Escola Politécnica da USP

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Mudanças climáticas serão o tema de debate e exibição de filme na Poli-USP

Evento faz parte de série de atividades “USP e a Agenda 2030”, e visa propor reflexões sobre temas da realidade brasileira e mundial ligados ao plano da ONU

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) realizará, na quarta-feira, dia 26 de setembro, às 14h, a exibição do filme “É Hora de Decidir”, de Charles Ferguson (EUA, 2016, 98') no Auditório do prédio da administração da Poli. Em seguida, será realizado debate moderado pelo professor Augusto Câmara Neiva, da Poli-USP. O evento é aberto ao público, e será realizado na Avenida Professor Luciano Gualberto, travessa 3, número 380. Cidade Universitária, São Paulo, SP.

A apresentação faz parte da mostra “USP e a Agenda 2030”, promovida pela Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) e o Escritório Regional do Programa Cidades do Pacto Global da ONU, em parceria com a ONG Ecofalante. Segundo os organizadores, o filme aborda desafios e soluções mundiais em relação às mudanças climáticas, possibilitando ao público compreender não somente o que estamos fazendo de errado, mas também o que pode ser feito para acabar com essa ameaça global.

O objetivo do evento é estimular, por meio da exibição de filmes e da realização de debates, a reflexão sobre temas da realidade brasileira e mundial ligados à Agenda 2030, um plano que indica 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados às dimensões econômica, social e ambiental, além de 169 metas para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos. As informações das outras atividades que compõem o evento estão no Jornal da USP.

 

Com 115 anos, atividades do Grêmio Politécnico vão do financiamento estudantil à representação

Em 2018, o Grêmio Politécnico completa 115 anos de atividade. A organização composta por alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) tem nome e sobrenome. Grêmio por reunir as demandas de um grupo. Politécnico por ser a identidade do estudante da Poli-USP. Fundado 10 anos antes da USP, e 10 anos depois da Escola de engenharia que o abriga, o Grêmio esteve na vanguarda do movimento estudantil brasileiro, com protagonismo na campanha “O Petróleo é Nosso”, na participação da criação do DCE da USP e da UNE, no processo de impeachment do ex-presidente Collor, entre outros. Além disso, realizou inúmeros projetos de grande impacto na Escola Politécnica, como a conquista da Casa do Politécnico (Cadopô), que era um prédio de moradia gratuita para os alunos da Poli. Nos últimos anos criou também o Endowment da Poli, que mais tarde se fundiu ao fundo patrimonial Amigos da Poli, reformou completamente a vivência do prédio anexo ao Biênio, e criou o Encontro Internacional para Liderança em Engenharia (EILE). Mais de 100 anos depois, a entidade continua buscando ativamente contribuições práticas na vida dos alunos e da sociedade como um todo, extrapolando seu papel representativo.  

Fora a Representação Discente, que garante a voz dos alunos nas decisões administrativas da Escola, o auxílio acadêmico aos alunos e assembleias e plebiscitos, o Grêmio administra hoje mais de 40 projetos de naturezas diversas. Se o aluno entra e precisa de reforço pedagógico, o Grêmio oferece aulas. Se ele precisa aprender francês para conseguir fazer intercâmbio, existe um curso de idiomas administrado pelo Grêmio. Se existem dúvidas a respeito de quem votar em eleições, não tem problema, o Grêmio organiza um evento com os candidatos e garante o lugar do politécnico. Se o ambiente está muito estressante, surge a Semana de Arte da Poli, trazendo cor para a Escola. E se a questão vai além do curso, e o caminho para buscar a saúde mental é difícil, o Grêmio traz o apoio necessário por meio de palestras, grupos de terapia e uma lista de psicólogos acessíveis, até mesmo com atendimento gratuito. Em toda a trajetória acadêmica, a entidade está presente.  

Lado a lado da administração da Escola Politécnica, ajudando a instituição a cumprir o seu papel, o Grêmio atinge a sociedade de maneiras ainda mais diretas do que auxiliando na formação de engenheiros capacitados, humanizados e mentalmente saudáveis. Eles incentivam crianças a se interessarem pela engenharia por meio de oficinas, auxiliam pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica a entrarem na Poli por meio de um cursinho popular e financiam projetos de engenharia que buscam solucionar problemas das cidades. Isso é oferecer um retorno à sociedade, e esse é o principal objetivo tanto da Escola Politécnica quanto da Universidade de São Paulo. Confira abaixo os projetos desenvolvidos pelo Grêmio Politécnico:

Projetos Acadêmicos

Poliglota Idiomas

Tradicional dentro do Grêmio, a escola de línguas surgiu na década de 1990 com o objetivo de oferecer aos politécnicos um ensino de idiomas nos padrões da Universidade de São Paulo e com preços acessíveis. Hoje, os cursos são abertos ao público geral, tanto de dentro da USP quanto de fora. Reforçando o objetivo de proporcionar preços inclusivos, existe um programa de bolsas no Poliglota que possibilita aos alunos que não podem pagar pelo curso o façam de graça. Além de auxiliar na internacionalização da Escola, o projeto é uma das maiores fontes de renda da entidade, ao lado dos serviços disponíveis no espaço do Grêmio, como uma lanchonete e a copiadora.

Encontro Internacional para Liderança e Engenharia (EILE)

Criado em 2016, o intuito do evento é colocar em prática os ensinamentos aprendidos na Escola e encontrar soluções para problemas de cidades. Na primeira fase, os participantes selecionados entre a graduação da Escola Politécnica, a pós-graduação de diversos institutos da USP e até mesmo faculdades estrangeiras, são levados para a cidade-sede, onde durante uma semana formam equipes, assistem a palestras e idealizam o projeto que desenvolverão ao longo do ano. Os problemas a serem trabalhados são apontados pela própria prefeitura da cidade, que indica um de seus funcionários para estar à disposição dos participantes. A segunda etapa é o desenvolvimento do projeto, com auxílio de professores de toda USP, e a terceira é da apresentação que farão à banca avaliadora na etapa final, composta por grandes nomes, como CEOs de empresas patrocinadoras, representantes de prefeituras parceiras e professores apoiadores do projeto. Os critérios de avaliação são viabilidade, inovação e impacto. O grupo mais bem avaliado recebe R$15 mil para conseguir implementar o projeto. Na primeira edição, o que venceu foi um dispositivo para levantar os níveis de poluição da cidade por meio de um aparelho instalado no transporte público. Este primeiro protótipo esteve em fase de teste nos circulares da Cidade Universitária. O EILE conta com o apoio de várias instituições nacionais e estrangeiras, incluindo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil e o Consulado Geral de Portugal em São Paulo.

Orçamento Participativo Minerva (OPMin)

O OPMin foi uma forma que o Grêmio encontrou de distribuir parte de seu orçamento anual entre os Grupos de Extensão da Poli. Os grupos são divididos em diversas categorias: técnicos e voltados para a Engenharia, sociais, projetos novos e os de Santos. A renda é colocada em concorrência, e quem decide a distribuição não é o Grêmio, mas os próprios alunos. São abertas urnas em todos os prédios da Escola e, para ganhar votos, os grupos precisam se esforçar para divulgar o próprio projeto. Em 2017, 42 grupos foram beneficiados pelo programa, que envolveu cerca de 950 alunos.

Politécnicos Resolvem

Iniciado no ano passado, o projeto surgiu para incentivar os alunos na resolução de problemas estruturais da Escola por meio da engenharia. Um edital é liberado situando os alunos a respeito de algum problema específico e eles enviam suas propostas. A solução mais bem avaliada é levada para a administração da Escola para ser implementada. Na primeira edição, realizada em 2017, foi discutida a otimização do processo de transferência interna por meio de um sistema eletrônico.   

O Politécnico

Em circulação desde 1944, o jornal do Grêmio é a publicação mais antiga da Poli. Para além de servir como informativo a respeito de acontecimentos marcantes da Escola e da Universidade, o espaço permite que os alunos se expressem livremente. Recentemente, oito páginas foram acrescentadas ao jornal, criando novas seções, como a acadêmica, a esportiva, a de classificados e a de entretenimento, que conta até mesmo com uma subseção chamada "Com Quem Pareço", em que politécnicos parecidos com famosos compartilham essa semelhança. As reuniões acontecem semanalmente e são abertas a todos os estudantes com interesse em sugerir pautas, escrever, tirar fotos, desenhar e, enfim, dar sua contribuição. A distribuição dos jornais é gratuita e ocorre a cada dois meses.

Plataforma de Estágios

Mais uma iniciativa da atual gestão, a plataforma foi criada para facilitar os alunos na busca por um estágio. O banco de dados é alimentado pela entidade com as oportunidades enviadas pela Escola para o e-mail institucional dos alunos, e por empresas que enviam suas propostas de estágio diretamente para a plataforma. As vagas podem ser filtradas por curso e possuem descrição, instruções de candidatura e data de expiração. A plataforma se encontra no site do Grêmio Politécnico.

