Escola Politécnica da USP

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USP desenvolverá projetos de inovação com empresas

No dia 26 de junho, foram assinados os contratos das sete novas unidades credenciadas pela Embrapii, das quais três são de projetos da USP; Poli-USP participa da inicitiva por meio da Engenharia Química.

Uma solenidade realizada no Salão de Atos, no prédio da Reitoria, no dia 26 de junho, marcou a assinatura dos contratos das sete novas unidades credenciadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa de Inovação Industrial (Embrapii), das quais três são de projetos da USP.

As unidades da USP selecionadas estão ligadas à Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), ao Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e à Escola Politécnica (Poli). No total, as novas unidades poderão receber até R$ 177 milhões para seus planos de ação. A chamada pública foi lançada em setembro de 2016 e a seleção, entre as 85 propostas recebidas, foi realizada pelo Conselho de Administração da Empresa.

Embrapii é uma organização social que mantém contrato de gestão com o Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Educação (MEC). Atua por meio da cooperação com instituições de pesquisa científica e tecnológica, públicas ou privadas, tendo como foco as demandas empresariais e como alvo o compartilhamento de risco na fase pré-competitiva da inovação.

As unidades selecionadas estão credenciadas a receber recursos financeiros para prospectar e executar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em parceria com empresas industriais. Para isso, devem ter um plano de ação para seis anos de operação, incluindo metas a serem atingidas quanto ao número de projetos e valores estimados.

A Esalq atuará na área de biocontroladores de pragas agrícolas e o IFSC apresentará projetos em biofotônica e instrumentação, ligados ao desenvolvimento de equipamentos médicos para tratamento por meio de luzes e micro-ondas terapêuticas. Já a Poli, por meio do Departamento de Engenharia Química, irá oferecer às empresas sua expertise na recuperação de rejeitos industriais por meio do desenvolvimento de substâncias químicas sustentáveis, a chamada química verde.

Setor produtivo

“A Embrapii veio estimular ainda mais a interação dos grupos acadêmicos com a indústria. O modelo é bastante distinto de outros que existem no mundo todo, porque pré-selecionamos aqueles grupos de pesquisa que estão qualificados e capacitados, que já têm infraestrutura e alguma experiência em trabalhar em projetos com empresas, para aumentar essa capacidade de interação. O modelo foca no projeto da indústria, o que tem dado resultados bastante interessantes”, destacou o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães, na abertura da cerimônia.

Segundo Guimarães, atualmente, a Embrapii tem 35 unidades credenciadas e a expectativa é que esse número chegue a 42 até o final deste ano.

O reitor da USP, Marco Antonio Zago, ressaltou a importância da relação da Universidade com o setor produtivo e a inovação. “Esta é a Universidade retomando uma de suas principais missões, que remonta à sua origem, que é a de atender às necessidades da sociedade. A Universidade justifica sua presença na sociedade por oferecer educação superior de qualidade e promover o desenvolvimento científico e tecnológico do país”, considerou.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, que também participou da solenidade, ressaltou a importância da Embrapii como vetor nacional de inovação e desenvolvimento tecnológico das empresas. “Esse projeto é emblemático. Mostra o quanto é importante acreditar na parceria da inovação com a academia, e o quanto é importante essa parceria ser apoiada pelo poder público. É em projetos como a Embrapii que identificamos as oportunidades e consolidamos os projetos, apresentando as perspectivas de um novo Brasil”, afirmou Kassab.

Além da USP, as outras unidades credenciadas pela Embrapii foram o Centro de Química Medicinal de Inovação Aberta da Unicamp; o Centro Suíço de Eletrônica e Microtécnica, localizado em Minas Gerais; o Instituto Senai de Joinville; e o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico de Manaus.

