os três primeiros dias serão de oficinas de projetos, enquanto os dois últimos contarão com palestras e apresentação de trabalhos acadêmicos, inscritos no mês de setembro. Haverá também uma visita técnica a uma bacia hidrográfica a ser definida. Nas oficinas, serão selecionados 15 participantes com formações diversas a fim de promover um debate interdisciplinar sobre as alternativas para a revitalização de uma bacia hidrográfica.

Os participantes poderão ainda entender mais sobre os resultados do projeto piloto capitaneado pela entidade “Águas Claras de Pinheiros”, e feito em uma parceria com a Poli, que atuaram na requalificação do Rio Jaguaré, próximo da Escola. A partir dos resultados obtidos com o projeto, os presentes poderão identificar quais as ações foram mais eficazes para o Jaguaré. “Será uma discussão, com base naquilo que foi experiência do projeto Jaguaré, sobre quais são as soluções que melhor se encaixam para as cidades brasileiras”, conta Porto.

 

 

Limpeza de poluição usando luz é uma das atrações da Poli-USP na Semana Nacional de C&T

Participantes poderão visitar ainda os simuladores de voo e marítimo, a Caverna Digital, o Laboratório de Pavimentação e ver demonstrações de robótica.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo preparou uma série de atividades que serão desenvolvidas ao longo da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que começa nesta segunda-feira (23) em todo o País. A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC). A entrada é gratuita. Algumas das atrações já são tradicionais, como a visita aos simuladores de voo e marítimo e à Caverna Digital, mas nesta edição a Poli traz novidades.

Uma delas é a demostração do grupo de pesquisa AdOX – Reserach in Advanced Oxidation Process, sediado no Departamento de Engenharia Química, que vai mostrar em laboratório, nesta quarta-feira, 25 de outubro, entre 14h e 17h, alguns processos que usam ultra-violeta e luz solar para remover antibióticos, pesticidas e outros contaminantes de elevado risco ambiental da água.

Outra atração que passou a integrar a programação deste ano é a visita monitorada ao Laboratório de Tecnologia de Pavimentação. Quem quiser entender os materiais e tecnologias usados para o asfaltamento de ruas, avenidas e rodovias não pode deixar de conhecer o laboratório e interagir com a equipe de pesquisadores. São mais de 30 anos de pesquisas acumulados pelos seus profissionais, que estarão recebendo o público nesta segunda-feira, dia 23 de outubro, das 9h às 16h.

Como ocorreu em anos anteriores, estão programadas visitas a dois simuladores para pesquisas na área da aviação e marítima. O simulador de navios, usado para avaliar a segurança das operações em alto mar e portuárias, representa com fidelidade o comportamento de navios em ambiente marítimo, e estará recebendo os visitantes na sexta-feira, 27 de outubro, das 16h às 19h. Já o simulador de voo do Centro de Engenharia de Conforto da Poli vai abrir suas portas na terça-feira, 24 de outubro, e na quinta-feira, 26 de outubro, das 10h às 13h.

A Engenharia Mecatrônica também estará presente, com pesquisadores e professores fazendo a demonstração do funcionamento de robôs industriais nos dias 26 e 27 de outubro, quinta e sexta-feira, das 17h às 19h.

A Caverna Digital, outro local de passagem obrigatória para quem visita a Poli, estará aberta na sexta-feira e sábado, dias 27 e 28 de outubro, das 9h às 19h. Lá os participantes poderão ver duas instalações de realidade virtual, a arqueologia digital e manutenção de rede elétrica.