Aulas de Revisão e Poli3100

As aulas de revisão são realizadas pelo Grêmio antes de todas as semanas de provas, em parceria com uma empresa de estudos online, que auxilia na filmagem para que o maior número possível de alunos consiga participar. Seguindo essa linha, o ano de 2018 começou com uma novidade: o Poli3100, uma iniciativa da entidade para superar a possível defasagem de conteúdo dos alunos ingressantes, dando aulas de conteúdos do Ensino Médio que são necessárias para um bom acompanhamento das matérias da Poli. As aulas foram ministradas por professores do Cursinho da Poli e estruturadas de acordo com conversas entre o Grêmio e os coordenadores de disciplinas da Escola.    

Politizados e Universidade vai às Urnas

Na sua posição de entidade representativa, o Grêmio reconhece a importância em desenvolver o  engajamento político dos alunos. Com isso, a discussão política é trazida para dentro da Escola, sempre prezando pela pluralidade, apresentando diversos posicionamentos. Com o mesmo objetivo, existe o projeto Universidade vai às Urnas, com uma proporção bem maior, ultrapassando os muros da Escola Politécnica. A iniciativa começou em 2016, em parceria com os Centros Acadêmicos de grandes faculdades, tanto da USP quanto de outras universidades, durante as eleições, com a ideia de trazer não só o debate para dentro da Universidade, como os próprios protagonistas em questão — os candidatos. Este ano, já foram realizados debates com deputados, e ainda haverá com governadores, no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, conhecido como TUCA. Como o Grêmio Politécnico está na organização, os alunos da Escola possuem uma quantidade de vagas reservadas.  

Alexandria

A recém-criada feira do livro politécnica, batizada de Alexandria, começou em 2017 e busca promover a leitura dos estudantes. O Grêmio realiza parcerias com as editoras, que oferecem livros a preços mais acessíveis, semelhante à Feira do Livro da USP. O primeiro evento durou 3 dias e se instalou no vão do Biênio.

Projetos Sociais e Culturais

Semana de Artes da Poli (SAPO)

Conhecida pela Universidade, a SAPO chega todos os anos para descontrair o ambiente da Escola Politécnica. É uma semana com diversos workshops, apresentações e intervenções artísticas que deixam marcas permanentes pelas paredes da Poli. A cada ano, um tema é escolhido para direcionar a decoração e a divulgação das atividades. Em 2017, dentre as atrações trazidas para o Biênio estavam barracas de comidas diversas, apresentações dos grupos culturais da Escola, oficinas de caricatura e até mesmo um planetário inflável. A organização do grande evento é aberta a todos os alunos.

PoliBen

O PoliBen, cujo nome é uma redução de Politécnico Beneficente, é uma iniciativa criada em parceria com a Poli Social. O intuito é aumentar o engajamento social dos alunos e despertar em crianças de comunidades carentes o interesse pela ciência e pela área de exatas, mostrando, por meio de atividades lúdicas e conversas, como a engenharia funciona na prática. Na última edição, eles montaram carrinhos na Poli, em conjunto com os Grupos de Extensão, que mostraram um pouco de seu trabalho a todos.

SOS Poli

O projeto, mais um entre os mais recentes, aborda a questão da saúde mental, auxiliando os politécnicos a lidarem com os desafios da vida universitária e com seus problemas individuais. Eles atuam de duas maneiras: na prevenção e na remediação. A primeira é realizada por meio de eventos e palestras sobre ansiedade, depressão, suicídio e outros temas relacionados, ministrados por profissionais da área da psicologia. Já a segunda se faz com um grupo de terapia que se reúne duas vezes por semana com uma psicóloga, profissional parceira do Grêmio. Além disso, foi criada uma lista com mais de 130 clínicas de psicologia ou conveniadas com o Grêmio, oferecendo descontos para os alunos, ou com atendimento gratuito.

Cursinho da Poli

Buscando auxiliar jovens interessados em ingressar na universidade, mas que não têm condições de arcar com os custos de um cursinho particular, a Poli tem seu curso pré-vestibular de caráter popular e inteiramente gratuito. A única taxa cobrada é a de inscrição. As aulas são dadas por alunos da Poli e de outras áreas da USP, em duas turmas com cerca de 75 alunos cada. Em 2018, 6 alunos do cursinho conseguiram ingressar na Poli. A média anual de aprovados é de 50 alunos.