(Adriana Cruz | Jornal da USP)

 

Aplicativo inspirado em Pokémon GO explora fauna da Mata Atlântica

Primeira versão do BioExplorer será lançada com alunos de escolas públicas na Semana do Meio Ambiente da USP

Jovens se aglomerando em lugares por onde nunca haviam passado, interagindo com pessoas com as quais nunca tinham conversado, todos unidos na busca por personagens de um desenho animado japonês. Foi o que provocou o lançamento do aplicativo Pokémon GO, que em pouco tempo se tornou um fenômeno no mundo inteiro.

O sucesso do jogo chamou a atenção de Antônio Mauro Saraiva, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP e coordenador do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação (NAP BioComp). Ao notar a movimentação em torno do app, Saraiva se questionou como as crianças e os adolescentes poderiam aprender enquanto jogavam.

O resultado foi o BioExplorer, um aplicativo de realidade aumentada com animais da Mata Atlântica. Sua primeira versão conta com quatro animais: o lobo-guará, a capivara, o carcará e a onça-pintada, que aparecem em um raio de 35 metros do jogador. Ao encontrar cada um deles, os animais se apresentam em áudio e texto. Depois de conhecer todos, um personagem folclórico é desbloqueado, o Saci-Pererê.

“Quando eu vi a garotada procurando pokémons, quis criar algo que levasse as pessoas a aprenderem mais sobre a nossa biodiversidade com o mesmo entusiasmo. Mas não só a nossa biodiversidade, o nosso folclore também, que é muito ligado à natureza, aos rios, às matas, à fauna e flora”, diz Saraiva.

Segundo o professor, as próximas versões do aplicativo contarão com mais animais e personagens folclóricos e, dependendo da recepção do BioExplorer, novos aplicativos do gênero podem ser criados.

O BioExplorer é uma ferramenta de educação ambiental que visa a abordar assuntos como o desmatamento, a extinção de animais, as mudanças climáticas e a biodiversidade da Mata Atlântica. O projeto é baseado em conceitos da educomunicação — como a educação outdoor, que propõe uma maior interação dos alunos com o objeto de estudo — e da computação.

O projeto foi feito em conjunto com sete unidades da USP: além da Poli, o Instituto de Biociências (IB), Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), Escola de Comunicações e Artes (ECA), Parque de Ciência e Tecnologia (Cientec), Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp) e Superintendência de Gestão Ambiental (SGA). Há também a parceria com as empresas 3Dvoyage e o DoopaTV.

Lançamento - O BioExplorer já está disponível no Google Play e será lançado na Semana do Meio Ambiente da USP, que ocorre entre os dias 5 e 9 de junho. Alunos da Escola de Aplicação (EA) da USP e do Programa de Desenvolvimento Humano pelo Esporte (Prodhe) participarão de uma atividade na Raia Olímpica da USP.

Além disso, a semana também contará com atividades do Projeto Ecossistemas Costeiros, projeto de extensão do IB. Escolas públicas participarão de trilhas no Parque Cientec e no Cepeusp que discutirão as mudanças climáticas e ensinarão a turmas de ensino fundamental o processo de fotossíntese e o ciclo do carbono.

(Larissa Lopes | Jornal da USP)

 

INOVALAB@POLI é primeiro laboratório brasileiro a integrar rede internacional finlandesa

A rede Design Factory Global Network é composta por centros de pesquisa que possuem como pressuposto o ensino multidisciplinar

A inserção do laboratório INOVALAB@POLI, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), na rede internacional Design Factory Global Network é um passo importante para a promoção das parcerias entre os setores acadêmico e industrial, destacou o reitor da USP, professor Marco Antonio Zago. Ele participou da cerimônia de oficialização da entrada do laboratório na rede, realizada nesta terça-feira (20/06), no Anfiteatro do Departamento de Engenharia de Produção (PRO).

Além do reitor, participaram do evento a vice-diretora da Escola, Liedi Légi Bariani Bernucci, o embaixador da Finlândia no Brasil, Markku Virri, e diversas autoridades.