Confira os dias, horários e requisitos para a visita das atrações da Poli no site da USP que traz mais detalhes do evento - http://usp.br/semanact/2017/tag/escola-politecnica/?platform=hootsuite

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ATENDIMENTO À IMPRENSA

Acadêmica Agência de Comunicação

Janaína Simões

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​Pesquisa da Poli-USP analisa durabilidade de pavimento em clima tropical

Pesquisa pioneira foi considerada a melhor dissertação de 2017 pelo Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON)

Uma pesquisa desenvolvida na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) analisou a durabilidade de pavimentos de concreto continuamente armados, ou seja, construídos com longas barras de aço ao longo de todo seu comprimento, e mostrou as vantagens do uso desse material na pavimentação de vias nas quais trafegam veículos pesados, como rodovias, corredores e terminais de ônibus. Baseado em uma revisão abrangente da literatura técnica internacional, o estudo demonstrou que esse tipo de pavimento de concreto apresenta melhor durabilidade, oferece mais conforto para os usuários das vias e gera economia, pois requer menor manutenção ao longo dos anos quando comparado a outros tipos de pavimentos utilizados, como, por exemplo, o pavimento de concreto simples.

O pavimento de concreto continuamente armado é amplamente utilizado em países europeus (Bélgica e Holanda, principalmente) e nos Estados Unidos há mais de 50 anos, mas ainda havia uma carência de estudos sobre o comportamento e desempenho dessa tecnologia em clima tropical, como o da região de São Paulo, onde foi realizado o experimento.

A dissertação de mestrado “Análise Experimental e Analítica da Fissuração de Pavimentos de Concreto Continuamente Armados em Clima Tropical”, da pesquisadora Andréia Posser Cargnin, foi defendida no Departamento de Engenharia de Transportes da Poli-USP no final do último ano, e orientada pelo professor José Tadeu Balbo. O trabalho recebeu um prêmio na categoria de melhor “Dissertação de Mestrado na Área de Materiais no ano de 2017" do Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON). A sessão solene de premiação será realizada no 59° Congresso Brasileiro do Concreto CBC2017, no dia 31 de outubro.

Desde 2009, o Laboratório de Mecânica de Pavimentos (LMP) do Departamento de Engenharia de Transportes da Poli-USP, coordenado pelo professor José Tadeu Balbo, tem realizado pesquisas que avaliam a combinação de diversos tipos de materiais para encontrar as melhores soluções em pavimentação em concreto continuamente armado, com aplicações em áreas de tráfego de veículos pesados, como rodovias, aeroportos e corredores de ônibus. No primeiro estudo, foram construídas 4 seções experimentais com 50m de extensão para simular uma parada de ônibus, variando o percentual de aço em cada seção. Entretanto, o comportamento diferenciado dessas seções curtas em relação ao pavimento continuamente armado tradicional evidenciou a necessidade de construção de um pavimento com padrões mais condizentes àqueles encontrados na literatura internacional. Assim, em janeiro de 2016, foi construída uma pista-teste de com 200 metros de extensão no campus da USP no bairro do Butantã, em São Paulo, onde desde então estão sendo estudados dois tipos diferentes de aço e quatro tipos de concreto, variando a composição do material. Essa pista-teste foi o “laboratório” para a pesquisadora.

Sobre a pesquisa – Andreia explica que a pista foi construída na faixa da direita de uma avenida do campus composta por três faixas de rodagens, de modo que fosse submetida ao tráfego de ônibus urbanos que por ali circulam. Seu estudo utiliza o aço comum e o aço galvanizado, que também é empregado na construção civil quando há preocupação com questões de durabilidade como corrosão de armaduras. “Aproveitamos para analisar se o tipo de aço utilizado causaria alguma diferença de desempenho do pavimento”.

O objetivo inicial do projeto de mestrado era avaliar o comportamento do material da pista ao longo do tempo. “É importante salientar que essa é uma tecnologia na qual o concreto fica fissurado, e o que controla estas fissuras, para que não abram demais e garantam o desempenho estrutural do pavimento, é justamente a taxa de armadura, que possui um percentual elevado”. Foi utilizado um alto percentual de aço em comparação à construções tradicionais. “A seção possui barras de aço de 20 milímetros de diâmetro, espaçadas a cada 17,5cm. É uma quantidade de aço bem grande, para manter essas fissuras apertadas”.