Bolsas AEP-Grêmio

Em 2017, o Grêmio idealizou um projeto de bolsas para contribuir com a permanência estudantil e valorizar o capital intelectual dos alunos que não tenham condições de arcar com as despesas para se manter na universidade. Eles buscaram empresas para patrocinar as bolsas, e no meio do processo se depararam com o programa de bolsas da Associação de Engenheiros Politécnicos (AEP). As duas entidades decidiram então fundir seus projetos e seus esforços, criando as bolsas AEP-Grêmio. O número de auxílios, que estava em queda em 2016, voltaram a subir em 2017, passando de 48 para 65.

Quer participar do Grêmio?

O Grêmio atualmente possui projetos abertos, onde qualquer aluno pode participar e contribuir para as tomadas de decisões na entidade. São eles a Poli Talks Week, a SemaPol, a SAPO, o Cursinho da Poli e o Jornal "O Politécnico". Participando deles, os alunos têm a oportunidade de conhecer de perto o trabalho do Grêmio e sua atuação.

Já as eleições para a diretoria do Grêmio acontecem no final de todos os anos. Os alunos interessados devem formar sua chapa para concorrer, participando de uma campanha, que envolve três debates, sendo um deles em Santos. A votação é realizada em três dias, nos quais urnas são espalhadas por todos os prédios da Escola. As chapas são livres para estruturar suas diretorias, hierarquias internas, propostas e projetos.

 

Mais que bolsas, interlocução. Projeto de ex-alunos Poli foca em mentoria para ajudar estudantes

O Projeto Retribua atua junto a alunos de graduação da Escola Politécnica da USP em situação de vulnerabilidade socioeconômica oferecendo bolsas e mentoria

Ao longo de nossa trajetória, seja pessoal ou profissional, é muito provável que haja uma ou mais pessoas que nos serviram de inspiração em nossos sonhos, planos e realizações. São influências que podem estar na família, entre os amigos, na escola ou no trabalho, enfim, em algum meio social em que estamos inseridos, que nos proporcionaram uma experiência de aprendizado ou assimilação fora do comum, que nos permitiu enxergar a vida sob outro ângulo, às vezes decisivo.

A partir da convivência com os jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica que estudam na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, uma associação de ex-alunos da centenária instituição passou a contribuir com bolsas para auxiliar em sua permanência. Desde 2004, já foram apoiados mais de 400 jovens e, a partir de 2017, o projeto passou a oferecer também mentoria aos bolsistas, ou seja, além do auxílio financeiro, os jovens têm contato direto com um mentor, um engenheiro que lhe dará suporte para os desafios enfrentados diariamente, sejam acadêmicos, pessoais ou sociais.

A mentoria, segundo os organizadores, é uma modalidade especial de ajuda em que, essencialmente, uma pessoa mais experiente acompanha de perto, orienta e estimula o mentorando a partir de sua experiência, conhecimento e comportamento.Estes mentores, treinados e acompanhados por uma equipe composta por psicólogas e politécnicos voluntários, têm contato constante com os estudantes. Muitos dos mentores são ex-bolsistas, hoje profissionais de sucesso.

No primeiro ano de experiência, o projeto ofereceu 50 mentorias aos bolsistas, e a equipe o considerou um sucesso, tanto pela resposta positiva na avaliação dos alunos, como pela resolução de problemas concretos na vida desses alunos. O segundo ano do projeto de mentoria começará neste mês de agosto, e o número de mentorias já aumentou para 100. No dia 9, das 19h30 às 21h, os alunos serão apresentados a seus mentores em uma reunião inaugural realizada no Auditório da Administração  da Poli. O evento é reservado apenas para convidados. Imprensa e interessados podem se inscrever pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Quando questionado sobre o diferencial que a mentoria faz para esses jovens, o coordenador do projeto, professor aposentado da Escola Politécnica da USP, Marcos Rodrigues, esclarece: “São jovens inteligentes e perseverantes, que superaram muitas adversidades. Nós os ajudamos a entender e vivenciar a Escola, e a planejar seu futuro profissional”. O acadêmico, que realizou seu doutorado na Universidade de Cambridge e alcançou o topo da carreira docente na USP em 1990, garante que o encontro entre os mentores e alunos é um momento de grande emoção. Os jovens serão orientados por engenheiros com idades de 24 a 82 anos, com atuação em diversos países, empresas e áreas da engenharia. Ao longo do ano participam de reuniões com engenheiros de áreas variadas, em eventos em que “o mentorando pode perguntar tudo” , ressalta o coordenador.