O reitor da USP destacou a importância da rede internacional no que ele disse ser o principal objetivo de sua gestão. “Devemos derrubar os muros da Universidade e fazê-la se relacionar com a sociedade e com o setor produtivo”. Ele afirmou ainda que a Poli faz isso muito bem, e lembrou a todos que o relacionamento entre a Finlândia e o Brasil já é intenso e muito bom, mas que agora está caminhando para áreas como a da inovação. Por isso, segundo ele, é importante incentivar projetos e parcerias entre os dois países.

Zago terminou sua fala agradecendo aos professores e à Poli pela iniciativa, e não se esqueceu dos alunos. “São os estudantes que movem a Universidade e a sociedade, por isso temos que ouvi-los.”

Zago, Bernucci e Virri compuseram a mesa de abertura. Coube à professora Roseli de Deus Lopes, uma das coordenadoras do laboratório, dar as boas vindas a todos os presentes. Ela lembrou que o INOVALAB, que completa cinco anos, surgiu com o intuito de conquistar espaços dentro da Poli e de desenvolver múltiplas competências nos alunos. A docente ainda afirmou que a entrada do laboratório na rede é um grande passo para a Universidade em termos de internacionalização e que o apoio do Fundo Patrimonial Amigos da Poli, da Diretoria da Escola e da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP foram imprescindíveis para a realização do projeto.

Liedi Bernucci agradeceu a presença de todas as autoridades em nome da Poli-USP, e disse ser uma honra para a Escola poder fazer parte da rede, uma vez que a Finlândia é um exemplo em educação e inovação. Virri completou a fala da colega afirmando que acompanha os acordos de internacionalização entre universidades dos dois países há três anos, e que a cooperação científica está aumentando e deve ser incentivada. “A Design Factory serve como exemplo de como uma universidade finlandesa utiliza conceitos como a cooperação para realizar projetos inovadores”, terminou.

Os presentes ainda puderam assistir a uma apresentação de Viljami Lyytikaimen, da Universidade de Aalto, na Finlândia. Ele explicou o que é a Design Factory Global Network, criada há dois anos com o intuito de “formar os melhores criadores e desenvolvedores”. Ele contou que os laboratórios que fazem parte da rede trabalham em projetos de engenharia, seminários e atividades mais informais (como um café servido semanalmente e aberto ao público) voltados para a multidisciplinaridade.

Segundo Lyytikaimen, a possibilidade de ter pessoas de diversas áreas trabalhando em espaços comunitários para a solução de um único problema enriquece os resultados obtidos e melhora a interação dos alunos dentro da universidade. Dentro da rede, os professores fazem papel de mentores e os estudantes são os protagonistas. Para se aproximar ainda mais da prática, a Design Factory visa o ensino do processo de inovação considerando os seguintes elementos: conhecimento e estudo do problema, desenvolvimento de protótipos, formação de equipes multidisciplinares, realização de parcerias com a indústria e a colaboração internacional.

Ele ainda trouxe um exemplo concreto de atividades que são feitas dentro da rede. Uma delas é a hackathon, realizada durante uma semana simultaneamente em diversos países, e que utiliza a diferença de fuso-horário entre eles para o revezamento do trabalho das equipes em turnos, à medida que anoitece em cada localidade. Após a apresentação de Lyytikaimen, os presentes assistiram a um vídeo produzido por alunos que compõem a rede internacional em que davam boas vindas ao INOVALAB.

Uma segunda mesa de cerimônia visou discutir a importância da rede para a USP. Estiveram presentes na discussão Fernando José Barbin Laurindo, chefe do Departamento de Engenharia de Produção; Lucas Tomilheiro Sancassani, presidente do Amigos da Poli; Carlos Gilberto Carlotti Jr, Pró-Reitor de Pós-Graduação da USP; José Eduardo Krieger, Pró-Reitor de Pesquisa da Universidade; Moacyr Ayres Novaes Filho, da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (AUCANI) e a vice-diretora da Poli, Liedi Bernucci.