Na tecnologia de pavimentação em concreto tradicional, utilizada hoje em muitas rodovias do Brasil, busca-se que as fissuras ocorram fora das placas, e para isso são construídas juntas, recortes a cada regulares a distâncias determinadas para impedir que os vincos ocorram no meio das placas, comprometendo sua estrutura. “Na tecnologia proposta no estudo, não há problemas em haver fissuras, uma vez que a sua construção garante que elas não passem de 0,4 ou 0,5mm. A barra de aço está próxima da superfície para evitar que as fissuras sejam maiores. O que garante a resistência estrutural do pavimento de concreto continuamente armado é a existência dessas barras de aço ao longo de todo o seu comprimento”, explica Andreia. Esta abertura impede a infiltração de água e garante o desempenho estrutural mesmo com o trânsito intenso de veículos, e sua consequente carga sobre a estrutura.

A tecnologia de pavimentação em concreto tradicionalmente empregada no Brasil constitui-se nos pavimentos de concreto simples, a qual busca evitar que as fissuras ocorram fora de zonas pré-estabelecidas nas placas, pois comprometeriam a eficiência do sistema. Para tanto são serradas juntas de retração, regularmente espaçadas, que induzem as fissuras nas posições do corte, onde são instaladas barras de transferência para garantir que as cargas do tráfego passem de uma placa para outra de maneira eficiente. “Na tecnologia proposta no estudo, não há problemas em haver fissuras, uma vez que a sua construção garante que a abertura dessas fissuras não exceda limite de 0,5 mm.” Além disso, a barra de aço está mais próxima da superfície para evitar que as fissuras abram excessivamente, o que também seria prejudicial ao pavimento. O que garante a eficiência estrutural do pavimento de concreto continuamente armado é a existência dessas barras de aço ao longo de todo o seu comprimento”, explica Andreia. Esta pequena abertura limitada pelo elevado percentual de aço impede a infiltração de água e garante o desempenho estrutural por meio de elevados níveis de transferência de carga entre as fissuras, mesmo com o tráfego intenso de veículos, e sua consequente carga sobre a estrutura.

Comparativamente, no pavimento de concreto simples, utilizado na maioria dos corredores de ônibus, a cada quatro metros e meio é necessário cerrar uma junta – um corte transversal para concentrar as tensões quando o material se expande devido ao calor. Para não haver infiltração de água, dano estrutural e corrosão, é necessário utilizar um material selante, que deve ser reaplicado a cada três ou quatro anos. No pavimento estudado por Andreia, esta manutenção não é necessária, uma vez que não há juntas de contração.

A tecnologia de pavimento de concreto continuamente armado é mais cara devido a grande quantidade de aço utilizada. Porém, ao longo dos anos, os gastos com manutenção se tornam muito menores em comparação com os pavimentos de concreto simples. “É um investimento caro, mas aliado à economia em manutenção do pavimento, está a qualidade de rolamento”. A pesquisadora explica que o conforto percebido pelo motorista em uma pista, chamada de qualidade de rolamento, pode ser melhor dependendo de como são feitas as junções, e a consequente geração de degraus na pista. “Nesta tecnologia que propomos, por não haver juntas, o conforto é muito melhor. Acreditamos que seja uma alternativa interessante para corredores urbanos de ônibus”.

No Brasil não existe ainda especificação para este tipo de estrutura em manuais de estruturas de transporte. “Nossa ideia é, após entender o comportamento deste tipo de estrutura, dar um retorno para a sociedade propondo uma metodologia de projeto adequada ao nosso clima”, finaliza a pesquisadora.

Laboratório de Mecânica de Pavimentos (LMP) – O Laboratório da Poli-USP se dedica, desde 1998, a pesquisar e propor melhorias neste sentido. “O Brasil é um país essencialmente rodoviário e carente de soluções de alta durabilidade. Precisamos de pavimentos mais robustos em grandes rodovias e que demandem pouca manutenção”, explica o coordenador do centro de pesquisa, professor Balbo.