A mentoria remota foi testada em 2017 e será consolidada em 2018. A maioria dos mentores remotos vive no exterior: são politécnicos atuando na Ásia, África, Europa e EUA.  A coordenação ressalta que, se por um lado a mentoria remota perde o calor do encontro presencial, por outro desperta enorme curiosidade e interesse do aluno. “Os mentores remotos são muito dedicados e atentos a evolução do aluno”, destaca Marcos Rodrigues.

Os idealizadores do projeto acreditam que somente o apoio financeiro não basta para que os jovens, dentro da universidade, possam se desenvolver plenamente. A aposta é que somente com o apoio financeiro e moral, os estudantes terão condições para se tornarem profissionais capazes de sobrepujar suas limitações socioeconômicas e construir uma carreira de sucesso. Eles acreditam que a criação de laços de confiança entre mentores e jovens politécnicos seja determinante na vida dos participantes do processo, contribuindo para o seu crescimento educacional, cultural e pessoal.

Como funciona?

Assim como a Superintendência de Assistência Social da Universidade de São Paulo (SAS-USP), que oferece auxílios de alimentação e moradia para alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, a Associação de Engenheiros Politécnicos (AEP) lança anualmente um edital para conceder bolsas e mentoria a esse alunos por meio do projeto Retribua. O projeto capta recursos através de doações de pessoas físicas e jurídicas, e concede as bolsas . Os estudantes são orientados por politécnicos voluntários, sendo acompanhados em questões pessoais, acadêmicas e sociais.

Esse  apoio ao jovem ao longo da graduação leva à uma vantagem competitiva na conclusão do curso e no mercado de trabalho. Ao longo da  mentoria o aluno é encaminhado para estágio, Bolsa de Iniciação Científica e trabalhos em projetos da Escola, do terceiro ao quinto ano.

O projeto é conduzido por Marcos Rodrigues, Coordenador de Mentoria e Gestor, Fátima Duarte, psicóloga responsável pelas Relações Interpessoais, e Carlos Eduardo Cugnasca, Coordenador de Bolsas.

Serviço

Reunião Inaugural do Projeto Retribua

Data e horário: 9 de agosto de 2018, das 19h30 às 21h.

Local: Associação dos Engenheiros Politécnicos. Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, 380. São Paulo - SP.

O evento é reservado apenas para convidados. Imprensa e interessados podem se inscrever pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

O Projeto está em constante expansão, e para isso precisa de doações e voluntários para realizarem as mentorias e outras atividades de apoio. As informações sobre como colaborar estão no sitehttp://retribua.org/.

Outras informações e contato pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , ou telefone (11) 3091-5554.

 

Última atualização em Seg, 06 de Agosto de 2018 10:59
 

Grandes desafios para a engenharia serão debatidos em evento na Escola Politécnica da USP

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) realizará, nos dias 6 e 7 de Agosto de 2018, o evento “Strategic Workshop on Engineering Grand Challenges”, com a proposta de reunir palestrantes internacionais renomados de áreas estratégicas da engenharia para debater soluções para os grandes desafios a serem enfrentados pela humanidade nas próximas décadas. “A tecnologia e a engenharia continuam sendo inevitavelmente as melhores opções para superar os grandes desafios da humanidade”, defende o professor da Poli-USP, Emílio Carlos Nelli Silva, um dos organizadores do evento.

O docente contextualiza que, embora a tecnologia tenha propiciado a vantagem competitiva durante todo o processo civilizatório, ela contribuiu decisivamente para os problemas e desafios da atualidade, como degradação ambiental e a escassez de recursos naturais. “Esses desafios vêm sendo classificados como engineering grand challenges. Qualquer lista que se elabore com esses grandes desafios, eles inevitavelmente cobrem temas para pesquisa e desenvolvimento, particularmente para a próxima década, em áreas associadas à saúde, segurança alimentar, infraestrutura urbana, acesso à agua tratada, energia, mobilidade, meio ambiente e segurança”.

Esses grandes desafios têm em comum algumas peculiaridades: são de alcance global e multidisciplinares, e requerem a associação de cientistas e engenheiros dos mais diversos campos do conhecimento, que devem trabalhar de forma coordenada e sistematizada. “Isso criou um movimento global nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, chamado de convergência tecnológica”. O Workshop terá como objetivo trazer grandes lideranças internacionais para discutir esses temas junto à comunidade científica nacional, para explorar em profundidade esses desafios no contexto das pesquisas acadêmicas.