Sancassani começou falando das iniciativas do Amigos da Poli com o objetivo de aumentar a qualidade da formação dos alunos. Ele explicou também como funcionam os Fundos Endowment. Barbin Laurindo disse ter ficado impressionado com a iniciativa da Poli, uma vez que a entrada da Escola em uma rede como a Design Factory é muito importante para combater o que ele defendeu ser uma crescente individualização do mundo. “A Engenharia de Produção nasceu com uma necessidade de multidisciplinaridade, e ter esse espaço que possa acolher alunos de outros cursos é muito bom”, afirmou.

Ayres Novaes destacou que as diretrizes de ação internacional nas universidades estão mudando: antes elas eram baseadas na troca de conhecimento entre as instituições de ensino, e agora focam mais nas transformações das mesmas. Carlotti endossou a fala do colega ao defender que a internacionalização agora passa por uma nova fase, onde os investimentos deixarão de ser concentrados nos alunos e passarão às universidades e suas iniciativas, como as redes de pesquisa.

Krieger foi o último a discursar. Ele afirmou que a USP é uma instituição cara e financiada pela sociedade, que espera muito dela. “Por isso, precisamos melhorar a relação da USP com a sociedade e com a indústria, assim como a Design Factory faz”, completou.

Eduardo Zancul, professor da Poli e coordenador do laboratório, encerrou a cerimônia com agradecimentos a todos. Após isso, os presentes foram convidados para o descerramento da placa de agradecimento ao Fundo Patrimonial Amigos da Poli e a reinauguração de uma sala do INOVALAB. O dia terminou com uma feira de startups e projetos incubados pelo laboratório.

Sobre a rede - A rede nasceu na Universidade de Aalto, na Finlândia, onde foi desenvolvido o sistema educativo da Design Factory. A expressão diz respeito à ideia de integração multidisciplinar entre engenharia, design e negócios para a realização de projetos e pesquisas. Os bons resultados do laboratório da universidade finlandesa fizeram com que a instituição resolvesse expandir a ideia e criar a rede internacional, que é integrada por instalações semelhantes de universidades em Portugal, Suíça, Estados Unidos, Austrália, Chile, Colômbia e agora do Brasil.

Confira as fotos da cerimônia em nosso álbum do Flickr

(Amanda Panteri)

 

CEST-USP realiza evento sobre cidades inteligentes, tecnologia e sociedade

Em debate, especialistas das áreas de tecnologias, urbanismo e humanidades abordam as novas formas de gestão nas cidades contemporâneas

Os avanços tecnológicos, a preocupação com o bem-estar dos cidadãos e de se criar uma sociedade que seja ao mesmo tempo funcional e sustentável trouxeram à tona, nos últimos tempos, discussões acerca das cidades inteligentes, ou smart cities. Com o objetivo de explorar outros âmbitos desse tema e discutir seus impactos no mundo contemporâneo, o Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia (CEST) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli - USP) em conjunto com o InternetLab, centro de pesquisa em direito e tecnologia promovem, no dia 23 junho, a partir das 08h30min o evento "Cidades Inteligentes? Sociedade e Tecnologia em Debate". Ele será realizado no auditório Prof. Oswaldo Fadigas Fontes Torres, na Poli.

O evento contará com a presença de especialistas não apenas das áreas de tecnologia, mas também das humanidades, como direito e urbanismo, buscando entender e até mesmo questionar o conceito de cidades inteligentes como sendo aquelas que incorporam elementos tecnológicos em suas gestões que podem colaborar com a construção de uma sociedade mais sustentável, instituições mais eficientes e uma infraestrutura que possa atender às necessidades dos cidadãos.