O docente explica que os pesquisadores do LMP poderão fazer testes na pista experimental instalada no campus da USP em São Paulo pelos próximos 10 anos. “Após os primeiros testes, constatamos que os padrões de fissuração apresentados atendem às especificações dos Estados Unidos e Europa”, ressalta o docente. “Teremos de desenvolver pesquisas relacionadas à capacidade estrutural de receber carregamentos dessas estruturas de pavimento, além de verificarmos ao longo dos anos uma possível corrosão em armaduras não galvanizadas em comparação às galvanizadas empregadas nos testes”, explica o pesquisador.

Entre as novidades quanto à pesquisa, o LMP está utilizando um tomógrafo para caracterização de pavimentos de concreto como espessuras, quantidade e posicionamento de barras de aço. “Isso visa a melhoria no aspecto normativo quanto à construção dos pavimentos de concreto”, conclui o professor Balbo.

 

Doutorado da Poli-USP recebe prêmio por seu caráter inovador

O trabalho é fruto da tese de Edmo Rodovalho e já havia recebido uma menção honrosa da CAPES

A pesquisa "Simulation of the impact of mine face geometry on the energy efficiency of short-distance haulage mining operations", do pesquisador Edmo Rodovalho, recebeu o Prêmio DynaMine na categoria “Projeto mais inovador de 2017”. O trabalho é fruto da tese “An innovative approach for controlling operational parameters in open pit mining to reduce costs and environmental impacts”, defendida em 2016 sob a orientação de Giorgio Francesco Cesare de Tomi, professor e chefe do Departamento de Engenharia de Minas (PMI) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). A mesma tese já havia recebido, este ano, uma menção honrosa do Prêmio Capes de Tese 2017.

A premiação DynaMine de Inovação acontecerá no dia 8 de dezembro, às 19 horas, no PMI. Para participar, era necessário enviar um artigo publicado, um artigo original ou projetos inovadores aplicados na indústria sobre temas relacionados à mineração, processos industriais, material handling, transportes e simulação dinâmica.

O Prêmio é uma iniciativa da empresa de consultoria DynaMine, e conta com a colaboração de engenheiros e pesquisadores de empresas e de instituições de ensino do Brasil e exterior. Seu objetivo é reconhecer os profissionais e estudantes que colaboram para o desenvolvimento da inovação na engenharia.

 

Prédio da Poli-USP ganhará mural artístico

Um dos maiores muralistas do Brasil e ex-aluno da Escola, Andruchak fará monumento no prédio da Engenharia Elétrica

O prédio da Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da USP (Poli-USP) vai se transformar em um ateliê de arte entre os dias 20 e 23 de outubro, quando será construído de forma coletiva um mural artístico, idealizado pelo artista plástico Andruchak, um dos maiores muralistas do país, tanto em número quanto em diversidade de obras realizadas. Trata-se de um monumento em cimento, com alto e baixo relevo, que terá a dimensão de 20 m² (2,5 m x 8 m) e cujo nome é "Tecnologia, Inovação e Arte". Ele será produzido em um espaço de convivência do prédio, e sua construção terá a participação de alunos, professores e funcionários, que poderão contribuir ativamente com a criação, fazendo a pintura da obra. Esta interação visa despertar na comunidade a sensação de pertencimento. “A relação com o público deve ser muito intensa. Quem participar jamais esquecerá aquele momento”, ressalta o artista.

Andruchak explica que esta será uma obra de reconhecimento nacional e internacional e, como os participantes de certa forma serão coautores, eles tendem a cuidar da obra. “Certamente o mural será um divisor de águas na Poli. O ambiente ficará mais alegre e o monumento estará ali para sutilmente lembrar, todos os dias, a união, a sinergia e o esforço conjunto reunido para sua feitura, tal como são feitos os trabalhos e pesquisas nas dependências dos departamentos e laboratórios da Escola Politécnica da USP”.