Palestrantes confirmados: Entre os convidados para debater esses temas estão o Magnífico Reitor da Universidade de São Paulo e professor da Poli-USP, Vahan Agopyan, José Goldemberg (Presidente do Conselho Superior da Fapesp), Andrew Alleyne (University of Illinois - Urbana-Champaign), Lucio Soibelman (University of Southern California), Shimon Y. Nof (Purdue University), Glaucio H. Paulino (Georgia Institute of Technology) e J. N. Reddy (Texas A&M University).

Inscrições e outras informações no link.

Última atualização em Sex, 03 de Agosto de 2018 11:19
 

Big data: Ciência busca mecanismos para garantir a qualidade das informações

No Brasil, uma pesquisa da Poli-USP definiu as bases de um software que ajudará na triagem das informações sobre biodiversidade.

Transformar a big data em uma ferramenta útil para a Ciência é o sonho de pesquisadores do mundo todo. No Brasil, uma das propostas neste sentido foi trabalhada pelo cientista da computação Allan Koch Veiga, em seu doutorado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Ele desenvolveu um framework que irá possibilitar o desenvolvimento de softwares para facilitar a triagem das informações sobre biodiversidade coletadas por cientistas nos grandes bancos de dados.

“Este framework é um arcabouço conceitual usado para resolver um problema específico. Neste caso, precisávamos criar mecanismos que apontassem eventuais problemas de qualidade para que a informação pudesse ser gerida da melhor forma”, conta Veiga. O desafio não foi pequeno pois há várias décadas pesquisadores do mundo inteiro vêm armazenando e compartilhando informações sobre biodiversidade. “Temos hoje algo em torno de 800 milhões de registros de espécies, digitalizados e disponibilizados para qualquer pessoa usar”, conta.

É válido ou não? – Diante deste universo, o primeiro esforço da pesquisa foi investigar a forma como essas informações são compartilhadas pela comunidade científica nos bancos de dados. “A padronização, contudo, não consegue estabelecer a qualidade da informação. Ela define como deve ser expresso o nome científico de uma espécie, mas não indica ou verifica se o nome inserido pelo pesquisador no banco de dados está grafado corretamente”, exemplifica. Surgiu, então, o verdadeiro desafio da pesquisa.

“O problema inicial era justamente saber o que é qualidade de dado para um cientista”, diz Veiga. “Cada um tinha um conceito para alta e baixa qualidade, então tive de partir dessa definição conceitual para continuar o projeto, e cheguei

à constatação de que a qualidade é algo relativo, que varia de acordo com os objetivos da pesquisa, ou seja, depende de como o dado será utilizado”, prossegue.

Um dado, por si só, não pode ser classificado como de baixa ou alta qualidade porque pode ser útil para um determinado estudo e não servir para outro. Se um biólogo está fazendo a modelagem de distribuição de espécie, por exemplo, ele precisa saber exatamente onde a espécie ocorre, ou seja, é necessário ter as coordenadas geográficas. Mas se o pesquisador está apenas tentando descobrir se uma espécie ocorre dentro de um país, não há necessidade de saber as coordenadas.

Na prática – Como não é possível saber qual a necessidade de cada usuário individualmente, em seu framework Veiga desenhou um conjunto de ferramentas que poderão dar a resposta sobre a qualidade das informações, tanto para quem gera o dado como para quem consulta.

Para quem gera o dado, as ferramentas forneceriam um relatório que indicaria quando uma informação tem baixa qualidade e precisa ser aprimorada ou corrigida. Para quem consulta, as ferramentas trariam, por exemplo, todos os registros da espécie pesquisada, identificando quais são de alta qualidade e de baixa. “Isso será sinalizado para o pesquisador, e caberá a ele decidir se fará ou não o uso daquela informação. Além disso, o pesquisador pode alertar ao gerador do conteúdo se houver problemas na informação, como um erro de grafia ou ausência de coordenadas geográficas”, explica.

O framework já foi validado por Veiga. Parte do seu doutorado foi feita na Universidade de Harvard (EUA), onde ele aplicou a inovação em uma base de dados sobre biodiversidade. Nela, ele pode observar quais eram os dados de baixa e alta qualidade existentes nesse banco de dados. Hoje há uma negociação em curso para que seu framework seja implantado no banco de dados sobre a biodiversidade do Brasil, o Sistema de Informação Sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr).

“Tínhamos pesquisas prévias que já apontavam para esse gargalo, mas Veiga colocou isso de forma clara, interessante, na forma de framework. Foi uma forma inovadora de lidar com o problema”, elogiou o orientador da pesquisa, Antonio Mauro Saraiva, docente do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais.