Segundo Lucas Girardi, um dos organizadores do evento, é importante que existam esses debates públicos, pois são questões que fazem parte do cotidiano dos cidadão. A tecnologia já não é algo limitado apenas aos serviços digitais, por exemplo. “Levar a discussão para o público tem um caráter político, na medida em que queremos promover um maior entendimento acerca das mutações comportamentais e ambientais em curso em milhares de localidades pelo mundo. Não se pode entender a atual crise global sem conhecimento dos limites dos processos e políticas de produção e difusão de inovação tecnológica.”, afirma.

“Qual o custo global desta 'infraestrutura de inteligência'? Qual o impacto social e sobre a saúde psíquica do cidadão? Suportará um ainda maior incremento nas solicitações eletrônicas incessantes? Como será a vida cotidiana em um ambiente de hiper-conectividade? Poderemos chamar de 'cidade' um ambiente de total controle e previsibilidade?” Estes são alguns dos questionamentos ainda pouco discutidos e levantados por Girardi que são importantes e devem vir a conhecimento público.

Dentre os palestrantes, estarão presentes Caio Vassão, arquiteto e urbanista, doutor pela FAU-USP, Juliana Nolasco, mestre em Administração Pública e Governo pela FGV e Gerente de Políticas Públicas no Google Brasil e João Thiago de Oliveira Poço, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Microsoft Brasil e líder da iniciativa de cidades inteligentes denominada Microsoft CityNext – conferindo às discussões uma ampla e diversificada  visão sobre o papel das cidades inteligentes e os impactos na sociedade.

Para participar do evento é preciso realizar inscrição prévia e comparecer com o RG no dia 23 para credenciamento. Os participantes receberão certificado.

Para mais informações e para realizar a inscrição acesse https://www.doity.com.br/cest-cidades-inteligentes-sociedade-e-tecnologia-em-debate

(Ana Carolina Cipriano)

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Serviço: Cidades Inteligentes? Sociedade e Tecnologia em Debate
Data: Sexta-feira, 23 de junho de 2017.
Horário: das 08h30min às 12h45min
Local: Auditório Prof. Oswaldo Fadigas Fontes Torres
Endereço: Escola Politécnica da USP – Avenida Professor Luciano Gualberto, nº 71, Cidade Universitária, Butantã – São Paulo
Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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Assessoria de Imprensa
Ana Carolina Cipriano
+55 11 98206-6592
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Workshop sobre relação entre indústria e universidade é sediado na Poli

Evento realizado pela Associação de Engenheiros Brasil - Alemanha (VDI) teve as presenças de representantes de instituições de ensino e de importantes empresas brasileiras e multinacionais.

Uma pequena sondagem feita pela Associação de Engenheiros Brasil - Alemanha (VDI) junto a um grupo de docentes de instituições de ensino superior paulistas e representantes de algumas empresas de origem alemã mostrou que o Brasil ainda tem muito espaço para avançar na questão do relacionamento universidade-empresa. Problemas com a burocracia e insegurança jurídica no que se relaciona a propriedade intelectual ainda são as principais barreiras na relação academia-indústria no Brasil, mostraram as respostas ao questionário da VDI.

Essa sondagem foi uma atividade prévia do workshop sobre a relação entre a indústria e as universidades brasileiras realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) na última quarta-feira (13/06). No evento, os participantes da sondagem discutiram, na forma de grupos de trabalho, algumas possíveis soluções para facilitar a parceria entre universidades e empresa no Brasil, observando as práticas na Alemanha.

Participaram da atividade representantes de empresas como a Bosch Rexroth, Mercedez-Benz, Simens, Volkswagen e ThyssenKrupp e de universidades paulistas como o Ensino Superior de Negócios, Direito e Engenharia (Insper), Instituto Mauá de Tecnologia e a própria Poli. Antes do workshop, os participantes responderam a um questionário avaliativo da relação indústria brasileira\universidades.