A obra será elaborada ao longo dos quatro dias, e haverá uma cerimônia de inauguração na segunda-feira, dia 23, para marcar sua conclusão. Andruchak explica que a poética será geometricista. “A definição dos grafismos também tem participação da comunidade acadêmica que efetua sugestões a partir das quais o conjunto da obra é produzido. O relevo carrega consigo a questão da inclusão ao permitir que deficientes visuais possam sentir a obra, ou parte dela”.

A proposta surgiu com o apoio dos professores Antônio Zuffo e Antonio Carlos Seabra, do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Poli-USP, e a previsão é a de que a obra será renovada de quatro em quatro anos com a presença do autor. O trabalho faz parte de um projeto de extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde o artista leciona, com monumentos em diversas cidades brasileiras e também no exterior.

Sobre Andruchak - O artista realizou o seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Poli-USP, e sua relação com a Escola e a Universidade é de muito apreço. “Fiz meu mestrado no LSI (Laboratório de Sistemas Integráveis), na área da computação gráfica, e a Poli é minha casa. Ao longo do meu doutorado, realizado na Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), os laboratórios da Engenharia Elétrica me deram suporte para os trabalhos acadêmicos. Ter a oportunidade de retribuir com arte a diversidade de conhecimento que ganhei quando estudei na USP é muito gratificante”, ressalta.

Algumas obras do artista podem ser visualizadas no site https://andruchakartebrasil.wordpress.com/. Ele conta que a ideia de produzir murais surgiu com uma exposição itinerante que realizou por oito países na Europa em 2007, na qual entrou em contato com outra realidade, a qual gostaria de ver também no Brasil. “Comecei reclamando que ninguém fazia nada, até um tempo depois perceber que eu também estava incluído na lista. Resolvi fazer o inverso do grafitti, que nasceu nas ruas para depois ganhar as galerias: tirei as obras da galeria com o início da produção de murais em ruas, avenidas e demais áreas urbanas”. Inicialmente, Andruchak fez muitos trabalhos em pintura, imprimindo sua marca com o uso do geometricismo, mas queria propor uma técnica que fosse única, e buscou em seus estudos essa forma diferenciada. “Depois de muitas tentativas consegui estruturar o mural em relevo utilizando cimento. Desta forma as obras passaram à categoria de monumento. Outros elementos passaram a figurar no trabalho, como a inclusão de pessoas deficientes visuais que poderiam sentir a obra, ou a durabilidade altamente incrementada e ainda a possibilidade da produção colaborativa, com participação das comunidades onde a obra seria executada”, conta o artista.

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Serviço

Construção do monumento "Tecnologia, Inovação e Arte" no prédio da Engenharia Elétrica da Poli-USP
Data e horário: 20 a 23 de outubro, das 7h30 às 17h.
Inauguração: 23 de outubro, às 17h.
Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 158, Cidade Universitária, São Paulo, SP.

 

Concurso de aplicativos Campus Mobile tem inscrições abertas até 5 de novembro

Participantes irão concorrer a uma viagem de imersão ao Vale do Silício

A 6ª edição concurso de aplicativos Campus Mobile, uma parceria entre o Instituto NET Claro Embratel e o LSI-TEC, com o apoio da Escola Politécnica da USP, está com inscrições abertas até 5 de novembro. Serão selecionados até 120 jovens para concorrerem a uma viagem de imersão aos EUA e prêmios em dinheiro, que serão entregues aos projetos que apresentarem melhor desempenho durante o programa. Podem participar universitários e recém-formados, em equipes de até três pessoas. Os estudantes podem inscrever seus projetos em uma das três categorias do programa: Facilidades, Educação ou Jogos. O projeto inscrito deve consistir em um produto ou serviço para plataforma móvel.

O objetivo do Campus Mobile é reunir estudantes de diferentes áreas e contribuir para sua formação durante o processo de desenvolvimento de serviços que contribuam de forma positiva ao contexto social. As inscrições podem ser feitas pelo site www.institutoclaro.org.br/campusmobile.

 


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