Sobre a pesquisa - A pesquisa de Veiga, intitulada “A conceptual framework on biodiversity data quality” foi realizada no âmbito do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação (BioComp), grupo multidisciplinar sediado na Poli. Para estudar o problema, Veiga dialogou com grupos de pesquisa de diversos países e se debruçou sobre a Global Biodiversity Information Facility (GBIF), um hub sediado na Dinamarca que concentra informações de bancos de dados sobre biodiversidade de vários países. O GBIF trabalha em parceria com outras organizações, como a Biodiversity Information Standards (TDWG), responsável por criar os padrões sobre os dados de biodiversidade. O trabalho deu origem a um artigo na PLOS, que pode ser lido na íntegra aqui

Última atualização em Qui, 29 de Março de 2018 12:40
 

Apesar de ter melhor desempenho, aluno cotista precisa de apoio

Essa é uma das conclusões de um debate promovido pela Poli-USP sobre o sistema de cotas, que reuniu representantes de diversas instituições que já adotaram o sistema. 

Ontem (27/3), na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo, um debate sobre o sistema de cotas que apresentou experiências de diversas instituições na área confirmou o que vem sendo divulgado pontualmente: os alunos que entram por cotas nas universidades públicas têm notas similares às dos demais estudantes, e tampouco apresentam uma taxa de evasão significativa. Tendem também a ter um desempenho melhor que os demais ao longo do curso. No entanto, o apoio financeiro, entre outras medidas que facilitem a adaptação deles, é fundamental para garantir o êxito dos programas. 

Isso ficou claro na apresentação da professora Maria Angélica Pedra Minhoto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), instituição que reúne indicadores bastante completos para acompanhar a evolução das políticas afirmativas. “Nossos indicadores mostram a relevância dos programas de apoio financeiros aos alunos mais vulneráveis”, destacou ela, que integra a Comissão para Estudo do Perfil dos Estudantes de Graduação da instituição, responsável pela pesquisa.

O estudo da Unifesp, sobre o sistema de cotas e a trajetória escolar desses estudantes dos seus seis campi – Baixada Santista, Diadema, Guarulhos, Osasco, São José dos Campos e São Paulo, também incluiu um índice de vulnerabilidade sociocultural. De acordo com esse índice, dos 2.809 ingressantes pelo sistema de cotas na graduação da Unifesp 65% possuem renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo.

Segundo ela, a evasão dos cotistas, apesar de ser similar aos dos demais, estaria mais relacionada ao fato deles precisarem de emprego, em especial entre os alunos do período vespertino. Como recomendações, além do apoio financeiro, ela apontou a necessidade de estimular a integração dos cotistas logo no começo do curso, pois a tendência é que se evadam nos primeiros anos. Planejar um currículo que permita a eles se ambientar ao curso, mas que coloque desafios permanentemente aos estudantes; manter o comprometimento com o crescimento intelectual dos alunos; e promover a valorização da carreira escolhida por eles, ressaltando as possibilidades de inserção no mercado de trabalho, apontou ela.

Mais dados confirmam – Na Unifesp, segundo os dados apresentados no evento, a performance dos cotistas e não cotistas é similar. O mesmo ocorre na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Universidade de Brasília (UnB), segundo o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA) e do Insper, Naércio Menezes Filho, que estuda o assunto. E também na Universidade Federal do ABC (UFABC), conforme apresentação do professor José Aquiles Baesso Grimoni, do Departamento de Engenharia de Energia e Automação da Poli.

Na UFMG, por exemplo, a nota média dos alunos sem cota no ENEM 2011 foi de 733,8; já entre os alunos cotistas ficou em 723. Na UnB, uma avaliação relativa aos graduandos do segundo semestre de 2004 a 2013 mostra uma diferença pouco significativa na evasão, com variação entre os cursos. De 30.623 alunos sem cotas e 6.273 com cotas, a taxa de desligamento foi de 28,2% e de 28,9%, respectivamente. Menezes Filho faz coro à Minhoto, da Unifesp: as instituições que oferecem cotas precisam ter políticas de auxílio financeiro para os estudantes de baixa renda.

“Há um pensamento de que as cotas rompem com a política da meritocracia e que isso levaria a universidade à decadência, mas os dados apresentados não estão nos mostrando isso, pelo contrário”, afirmou o professor Mauro Zilbovicius da Poli-USP, que coordena uma comissão na instituição para planejar e acompanhar a evolução da adoção da política de cotas na instituição. O debate faz parte das atividades dessa comissão.