Marcio Lobo Netto, docente da Escola e um dos organizadores do evento, conta que a ideia do workshop nasceu a partir da realização de algo parecido em 2016. Nele, foram convidados engenheiros e estudantes para responder a perguntas sobre a indústria 4.0 e pensar no papel da profissão após a revolução tecnológica. Esse ano, foram chamadas apenas pessoas já formadas atuantes no mercado de trabalho e professores universitários.

Netto, que possui muito contato com a VDI e com universidades alemãs,  abriu o workshop com sua análise sobre o assunto. Segundo ele, as universidades e empresas possuem muitos pontos em comum que podem render ótimas parcerias. Porém, ele ressaltou que a relação entre os dois campos no Brasil ainda é bem fraca quando comparada com a situação existente no país europeu.

Johannes Klingberg, da VDI, explicou que a ideia do workshop nasceu com a inquietação que as empresas têm a respeito da mudança brusca e da rapidez com que novas tecnologias são inventadas hoje em dia. Ele passou então a palavra a Maurício Muramoto, vice-presidente da VDI, que fez uma breve apresentação sobre os desafios que a indústria tem pela frente.

Livaldo Aguiar dos Santos, vice-presidente da VDI, concordou com o parecer de Marcio Lobo Netto ao afirmar que, na Alemanha, há mais diálogo entre os dois setores do que no Brasil, e explicou que a pesquisa apontou justamente isso: a falta de comunicação e de parcerias efetivas entre as empresas e instituições de ensino. Segundo ele, o principal objetivo do evento foi tentar mover iniciativas e soluções para o problema, seja por meio da criação de núcleos ou da formação de clusters - concentração de empresas que se comunicam por possuírem características semelhantes e discutirem os mesmos assuntos.

Na pesquisa, a maioria dos presentes sinalizou que a própria empresa não tinha um acordo de colaboração em criação tecnológica com universidades, e apontou que a questão da propriedade intelectual era uma barreira. Além disso, grande parte afirmou ter consciência de que o relacionamento entre empresas e universidades é fraco no País por dificuldades geradas devido às burocracias jurídicas. “As universidades possuem limites na questão dos entraves burocráticos”, confirmou Aguiar. Ele finalizou com um desafio. “A gente tem que trazer para as empresas associadas à VDI mais discussão com as universidades e mais sugestões para melhorar o cenário brasileiro”.

Após a apresentação dos resultados do questionário, iniciou-se a dinâmica. Os participantes foram divididos em grupos de quatro a cinco pessoas e orientados por Flavia Ursini, da empresa Inova na Conversa. Eles foram então incentivados a pensar nas problemáticas e possíveis soluções que melhorariam a relação entre as empresas e as instituições de ensino por meio do método do design thinking, processo criativo voltado para o desenvolvimento de soluções que tenham a empatia como pressuposto. Na sequência, foram discutidas propostas para a resolução do problema, convergindo em um grupo de ideias principais. Todo o material será devidamente compilado e disponibilizado em breve por Netto, que ficou muito contente com os resultados do dia.

“Foi o primeiro passo numa importante aproximação entre instituições que reconhecem o valor das parcerias, mas têm dificuldades para implementá-las no nível em que gostariam. O evento mostrou ainda que os participantes tem interesse e disposição para prosseguir com algumas das iniciativas propostas”, afirma.

Além de Netto, participaram da atividade os professores da Poli Gilberto Martha e Jaime Sichman, presidente e vice da Comissão de Pesquisa da Escola. Confira as fotos do evento no álbum do Flickr da Escola. 

(Amanda Panteri)

 

Poli-USP e INCT de Estudos do Meio Ambiente oferecem MBA em gestão de áreas contaminadas

Foco do curso é a atuação em áreas industriais e comerciais abandonadas, ociosas ou subutilizadas, em geral por causa de contaminações ambientais.

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos do Meio Ambiente (INCT-EMA) do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) está com as inscrições abertas para o curso MBA em Gestão de Áreas Contaminadas, Desenvolvimento Urbano Sustentável e Revitalização de Brownfields. As inscrições estão abertas até 15 de agosto, pelo site http://mbagac.larc.usp.br. Não é cobrada taxa de inscrição. As aulas começam em 29 de agosto.

O curso é destinado a profissionais com formação superior (engenheiros, tecnólogos, gestores públicos), interessados na área ambiental e em aprofundar seus conhecimentos em questões relacionadas a áreas contaminadas e revitalização de brownfields (terrenos que pode estar contaminados por baixas concentrações de lixo tóxico ou poluição e que têm potencial para serem reutilizados, como antigos galpões comerciais e industriais).

O MBA será ofertado à distância, com avaliações presenciais a serem realizadas no campus da USP em São Paulo em dois momentos durante o ano. Haverá também duas aulas síncronas (por videoconferência) em cada disciplina, de acordo com calendário a ser disponibilizado futuramente aos alunos.

“Trata-se do único curso no Brasil nesses moldes a oferecer um certificado USP. Ele também já atende à Decisão de Diretoria 38/17 da Cetesb, que estabelece procedimentos para a proteção da qualidade do solo e das águas subterrâneas e diretrizes para gerenciamento de áreas contaminadas no âmbito do licenciamento ambiental, bem como a Resolução CONAMA 420/2009 de âmbito nacional”, destaca a pesquisadora do INCT-EMA Marilda Ramos Vianna “Estamos apresentando o estado da arte no tema, trazendo aos participantes o que há de mais atual nesse assunto”, completa. Além disso, por ser feito à distância, permite a participação de pessoas de lugares diversos e promove ainda a formação de uma rede ampla de profissionais que atuam nesse segmento.

Com tempo de duração de 360 horas de aula distribuídas ao longo de 18 meses e 60 horas de monografia ao longo de seis meses, o curso é composto por 20 disciplinas com videoaulas gravadas pelos docentes responsáveis, duas disciplinas online concomitantes, além de bibliografia recomendada e atividades como fóruns, chats e exercícios. Haverá provas presenciais na USP. A matrícula é R$ 1.160,00, mais 24 parcelas desse mesmo valor.

Para mais informações, visite o site http://mbagac.larc.usp.br ou escreva para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Poli Rugby conquista título inédito e é campeão paulista em 2017

Time venceu o Jacareí na prorrogação, em jogo equilibrado disputado lance a lance.

A equipe Poli Rugby é a campeã paulista de 2017, conquistando um título inédito para o time, que venceu o Jacareí em jogo realizado neste sábado (10/06) no Centro de Práticas Esportivas da USP (CEPEUSP). A partida, disputada em casa, foi tão equilibrada que precisou de prorrogação. O placar foi 38 a 33 a favor da Poli Rugby, que venceu oito dos nove jogos que disputou no Paulista deste ano. O resultado colocou a Poli no cenário nacional, já que agora vai disputar o Campeonato Brasileiro da categoria, na qual jogam os oito melhores times do País.

“Há três anos, éramos um time universitário, mas conseguimos nos organizar e unir o apoio dos politécnicos veteranos aos meninos que estão jogando no time faz um tempo e aos que estão chegando, e transformamos tudo isso no título de campeão do Paulista de Rugby, o torneio mais disputado e mais difícil do rugby nacional”, comemorou o técnico Maurício Carli.

Ambos os times pressionaram todo o tempo. O jogo começou com um try (jogada que confere o maior número de pontos, quando o jogador ultrapassa a linha de fundo do campo adversário – o equivalente ao gol do futebol) do Jacareí, o que só fez animar a torcida da Poli para dar força à reação da sua equipe. Nem mesmo os quase 200 torcedores que vieram de Jacareí para torcer pelo seu time diminuiu a empolgação da torcida da Poli, que contou com a força da Rateria, a bateria dos alunos da Escola Politécnica da USP.