Confira no canal da Poli no Youtube a íntegra do debate.

Última atualização em Qua, 28 de Março de 2018 19:15
 

Homenagem à Marielle Franco e a Anderson Gomes marca cerimônia de premiação da Febrace 2018

Os destaques da Feira realizada na Poli-USP receberam prêmios na tarde desta sexta-feira, em evento na Cidade Universitária.

A cerimônia de anúncio dos vencedores e de entrega dos prêmios aos que se destacaram na 16ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na tarde desta sexta-feira (16/03) no auditório do CDI, no campus da Cidade Universitária, em São Paulo, foi marcada por uma homenagem à vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Pedro Gomes, assassinados no Rio de Janeiro. O evento científico é organizado anualmente pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Este ano, foram apresentados 346 projetos feitos por estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de escolas públicas e particulares de todo o País.

Os autores dos melhores trabalhos ganharam troféus, medalhas, bolsas e estágios, num total aproximado de 300 prêmios. Como nas edições anteriores, também concorreram a uma das nove vagas para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que será realizada em maio, em Pittsburgh, Pennsylvania, nos EUA.

A fase final da cerimônia de premiação foi aberta pelo vice-diretor da Poli-USP, professor Reinaldo Giudici. “A Febrace, mais uma vez, foi um sucesso. É um evento de grande relevância para a sociedade e muito importante para a Poli”, afirmou ele, parabenizando os organizadores, apoiadores e, especialmente, os professores e alunos que apresentaram projetos na Feira.

A seguir, a organizadora geral do evento e professora da Poli, Roseli de Deus Lopes, subiu ao palco para fazer os agradecimentos a todos os participantes. Ela afirmou que as instituições que apoiam as escolas, alunos e professores fazem um investimento cujo retorno é garantido, pois aplicado em pessoas muito talentosas, como mostraram os projetos deste ano. “Registramos finalistas de mais de mil municípios brasileiros. Se juntarmos toda essa força de rede, vamos conseguir mudar a realidade das nossas comunidades e do nosso País”, destacou.

Ela disse ainda que todos os participantes devem ser considerar premiados. “Mas os que sobem aqui neste palco para receber um prêmio precisam entender que têm uma responsabilidade ainda maior, pois algumas oportunidades vão ser apresentadas para vocês, primeiro”, completou. Ela recomendou que todos continuem investindo em seus estudos e se esforcem sempre mais, desafiando-os, inclusive, a enviar artigos científicos sobre seu projetos para revistas especializadas.

Reflexão e homenagem – A organizadora da Febrace aproveitou a oportunidade para pedir uma reflexão dos participantes sobre dois acontecimentos importantes da última semana. “Estamos no século XXI, prestes a enviar missões tripuladas a Marte, podendo ver das coisas mais distantes aos menores objetos, mas nos encontramos à beira do obscurantismo, permeados pela presença do extremismo”, contrapôs.

O primeiro fato do qual ela falou foram os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, no Rio de Janeiro, para quem ela pediu um minuto de silêncio. Ao fim, os participantes da Febrace deram o grito de “Marielle, presente”, que marcou as manifestações nas diversas cidades ao longo da semana, emendado a um salva de aplausos para as duas vítimas. A seguir, Roseli leu um manifesto divulgado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) sobre o tema.

O segundo acontecimento foi a morte do físico teórico e cosmólogo britânico Stephen Hawking. “Queria trazer para reflexão de vocês a sua história de superação. Graças à sua determinação e ao desenvolvimento científico e tecnológico que permitiu a esse cérebro brilhante expressar suas ideias, ele conseguiu ter uma vida longa e produtiva”, destacou. “Devemos nos inspirar em pessoas como essas, que, mesmo com limitações tão severas, conseguem ir tão longe”, apontou.

Por fim, ela destacou a importância das Ciências Sociais/Humanas para o avanço das demais áreas científicas. “Quando, nós, das Exatas, das Engenharias, desenvolvemos uma tecnologia, mudamos o comportamento das pessoas, como observamos agora com as redes sociais, por exemplo. Precisamos trabalhar com todas as Ciências, para que não façamos desenvolvimentos equivocados. Não podemos ser apenas consumidores de tecnologia”, acrescentou. Ela concluiu sua fala dizendo que todos os jovens e crianças podem ser grandes cientistas, mas essa possibilidade precisa ser ofertada a elas. Quando isso não ocorre pela via familiar, os professores devem ocupar esse papel.

Mais informações sobre a Febrace no site oficial - http://febrace.org.br.

 


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