“É um sonho que começamos a sonhar quando me chamaram e falaram sobre o projeto. Para ser sincero, nem tínhamos esperança de chegar a um título agora; a expectativa era dar um passo por vez e ficar com um sexto lugar, já que no ano passado ficamos em sétimo”, contou. Segundo o técnico, alguns fatores colaboraram muito para o crescimento do time, como a crescente união do grupo ao longo dos meses de treino e a chegada de quatro jogadores da Seleção Brasileira para a disputa do Paulista. “Como ficou muito claro aqui durante este jogo, viramos uma família: todo mundo se ajuda, se gosta e isso faz muita diferença”, apontou.

Outro fator decisivo para a equipe foi a derrota para o mesmo Jacareí na única vez em que a Poli perdeu um jogo no Paulista deste ano. “Esse revés foi a melhor coisa que aconteceu. Perdemos em um momento no qual tínhamos ganhado de todo mundo e eu já sabia que não éramos imbatíveis, mas era preciso que nossos jogadores vissem o mesmo”, ponderou o técnico.

A derrota só aumentou a vontade de vencer o adversário na final, até porque foi a segunda vez que a Poli perdeu para o Jacareí, ambas em placares muito apertados. Primeiro, ambos os times se enfrentaram na final do ano passado do Campeonato Brasileiro – Série B, e o adversário venceu por apenas dois pontos. Agora, na primeira fase do Paulista, a Poli perdeu nos cinco minutos finais de jogo, quando estava à frente do Jacareí. “Na final, a gente disse: é nossa casa, é nosso time, não vamos perder por nada”, afirmou.

O capitão da Poli Rugby, Victor “Santos” Bellemo, também falou sobre a disputa. “Deu um gostinho a mais essa vitória, mas rivalidade faz parte do esporte. Viemos 100% focados porque era a hora da grande revanche e tudo deu certo”, disse. “Começamos o campeonato muito bem, fortalecemos muito o grupo, fomos invictos até o último jogo, contra o Jacareí. A semifinal foi uma grande batalha e aqui, na final, emoção foi o que não faltou. Fomos para os acréscimos, e quem fizesse ponto ganhava. Com muito trabalho e sorte, levamos o título”, resumiu.

Para ele, o resultado positivo é reflexo da união do grupo. “Estamos com uma equipe muito forte, com uma base que vem se mantendo ao longo dos anos. Agregamos a essa base novos jogadores, novas pessoas no apoio técnico que foram se envolvendo e deixando a equipe cada vez mais fortalecida”, analisou.

O que vem à frente – O técnico Maurício Carli não vai permitir que a Poli se acomode com o título do Paulista. Depois de um rápido período de descanso, o time volta aos treinos, visando os jogos do Campeonato Brasileiro de Rugby, que começa em julho. “Temos muito o que melhorar. As pessoas ainda não estão vendo em campo tudo o que trabalhamos nos treinos, o time ainda vai subir muito de nível”, apontou ele. A equipe que participa dos treinos, de 42 pessoas, deve chegar a 50 no segundo semestre, um reforço importante para o time.

“Nossa meta é fazer um bom campeonato brasileiro. É nosso primeiro ano, precisamos entender como são as viagens, porque agora vamos jogar em locais como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, receber times de outros estados aqui, conhecer novos campos. Teremos muitos jogos difíceis e contra times contra os quais nunca jogamos”, analisou. “A tendência é só crescer daqui para frente”, finalizou.

Os principais lances da partida Poli Rugby x Jacareí estão descritos no site da Federação Paulista de Rugby (http://fprugby.org.br/index.php/2017/06/11/poli-e-campea-paulista-de-2017/), que também transmitiu ao vivo a partida pela internet, algo realizado pela primeira vez. Mais de 10 mil pessoas acompanharam o jogo online. Para assistir a partida na íntegra basta visitar o perfil da Federação no Facebook (https://www.facebook.com/fprugby/?hc_ref=PAGES_TIMELINE). Confira as fotos do evento no Flickr da Poli.

(Janaína Simões)

 


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